20.01.06
PRECES ATENDIDAS
Pode começar a comemorar! Enfim, justiça! Está confirmado um show extra do Franz Ferdinand no Rio de Janeiro, dizem as meninas do Alterego. E o melhor: sem o U2!
A apresentação acontece no dia 23 de fevereiro, quinta-feira antes do carnaval, no clássico Circo Voador.

Será que eles vêm de kilt?
Os escoceses virão ao Brasil para abrir os shows do U2 em São Paulo. Depois do show solo no Rio, os rapazes continuam na cidade por mais uns dias: querem cair no samba. Ziriguidum pra eles!
* * *
Aproveitando para entrar no clima, assista aqui ao clipe de 'Do you want to'
PRECES ATENDIDAS
Pode começar a comemorar! Enfim, justiça! Está confirmado um show extra do Franz Ferdinand no Rio de Janeiro, dizem as meninas do Alterego. E o melhor: sem o U2!
A apresentação acontece no dia 23 de fevereiro, quinta-feira antes do carnaval, no clássico Circo Voador.

Será que eles vêm de kilt?
Os escoceses virão ao Brasil para abrir os shows do U2 em São Paulo. Depois do show solo no Rio, os rapazes continuam na cidade por mais uns dias: querem cair no samba. Ziriguidum pra eles!
* * *
Aproveitando para entrar no clima, assista aqui ao clipe de 'Do you want to'
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.01.06
ANTES SÓ...
Não adiantou torcer contra, o Franz Ferdinand vem mesmo abrir os shows do U2 no Brasil. E como todo mundo já sabia, vai passar batido pelos fãs dos irlandeses. Um desperdício total mesmo. Este blog volta a protestar contra tal escalação e já torce por algum show extra do FF, sozinhos, sem o U2 na cola.
Aliás, Bono Vox tinha que tomar um banho de sal grosso. Aproveitar a amizade que tem com o Papa e se benzer. Porque, pelo amor de Deus, toda vez que a banda vem para cá é um estresse. Em 98 foi o show no Autódromo do Rio de Janeiro - cidade parada, trânsito caótico como nunca tinha se visto e gente chegando quando o show estava no fim. Um desastre completo.

U2: 'How to dismantle a... chaotic concert'
Depois teve a apresentação pro Fantástico. Mas esse não conta. Foi um pocket show de quatro músicas pra meia-dúzia de gatos pingados convidados.
Agora é essa zona na venda de ingressos para os shows em SP. Problemas na impressão fizeram mais de três mil mofarem na fila no Rio, precisando até da PM para evitar tumulto. Em São Paulo, falsas grávidas tentaram furar a fila, gerando confusão; e cambistas compraram idosos para garantir os seus ingressos. E como se não bastasse, já rola um leilão online com preços extorsivos.
Você precisa escolher melhor suas companhias aqui no Brasil, meu caro Bono. Mas não deixa a peteca cair! Vai lá, bate na madeira três vezes e grita daí: 'Sai uruca!'
ANTES SÓ...
Não adiantou torcer contra, o Franz Ferdinand vem mesmo abrir os shows do U2 no Brasil. E como todo mundo já sabia, vai passar batido pelos fãs dos irlandeses. Um desperdício total mesmo. Este blog volta a protestar contra tal escalação e já torce por algum show extra do FF, sozinhos, sem o U2 na cola.
Aliás, Bono Vox tinha que tomar um banho de sal grosso. Aproveitar a amizade que tem com o Papa e se benzer. Porque, pelo amor de Deus, toda vez que a banda vem para cá é um estresse. Em 98 foi o show no Autódromo do Rio de Janeiro - cidade parada, trânsito caótico como nunca tinha se visto e gente chegando quando o show estava no fim. Um desastre completo.

U2: 'How to dismantle a... chaotic concert'
Depois teve a apresentação pro Fantástico. Mas esse não conta. Foi um pocket show de quatro músicas pra meia-dúzia de gatos pingados convidados.
Agora é essa zona na venda de ingressos para os shows em SP. Problemas na impressão fizeram mais de três mil mofarem na fila no Rio, precisando até da PM para evitar tumulto. Em São Paulo, falsas grávidas tentaram furar a fila, gerando confusão; e cambistas compraram idosos para garantir os seus ingressos. E como se não bastasse, já rola um leilão online com preços extorsivos.
Você precisa escolher melhor suas companhias aqui no Brasil, meu caro Bono. Mas não deixa a peteca cair! Vai lá, bate na madeira três vezes e grita daí: 'Sai uruca!'
Escrito por Daniel Tambarotti
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16.01.06
CHEIRO DE FORMOL
O The Who anunciou há pouco que vai sair em turnê e que dessa vez a América Latina está no itinerário. Pete Townshend (na foto) ainda soltou que vai gravar disco novo. Se estivéssemos em 1970, seria a felicidade geral da nação. Mas ver esse show cerca de 30 anos depois do auge da banda - e com dois de seus integrantes originais embaixo da terra há anos - só nos faz franzir a testa e desconfiar: estão querendo se aproveitar de nós.

Outra notícia que dá medo é essa história do New Order excursionar tocando apenas músicas do Joy Division. Essa idéia estapafúrdia surgiu a partir da notícia do lançamento (finalmente!) da cinebiografia de Ian Curtis, cantor atormentado e misterioso do JD, que se matou enforcado em 81, com a banda decolando para o estrelato. Vale lembrar que os três remanescentes do Joy Division seguiram em frente: mudaram de nome, de postura e criaram o New Order.

New Order: atormentados por Ian Curtis
É o caso aqui de duas das maiores e mais importantes bandas de rock de todos os tempos (cada uma no seu estilo e no seu devido tempo) que estão se esforçando para pagar provavelmente o maior mico de suas carreiras. Agora alguém me responde: com o prestígio de que gozam, alguma delas precisava disso? Exclusivo dos negócios funerários, a exumação de cadáveres está virando cada vez mais uma 'ação' da indústria fonográfica. Lamentável.
***
No embalo dos corpos, estão aí embaixo quatro comebacks de que não precisamos:
- Smashing Pumpkins - Quem ainda agüentaria os surtos de 'reizinho' do Billy Corgan? E dali já não sai muito caldo, o disco solo lançado esse ano é apenas OK.
- The Smiths - Será que o Morrissey um dia vai largar aquela pose assexuada/deprimida?
- Os anos 90 - Depois da praga do revival oitentista, a bola da vez é a década de 90. Para nosso desespero. Deixa as camisas de flanela na gaveta, por favor.
- Titãs - Tudo bem, tudo bem. Eles ainda estão na ativa. Mas todo mundo concorda que eles acabaram em 87, não é?
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CHEIRO DE FORMOL
O The Who anunciou há pouco que vai sair em turnê e que dessa vez a América Latina está no itinerário. Pete Townshend (na foto) ainda soltou que vai gravar disco novo. Se estivéssemos em 1970, seria a felicidade geral da nação. Mas ver esse show cerca de 30 anos depois do auge da banda - e com dois de seus integrantes originais embaixo da terra há anos - só nos faz franzir a testa e desconfiar: estão querendo se aproveitar de nós.

Outra notícia que dá medo é essa história do New Order excursionar tocando apenas músicas do Joy Division. Essa idéia estapafúrdia surgiu a partir da notícia do lançamento (finalmente!) da cinebiografia de Ian Curtis, cantor atormentado e misterioso do JD, que se matou enforcado em 81, com a banda decolando para o estrelato. Vale lembrar que os três remanescentes do Joy Division seguiram em frente: mudaram de nome, de postura e criaram o New Order.

New Order: atormentados por Ian Curtis
É o caso aqui de duas das maiores e mais importantes bandas de rock de todos os tempos (cada uma no seu estilo e no seu devido tempo) que estão se esforçando para pagar provavelmente o maior mico de suas carreiras. Agora alguém me responde: com o prestígio de que gozam, alguma delas precisava disso? Exclusivo dos negócios funerários, a exumação de cadáveres está virando cada vez mais uma 'ação' da indústria fonográfica. Lamentável.
***
No embalo dos corpos, estão aí embaixo quatro comebacks de que não precisamos:
- Smashing Pumpkins - Quem ainda agüentaria os surtos de 'reizinho' do Billy Corgan? E dali já não sai muito caldo, o disco solo lançado esse ano é apenas OK.
- The Smiths - Será que o Morrissey um dia vai largar aquela pose assexuada/deprimida?
- Os anos 90 - Depois da praga do revival oitentista, a bola da vez é a década de 90. Para nosso desespero. Deixa as camisas de flanela na gaveta, por favor.
- Titãs - Tudo bem, tudo bem. Eles ainda estão na ativa. Mas todo mundo concorda que eles acabaram em 87, não é?
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Escrito por Daniel Tambarotti
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09.01.06
O PODER DO HYPE
Sabe piada repetida? Então, o Darkness é uma delas. E pior: muito da sem graça. Explico. Esses cinco ingleses ressuscitam o que de mais hediondo já surgiu na música pop, o hard rock farofa. Ainda tentam ser engraçadinhos, mas só conseguem esbarrar na presepada.
A música do Darkness é um horror. Aquela baba à la Kiss, cheia de trejeitos, guitarras e gritos estridentes e pose. Muita, aliás. Como se não bastasse, o quinteto ainda traz de volta as calças de couro, as estampas de oncinha, os cabelos esvoaçantes e todo o glitter que estava guardado nos armários do Poison e do Axl Rose. Não dá pra levar a sério, certo?

O Darkness bate o pé, faz beicinho e tem cara de mau
Está na cara que os próprios se consideram uma farsa. Mas o engraçado é que tem gente levando a piada a sério, conseguindo até achar alguma relevância nisso tudo - o segundo disco dos malandros freqüentou algumas listas de melhores do ano. É o poder do hype, essa praga que contamina a imprensa inglesa, mas não só.
Todo mundo fala, todo mundo diz que conhece, todo mundo diz que é cool. Aí vai a boiada atrás, reproduzindo o discurso e se achando descolado. Numa dessas que o White Stripes se deu bem, por exemplo.
Mas o Darkness, que, por se assumir uma falcatrua e estar enchendo o cofrinho com muito dinheiro às custas de quem cai na cilada, merece aplausos e mais purpurina. 'I wanna rock!'
O PODER DO HYPE
Sabe piada repetida? Então, o Darkness é uma delas. E pior: muito da sem graça. Explico. Esses cinco ingleses ressuscitam o que de mais hediondo já surgiu na música pop, o hard rock farofa. Ainda tentam ser engraçadinhos, mas só conseguem esbarrar na presepada.
A música do Darkness é um horror. Aquela baba à la Kiss, cheia de trejeitos, guitarras e gritos estridentes e pose. Muita, aliás. Como se não bastasse, o quinteto ainda traz de volta as calças de couro, as estampas de oncinha, os cabelos esvoaçantes e todo o glitter que estava guardado nos armários do Poison e do Axl Rose. Não dá pra levar a sério, certo?

O Darkness bate o pé, faz beicinho e tem cara de mau
Está na cara que os próprios se consideram uma farsa. Mas o engraçado é que tem gente levando a piada a sério, conseguindo até achar alguma relevância nisso tudo - o segundo disco dos malandros freqüentou algumas listas de melhores do ano. É o poder do hype, essa praga que contamina a imprensa inglesa, mas não só.
Todo mundo fala, todo mundo diz que conhece, todo mundo diz que é cool. Aí vai a boiada atrás, reproduzindo o discurso e se achando descolado. Numa dessas que o White Stripes se deu bem, por exemplo.
Mas o Darkness, que, por se assumir uma falcatrua e estar enchendo o cofrinho com muito dinheiro às custas de quem cai na cilada, merece aplausos e mais purpurina. 'I wanna rock!'
Escrito por Daniel Tambarotti
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07.01.06
FÁBRICA DE MODAS E ARTISTAS RUINS
O jabá é uma verba extra bem gorda das gravadoras direcionada às rádios para tocar à exaustão uma determinada música. Que esse mal é prática recorrente, todo mundo sabe, mas finge que não vê, afinal, é vital pra quem vende forjar modas e artistas para não fechar o ano no vermelho.
Abre parênteses. Sobre a crise generalizada na indústria fonográfica, o detalhe engraçado fica por conta da crucificação dos 'inimigos' de sempre: MP3 e pirataria. Os donos da bola nunca questionam a qualidade - e preço - do que colocam nas lojas ou no Faustão. Fecha parênteses.
É o caso clássico do 'É ilegal, mas tá tranqüilo'. E a novidade?, você pergunta. Nenhuma. Mas o problema é que assim a gente é obrigado a ouvir a Ana Carolina e o Seu Jorge assassinando o Damien Rice 238 vezes por dia. Ou aquela do Linkin' Park. Ou ainda aquela outra do Black Eyed Peas. Ninguém aqui tem ouvido de penico.

Todo mundo cantando: 'Ei, você aí, me dá um dinheiro aí'
Mas parece que alguma coisa está para mudar. Depois da exemplar punição da Warner e Sony/BMG nos EUA por conta do pagamento de payola (como a prática é identificada por lá), entra em votação este mês uma lei que proíbe o jábá aqui. As majors já reagiram e dizem que o jabá não existe mais: o que tem hoje seriam 'contratos lícitos de compra de espaço publicitário'. Hum, acho que entendi. Mas e o Papai Noel, trouxe muito presente?
A gente torce para que a lei não fique bonita e pomposa só no papel. Como diz o clichê, a esperança é a última que morre e a gente precisa acreditar nisso, para o bem da nossa sanidade.
FÁBRICA DE MODAS E ARTISTAS RUINS
O jabá é uma verba extra bem gorda das gravadoras direcionada às rádios para tocar à exaustão uma determinada música. Que esse mal é prática recorrente, todo mundo sabe, mas finge que não vê, afinal, é vital pra quem vende forjar modas e artistas para não fechar o ano no vermelho.
Abre parênteses. Sobre a crise generalizada na indústria fonográfica, o detalhe engraçado fica por conta da crucificação dos 'inimigos' de sempre: MP3 e pirataria. Os donos da bola nunca questionam a qualidade - e preço - do que colocam nas lojas ou no Faustão. Fecha parênteses.
É o caso clássico do 'É ilegal, mas tá tranqüilo'. E a novidade?, você pergunta. Nenhuma. Mas o problema é que assim a gente é obrigado a ouvir a Ana Carolina e o Seu Jorge assassinando o Damien Rice 238 vezes por dia. Ou aquela do Linkin' Park. Ou ainda aquela outra do Black Eyed Peas. Ninguém aqui tem ouvido de penico.

Todo mundo cantando: 'Ei, você aí, me dá um dinheiro aí'
Mas parece que alguma coisa está para mudar. Depois da exemplar punição da Warner e Sony/BMG nos EUA por conta do pagamento de payola (como a prática é identificada por lá), entra em votação este mês uma lei que proíbe o jábá aqui. As majors já reagiram e dizem que o jabá não existe mais: o que tem hoje seriam 'contratos lícitos de compra de espaço publicitário'. Hum, acho que entendi. Mas e o Papai Noel, trouxe muito presente?
A gente torce para que a lei não fique bonita e pomposa só no papel. Como diz o clichê, a esperança é a última que morre e a gente precisa acreditar nisso, para o bem da nossa sanidade.
Escrito por Daniel Tambarotti
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03.01.06
LIVROS COM FIGURAS. E MÚSICA
Pára de ficar escutando música ruim por aí e vai ler um livro. Depois da série 33 1/3, que tratava de discos fundamentais comentados a fundo por escritores dos mais diversos (editora Continuum), chega às lojas gringas outra série que merece um lugar na sua estante. Quem dá o toque é o antenadíssimo Earplug.
Em 'Labels Unlimited', o produto álbum sai de cena e as gravadoras (que inovaram na estética, na proposta, nos artistas) tomam a frente - ainda bem, porque ninguém mais agüentava ler as mesmas coisas sobre a importância dos mesmo discos de sempre - 'Sgt Peppers' e 'Revolver' à frente. O lance aqui é encarar a história da música 'com os olhos de quem faz tudo acontecer sem aparecer'.

O primeiro volume da série é sobre a fundamental Warp Records, famosa por seu cast eletrônico e experimental (Aphex Twin, Squarepusher, Autechre). Estão ali a história e a importância contextualizadas, com fotos e mais fotos, entrevistas, ilustrações e muita beleza. Cool mesmo. No próximo livro tem a Rough Trade Records. Já na importadora mais próxima de você.
LIVROS COM FIGURAS. E MÚSICA
Pára de ficar escutando música ruim por aí e vai ler um livro. Depois da série 33 1/3, que tratava de discos fundamentais comentados a fundo por escritores dos mais diversos (editora Continuum), chega às lojas gringas outra série que merece um lugar na sua estante. Quem dá o toque é o antenadíssimo Earplug.
Em 'Labels Unlimited', o produto álbum sai de cena e as gravadoras (que inovaram na estética, na proposta, nos artistas) tomam a frente - ainda bem, porque ninguém mais agüentava ler as mesmas coisas sobre a importância dos mesmo discos de sempre - 'Sgt Peppers' e 'Revolver' à frente. O lance aqui é encarar a história da música 'com os olhos de quem faz tudo acontecer sem aparecer'.

O primeiro volume da série é sobre a fundamental Warp Records, famosa por seu cast eletrônico e experimental (Aphex Twin, Squarepusher, Autechre). Estão ali a história e a importância contextualizadas, com fotos e mais fotos, entrevistas, ilustrações e muita beleza. Cool mesmo. No próximo livro tem a Rough Trade Records. Já na importadora mais próxima de você.
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.12.05
ANTENAS LIGADAS
É hora de deixar 2005 para trás, olhar para a frente e botar em prática a ciência exclusiva da música pop: a futurologia.
Este blog não fez diferente. Passou um paninho úmido na bola de cristal, fez uma prece e listou alguns nomes que vão crescer e aparecer nos próximos 12 meses.
Todos de certa forma já fizeram algum barulho neste ano que se vai. Mas é em 2006 que vão ter a chance de entrar para o primeiro escalão. Hey, ho, let's go!:
Wolf Parade - Acolher de coração aberto os texanos do Arcade Fire redimiu o Canadá da culpa de nos ter feito aturar coisas como o Rush, por exemplo. E tem mais coisa boa vindo daquele país frio: uma delas é o Wolf Parade. Lançados pela Sub Pop (que sabe das coisas), jogaram fora resquícios grunge dos primeiros EPs e passaram a destruir corações com 'Apologies to Queen Mary'. O instrumental é estranho, a voz é mais ainda e as melodias chegam a doer de tão bonitas. Vai ser o CD da sua vida no próximo mês.

Wolf Parade: blame Canada
Cagedbaby - Fizeram um disco cheio de atitude, elaborado e dançante. Meio eletro, meio house. Experimental na medida certa, e pesado quando tem que ser. Tudo com muita classe e estilo. E ainda melhoraram a já boa 'My, my, my', do marrento Armand Van Helden, num remix racha-assoalho.

Cagedbaby oferece uma carona
Clap Your Hands Say Yeah - Vai ser impossível evitá-los. Já está sendo, aliás. Apareceram em várias listas de melhores de 2005, mas é em 2006 que vão ter a chance de se consolidar. Músicas estranhas e bonitas. Uma espécie de Talking Heads com Los Hermanos (sem as músicas chororô) doidos de ácido. Se ficarem um pouquinho mais pop, ganham o mundo.
The Go! Team - Os queridinhos do momento. Bandas multi-raciais, aliás, sempre são queridinhas em algum momento. O som é uma mistureba de guitarras, muitos samples, colagens e descontração. É muita felicidade neste álbum. Pode soar estranho no começo, mas depois desce que é uma beleza. É uma espécie de Luscious Jackson sem a pretensão de se levar a sério. Se o Beck lançasse um disco bom hoje em dia, seria assim.

'Existe alguém mais cool do que eu?'
Maximo Park - Rock com hormônios, o que não é o mesmo que rock adolescente - CPM 22 passa longe daqui. De inspiração pós-punk (quem não tem hoje em dia?), o grande trunfo é a mistura de boas melodias e energia. Estranhamente, lançaram pela gravadora Warp, especializada em música experimental, na linha Aphex Twin. Tem um quê de The Jam lá no fundo. Vai sem medo.

Maximo Park: Ah não! Outra banda de gravatinha...
Trentemoeller - Dinamarquês minimalista, eletrônico. Barulhinhos aqui e ali e 100% dançante. Ouve 'Beta boy' e me diz. Fez dois dos remixes mais legais de 2005: uma versão para 'Friday', de Fred Everything - no case de 11 entre 10 DJs que importam; e cometeu a façanha de levar para as pistas a plácida e triste 'What else is there', da dupla Röyksopp. Expectativa total para o primeiro disco de produções próprias, prometido para o ano que vem.
ANTENAS LIGADAS
É hora de deixar 2005 para trás, olhar para a frente e botar em prática a ciência exclusiva da música pop: a futurologia.
Este blog não fez diferente. Passou um paninho úmido na bola de cristal, fez uma prece e listou alguns nomes que vão crescer e aparecer nos próximos 12 meses.
Todos de certa forma já fizeram algum barulho neste ano que se vai. Mas é em 2006 que vão ter a chance de entrar para o primeiro escalão. Hey, ho, let's go!:
Wolf Parade - Acolher de coração aberto os texanos do Arcade Fire redimiu o Canadá da culpa de nos ter feito aturar coisas como o Rush, por exemplo. E tem mais coisa boa vindo daquele país frio: uma delas é o Wolf Parade. Lançados pela Sub Pop (que sabe das coisas), jogaram fora resquícios grunge dos primeiros EPs e passaram a destruir corações com 'Apologies to Queen Mary'. O instrumental é estranho, a voz é mais ainda e as melodias chegam a doer de tão bonitas. Vai ser o CD da sua vida no próximo mês.

Wolf Parade: blame Canada
Cagedbaby - Fizeram um disco cheio de atitude, elaborado e dançante. Meio eletro, meio house. Experimental na medida certa, e pesado quando tem que ser. Tudo com muita classe e estilo. E ainda melhoraram a já boa 'My, my, my', do marrento Armand Van Helden, num remix racha-assoalho.

Cagedbaby oferece uma carona
Clap Your Hands Say Yeah - Vai ser impossível evitá-los. Já está sendo, aliás. Apareceram em várias listas de melhores de 2005, mas é em 2006 que vão ter a chance de se consolidar. Músicas estranhas e bonitas. Uma espécie de Talking Heads com Los Hermanos (sem as músicas chororô) doidos de ácido. Se ficarem um pouquinho mais pop, ganham o mundo.
The Go! Team - Os queridinhos do momento. Bandas multi-raciais, aliás, sempre são queridinhas em algum momento. O som é uma mistureba de guitarras, muitos samples, colagens e descontração. É muita felicidade neste álbum. Pode soar estranho no começo, mas depois desce que é uma beleza. É uma espécie de Luscious Jackson sem a pretensão de se levar a sério. Se o Beck lançasse um disco bom hoje em dia, seria assim.

'Existe alguém mais cool do que eu?'
Maximo Park - Rock com hormônios, o que não é o mesmo que rock adolescente - CPM 22 passa longe daqui. De inspiração pós-punk (quem não tem hoje em dia?), o grande trunfo é a mistura de boas melodias e energia. Estranhamente, lançaram pela gravadora Warp, especializada em música experimental, na linha Aphex Twin. Tem um quê de The Jam lá no fundo. Vai sem medo.

Maximo Park: Ah não! Outra banda de gravatinha...
Trentemoeller - Dinamarquês minimalista, eletrônico. Barulhinhos aqui e ali e 100% dançante. Ouve 'Beta boy' e me diz. Fez dois dos remixes mais legais de 2005: uma versão para 'Friday', de Fred Everything - no case de 11 entre 10 DJs que importam; e cometeu a façanha de levar para as pistas a plácida e triste 'What else is there', da dupla Röyksopp. Expectativa total para o primeiro disco de produções próprias, prometido para o ano que vem.
Escrito por Daniel Tambarotti
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27.12.05
SINAL DOS TEMPOS
(ou A revolução não pára II)
Voltamos à era hippie, à era da criação coletiva, do ninguém é de ninguém. Juro que jamais pensei em dizer isso em voz alta. E muito menos com empolgação. Mas é o que acontece agora, e por dois motivos: Music Remixed e ccMixter.
Estes dois sites partem de uma mesma premissa revolucionária: estimular e hospedar versões e remixes de singles e discos feitos pelos usuários e colocá-los de volta na rede. Então ficam novamente disponíveis para outros remixes e versões, formando uma cadeia (infinita?) de músicas novas. Gravadoras aqui, nem em pensamento.

Mostra o seu que eu mostro o meu
O Music Remixed tem o visual bem tosco, navegação idem e é tocado por uma galera que está em dia com os lançamentos que importam e tecnologia. Fazem remixes de CDs inteiros sem autorização ou lançamentos oficiais - 'Push the button', do Chemical Brothers, está lá novinho em folha. É pura diversão irresponsável mesmo, e algumas versões são realmente muito boas. Tudo de bandeja para download.
Já o ccMixter não é tão moleque assim e se resguarda de processos legais com base no Creative Commons, organização americana que criou novas licenças de distribuição de conteúdo. Como bem apontou a Bizz, o site se propõe a ser uma espécie de Orkut para músicos, produtores, DJs, arranjadores. Vive de estimular a produção de novas versões e já tem brasileiro se dando bem por lá.
SINAL DOS TEMPOS
(ou A revolução não pára II)
Voltamos à era hippie, à era da criação coletiva, do ninguém é de ninguém. Juro que jamais pensei em dizer isso em voz alta. E muito menos com empolgação. Mas é o que acontece agora, e por dois motivos: Music Remixed e ccMixter.
Estes dois sites partem de uma mesma premissa revolucionária: estimular e hospedar versões e remixes de singles e discos feitos pelos usuários e colocá-los de volta na rede. Então ficam novamente disponíveis para outros remixes e versões, formando uma cadeia (infinita?) de músicas novas. Gravadoras aqui, nem em pensamento.

Mostra o seu que eu mostro o meu
O Music Remixed tem o visual bem tosco, navegação idem e é tocado por uma galera que está em dia com os lançamentos que importam e tecnologia. Fazem remixes de CDs inteiros sem autorização ou lançamentos oficiais - 'Push the button', do Chemical Brothers, está lá novinho em folha. É pura diversão irresponsável mesmo, e algumas versões são realmente muito boas. Tudo de bandeja para download.
Já o ccMixter não é tão moleque assim e se resguarda de processos legais com base no Creative Commons, organização americana que criou novas licenças de distribuição de conteúdo. Como bem apontou a Bizz, o site se propõe a ser uma espécie de Orkut para músicos, produtores, DJs, arranjadores. Vive de estimular a produção de novas versões e já tem brasileiro se dando bem por lá.
Escrito por Daniel Tambarotti
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22.12.05
O MELHOR DISCO DO ANO QUE VEM
Tremei bandinhas indies insossas, sem personalidade e hypadas sem razão. Chega pra lá Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e White Stripes. A maior e mais instigante entidade do pop mundial desperta nos subterrâneos e em 2006 não vai ter pra ninguém: o Radiohead está se movimentando.
Aqui e ali começam a pipocar notícias sobre o que anda fazendo o grupo - já é alta a expectativa para o novo disco da trupe do atordoado Thom Yorke. Ontem, em entrevista ao DJ Zane Lowe, da Radio 1, O guitarrista Ed O'Brien abriu o bico.

Thom Yorke chora, chora, chora e todo mundo adora
E a história é a seguinte: a banda passou boa parte do ano em estúdio gravando as músicas do novo CD, que chega em algum momento do ano que vem. Adiantou também que por volta de maio vão fazer uma pequena turnê pela Inglaterra para testar o material novo, indo depois para os EUA.
Eles decidiram abandonar o produtor de longa data Nigel Goodrich e estão de conversa com Mark 'Spike' Stent, que já mexeu nos botões (ops!) de Madonna e Björk - resta saber se vão cair para o lado pop da loura ou para as esquisitices da islandesa.

A banda busca inspiração em ambientes bucólicos
Ed ainda deu uma esnobada e veio com aquele papo mole de que 'não lançaremos nada que não nos deixe totalmente felizes' para justificar o parto difícil. Mas em compensação, disse que está bastante animado com os rascunhos de canções que já têm até agora.
* * *
E não é só: como sinalizou o amigo urbanóide, a dupla Easy Star All-Stars, responsável por 'Dub side of the moon', a versão dub do clássico 'Dark side of the moon', do Pink Floyd, vai repetir a experiência e pintar com as cores jamaicanas 'OK Computer', o melhor disco do Radiohead. A data prevista para o lançamento de - atenção - 'RadioDread' é setembro de 2006.
O MELHOR DISCO DO ANO QUE VEM
Tremei bandinhas indies insossas, sem personalidade e hypadas sem razão. Chega pra lá Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e White Stripes. A maior e mais instigante entidade do pop mundial desperta nos subterrâneos e em 2006 não vai ter pra ninguém: o Radiohead está se movimentando.
Aqui e ali começam a pipocar notícias sobre o que anda fazendo o grupo - já é alta a expectativa para o novo disco da trupe do atordoado Thom Yorke. Ontem, em entrevista ao DJ Zane Lowe, da Radio 1, O guitarrista Ed O'Brien abriu o bico.

Thom Yorke chora, chora, chora e todo mundo adora
E a história é a seguinte: a banda passou boa parte do ano em estúdio gravando as músicas do novo CD, que chega em algum momento do ano que vem. Adiantou também que por volta de maio vão fazer uma pequena turnê pela Inglaterra para testar o material novo, indo depois para os EUA.
Eles decidiram abandonar o produtor de longa data Nigel Goodrich e estão de conversa com Mark 'Spike' Stent, que já mexeu nos botões (ops!) de Madonna e Björk - resta saber se vão cair para o lado pop da loura ou para as esquisitices da islandesa.

A banda busca inspiração em ambientes bucólicos
Ed ainda deu uma esnobada e veio com aquele papo mole de que 'não lançaremos nada que não nos deixe totalmente felizes' para justificar o parto difícil. Mas em compensação, disse que está bastante animado com os rascunhos de canções que já têm até agora.
* * *
E não é só: como sinalizou o amigo urbanóide, a dupla Easy Star All-Stars, responsável por 'Dub side of the moon', a versão dub do clássico 'Dark side of the moon', do Pink Floyd, vai repetir a experiência e pintar com as cores jamaicanas 'OK Computer', o melhor disco do Radiohead. A data prevista para o lançamento de - atenção - 'RadioDread' é setembro de 2006.
Escrito por Daniel Tambarotti
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20.12.05
WHO'S THE BOSS?
Nem Nova York, nem Los Angeles, nem Detroit. O escritório da chefia do hip-hop americano de hoje está no Sul escravocrata. Desde os samples de funk obscuro (safra 70) desencavados por Dr. Dre nos anos 90, nada mereceu tanta atenção (não valem as piadas de mau gosto como 50 Cent, Jay-Z e duplinhas macho-fêmea que fazem um rap meloso e aguado para agradar playboyzinho de FM. O papo aqui é sério).
Enquanto os dois do Outkast se 'enfrentam' em toda a sua genialidade (lançando álbum duplo no qual cada um faz um disco separadamente) e Missy Elliott se cerca de convidados convenientes, quem comanda as melhores batidas do rap hoje são Pharrell Williams e Kanye West. Índice cool: batendo no teto.

Pharrell Williams
O primeiro é a metade dos projetos Neptunes e N.E.R.D. (a outra parte é Chad Hugo). O Neptunes vem produzindo meio mundo com toque de Midas - Britney Spears que o diga. Perceberam a diferença entre 'Oops I did it again' e 'Slave for you'?
Pharrell, como convidado especial, ainda ressuscitou a carreira de Snoop Dogg, que andava sem rumo. Durante muito tempo não vai haver nada melhor no rap do que 'Drop it like it's hot'. É uma aula de como se achar um timbre decente de grave. E uma capacidade curiosa de criar batidas minimalistas e dançantes ao mesmo tempo. É para quem pode, não para quem quer.

Kanye West
Na outra ponta está Kanye West. Meio brega ao atualizar o visual 'mano chique' iniciado por Puff Daddy no meio dos 90s, o malandro de Atlanta abusa do clima irreverente no som: é engraçado, quer saber de festa, não se leva muito a sério. Só alguém assim poderia colocar ursinhos de pelúcia em capas de discos de rap. Ouvir 'Gold digger' comprova tudo. 'Late registration' (2005) está em praticamente todas as listas de melhores do ano. Fifty quem mesmo hein?
WHO'S THE BOSS?
Nem Nova York, nem Los Angeles, nem Detroit. O escritório da chefia do hip-hop americano de hoje está no Sul escravocrata. Desde os samples de funk obscuro (safra 70) desencavados por Dr. Dre nos anos 90, nada mereceu tanta atenção (não valem as piadas de mau gosto como 50 Cent, Jay-Z e duplinhas macho-fêmea que fazem um rap meloso e aguado para agradar playboyzinho de FM. O papo aqui é sério).
Enquanto os dois do Outkast se 'enfrentam' em toda a sua genialidade (lançando álbum duplo no qual cada um faz um disco separadamente) e Missy Elliott se cerca de convidados convenientes, quem comanda as melhores batidas do rap hoje são Pharrell Williams e Kanye West. Índice cool: batendo no teto.

Pharrell Williams
O primeiro é a metade dos projetos Neptunes e N.E.R.D. (a outra parte é Chad Hugo). O Neptunes vem produzindo meio mundo com toque de Midas - Britney Spears que o diga. Perceberam a diferença entre 'Oops I did it again' e 'Slave for you'?
Pharrell, como convidado especial, ainda ressuscitou a carreira de Snoop Dogg, que andava sem rumo. Durante muito tempo não vai haver nada melhor no rap do que 'Drop it like it's hot'. É uma aula de como se achar um timbre decente de grave. E uma capacidade curiosa de criar batidas minimalistas e dançantes ao mesmo tempo. É para quem pode, não para quem quer.

Kanye West
Na outra ponta está Kanye West. Meio brega ao atualizar o visual 'mano chique' iniciado por Puff Daddy no meio dos 90s, o malandro de Atlanta abusa do clima irreverente no som: é engraçado, quer saber de festa, não se leva muito a sério. Só alguém assim poderia colocar ursinhos de pelúcia em capas de discos de rap. Ouvir 'Gold digger' comprova tudo. 'Late registration' (2005) está em praticamente todas as listas de melhores do ano. Fifty quem mesmo hein?
Escrito por Daniel Tambarotti
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14.12.05
APRESSADO COME...
Mesmo não tendo nada confirmado ainda, este blog se antecipa às informações oficiais e inicia desde já a TORCIDA CONTRA a vinda do Franz Ferdinand ao Brasil como possível atração de abertura dos shows do U2 no país.

Os escoceses merecem mais atenção num desses festivais bacanas que pipocam ao longo do ano. E não tocar minguados 40 minutos para 200 milhões de pessoas mais interessadas nas fanfarronices engajadas do Bono Vox.
Franz Ferdinand: desse jeito, não!
*
Por falar em U2, corre o risco do grupo tocar no Rio de Janeiro - até agora estavam previstas apenas duas datas em São Paulo, no Morumbi, dias 20 e 21 de fevereiro.
*
Como disse o Ancelmo Gois, o local mais provável é o Maracanã, fazendo parte das comemorações de reinauguração do estádio.
*
Mas também está no páreo a já combalida e enlameada Cidade do Rock. Cidade do Rock de novo não, por favor! E cuidado aos cariocas: o Governo de Minas está fazendo de tudo para levar esse terceiro show dos irlandeses.
APRESSADO COME...
Mesmo não tendo nada confirmado ainda, este blog se antecipa às informações oficiais e inicia desde já a TORCIDA CONTRA a vinda do Franz Ferdinand ao Brasil como possível atração de abertura dos shows do U2 no país.

Os escoceses merecem mais atenção num desses festivais bacanas que pipocam ao longo do ano. E não tocar minguados 40 minutos para 200 milhões de pessoas mais interessadas nas fanfarronices engajadas do Bono Vox.
Franz Ferdinand: desse jeito, não!
*
Por falar em U2, corre o risco do grupo tocar no Rio de Janeiro - até agora estavam previstas apenas duas datas em São Paulo, no Morumbi, dias 20 e 21 de fevereiro.
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Como disse o Ancelmo Gois, o local mais provável é o Maracanã, fazendo parte das comemorações de reinauguração do estádio.
*
Mas também está no páreo a já combalida e enlameada Cidade do Rock. Cidade do Rock de novo não, por favor! E cuidado aos cariocas: o Governo de Minas está fazendo de tudo para levar esse terceiro show dos irlandeses.
Escrito por Daniel Tambarotti
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08.12.05
A fraude do NME
Fim de ano chegando, é hora das listas de melhores de 2005. Só que desta vez vem muita polêmica de brinde. E quem está no olho do furacão é o importante e respeitado semanário inglês New Musical Express.
O NME está sendo acusado de, por conta de interesses comerciais, fraudar a lista de melhores do ano, uma das mais esperadas por fãs de música pop e pelo mercado.
Tudo começou no blog Londonist.com, que acusou o jornal de manipulação. Os editores blogueiros teriam tido acesso a duas listas: uma já consolidada com os votos dos colaboradores. E a uma segunda, com a relação supostamente 'contaminada', que seria a publica pelo jornal.

ou

?
Na primeira lista, por exemplo, o Arcade Fire ocupava o trono. Na segunda, o Bloc Party havia tomado o posto dos canadenses. Beck teria desaparecido por completo dos 50 primeiros, enquanto Oasis, Babyshambles e Kate Bush teriam galgado consideráveis posições.
O NME se pronunciou e negou as acusações. Disse que a lista anual 'representa a política editorial da publicação'. Porém, negando a máxima 'quem não deve não teme', notificou legalmente os editores do Londonist.com, que decidiram retirar o post do ar. Só que a história foi parar no jornalão Guardian, o que fez aumentar a polêmica e colocar a credibilidade do NME em xeque.
As falcatruas rolam soltas lá e inauguram aqui a temporada de listas dos melhores discos do ano. Abaixo, os CDs que fizeram a cabeça deste blog em 2005.
*
1 - Antony and The Johnsons - I am a bird now
2 - Arcade Fire - Funeral
3 - Röyksopp - The understanding
4 - Bloc Party - Silent alarm
5 - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
6 - Lemon Jelly - '64-'95
7 - System of a Down - Mesmerize
8 - M.I.A. - Arular
9 - Missy Elliott - The Cookbook
10 - The Juan MacLean - Less than human
Mandem as suas listas!
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A fraude do NME
Fim de ano chegando, é hora das listas de melhores de 2005. Só que desta vez vem muita polêmica de brinde. E quem está no olho do furacão é o importante e respeitado semanário inglês New Musical Express.
O NME está sendo acusado de, por conta de interesses comerciais, fraudar a lista de melhores do ano, uma das mais esperadas por fãs de música pop e pelo mercado.
Tudo começou no blog Londonist.com, que acusou o jornal de manipulação. Os editores blogueiros teriam tido acesso a duas listas: uma já consolidada com os votos dos colaboradores. E a uma segunda, com a relação supostamente 'contaminada', que seria a publica pelo jornal.

ou

?
Na primeira lista, por exemplo, o Arcade Fire ocupava o trono. Na segunda, o Bloc Party havia tomado o posto dos canadenses. Beck teria desaparecido por completo dos 50 primeiros, enquanto Oasis, Babyshambles e Kate Bush teriam galgado consideráveis posições.
O NME se pronunciou e negou as acusações. Disse que a lista anual 'representa a política editorial da publicação'. Porém, negando a máxima 'quem não deve não teme', notificou legalmente os editores do Londonist.com, que decidiram retirar o post do ar. Só que a história foi parar no jornalão Guardian, o que fez aumentar a polêmica e colocar a credibilidade do NME em xeque.
As falcatruas rolam soltas lá e inauguram aqui a temporada de listas dos melhores discos do ano. Abaixo, os CDs que fizeram a cabeça deste blog em 2005.
*
1 - Antony and The Johnsons - I am a bird now
2 - Arcade Fire - Funeral
3 - Röyksopp - The understanding
4 - Bloc Party - Silent alarm
5 - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem
6 - Lemon Jelly - '64-'95
7 - System of a Down - Mesmerize
8 - M.I.A. - Arular
9 - Missy Elliott - The Cookbook
10 - The Juan MacLean - Less than human
Mandem as suas listas!
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Escrito por Daniel Tambarotti
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05.12.05
Jogou para a galera e correu para o abraço
Tendo em mente os shows do Pearl Jam no Brasil, é muito adequado o já papai de família Eddie Vedder cantar o verso 'I'm still alive' ('Ainda estou vivo').
Apesar de há muito tempo não estar no melhor da forma, o Pearl Jam levou o povo na mão com um show que todo mundo que esperou 15 anos pela vinda da banda queria ver: animado, com todos os hits, os sucessos de segundo escalão e algumas músicas obscuras para agradar o 'fã de verdade'.

Jesus Christ Superstar
Só não precisava daquele falatório interminável num português sofrível embebido em vinho. E abrir a bandeira do Brasil no palco é apelar para o mais batido dos clichês. Beber caipirinha é muito mais bacana.
Jogou para a galera e correu para o abraço
Tendo em mente os shows do Pearl Jam no Brasil, é muito adequado o já papai de família Eddie Vedder cantar o verso 'I'm still alive' ('Ainda estou vivo').
Apesar de há muito tempo não estar no melhor da forma, o Pearl Jam levou o povo na mão com um show que todo mundo que esperou 15 anos pela vinda da banda queria ver: animado, com todos os hits, os sucessos de segundo escalão e algumas músicas obscuras para agradar o 'fã de verdade'.

Jesus Christ Superstar
Só não precisava daquele falatório interminável num português sofrível embebido em vinho. E abrir a bandeira do Brasil no palco é apelar para o mais batido dos clichês. Beber caipirinha é muito mais bacana.
Escrito por Daniel Tambarotti
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02.12.05
Sai correndo
O Natal está chegando e você vai, é inevitável!, dar um CD de presente para alguém. Com a quantidade de baboseiras que entopem as lojas nessa época do ano, é fácil comprar disco ruim e acabar pagando mico com os amigos.
Por isso, aí embaixo está uma listinha para você não cair em arapuca de gravadora. Vamos aos CDs que NÃO devem ser comprados. Estes o Papai Noel, velhinho sabido, vai se recusar a entregar.

Dinho, do Capital Inicial, tentando fazer contato com Renato Russo
- Capital Inicial ressuscitando Renato Ru$$o via Aborto Elétrico. Deixa o homem em paz lá no céu!
- Disco de remixes do Djavan. Síndrome de Glauco. É o caso clássico do tiozinho que quer ser moderninho. Só que aqui ele não se deu bem e não pegou a Lurdinha.
- Acústico d'O Rappa. Morno, morno. A banda faz bem em começar a pensar em projetos paralelos. É bom para arejar as idéias. A gente torce daqui.
- Versões em português feitas por cantoras da nova MPB de músicas do trovador solitário Damien Rice. As canções lindas do irlandês não merecem isso. Nem o ouvido de ninguém.
- 'Paulo Ricardo acoustic live', com regravações de Stones, Dylan, Queen, Bob Marley. Ué, mas não era o Emmerson Nogueira que fazia isso?
- 'All that I am', o novo do Santana. O guitarrista não larga o osso da fórmula fácil 'músicas aguadas com convidados pop'. Tá enterrando o que ainda resta de dignidade na carreira.
Mais alguma sugestão?
Sai correndo
O Natal está chegando e você vai, é inevitável!, dar um CD de presente para alguém. Com a quantidade de baboseiras que entopem as lojas nessa época do ano, é fácil comprar disco ruim e acabar pagando mico com os amigos.
Por isso, aí embaixo está uma listinha para você não cair em arapuca de gravadora. Vamos aos CDs que NÃO devem ser comprados. Estes o Papai Noel, velhinho sabido, vai se recusar a entregar.

Dinho, do Capital Inicial, tentando fazer contato com Renato Russo
- Capital Inicial ressuscitando Renato Ru$$o via Aborto Elétrico. Deixa o homem em paz lá no céu!
- Disco de remixes do Djavan. Síndrome de Glauco. É o caso clássico do tiozinho que quer ser moderninho. Só que aqui ele não se deu bem e não pegou a Lurdinha.
- Acústico d'O Rappa. Morno, morno. A banda faz bem em começar a pensar em projetos paralelos. É bom para arejar as idéias. A gente torce daqui.
- Versões em português feitas por cantoras da nova MPB de músicas do trovador solitário Damien Rice. As canções lindas do irlandês não merecem isso. Nem o ouvido de ninguém.
- 'Paulo Ricardo acoustic live', com regravações de Stones, Dylan, Queen, Bob Marley. Ué, mas não era o Emmerson Nogueira que fazia isso?
- 'All that I am', o novo do Santana. O guitarrista não larga o osso da fórmula fácil 'músicas aguadas com convidados pop'. Tá enterrando o que ainda resta de dignidade na carreira.
Mais alguma sugestão?
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.11.05
Caos que é Rock
O Claro que é Rock tinha tudo para ser um dos grandes eventos do ano. Porém, não foi o que os cariocas viram. O motivo: três horas de atraso nos shows. Num domingo. É imperdoável, inconcebível para quem desembolsou R$ 100 ou R$ 50 (estudantes).
A versão oficial era de que houve problemas com um dos caminhões de equipamentos que vinha de São Paulo, após o braço paulista do evento (que, perfeito, teve apenas 15 minutos de atraso). Já a versão em que todos acreditavam era de que estavam esperando o local encher, uma vez que, com menos da metade dos ingressos vendidos, o local ainda estava vazio às 17h, hora marcada para a primeira atração.

A outra razão era o som 'radinho de pilha' do palco B. Um desrespeito. É incrível como alguns eventos de grande porte como esse não conseguem equalizar decentemente aquelas geringonças. Som todo embolado, a conversa do grupinho ao lado ficava mais alta do que o que saía das caixas. O que é uma grande ironia. Afinal, as pessoas estão ali para ouvir as músicas.
Mas nem tudo foi um desespero. Abaixo uma listinha vapt-vupt do que rolou.
Cachorro Grande - A pior versão jamais registrada de 'Helter skelter'. E piorou: teve ainda o clichê do quebrar instrumentos no fim.
Good Charlotte - Ué, não era o CPM 22? Não importa, não faz diferença mesmo.
Fantomas - Nada próximo do que conhecemos como canção. Barulho, distorção, gritos esporádicos. O que não é ruim necessariamente. Mas diante do cenário de tragédia, dispensável. Valeu pela sacaneada oportuna no patrocinador do evento: 'Claro que é merda'.
Flaming Lips - O evento começou aqui de fato. Bichinhos de pelúcia, coelhinhos, um sol em cada canto do palco, uma bolha com o vocalista dentro. Foi tão legal que superaram o som baixo e o tempo ridículo que lhes foi dado pela produção, que corria para tapar os buracos do atraso.
Iggy Pop and The Stooges - Iggy Pop é uma lacraia anfetaminada. Quase sessentão, correu, pulou, se jogou na galera e chamou o povo para o palco. Roquenrou na essência: irresponsável, sujo, agressivo, divertido. Iggy rules, não tem pra ninguém. Vai, lacraia!
Sonic Youth - O mais prejudicado pelo som. Alguém ouviu a voz dos caras? Cadê as três guitarras? E para complicar, um show muito curto, sem hits e viajandão. Remédio para insônia.
Nine Inch Nails - Vigoroso, grande. Pegou a galera às 3 da manhã já cansada e com frio, mas deu conta do recado com aquele rock-dark-eletrônico-pancadão.
Nação Zumbi - Era para ter tocado depois do Good Charlotte. Por conta do atraso, foram jogados para o fim da fila. Muito corretamente, não aceitaram a mudança nos planos feita pela produção e pularam fora. Àquela hora, ninguém ia ver mesmo.
Fotos: Globo Online
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Caos que é Rock
O Claro que é Rock tinha tudo para ser um dos grandes eventos do ano. Porém, não foi o que os cariocas viram. O motivo: três horas de atraso nos shows. Num domingo. É imperdoável, inconcebível para quem desembolsou R$ 100 ou R$ 50 (estudantes).
A versão oficial era de que houve problemas com um dos caminhões de equipamentos que vinha de São Paulo, após o braço paulista do evento (que, perfeito, teve apenas 15 minutos de atraso). Já a versão em que todos acreditavam era de que estavam esperando o local encher, uma vez que, com menos da metade dos ingressos vendidos, o local ainda estava vazio às 17h, hora marcada para a primeira atração.

A outra razão era o som 'radinho de pilha' do palco B. Um desrespeito. É incrível como alguns eventos de grande porte como esse não conseguem equalizar decentemente aquelas geringonças. Som todo embolado, a conversa do grupinho ao lado ficava mais alta do que o que saía das caixas. O que é uma grande ironia. Afinal, as pessoas estão ali para ouvir as músicas.
Mas nem tudo foi um desespero. Abaixo uma listinha vapt-vupt do que rolou.
Cachorro Grande - A pior versão jamais registrada de 'Helter skelter'. E piorou: teve ainda o clichê do quebrar instrumentos no fim.
Good Charlotte - Ué, não era o CPM 22? Não importa, não faz diferença mesmo.
Fantomas - Nada próximo do que conhecemos como canção. Barulho, distorção, gritos esporádicos. O que não é ruim necessariamente. Mas diante do cenário de tragédia, dispensável. Valeu pela sacaneada oportuna no patrocinador do evento: 'Claro que é merda'.
Flaming Lips - O evento começou aqui de fato. Bichinhos de pelúcia, coelhinhos, um sol em cada canto do palco, uma bolha com o vocalista dentro. Foi tão legal que superaram o som baixo e o tempo ridículo que lhes foi dado pela produção, que corria para tapar os buracos do atraso.
Iggy Pop and The Stooges - Iggy Pop é uma lacraia anfetaminada. Quase sessentão, correu, pulou, se jogou na galera e chamou o povo para o palco. Roquenrou na essência: irresponsável, sujo, agressivo, divertido. Iggy rules, não tem pra ninguém. Vai, lacraia!
Sonic Youth - O mais prejudicado pelo som. Alguém ouviu a voz dos caras? Cadê as três guitarras? E para complicar, um show muito curto, sem hits e viajandão. Remédio para insônia.
Nine Inch Nails - Vigoroso, grande. Pegou a galera às 3 da manhã já cansada e com frio, mas deu conta do recado com aquele rock-dark-eletrônico-pancadão.
Nação Zumbi - Era para ter tocado depois do Good Charlotte. Por conta do atraso, foram jogados para o fim da fila. Muito corretamente, não aceitaram a mudança nos planos feita pela produção e pularam fora. Àquela hora, ninguém ia ver mesmo.
Fotos: Globo Online
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Escrito por Daniel Tambarotti
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25.11.05
Febre de Podcasts
Podcasts são a nova sensação da rede. Mais um fenômeno turbinado por aquivos MP3. Logo abaixo estão reunidos cinco podcasts bacanas, diversificados na medida, perfeitos para se conhecer novas bandas e artistas, usar como referências, se divertir. E, mais importante, mostrar para os seus amigos como você é cool, antenado e bem-informado.
(Não sabe o que é podcast? Lá embaixo, no pé do post, tem uma explicaçãozinha)

1 - XFM - Rádio inglesa, focada em 'new music'. Bem bacana. Tem podcasts curtos, atualizados semanalmente. Quem está despontando sempre aparece aqui antes. Faça suas apostas.
2 - House Music Digest - A vertente mais popular da música eletrônica, festeira, bem-humorada e elegante quando tem que ser. Até alguém inventar uma batida mais eficiente que a 4 x 4, é a house music que manda na pista.
3 - KCRW - Possivelmente a melhor rádio dos EUA, focada em pop rock. A estrela da programação é o 'Morning becomes eclectic': bandas de ponta ao vivo no estúdio, bem cedinho, para despertar a galera.
4 - Bizz - A ressuscitada publicação nacional de música volta às bancas conectada. Os editores comentam as matérias e tocam músicas de quem apareceu na revista.
5 - Electronation radio - Como o nome diz, tem sets de DJs de electro - pancadão eletrônico com clima oitentista. E são muito bons. Além de entrevistas e notícias.
Semana que vem tem mais.
*
Podcast, no fim das contas, é um arquivo de áudio em mp3, que pode conter música, falação, barulhos e o que mais der na telha de quem o faz. Esse é um sistema de transmissão de arquivos pela Web que permite, para um ouvinte, receber automaticamente as novas edições de um programa (de rádio, humor, esporte, etc) sem que seja necessária a visita constante ao site onde é produzido.
Para tanto, é preciso fazer uma "assinatura" do podcast, usando um endereço com final ".xml" - todo podcast tem um. Dessa forma, o ouvinte é notificado a cada nova edição do tal programa, que é automaticamente baixado em seu computador. As assinaturas e os programas são de graça.
Isto feito, agora é só ouvir. Para fazer tudo de forma simples e rápida, o iTunes é a melhor opção.
Febre de Podcasts
Podcasts são a nova sensação da rede. Mais um fenômeno turbinado por aquivos MP3. Logo abaixo estão reunidos cinco podcasts bacanas, diversificados na medida, perfeitos para se conhecer novas bandas e artistas, usar como referências, se divertir. E, mais importante, mostrar para os seus amigos como você é cool, antenado e bem-informado.
(Não sabe o que é podcast? Lá embaixo, no pé do post, tem uma explicaçãozinha)

1 - XFM - Rádio inglesa, focada em 'new music'. Bem bacana. Tem podcasts curtos, atualizados semanalmente. Quem está despontando sempre aparece aqui antes. Faça suas apostas.
2 - House Music Digest - A vertente mais popular da música eletrônica, festeira, bem-humorada e elegante quando tem que ser. Até alguém inventar uma batida mais eficiente que a 4 x 4, é a house music que manda na pista.
3 - KCRW - Possivelmente a melhor rádio dos EUA, focada em pop rock. A estrela da programação é o 'Morning becomes eclectic': bandas de ponta ao vivo no estúdio, bem cedinho, para despertar a galera.
4 - Bizz - A ressuscitada publicação nacional de música volta às bancas conectada. Os editores comentam as matérias e tocam músicas de quem apareceu na revista.
5 - Electronation radio - Como o nome diz, tem sets de DJs de electro - pancadão eletrônico com clima oitentista. E são muito bons. Além de entrevistas e notícias.
Semana que vem tem mais.
*
Podcast, no fim das contas, é um arquivo de áudio em mp3, que pode conter música, falação, barulhos e o que mais der na telha de quem o faz. Esse é um sistema de transmissão de arquivos pela Web que permite, para um ouvinte, receber automaticamente as novas edições de um programa (de rádio, humor, esporte, etc) sem que seja necessária a visita constante ao site onde é produzido.
Para tanto, é preciso fazer uma "assinatura" do podcast, usando um endereço com final ".xml" - todo podcast tem um. Dessa forma, o ouvinte é notificado a cada nova edição do tal programa, que é automaticamente baixado em seu computador. As assinaturas e os programas são de graça.
Isto feito, agora é só ouvir. Para fazer tudo de forma simples e rápida, o iTunes é a melhor opção.
Escrito por Daniel Tambarotti
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22.11.05
'Músculo musical'
Um momento de descontração. A Virgin, via sua loja Virgin Digital em associação com o site Heavy.com, lança o desafio aos fãs, experts e metidos a sabichões quando o assunto é música.
Num painel (clique em 'see the poster') que mais parece uma possível capa do 'Sgt. Peppers' pintada por Salvador Dali, há referências às mais díspares bandas do pop/rock, das mais diferentes épocas. O lance é conseguir identificá-los.

Ganha quem acertar os 74 grupos/artistas primeiro. Dever de casa feito, ainda é possível desafiar os amigos, enviando a imagem por e-mail. Prepare-se para fazer muitas consultas à memória e à coleção de discos. E 'perder' muitas horas em frente ao computador.
Duas dicas. A primeira: tem um número 20 no chão, escrito com caixas de palitos de fósforo. Qual o nome da banda? Matchbox 20.
Outra: a cobra branca gigante enrolada no poste no fundo à esquerda da figura. A resposta certa é Whitesnake. Pescaram a idéia?
Quero ver quem acerta mais!
'Músculo musical'
Um momento de descontração. A Virgin, via sua loja Virgin Digital em associação com o site Heavy.com, lança o desafio aos fãs, experts e metidos a sabichões quando o assunto é música.
Num painel (clique em 'see the poster') que mais parece uma possível capa do 'Sgt. Peppers' pintada por Salvador Dali, há referências às mais díspares bandas do pop/rock, das mais diferentes épocas. O lance é conseguir identificá-los.

Ganha quem acertar os 74 grupos/artistas primeiro. Dever de casa feito, ainda é possível desafiar os amigos, enviando a imagem por e-mail. Prepare-se para fazer muitas consultas à memória e à coleção de discos. E 'perder' muitas horas em frente ao computador.
Duas dicas. A primeira: tem um número 20 no chão, escrito com caixas de palitos de fósforo. Qual o nome da banda? Matchbox 20.
Outra: a cobra branca gigante enrolada no poste no fundo à esquerda da figura. A resposta certa é Whitesnake. Pescaram a idéia?
Quero ver quem acerta mais!
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.11.05
Preguiçosa
A estratégia é velha: apelar para disco acústico quando a fonte seca. Meio mundo já sucumbiu a essa praga, que, claro, já teve alguns momentos memoráveis. O que não é o caso aqui.
A bola da vez é a canadense Alanis Morissette. O único disco digerível da gritalhona é o primeiro, 'Jagged little pill', de 95. Mas eis que, dez anos depois, para comemorar uma década de carreira, o que ela faz? A façanha de lançar EXATAMENTE o mesmo disco, com as faixas na mesma ordem, só que em versão unplugged.
O que já era mediano perdeu o vigor, ficou pálido. E aquela pose de garota que encara tudo e todo mundo foi para as cucuias (mas era uma questão de tempo mesmo).

Com cara de quem comeu, não gostou
e ainda quer vender pra gente
Porém, o mais importante aqui não é a música, é o golpe: será que alguém - fãs histéricos não contam - ainda cai nessa cilada banquinho-e-violão?
E tem mais! Num esforço para arrancar mais uns trocados dos desinformados, acaba de sair a compilação 'The collection', com os maiores sucessos da moça. E tem só umazinha inédita, 'Crazy', bem chinfrim. Conclusão: a fonte secou, a preguiça tomou conta, a pasmaceira é total. É hora de botar a viola na sacola e sair de cena.
Tá pensando que alguém aqui é bobo, dona Alanis?
Preguiçosa
A estratégia é velha: apelar para disco acústico quando a fonte seca. Meio mundo já sucumbiu a essa praga, que, claro, já teve alguns momentos memoráveis. O que não é o caso aqui.
A bola da vez é a canadense Alanis Morissette. O único disco digerível da gritalhona é o primeiro, 'Jagged little pill', de 95. Mas eis que, dez anos depois, para comemorar uma década de carreira, o que ela faz? A façanha de lançar EXATAMENTE o mesmo disco, com as faixas na mesma ordem, só que em versão unplugged.
O que já era mediano perdeu o vigor, ficou pálido. E aquela pose de garota que encara tudo e todo mundo foi para as cucuias (mas era uma questão de tempo mesmo).

Com cara de quem comeu, não gostou
e ainda quer vender pra gente
Porém, o mais importante aqui não é a música, é o golpe: será que alguém - fãs histéricos não contam - ainda cai nessa cilada banquinho-e-violão?
E tem mais! Num esforço para arrancar mais uns trocados dos desinformados, acaba de sair a compilação 'The collection', com os maiores sucessos da moça. E tem só umazinha inédita, 'Crazy', bem chinfrim. Conclusão: a fonte secou, a preguiça tomou conta, a pasmaceira é total. É hora de botar a viola na sacola e sair de cena.
Tá pensando que alguém aqui é bobo, dona Alanis?
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.11.05
A revolução não pára
A Wired do mês de novembro dá um panorama perfeito do que acontece na guerra do MP3 em telefones celulares.

Explica por que o ROKR, telefone da Motorola que também é um iTunes, é um fracasso, manda um recado pro Steve Jobs e aponta para o futuro da troca de arquivos via celular.

As gravadoras que se cuidem. E se adaptem.
A revolução não pára
A Wired do mês de novembro dá um panorama perfeito do que acontece na guerra do MP3 em telefones celulares.

Explica por que o ROKR, telefone da Motorola que também é um iTunes, é um fracasso, manda um recado pro Steve Jobs e aponta para o futuro da troca de arquivos via celular.

As gravadoras que se cuidem. E se adaptem.
Escrito por Daniel Tambarotti
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14.11.05
Tiro pela culatra
Que o Chris Martin, vocalista do Coldplay, já era um dos principais aspirantes ao trono de mais mala do rock, não é novidade. A fórmula voz choroooosa, engajamento fajuto, muito piano e pouca guitarra garante o favoritismo. E música sofrida por música sofrida, o Radiohead faz muito melhor.
Mas, depois dessa, ele garantiu o posto com folga. Ouve: o Coldplay vai fazer uma série de shows nos EUA no início do ano que vem. Porém, a lista das datas, locais e horários das apresentações é um segredo guardado a sete chaves. Hã?
Chris Martin decidiu pelo seguinte: a banda só ia revelar datas da turnê mediante a cliques no novo site TalkTheTour.com. A cada 33 mil (!) visitas ao site, uma nova data seria revelada. Gênio, não?

Mas a festa não durou muito. Três dias após o lançamento, um hacker fuçou os códigos da página e desvendou TODOS os dias de shows da turnê americana, notícia que não demorou nem 5 segundos para se espalhar pela rede de fãs da banda.
Martin, claro, não gostou do hacker bobo, feio e chato. Ficou enfezadinho porque quebraram o seu brinquedo e foi esbravejar contra os fãs na MTV. 'Ai, ai, ai', faltou ele dizer. Mas não adiantou nada e teve que dar o braço a torcer, confirmando os dias, locais e horários que vazaram. Lamentável.

A pergunta de 1 milhão de dólares: algum sentido em tudo isso? É o que todo mundo quer saber, uma vez que nem beneficente o tal site é. Marketing agressivo? Tiro pela culatra, já que a ação só fez irritar até os mais fanáticos pelo grupo. O que estaria, afinal, acontecendo ao bom moço britânico? Escolha a sua opção:
a) O Chris Martin está enlouquecendo e logo logo vai morar na mesma bolha de isolamento onde já está o Michael Jackson.
b) É culpa da Gwyneth Paltrow, a namorada hollywoodiana, que está cansando a cabeça do rapaz.
c) Ossos do ofício de um superstar pedante que só quer aparecer
Tiro pela culatra
Que o Chris Martin, vocalista do Coldplay, já era um dos principais aspirantes ao trono de mais mala do rock, não é novidade. A fórmula voz choroooosa, engajamento fajuto, muito piano e pouca guitarra garante o favoritismo. E música sofrida por música sofrida, o Radiohead faz muito melhor.
Mas, depois dessa, ele garantiu o posto com folga. Ouve: o Coldplay vai fazer uma série de shows nos EUA no início do ano que vem. Porém, a lista das datas, locais e horários das apresentações é um segredo guardado a sete chaves. Hã?
Chris Martin decidiu pelo seguinte: a banda só ia revelar datas da turnê mediante a cliques no novo site TalkTheTour.com. A cada 33 mil (!) visitas ao site, uma nova data seria revelada. Gênio, não?

Mas a festa não durou muito. Três dias após o lançamento, um hacker fuçou os códigos da página e desvendou TODOS os dias de shows da turnê americana, notícia que não demorou nem 5 segundos para se espalhar pela rede de fãs da banda.
Martin, claro, não gostou do hacker bobo, feio e chato. Ficou enfezadinho porque quebraram o seu brinquedo e foi esbravejar contra os fãs na MTV. 'Ai, ai, ai', faltou ele dizer. Mas não adiantou nada e teve que dar o braço a torcer, confirmando os dias, locais e horários que vazaram. Lamentável.

A pergunta de 1 milhão de dólares: algum sentido em tudo isso? É o que todo mundo quer saber, uma vez que nem beneficente o tal site é. Marketing agressivo? Tiro pela culatra, já que a ação só fez irritar até os mais fanáticos pelo grupo. O que estaria, afinal, acontecendo ao bom moço britânico? Escolha a sua opção:
a) O Chris Martin está enlouquecendo e logo logo vai morar na mesma bolha de isolamento onde já está o Michael Jackson.
b) É culpa da Gwyneth Paltrow, a namorada hollywoodiana, que está cansando a cabeça do rapaz.
c) Ossos do ofício de um superstar pedante que só quer aparecer
Escrito por Daniel Tambarotti
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