15.03.06


PREGUIÇA OU APOSTA CERTEIRA?

Bob Sinclair é dono do hit do momento. 'Love generation', depois de bombar no verão de Ibiza e passar por meio mundo, chegou às pistas brasileiras e agora anima até festa de quinze anos.

Para quem não está ligando o nome à pessoa, 'Love generation' é aquela música do assovio, com vocal quase ragga de um ex-integrante do Wailers, mais conhecida como a banda do Bob Marley.



Sinclair: assoviar é com ele mesmo

O DJ francês, que já havia adquirido alguma notoriedade com a festeira 'The beat goes on' há alguns anos, acertou no equilíbrio perfeito, fazendo uma música bonita, pop até o osso e divertida.

Depois do estouro mundial, eis que agora chega à praça o novo single do produtor, 'World, hold on (children of the sky)'. E o rapaz, preguiçoso, resolveu apostar no mais fácil: deu um jeito de colocar na música nova mais uma melodiazinha com assovio. E pra piorar, os assovios das duas músicas são bastante parecidos.

Vai ser cara-de-pau assim lá longe. Óleo de peroba nele!


Escrito por Daniel Tambarotti
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14.03.06

ENQUANTO ISSO...

No estúdio do Radiohead...

O bicho está pegando. As gravações do disco novo estão a todo vapor. As fotos neste post são alguns flagrantes da banda em pleno processo criativo. Os cliques foram feitos pelos próprios integrantes da banda. Tem mais aqui.


Johnny Greenwood e Thom Yorke sofrem

O gênio atormentado Thom Yorke, diante de tanta dor e trabalho para parir o álbum, fez um desabafo no blog do site oficial do grupo.


Thom concentrado na letra e na melodia

Numa tradução livre, o rapaz disse mais ou menos isso: 'Tudo que preciso está errado, está certo, está errado, está certo. É muito frustrante e muita pressão. Suficiente para deixar qualquer um maluco'.

E continua: 'Eu deveria agir de maneira positiva, mas estou me descabelando. Muita coisa ao mesmo tempo. Não deveria escrever nada disso por aqui. E é por isso que escrevo'.

Vamos ser sinceros. O Radiohead é espetacular. Mas nada deve ser mais chato do que dez minutos de papo com o Thom Yorke. Esse perfil angústia + depressão do cara funciona nos discos e shows, mas num bate-papo de bar seria impossível aturar.


Escrito por Daniel Tambarotti
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13.03.06


TEM GRINGO NO SAMBA

Pois então, Marisa Monte está de volta. E cheio de estardalhaço. Mario Caldato, depois de meter a mão (ops!) nos Beastie Boys e Marcelo D2, faz sua segunda incursão em produção nacional no disco de samba ('Universo ao meu redor') da diva reclusa.

Pergunta para pensar: será que o talento de Caldato vai conseguir dar um jeito no som da moça tribalista?


Escrito por Daniel Tambarotti
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10.03.06


DE MÃOS DADAS COM O TINHOSO

Acho que ninguém aqui faz questão de ir pro céu, né? Afinal, não vamos conhecer ninguém por lá mesmo.

Já sabendo disso, a galera sempre antenada do UGO fez uma listinha das músicas que seriam as mais tocadas no inferno. Aquelas que você não consegue tirar da cabeça, que grudam até nos sonhos. Aquelas que vão te impregnar para todo o sempre até você pagar todos os seus pecados.

Lembra de 'Macarena'? Está lá. E aquela do Bob Marley? Também tem lugar garantido. Ficou curioso? Vai lá e dá uma conferida.


Los del Rio e Bob Marley: quase uma tortura chinesa


Aproveitando a deixa, este blog, muito humildemente, listou dez musiquinhas brasileiras (sem ordem de preferência) que não fariam feio nesse playlist maldito. Que Deus proteja nossos ouvidos.

'Amor I love you', Marisa Monte
'Fácil', Jota Quest
'Anna Júlia', Los Hermanos
'Pais e filhos', Legião Urbana
'É preciso saber viver', versão Titãs
'Sozinho', versão Caetano Veloso
'A namorada', Carlinhos Brown
'Vou deixar', Skank
'Assim caminha a humanidade', Lulu Santos (aquela da 'Malhação')
'Malandragem', Cássia Eller


Mais alguma sugestão?

Escrito por Daniel Tambarotti
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09.03.06


SAINDO DO FORNO

Pode arrancar aquele sobretudo preto do armário e caprichar na maquiagem. Tem disco novo do Placebo chegando.

'Meds' sai lá fora dia 13 e aqui no Brasil na segunda quinzena de março. Os que ainda compram discos vão poder escolher entre dois formatos: o CD simples ou a versão com DVD atrelado.

Como todo mundo já sabe, Michael Stipe, do R.E.M., canta na faixa 'Broken promise'. A cantora VV, vocalista do The Kills, também é convidada especial, solta o gogó na faixa-título. Mas nem conta, porque o Kills é chaaaaato à beça.


Mais corpos: a capa do disco novo

O primeiro single é 'Because I want you', já nas rádios. O vídeo da música, gravado ao vivo, pode ser assistido aqui. A música é o mais do mesmo do Placebo: guitarras poderosas, melodia grudenta e aquele vocal glam/desesperado do Brian Molko.

Além da versão original da música de trabalho, estão sendo lançados também dois remixes - um feito pelo grupo Ladytron e outro por Russel Lissack, do Bloc Party -, uma versão instrumental e a versão demo.

Aqui dá pra escutar trechos de cinco faixas de 'Meds'. Cai dentro.


Escrito por Daniel Tambarotti
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08.03.06

LUBRIFIQUEM A CINTURA

Está muito bem recheado o bolo eletrônico no primeiro semestre desse ano. Gringos peso-pesados vêm ao país comandar as carrapetas para fazer os tupiniquins dançar.

E para quem quer cair na pista de dança, março é um mês abençoado. Nada menos do que Derrick Carter e Laurent Garnier aportam no país para apresentações muito concorridas.


Derrick Carter is in the house

O primeiro, mestre absoluto da house music, comanda a primeira edição da festa RBK Tops ao lado do inglês Youssef e do canadense Max Graham. O evento também acontece em São Paulo e Porto Alegre. Mais três edições (com outras atrações) já estão previstas até junho.


Laurent Garnier: c'est la danse


Garnier, principal e mais influente nome da dance music na França, vem ao Brasil pela terceira vez. É possível achar techno, house e algum breakbeat em seus sets. Sabe tudo o monsieur. Ele acaba de lançar por seu próprio selo (F-Communications), 'The cloud making machine', disco novinho em folha, no qual leva as experimentações às últimas conseqüências.

Logo em seguida, o Chemical Music Festival manda ver no psytrance. Mas vale ficar de olho no progressivo do Lexicon Avenue, no som pesadelo do Dave Clarke e nos breakbeats do Apavoramento Sound System.

E, ufa, ainda tem o Skol Beats (este ano é em maio!), que promete Plump DJs, LCD Soundsystem e Tiga. Preparem os ouvidos e lubrifiquem a cintura.


Escrito por Daniel Tambarotti
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07.03.06


BEN DIFERENTE

Quando Ben Harper lança alguma coisa, diz a sã consciência que é recomendável ouvir. Obedecendo a sua voz interior, este blog foi conferir o single novo do rapaz, 'Better way'.

A música faz parte do disco novo do guitarrista, 'Both sides of the gun', que sai no fim do mês, no qual mais uma vez Harper é acompanhado pela banda The Innocent Criminals.

Confesso que já vi o músico mais inspirado, mas 'Better way' não chega a ser uma decepção.

Mostra Ben Harper tentando umas idéias novas, como o uso de cítaras, dando um ar oriental à sua música, sempre bastante calcada (criativamente) nas milhares de vertentes da música negra americana. O disco promete.

Quem não se contentar só em ouvir a música, aqui também tem o vídeo.


Escrito por Daniel Tambarotti
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06.03.06


A PRECURSORA

A cada ano é a mesma coisa: todo mundo reclama que o Oscar é um saco, que isso, que aquilo, mas todo mundo vê. Não foi diferente comigo. E, entre uma bocejada e outra, fiquei constrangido com os números musicais apresentados durante a cerimônia.

Este ano os produtores resolveram apostar numa espécie de ousadia contida e jogaram as fichas no 'perigoso' hip-hop, o inimigo público Número 1 dos EUA depois do Osama.



Three 6 Mafia: foi fácil, fácil

Colocaram no palco o grupo Three 6 Mafia, cuja música 'It's hard out here for a pimp' estava no páreo pelo prêmio de melhor canção (é trilha do filme 'Hustle & flow'). Mas não deixaram os manos cantarem a letra na íntegra, cheia de palavrões. O puritanismo americano só liberou uns 'shit' aqui e uns 'bitch' acolá.

Ter levado a estatueta não prova nada. 'It's hard out here for a pimp' é uma música chata, que não acontece, na qual a melhor coisa - as intervenções da vocalista - ficam escondidas atrás do falatório dos machos. Sem falar naquelas dancinhas coreografadas e no cenário emulando um teatrinho. Rap no Oscar: mais deslocado impossível.

Cenário também foi o problema da apresentação da música que concorria por 'Crash'. Aqueles carros no fundo do palco pegando fogo, querendo fazer lembrar algumas cenas do filme são ultrafake. E desnecessários por isso.

No meio disso tudo, quem mandou bem mesmo foi dona Dolly Parton. Ela cantou 'Travellin' thru', trilha do filme 'Transamerica'.

Quem achava que a velhinha estava morta, se enganou.

A moça está vivinha da silva e completamente desafinada, mas com os peitos ainda muito grandes e incrivelmente em forma.




Escrito por Daniel Tambarotti
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03.03.06


DA SÉRIE: PARCERIAS IMPROVÁVEIS

Parem as máquinas! Rogério Flausino, ele mesmo, é um dos convidados especiais do disco novo da dupla de DJs e produtores Layo & Bushwacka, 'Feels closer', que sai lá fora dia 13.

Só para lembrar: a dupla ficou famosa em 2002 com o hit mundial 'Love story', que teve trecho sampleado aqui no Brasil até pela Tati Quebra-Barraco no funk 'Boladona', trilha da revoltada Raíssa em 'América'.

E o moço brasileiro, que canta em 'Sunshine in Ipanema', ainda foi classificado pelo jornalão inglês The Guardian como um 'South American superstar'. Este blog já está morto de curiosidade para saber como ficou o resultado e em breve dá o seu veredicto.

A título de registro, o sempre bom Green Velvet dá o ar da graça na sensacional 'Life 2 live'. Pancada na idéia. E Ella Fitzgerald e Louis Armstrong são 'ressuscitados' na calminha 'Isn't this a lovely day'

* * *

Mais uma: John Paul Jones agora é do choro. Isso mesmo. O ex-baixista do Led Zepellin, provavelmente a melhor banda de rock de todos os tempos, depois de se encantar com um show do brasileiro Hamilton de Hollanda em Seattle, subiu ao palco e se juntou ao bandolinista no choro 'Santa morena', de Jacob do Bandolin.



Jones: 'meu negócio agora é choro'

Versatilidade é isso aí.

Escrito por Daniel Tambarotti
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02.03.06

ZIRIGUIDUM ELETRÔNICO

Há muito o carnaval deixou de ser um terror para quem não suporta samba. De uns anos para cá, as festas 'off folia' disputam a atenção da galera 'alternativa': seja ela rock ou eletrônica. E nessa farra underground, os clubheads se saem um pouco melhor.

Este ano, particularmente, o cardápio estava muito bem recheado. Além dos eventos normais, muita novidade e atração gringa de peso.

Depois das guitarras do Franz, as batidas do Deep Dish (foto). Os DJs fizeram um set matador, preciso, sem deixar a emoção escapulir.

A versão de 'Say hello' está ecoando até agora na caixola. Empolgados, tocaram uns 50 minutos a mais que o previsto, com o dia já claro. Depois do Rio, ainda badalaram em Maresias (SP) e Florianópolis.

Os habitantes da terra da Sapucaí ainda conferiram o rei do electro DJ Hell. O alemão soltou os beats com vontade e distorção, grave estremecendo o peito. Com direito a gritaria na pista e tudo.

Sem falar ainda no Fatboy Slim. Tudo a ver o superstar Norman Cook aportar por aqui durante a festa de Momo com seu set de house e suas camisas floridas. É bem a cara dele. O rapaz passou por Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis e Maresias.

Depois da jaca, é hora de dar as mãos e pedir, todos juntos: 'Papai do Céu, continue bonzinho assim no ano que vem'.


Escrito por Daniel Tambarotti
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25.02.06


NO MEIO DA GALERA

Ainda sobre o furacão Franz. Enquanto os escoceses vão ao Pão de Açúcar e caem no samba durante o carnaval carioca, você tem como saber como foi o clima do show do quarteto no Rio de Janeiro, no clássico Circo Voador.

Clica aí embaixo.






As imagens foram feitas pelo comparsa Guilherme, numa Sony W5. É um trecho de 30 segundos da apresentação, durante o megahit 'Take me out'.

Escrito por Daniel Tambarotti
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24.02.06

SÓ FALTOU UMA KATILCE NO PALCO

Era o extremo oposto da terra natal dos caras: um calor insuportável, noite estrelada, lugar lotado e o povo ansioso. Mas, na verdade, os escoceses do Franz Ferdinand, tocando no palco do Circo Voador, estavam era muito à vontade, se sentindo completamente em casa.

O show começou inacreditavelmente na hora. Nada de telões, milhares de luzes ou lasers. Só uma bandeira no fundo do palco, com o FF característico do grupo. Depois de abrir dois shows para o U2 em São Paulo, num esquema monumental, era dessa simplicidade que o quarteto precisava.


Roquenroooooooooool!


Músicas curtas, show direto, sem firulas. Quase os dois discos inteiros executados ao vivo. Uma hora e meia de apresentação, com fãs cantando todas com fervor. Para a farra ficar completa mesmo, só faltou uma Katilce subir no palco. Depois de um show desses, quem precisa de carnaval?


Foto: Alfredo Reikdal

Escrito por Daniel Tambarotti
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23.02.06

A TIA GORDA SAI DA TUMBA

Pode começar a rir, o Guns 'n' Roses está confirmado como headline do festival de metal Download, em Donnington Park, Inglaterra, ao lado do Metallica.


Axl Rose está há 12 anos para cuspir o tão esperado novo disco: 'Chinese democracy'. Foram muitas idas e vindas de músicos, além de milhões gastos com estúdios e 'exigências' do reizinho solitário.

Já rola a piada de que esse álbum é o 'Smile' do Guns. 'Smile' foi o disco do Beach Boys que, devido à loucura do Brian Wilson, demorou quase 40 anos para ver a luz do dia, e foi lançado em 2004 somente.


Enquanto 'Chinese' não nasce, o pop não pára. Depois do estouro do Guns 'n' Roses no fim dos anos 80/ início dos 90, o mundo viu o movimento grunge e o suicídio de Kurt Cobain, viu a briga de Oasis e Blur pelo troféu de reis do britpop, se chocou com a saída da música eletrônica do underground para o mainstream via Prodigy, Chemical Brothers, Fatboy Slim e Underworld, estranhou as canções belas e atormentadas do Radiohead e voltou aos acordes simples e retrô com o som garageiro de Strokes e cia.

Agora responde: de zero a dez, quais as chances desse CD novo dos Roses ser ruim? Resposta: 9,8.

Se for para reviver aquele hard rock chupado do Aerosmith que já faziam em 91, ou repetir aquela performance patética do Rock in Rio 3, é melhor Axl continuar concebendo esse disco para todo o sempre, sem nunca mais dar as caras. O mundo não precisa mais do Guns 'n' Roses.

Escrito por Daniel Tambarotti
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22.02.06

TIROS A ESMO


Só eu que acho o Raconteurs, banda nova do Jack White, mais legal do que o White Stripes? Som cheio, guitarras bacanas e sem aquela menina problemática na bateria.

E tem o guitarrista Brendan Benson na trupe também.

Sem falar que o site da banda é excelente, emulando computação do início dos anos 80, com navegação pelo teclado e tudo. Cool.


'A gente não quer saber do White Stripes'




* * *

O maldito Serge Gainsbourg vai ganhar tributo moderninho. As músicas do cantor e compositor francês vão ganhar versões de nomes como Franz Ferdinand, Placebo, The Rakes, Tricky e Portishead. Melhor disso tudo: Portishead na ativa, se mexendo. Ótimo sinal.

* * *

Por falar em Franz, os rapazes aproveitam a passagem por São Paulo e estão gravando músicas novas em um estúdio da cidade.

* * *

Quer ouvir o disco inteiro do Giant Drag, uma bandinha bem bacana que anda muito bem falada por aí? Clica aqui

* * *

Só eu que acho o Maximo Park MUITO melhor que o hypadíssimo Arctic Monkeys?


Escrito por Daniel Tambarotti
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20.02.06

É BRINCADEIRA!

Se essa moda pega...

Vejam vocês: está proibida a venda de cerveja ou qualquer bebida alcoólica nos shows do U2. Está todo mundo aqui no Morumbi se deliciando com garrafinha de água a R$ 3. Uma beleza.

Tudo bem que o líder do U2 se ache um Messias, mas querer transformar show de rock em culto religioso é a assinatura do 'Atestado de Mala'.

Esse Bono é mesmo uma piada.


Escrito por Daniel Tambarotti
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