15.05.08
CASA DOS ARTISTAS
A revista inglesa Mixmag está completando 25 anos este ano. Criada em 83 como um veículo voltado exclusivamente para o ainda embrionário mercado de DJs e produtores e distribuída apenas pelo sistema de assinaturas, hoje a publicação é um monstro editorial de alcance mundial e merece os parabéns pela data.
Dá para se perceber a importância da revista com as figuras da capa - dobrável - da edição comemorativa (já numa banca de importados perto de você): são 25 das maiores estrelas da música eletrônica, de Fatboy Slim a Goldie, de Sasha a LCD Soundsystem, entre muitos outros.

Todos eles se reuniram para uma sessão de fotos em Londres e deram declarações sobre quais foram os grandes momentos da dance music de 83 para cá. As respostas são as mais variadas possíveis e salpicam a edição restrospectiva, que faz um resumão do que aconteceu no cenário pop eletrônico de cada ano desde o nascimento da revista. É praticamente um documento histórico da música jovem recente.
No site da revista é possível assistir a vídeos com os bastidores da sessão de fotos: é engraçado ver figuras tão díspares quanto Dizzee Rascal e Paul Van Dyk batendo um papo, ou a dupla Basement Jaxx às gargalhadas com o Prodigy. Ainda dá para ver trechos das entrevistas da maioria dos músicos que estão na capa.
Quer assistir? É só clicar na capa ali em cima!
CASA DOS ARTISTAS
A revista inglesa Mixmag está completando 25 anos este ano. Criada em 83 como um veículo voltado exclusivamente para o ainda embrionário mercado de DJs e produtores e distribuída apenas pelo sistema de assinaturas, hoje a publicação é um monstro editorial de alcance mundial e merece os parabéns pela data.
Dá para se perceber a importância da revista com as figuras da capa - dobrável - da edição comemorativa (já numa banca de importados perto de você): são 25 das maiores estrelas da música eletrônica, de Fatboy Slim a Goldie, de Sasha a LCD Soundsystem, entre muitos outros.

Todos eles se reuniram para uma sessão de fotos em Londres e deram declarações sobre quais foram os grandes momentos da dance music de 83 para cá. As respostas são as mais variadas possíveis e salpicam a edição restrospectiva, que faz um resumão do que aconteceu no cenário pop eletrônico de cada ano desde o nascimento da revista. É praticamente um documento histórico da música jovem recente.
No site da revista é possível assistir a vídeos com os bastidores da sessão de fotos: é engraçado ver figuras tão díspares quanto Dizzee Rascal e Paul Van Dyk batendo um papo, ou a dupla Basement Jaxx às gargalhadas com o Prodigy. Ainda dá para ver trechos das entrevistas da maioria dos músicos que estão na capa.
Quer assistir? É só clicar na capa ali em cima!
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.05.08
A NEGONA DA VEZ
Santogold é o nome mais bombado nas revistas, sites e blogs de música. É o burburinho do momento. Depois do ensaio de um estouro ano passado e um show devastador no Coachella desse ano, finalmente saiu o disco cheio. E, confirmando a expectativa, é bom demais.
Por conta da mistureba - tem punk, hip-hop, dub, house e pancadões em geral - a moça tem sido constantemente comparada à MIA. Besteira, Santo é melhor. Criada na Filadélfia, Santi White (na carteira de identidade) tem no currículo trabalhos com produtores estrelados: Switch, Diplo, Spank Rock e Freq Nasty.
A Rolling Stone equacionou o som da moça: MIA + Karen O (Yeah Yeah Yeahs) + clima 80s = Santogold. Não deu para entender? Então clica na foto e vai ver o primeiro clipe da cantora, 'LES Artistes'. Vale o toque de que, apesar de ser o primeiro single, esta não é a melhor do disco.

A NEGONA DA VEZ
Santogold é o nome mais bombado nas revistas, sites e blogs de música. É o burburinho do momento. Depois do ensaio de um estouro ano passado e um show devastador no Coachella desse ano, finalmente saiu o disco cheio. E, confirmando a expectativa, é bom demais.
Por conta da mistureba - tem punk, hip-hop, dub, house e pancadões em geral - a moça tem sido constantemente comparada à MIA. Besteira, Santo é melhor. Criada na Filadélfia, Santi White (na carteira de identidade) tem no currículo trabalhos com produtores estrelados: Switch, Diplo, Spank Rock e Freq Nasty.
A Rolling Stone equacionou o som da moça: MIA + Karen O (Yeah Yeah Yeahs) + clima 80s = Santogold. Não deu para entender? Então clica na foto e vai ver o primeiro clipe da cantora, 'LES Artistes'. Vale o toque de que, apesar de ser o primeiro single, esta não é a melhor do disco.

Escrito por Daniel Tambarotti
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30.04.08
O TORMENTO DO COLDPLAY
Fazendo a linha 'olha como sou antenado com as novidades internéticas', Chris Martin colocou para download a música nova do Coldplay. 'Violet hill' é o primeiro single do CD novo dos ingleses, que tem um nome que remete a outro Martin, o Ricky: 'Viva la vida'. Olha a capa aí embaixo.

O problema é que, diferentemente do Radiohead e o esquema sem entraves tecnológicos para se baixar 'In Rainbows', conseguir fazer o download do single novo do Coldplay foi bem complicado.
O processo até que era relativamente simples: entrar no site oficial, deixar e-mail, cep e país de origem para, em seguida, receber um link na sua caixa postal e assim para baixar o arquivo.
Passei bem da primeira fase (e-mail, cep e país de origem). A partir daí tudo encruou: o tal link não chegava no meu e-mail, como havia sido prometido. Então me socorri num 'botão do pânico', no pé da página, que precavidamente dizia: 'Se o e-mail não chegar, clique aqui'. Obedeci e tive que ler numa nova janela uma cansativa explicação de que alguns provedores de e-mail jogam mensagens 'estranhas' direto no lixo, bla bla bla. E aí me ensinavam como criar um filtro para evitar que isso acontecesse com o e-mail do Coldplay. Li e fiz tudo como mandava a cartilha.

Tive que repetir todo o processo, agora com o e-mail liberado. Depois de alguns refresh, nada do link chegar na minha caixa. Uns minutos depois, nada ainda. Fui tomar uma água, voltei ao computador e... e-mail vazio. Desisti da música e fui para casa.
Hoje pela manhã, ao checar as mensagens, tinham três (!) do Coldplay, todas com o link para 'Violet hill'. Todos chegaram por volta de uma da manhã. E vinham com uma mensagem meio antipática: 'Este link vai expirar em seis horas'.
Bom, como já eram 10 da manhã, fiquei a ver navios. Mesmo assim, de teimosia, tentei acessar. Sem sucesso, comecei tuuuudo novamente, afinal agora daria tempo, não seria necessário um plantão madrugada a dentro.
Processo refeito, e finalmente 'Violet hill' no meu HD, cerca de 24 horas depois que me dispus a encarar o périplo esperando uma boa recompensa. Ufa! Mas e aí, é boa?
Não, não é boa. Repete aquele clima aguado que a gente já está acostumado a ouvir da banda de Chris Martin: pianinhos, lamúrias, no guts at all. Precisa de muito mais tutano para fazer essa epopéia toda valer a pena.
O TORMENTO DO COLDPLAY
Fazendo a linha 'olha como sou antenado com as novidades internéticas', Chris Martin colocou para download a música nova do Coldplay. 'Violet hill' é o primeiro single do CD novo dos ingleses, que tem um nome que remete a outro Martin, o Ricky: 'Viva la vida'. Olha a capa aí embaixo.

O problema é que, diferentemente do Radiohead e o esquema sem entraves tecnológicos para se baixar 'In Rainbows', conseguir fazer o download do single novo do Coldplay foi bem complicado.
O processo até que era relativamente simples: entrar no site oficial, deixar e-mail, cep e país de origem para, em seguida, receber um link na sua caixa postal e assim para baixar o arquivo.
Passei bem da primeira fase (e-mail, cep e país de origem). A partir daí tudo encruou: o tal link não chegava no meu e-mail, como havia sido prometido. Então me socorri num 'botão do pânico', no pé da página, que precavidamente dizia: 'Se o e-mail não chegar, clique aqui'. Obedeci e tive que ler numa nova janela uma cansativa explicação de que alguns provedores de e-mail jogam mensagens 'estranhas' direto no lixo, bla bla bla. E aí me ensinavam como criar um filtro para evitar que isso acontecesse com o e-mail do Coldplay. Li e fiz tudo como mandava a cartilha.

Tive que repetir todo o processo, agora com o e-mail liberado. Depois de alguns refresh, nada do link chegar na minha caixa. Uns minutos depois, nada ainda. Fui tomar uma água, voltei ao computador e... e-mail vazio. Desisti da música e fui para casa.
Hoje pela manhã, ao checar as mensagens, tinham três (!) do Coldplay, todas com o link para 'Violet hill'. Todos chegaram por volta de uma da manhã. E vinham com uma mensagem meio antipática: 'Este link vai expirar em seis horas'.
Bom, como já eram 10 da manhã, fiquei a ver navios. Mesmo assim, de teimosia, tentei acessar. Sem sucesso, comecei tuuuudo novamente, afinal agora daria tempo, não seria necessário um plantão madrugada a dentro.
Processo refeito, e finalmente 'Violet hill' no meu HD, cerca de 24 horas depois que me dispus a encarar o périplo esperando uma boa recompensa. Ufa! Mas e aí, é boa?
Não, não é boa. Repete aquele clima aguado que a gente já está acostumado a ouvir da banda de Chris Martin: pianinhos, lamúrias, no guts at all. Precisa de muito mais tutano para fazer essa epopéia toda valer a pena.
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.04.08
O DEPRÊ...
O disco novo do Portishead está incomodando muita gente: ácido, corrosivo, estranho, desce mal que só. 'Machine gun', o primeiro single, é uma grosseria e ganhou um clipe sem nenhum apelo para o mercadão – é escuro, desfocado e monocromático. Bastante adequado. Clica na foto para assistir.

E O ALEGRINHO
Depois da claustrofobia dos Heads, a alegria pop do Hot Chip, que lança 'One pure thought' como a segunda música de trabalho do CD 'Made in the dark'. Pela foto já dá para perceber que o clima é de felicidade total.

O DEPRÊ...
O disco novo do Portishead está incomodando muita gente: ácido, corrosivo, estranho, desce mal que só. 'Machine gun', o primeiro single, é uma grosseria e ganhou um clipe sem nenhum apelo para o mercadão – é escuro, desfocado e monocromático. Bastante adequado. Clica na foto para assistir.

E O ALEGRINHO
Depois da claustrofobia dos Heads, a alegria pop do Hot Chip, que lança 'One pure thought' como a segunda música de trabalho do CD 'Made in the dark'. Pela foto já dá para perceber que o clima é de felicidade total.

Escrito por Daniel Tambarotti
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04.04.08
DEU A LOUCA NOS FESTIVAIS
O que será que deu nos curadores dos festivais desse ano? A divulgação de nomes, hum, duvidosos está causando um zunzunzum barulhento entre os festival goers.
São três as tragédias anunciadas até agora:
- No DEMF (Detroit Electronic Music Festival), festival estritamente eletrônico que rola na cidade-berço do techno, Benny Bennassi é um dos headliners. Benassi é das maiores enganações da onda electroclash do início desta década. E aos que contra-argumentarem com 'Mas ele ganhou um Grammy', eu devolvo: e quem hoje se importa com o Grammy e suas centenas de categorias diluídas?

- No Coachella, festejadíssimo evento de três dias num deserto californiano, uma das atrações principais é o irrelevante... Jack Johnson.

- E no ensolarado FiberFib, Festival Internacional de Benicàssim, no sul da Espanha, o problema está na escalação de Mika, o one hit wonder fraaaaaco que, com o hit 'Grace Kelly', freqüentou as paradas ano passado com aquele resgate aguado de disco music + Freddie Mercury. Conseguiu enganar muita gente.

DEU A LOUCA NOS FESTIVAIS
O que será que deu nos curadores dos festivais desse ano? A divulgação de nomes, hum, duvidosos está causando um zunzunzum barulhento entre os festival goers.
São três as tragédias anunciadas até agora:
- No DEMF (Detroit Electronic Music Festival), festival estritamente eletrônico que rola na cidade-berço do techno, Benny Bennassi é um dos headliners. Benassi é das maiores enganações da onda electroclash do início desta década. E aos que contra-argumentarem com 'Mas ele ganhou um Grammy', eu devolvo: e quem hoje se importa com o Grammy e suas centenas de categorias diluídas?

- No Coachella, festejadíssimo evento de três dias num deserto californiano, uma das atrações principais é o irrelevante... Jack Johnson.

- E no ensolarado FiberFib, Festival Internacional de Benicàssim, no sul da Espanha, o problema está na escalação de Mika, o one hit wonder fraaaaaco que, com o hit 'Grace Kelly', freqüentou as paradas ano passado com aquele resgate aguado de disco music + Freddie Mercury. Conseguiu enganar muita gente.

Escrito por Daniel Tambarotti
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20.03.08
CASANDO AS BATIDAS
As séries de CDs mixados são parte muito importante no mundo eletrônico: mostram um lado às vezes não muito conhecido do DJ/Produtor que está no comando de determinado set, e mercadologicamente servem como statement de um selo independente (caso da Get Physical) ou a entrada de um clube famoso na disputa pelo bolo da grana da venda de discos (caso do Fabric).
Essa enrolação toda para dizer que três mix albums lançados recentemente estão fazendo bastante barulho nas pistas, revistas e sites mundo afora.
M.A.N.D.Y. - Fabric 38
A dupla deixa seu carimbo na famosíssima e incansável série de CDs do clube londrino. O melhor mix CD deste início do ano.

Junior Boys - Body Language 6
A dupla canadense larga o baixo, a guitarra e os sintetizadores para manusear os decks na mais recente tacada do selo Get Physical.

Ellen Allien - Boogybytes vol. 4
Este blog está sedento para ouvir as ordens da DJ alemã neste volume quatro da série lançada pelo próprio selo da moça, o BPitch Control.

CASANDO AS BATIDAS
As séries de CDs mixados são parte muito importante no mundo eletrônico: mostram um lado às vezes não muito conhecido do DJ/Produtor que está no comando de determinado set, e mercadologicamente servem como statement de um selo independente (caso da Get Physical) ou a entrada de um clube famoso na disputa pelo bolo da grana da venda de discos (caso do Fabric).
Essa enrolação toda para dizer que três mix albums lançados recentemente estão fazendo bastante barulho nas pistas, revistas e sites mundo afora.
M.A.N.D.Y. - Fabric 38
A dupla deixa seu carimbo na famosíssima e incansável série de CDs do clube londrino. O melhor mix CD deste início do ano.

Junior Boys - Body Language 6
A dupla canadense larga o baixo, a guitarra e os sintetizadores para manusear os decks na mais recente tacada do selo Get Physical.

Ellen Allien - Boogybytes vol. 4
Este blog está sedento para ouvir as ordens da DJ alemã neste volume quatro da série lançada pelo próprio selo da moça, o BPitch Control.

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.03.08
CASO DE POLÍCIA
O Interpol finalmente veio matar a sede dos brasileiros. Já fazia tempo que todo mundo queria ver a banda ao vivo, conferir de perto e ver se essa história de pose blasé procede mesmo. Pois enfim, a banda veio para shows no Brasil.
Depois de um show para os amigos paulistas na terça, foi a vez dos cariocas ontem, dia 13. Tinha tudo para ser um estouro: banda afiada, luzes bacanas, telão... Mas a infra-estrutura vergonhosa da Fundição Progresso, local do show, não permitiu que a catarse para a qual o show se encaminhava acontecesse.
Uma pane técnica interrompeu a festa por cerca de 20, 25 minutos, bem no meio da apresentação dos americanos. Assim, do nada, o som da guitarra de Paul Banks sumiu - ele tocava e silêncio. A banda, obviamente irritada, interrompeu a música, pediu desculpas e saiu do palco. Um técnico de som explicou em inglês que estavam com um problema. Banho de água fria.
O clima foi embora, as pessoas murcharam. Depois de um tempo, alguém que parecia da produção veio dar satisfações e disse que a banda voltava em breve. Voltaram visivelmente chateados com o ocorrido, pediram desculpas novamente, tocaram mais quatro músicas e foram embora. Um mico.
Os problemas na Fundição Progresso não são poucos e os exemplos transbordam. Ano passado, durante o show do Franz Ferdinand, a grade que separa o público do palco não agüentou a pressão do povo e cedeu. Os músicos da banda, assustados, pararam de tocar, chamaram os seguranças e só voltaram quando tudo estava mais calmo e seguro. 'Cuidado, não se machuquem', disse o vocalista.
É um vexame pagar caro por um ingresso (R$ 100 a inteira) e ter que engolir um desrespeito desses. Outros problemas ainda contribuem para a justa péssima fama do local: o calor é insuportável, os bares são mal localizados e têm atendimento de quinta, os banheiros são poucos, o som nunca está equalizado adequadamente. É verdade que uma chuva forte castigava a cidade, mas é inadmissível ver a chuva, por conta de buracos e goteiras no teto, cair em cima do público e no palco (!!!). Tava na cara que ia dar merda.
Me pergunto até quando os produtores de shows e eventos não vão enxergar o amadorismo da Fundição Progresso e vão nos obrigar a passar por constrangimentos como este do show do Interpol.
CASO DE POLÍCIA
O Interpol finalmente veio matar a sede dos brasileiros. Já fazia tempo que todo mundo queria ver a banda ao vivo, conferir de perto e ver se essa história de pose blasé procede mesmo. Pois enfim, a banda veio para shows no Brasil.
Depois de um show para os amigos paulistas na terça, foi a vez dos cariocas ontem, dia 13. Tinha tudo para ser um estouro: banda afiada, luzes bacanas, telão... Mas a infra-estrutura vergonhosa da Fundição Progresso, local do show, não permitiu que a catarse para a qual o show se encaminhava acontecesse.
Uma pane técnica interrompeu a festa por cerca de 20, 25 minutos, bem no meio da apresentação dos americanos. Assim, do nada, o som da guitarra de Paul Banks sumiu - ele tocava e silêncio. A banda, obviamente irritada, interrompeu a música, pediu desculpas e saiu do palco. Um técnico de som explicou em inglês que estavam com um problema. Banho de água fria.
O clima foi embora, as pessoas murcharam. Depois de um tempo, alguém que parecia da produção veio dar satisfações e disse que a banda voltava em breve. Voltaram visivelmente chateados com o ocorrido, pediram desculpas novamente, tocaram mais quatro músicas e foram embora. Um mico.
Os problemas na Fundição Progresso não são poucos e os exemplos transbordam. Ano passado, durante o show do Franz Ferdinand, a grade que separa o público do palco não agüentou a pressão do povo e cedeu. Os músicos da banda, assustados, pararam de tocar, chamaram os seguranças e só voltaram quando tudo estava mais calmo e seguro. 'Cuidado, não se machuquem', disse o vocalista.
É um vexame pagar caro por um ingresso (R$ 100 a inteira) e ter que engolir um desrespeito desses. Outros problemas ainda contribuem para a justa péssima fama do local: o calor é insuportável, os bares são mal localizados e têm atendimento de quinta, os banheiros são poucos, o som nunca está equalizado adequadamente. É verdade que uma chuva forte castigava a cidade, mas é inadmissível ver a chuva, por conta de buracos e goteiras no teto, cair em cima do público e no palco (!!!). Tava na cara que ia dar merda.
Me pergunto até quando os produtores de shows e eventos não vão enxergar o amadorismo da Fundição Progresso e vão nos obrigar a passar por constrangimentos como este do show do Interpol.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.03.08
ROLLING RUGAS
Scorsese é um cara roquenrol. Depois de acertar na mosca com 'No direction home', documentário sobre Bob Dylan, o melhor diretor americano vivo também surpreende com 'Shine a light', filme em que mostra um show dos Rolling Stones em Nova York.
Uma dobradinha desse naipe joga as expectativas láaaa em cima, e isso é muito perigoso. Mas já nas primeiras seqüências - é de rolar de rir ver o diretor 'estressadinho' com a banda por conta da falta de informações sobre o show - toda a expectativa se confirma e o restante é só alegria.

O show foi gravado no Beacon Theatre, teatro de certa forma intimista, se comparado a lugares onde os Stones estão acostumados a tocar.
A beleza das imagens é o que impressiona de cara. As câmeras do diretor captam tudo tão bem e de tão perto que você se sente no palco, com se fosse mais um integrante da banda, quase dando um tapinha no ombro de Mick Jagger ou trocando um papo com Keith Richards num intervalo entre uma música e outra.
As rugas e movimentos dos velhinhos nunca ganharam registro tão preciso: entre riffs de um clássico e outro, é possível perceber cada nuance de olhar cúmplice entre os integrantes, cada levantar de sobrancelha, cada detalhe do movimento da boca de Jagger.

Nem a presença de Jack White ('The loving cup') e Christina Aguillera ('Live with me') consegue detonar a energia do show - ele apenas correto, ela descabida. O ponto alto do show ficou por conta do terceiro convidado, Buddy Guy, no blues 'Champagne and reefer'. É de arrepiar o 'duelo' de guitarras entre Guy e Richards.
O filme é imperdível (veja num cinema com boa qualidade de som) e tem estréia mundial no dia 4 de abril. O disco com a trilha sonora sai no dia 8 do mesmo mês. Veja o trailer aqui.
ROLLING RUGAS
Scorsese é um cara roquenrol. Depois de acertar na mosca com 'No direction home', documentário sobre Bob Dylan, o melhor diretor americano vivo também surpreende com 'Shine a light', filme em que mostra um show dos Rolling Stones em Nova York.
Uma dobradinha desse naipe joga as expectativas láaaa em cima, e isso é muito perigoso. Mas já nas primeiras seqüências - é de rolar de rir ver o diretor 'estressadinho' com a banda por conta da falta de informações sobre o show - toda a expectativa se confirma e o restante é só alegria.

O show foi gravado no Beacon Theatre, teatro de certa forma intimista, se comparado a lugares onde os Stones estão acostumados a tocar.
A beleza das imagens é o que impressiona de cara. As câmeras do diretor captam tudo tão bem e de tão perto que você se sente no palco, com se fosse mais um integrante da banda, quase dando um tapinha no ombro de Mick Jagger ou trocando um papo com Keith Richards num intervalo entre uma música e outra.
As rugas e movimentos dos velhinhos nunca ganharam registro tão preciso: entre riffs de um clássico e outro, é possível perceber cada nuance de olhar cúmplice entre os integrantes, cada levantar de sobrancelha, cada detalhe do movimento da boca de Jagger.

Nem a presença de Jack White ('The loving cup') e Christina Aguillera ('Live with me') consegue detonar a energia do show - ele apenas correto, ela descabida. O ponto alto do show ficou por conta do terceiro convidado, Buddy Guy, no blues 'Champagne and reefer'. É de arrepiar o 'duelo' de guitarras entre Guy e Richards.
O filme é imperdível (veja num cinema com boa qualidade de som) e tem estréia mundial no dia 4 de abril. O disco com a trilha sonora sai no dia 8 do mesmo mês. Veja o trailer aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.02.08
O ELETRICISTA DO TECHNO
Oliver Huntemann é uma das atrações principais da perna carioca do festival Chemical Music, que acontece no dia primeiro de março.
Esta é a segunda vez que o DJ traz seu set ao Rio. Nascido e criado no meio techno alemão, Huntemann também dá seus pulos no electro e assume forte influência da house clássica de Chicago.
O rapaz vem ganhando bastante notoriedade recentemente, e já são inúmeros os convites para produzir remixes: estão no seu currículo Depeche Mode ('Everything counts'), Underworld ('Crocodile') e Chemical Brothers ('Do it again').
Este blog bateu um papo com o DJ, que conta aí ambaixo como vai ser sua apresentação por aqui e explica a estranha história de como ele foi parar nos quartéis da Marinha alemã.
GRAVE: Como você foi parar na Marinha alemã como eletricista?
Huntemann: Eu já era DJ antes e fazia breakdancing, entre outras coisas. Mas era uma época em que os DJs não eram os popstars de hoje. Então decidi dar um rumo à minha vida, foi quando entrei para a Marinha e me tornei um eletricista. Logo em seguida trabalhei como jornalista, mas nada ligado à música especificamente. Comecei a produzir paralelamente e tudo foi acontecendo.

G: Você vai tocar num festival gigante para muitas milhares de pessoas. Fica mais à vontade em eventos desse porte ou prefere os clubes pequenos?
H: Apesar das infinitas diferenças, ou justamente por causa delas, gosto dos dois. É ótimo tocar para muita gente, mas é preciso ficar nos hits bombados. Nos clubes pequenos dá para tocar mais tempo e experimentar mais, o que é uma delícia e muito divertido.
G: Apesar de calcados no techno, seus sets podem ter pitadas de electro, house, minimal...
H: Isso. Gosto de misturar os estilos, apesar de saber que não é tão fácil assim se dar bem misturando muito, pode ficar sem rosto, sem personalidade. Na verdade, gosto de boas músicas, não tem como dar errado.
G: É isso que vamos ouvir aqui?
H: Sim, definitivamente! E também vou tocar muita coisa nova e músicas do próximo álbum, que ainda não está finalizado. Além de músicas que estão na compilação 'Play' (Serie de CDs mixados pelo próprio Oliver cuja proposta é gravar ao vivo durante um set em algum clube bacana do mundo, com o registro da gritaria do povo na pista de dança e tudo. O primeiro volume foi gravado no paulistano D-Edge e o segundo, no Rex, em Paris).
G: Você tem feito remixes para figurões como Depeche Mode e Underworld. Pela visibilidade que dá, é o mais importante na carreira de um DJ/produtor?
H: Olha, dá bastante visibilidade, sim. Não há como negar que isso é bom. Eu me sinto muito honrado com os convites, mas remixar somente não é suficiente. Prefiro produzir e criar o meu som. Afinal, foi por isso que chegaram até mim, não é? (Risos).
O ELETRICISTA DO TECHNO
Oliver Huntemann é uma das atrações principais da perna carioca do festival Chemical Music, que acontece no dia primeiro de março.
Esta é a segunda vez que o DJ traz seu set ao Rio. Nascido e criado no meio techno alemão, Huntemann também dá seus pulos no electro e assume forte influência da house clássica de Chicago.O rapaz vem ganhando bastante notoriedade recentemente, e já são inúmeros os convites para produzir remixes: estão no seu currículo Depeche Mode ('Everything counts'), Underworld ('Crocodile') e Chemical Brothers ('Do it again').
Este blog bateu um papo com o DJ, que conta aí ambaixo como vai ser sua apresentação por aqui e explica a estranha história de como ele foi parar nos quartéis da Marinha alemã.
GRAVE: Como você foi parar na Marinha alemã como eletricista?
Huntemann: Eu já era DJ antes e fazia breakdancing, entre outras coisas. Mas era uma época em que os DJs não eram os popstars de hoje. Então decidi dar um rumo à minha vida, foi quando entrei para a Marinha e me tornei um eletricista. Logo em seguida trabalhei como jornalista, mas nada ligado à música especificamente. Comecei a produzir paralelamente e tudo foi acontecendo.

G: Você vai tocar num festival gigante para muitas milhares de pessoas. Fica mais à vontade em eventos desse porte ou prefere os clubes pequenos?
H: Apesar das infinitas diferenças, ou justamente por causa delas, gosto dos dois. É ótimo tocar para muita gente, mas é preciso ficar nos hits bombados. Nos clubes pequenos dá para tocar mais tempo e experimentar mais, o que é uma delícia e muito divertido.
G: Apesar de calcados no techno, seus sets podem ter pitadas de electro, house, minimal...
H: Isso. Gosto de misturar os estilos, apesar de saber que não é tão fácil assim se dar bem misturando muito, pode ficar sem rosto, sem personalidade. Na verdade, gosto de boas músicas, não tem como dar errado.
G: É isso que vamos ouvir aqui?
H: Sim, definitivamente! E também vou tocar muita coisa nova e músicas do próximo álbum, que ainda não está finalizado. Além de músicas que estão na compilação 'Play' (Serie de CDs mixados pelo próprio Oliver cuja proposta é gravar ao vivo durante um set em algum clube bacana do mundo, com o registro da gritaria do povo na pista de dança e tudo. O primeiro volume foi gravado no paulistano D-Edge e o segundo, no Rex, em Paris).
G: Você tem feito remixes para figurões como Depeche Mode e Underworld. Pela visibilidade que dá, é o mais importante na carreira de um DJ/produtor?
H: Olha, dá bastante visibilidade, sim. Não há como negar que isso é bom. Eu me sinto muito honrado com os convites, mas remixar somente não é suficiente. Prefiro produzir e criar o meu som. Afinal, foi por isso que chegaram até mim, não é? (Risos).
Escrito por Daniel Tambarotti
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25.02.08
CONTAGEM REGRESSIVA INICIADA
Expectativa batendo no teto. Dia 28 de abril é o dia da felicidade.

Tracklist:
01 Silence
02 Hunter
03 Nylon Smile
04 The Rip
05 Plastic
06 We Carry On
07 Deep Water
08 Machine Gun
09 Small
10 Magic Doors
11 Threads
CONTAGEM REGRESSIVA INICIADA
Expectativa batendo no teto. Dia 28 de abril é o dia da felicidade.

Tracklist:
01 Silence
02 Hunter
03 Nylon Smile
04 The Rip
05 Plastic
06 We Carry On
07 Deep Water
08 Machine Gun
09 Small
10 Magic Doors
11 Threads
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.02.08
VOLVER
O R.E.M. está de volta. E vem de mala cheia.
No pacote de novidades de Michael Stipe e cia tem disco, clipe e site novos. São quatro anos de afastamento do mundo pop que se encerram com 'Accelerate' e suas 11 faixas estalando de novas. Os gringos ganharam também uma edição limitada do álbum com um DVD atrelado: tem no disco extra um filme de 48 minutos e mais duas músicas.
O primeiro single de 'Accelerate' é 'Supenatural Superserious'.
Já está se roendo de vontade de ouvir, né?

Então traz o seu mouse até aqui.
Já o videoclipe pode ser assistido com um simples clique na careca do Michael Stipe aí embaixo.

A música mostra a faceta mais 'rock' da banda, num clima meio 'What's the frequency, Kenneth?'. Se servir de termômetro, pode ser que tenhamos um CD bastante parecido com 'Monster'. Confesso que prefiro o R.E.M. com guitarras ao R.E.M. das baladinhas.
Acompanhando os lançamentos, o site do grupo está de cara nova. No REM-HQ estão vídeos de bastidores das gravações, algumas entrevistas picotadas, vídeos 'experimentais' e uma vibe meio introspectiva, que em muitos momentos lembra o DVD 'Meeting people is easy', do Radiohead.
Os três estão bem coroas, com a idade pesando nas costas. Mas, mesmo que produzindo um som revisionista (isso não é uma detonação), Stipe continua um excelente cantor e a banda está mais afiada do que nunca. Bem-vindos de volta.
VOLVER
O R.E.M. está de volta. E vem de mala cheia.
No pacote de novidades de Michael Stipe e cia tem disco, clipe e site novos. São quatro anos de afastamento do mundo pop que se encerram com 'Accelerate' e suas 11 faixas estalando de novas. Os gringos ganharam também uma edição limitada do álbum com um DVD atrelado: tem no disco extra um filme de 48 minutos e mais duas músicas.
O primeiro single de 'Accelerate' é 'Supenatural Superserious'.
Já está se roendo de vontade de ouvir, né?

Então traz o seu mouse até aqui.
Já o videoclipe pode ser assistido com um simples clique na careca do Michael Stipe aí embaixo.

A música mostra a faceta mais 'rock' da banda, num clima meio 'What's the frequency, Kenneth?'. Se servir de termômetro, pode ser que tenhamos um CD bastante parecido com 'Monster'. Confesso que prefiro o R.E.M. com guitarras ao R.E.M. das baladinhas.
Acompanhando os lançamentos, o site do grupo está de cara nova. No REM-HQ estão vídeos de bastidores das gravações, algumas entrevistas picotadas, vídeos 'experimentais' e uma vibe meio introspectiva, que em muitos momentos lembra o DVD 'Meeting people is easy', do Radiohead.
Os três estão bem coroas, com a idade pesando nas costas. Mas, mesmo que produzindo um som revisionista (isso não é uma detonação), Stipe continua um excelente cantor e a banda está mais afiada do que nunca. Bem-vindos de volta.
Escrito por Daniel Tambarotti
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01.02.08
O CHÃO VAI TREMER
Onde Missy Elliott vai, diz o bom senso que é bom ir atrás. A rapper mais casca-grossa do hip-hop americano andava quieta desde o disco 'The Cookbook', de 2005, e agora, como não poderia deixar de ser, Miss E. volta à cena in a fuckin' big style.

'Ching-a-ling' é a música nova da moça e faz parte da trilha do filme 'Step up 2 the streets'. Ajuste os graves do seu computador, posicione os fones, clica aqui e sente a pancada: do tipo que bate no peito e faz o chão tremer.
Samples de sirenes, vocais sacanas e os maneirismos característicos da cantora estão na área mais uma vez. Tem groove, é sensual e completamente diferente de tudo o que acontece no rap hoje. E ainda assim é pop o suficiente para virar hit entre os descolados ou entre os playboys farofeiros.
O single e o clipe saem lá fora na próxima segunda-feira. Para bombar o lançamento, o vídeo de 'Ching-a-ling' vai ser em 3D, daqueles para se ver com os óculos específicos. E se você não tem o seu, não se preocupe - Missy dá a dica de como fazer um em casa mesmo!
O CHÃO VAI TREMER
Onde Missy Elliott vai, diz o bom senso que é bom ir atrás. A rapper mais casca-grossa do hip-hop americano andava quieta desde o disco 'The Cookbook', de 2005, e agora, como não poderia deixar de ser, Miss E. volta à cena in a fuckin' big style.

'Ching-a-ling' é a música nova da moça e faz parte da trilha do filme 'Step up 2 the streets'. Ajuste os graves do seu computador, posicione os fones, clica aqui e sente a pancada: do tipo que bate no peito e faz o chão tremer.
Samples de sirenes, vocais sacanas e os maneirismos característicos da cantora estão na área mais uma vez. Tem groove, é sensual e completamente diferente de tudo o que acontece no rap hoje. E ainda assim é pop o suficiente para virar hit entre os descolados ou entre os playboys farofeiros.
O single e o clipe saem lá fora na próxima segunda-feira. Para bombar o lançamento, o vídeo de 'Ching-a-ling' vai ser em 3D, daqueles para se ver com os óculos específicos. E se você não tem o seu, não se preocupe - Missy dá a dica de como fazer um em casa mesmo!
Escrito por Daniel Tambarotti
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29.01.08
NA MOSCA DE NOVO
O Hot Chip acertou na mosca novamente. ‘Made in the dark’, o disco novo, pode ter deixado a crítica meio dividida, mas o primeiro single faz valer o download e espanta qualquer pré-condicionamento provocado por jornalistas de mau humor.
'Ready for the floor' não só é uma música sensacional como ganhou um videoclipe à altura. Uma explosão de cores inteligente e plasticamente linda faz a cama para referências pop: o que o vocalista da banda está fazendo ali vestido de Coringa (ele mesmo, inimigo do Batman)?

O próprio Alexis Taylor é quem explica para a revista bacana Fader: ‘Gosto dessa fala no filme do "Batman", do Tim Burton', diz ele, se referindo à frase ‘You’re my number one guy’, que está na letra da música. ‘É o que o personagem de Jack Palance fala para o Jack Nicholson, mas é uma declaração totalmente falsa”, explica. Para refrescar a memória: no filme, Palance tenta matar Nicholson, que sobrevive e mata Palance.
Agora chega de lenga-lenga e vai assistir ao clipe. Para os que gostam de remixes, aponte seu browser para o torrent mais perto, muitas versões já circulam pela rede.
NA MOSCA DE NOVO
O Hot Chip acertou na mosca novamente. ‘Made in the dark’, o disco novo, pode ter deixado a crítica meio dividida, mas o primeiro single faz valer o download e espanta qualquer pré-condicionamento provocado por jornalistas de mau humor.
'Ready for the floor' não só é uma música sensacional como ganhou um videoclipe à altura. Uma explosão de cores inteligente e plasticamente linda faz a cama para referências pop: o que o vocalista da banda está fazendo ali vestido de Coringa (ele mesmo, inimigo do Batman)?

O próprio Alexis Taylor é quem explica para a revista bacana Fader: ‘Gosto dessa fala no filme do "Batman", do Tim Burton', diz ele, se referindo à frase ‘You’re my number one guy’, que está na letra da música. ‘É o que o personagem de Jack Palance fala para o Jack Nicholson, mas é uma declaração totalmente falsa”, explica. Para refrescar a memória: no filme, Palance tenta matar Nicholson, que sobrevive e mata Palance.
Agora chega de lenga-lenga e vai assistir ao clipe. Para os que gostam de remixes, aponte seu browser para o torrent mais perto, muitas versões já circulam pela rede.
Escrito por Daniel Tambarotti
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