05.05.06
NÚMERO 1000
Podem reclamar, xingar, discordar ou não comprar. Mas não dá para negar: a Rolling Stone é a revista mais emblemática e das mais importantes do mundo pop de todos os tempos. E agora a publicação comemora a chegada à milésima edição.
Foi nela, lá nos anos 60 do século passado, que a cultura jovem ganhou status de 'coisa séria' e o mercado passou a 'respeitar' o rock, então o principal veículo daquela rebeldia hormonal, barulhenta e ligadona de LSD.
Os pilares da cultura pop (além de música, coloque aí nesse pacote nomes da política, do cinema, da animação, etc) nesses quase 40 anos estiveram na capa da revista: de Jonh Lennon a Bart Simpson, de Nirvana a Bill Clinton, de Bob Dylan a Madonna.
Para comemorar a data, a revista sai com a capa impressa em 3-D, tecnologia ainda pouco usada no mercado editorial. A imagem faz referência óbvia à capa de 'Sgt. Peppers', dos Beatles, com um who's who da música. Bastante adequado.
O site da revista é uma festa. Uma página especial foi criada, com podcasts, galeria com as capas mais importantes (e depoimentos dos fotógrafos principais), uma rádio com a programação separada por décadas e um quiz que testa seus conhecimentos sobre música. Se acha o sabichão? Então vai lá e tenta a sorte.

NÚMERO 1000
Podem reclamar, xingar, discordar ou não comprar. Mas não dá para negar: a Rolling Stone é a revista mais emblemática e das mais importantes do mundo pop de todos os tempos. E agora a publicação comemora a chegada à milésima edição.
Foi nela, lá nos anos 60 do século passado, que a cultura jovem ganhou status de 'coisa séria' e o mercado passou a 'respeitar' o rock, então o principal veículo daquela rebeldia hormonal, barulhenta e ligadona de LSD.
Os pilares da cultura pop (além de música, coloque aí nesse pacote nomes da política, do cinema, da animação, etc) nesses quase 40 anos estiveram na capa da revista: de Jonh Lennon a Bart Simpson, de Nirvana a Bill Clinton, de Bob Dylan a Madonna.
Para comemorar a data, a revista sai com a capa impressa em 3-D, tecnologia ainda pouco usada no mercado editorial. A imagem faz referência óbvia à capa de 'Sgt. Peppers', dos Beatles, com um who's who da música. Bastante adequado.
O site da revista é uma festa. Uma página especial foi criada, com podcasts, galeria com as capas mais importantes (e depoimentos dos fotógrafos principais), uma rádio com a programação separada por décadas e um quiz que testa seus conhecimentos sobre música. Se acha o sabichão? Então vai lá e tenta a sorte.

Escrito por Daniel Tambarotti
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04.05.06
TIRO NO PÉ
O que não é a ganância, né, minha gente?
Quando meio mundo já se ajeita para encarar as novidades tecnológicas invadindo o mercado da música - é, estou falando do MP3 mesmo, esse velho amigo -, Flea, o excepcional baixista do Red Hot Chilli Peppers, resolve atirar contra a molecada que faz download.
O moço escreveu e divulgou uma carta apelativa contra o vazamento na rede do novo disco do grupo, 'Staduim Arcadium'. O CD só sai dia nove de maio. Li afogado em decepção.
Diz um trecho: 'É possível ter de graça se você quiser. Isto não é muito legal. Se baixar nos sites que compartilham arquivam, vão estar ouvindo uma pálida versão do disco. Será de baixa qualidade e isto vai partir meu coração, o de Frusciante, o de Kiedis e o de Chad Smith'.
Menos, né, Flea? Bem menos, que desse jeito escorre uma lágrima. Precisa de tanta apelação assim? E ainda vem com essa conversa mole de 'baixa qualidade'. Ô papinho mais 1999 esse. Alguém precisa avisá-lo de que só baixa MP3 com baixa qualidade hoje quem quer. E que ele, Flea, não precisa virar um burocrata engravatado. Esse papel é dos gênios marqueteiros das gravadoras.
Eu tinha o RHCP em alta conta. Musicalmente, ainda tenho. Mas eles agora entram no clube da mesquinharia 'Superstars contra o Download', já muito bem representado por Metallica, Madonna e outra meia dúzia de três ou quatro 'muito necessitada'.
E papo de direito autoral fica pra outra hora, beleza?
TIRO NO PÉ
O que não é a ganância, né, minha gente?
Quando meio mundo já se ajeita para encarar as novidades tecnológicas invadindo o mercado da música - é, estou falando do MP3 mesmo, esse velho amigo -, Flea, o excepcional baixista do Red Hot Chilli Peppers, resolve atirar contra a molecada que faz download.
O moço escreveu e divulgou uma carta apelativa contra o vazamento na rede do novo disco do grupo, 'Staduim Arcadium'. O CD só sai dia nove de maio. Li afogado em decepção.
Diz um trecho: 'É possível ter de graça se você quiser. Isto não é muito legal. Se baixar nos sites que compartilham arquivam, vão estar ouvindo uma pálida versão do disco. Será de baixa qualidade e isto vai partir meu coração, o de Frusciante, o de Kiedis e o de Chad Smith'.Menos, né, Flea? Bem menos, que desse jeito escorre uma lágrima. Precisa de tanta apelação assim? E ainda vem com essa conversa mole de 'baixa qualidade'. Ô papinho mais 1999 esse. Alguém precisa avisá-lo de que só baixa MP3 com baixa qualidade hoje quem quer. E que ele, Flea, não precisa virar um burocrata engravatado. Esse papel é dos gênios marqueteiros das gravadoras.
Eu tinha o RHCP em alta conta. Musicalmente, ainda tenho. Mas eles agora entram no clube da mesquinharia 'Superstars contra o Download', já muito bem representado por Metallica, Madonna e outra meia dúzia de três ou quatro 'muito necessitada'.
E papo de direito autoral fica pra outra hora, beleza?
Escrito por Daniel Tambarotti
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02.05.06
A MISTUREBA SOBREVIVE
Essa onda de mash-ups (juntar duas músicas improváveis e fazer uma terceira inusitada) já rendeu ótimos frutos.
Porém, como tudo que vira oba-oba, já caiu em desgraça e hoje é difícil vermos algo relevante - o ápice criativo dessa praga foi por volta de 2002, 2003.
Eis que, vindo de Boston, o DJ BC (iniciais de Bob Cronin) mostra que o tal estilo ainda respira.O rapaz, que já misturou Outkast com White Stripes, Modest Mouse com 50 Cent, dessa vez pegou as melodias famosas dos Beatles e jogou em cima dos pancadões do grupo de rap Beastie Boys. E já está lançando o segundo disco com a dupla: 'Let it Beast'. O primeiro se chama apenas 'The Beastles'. Genial.

Abre parênteses. O fab four, aliás, já foi matéria-prima para outro produtor. Danger Mouse, em 2004, causou rebuliço com o 'Grey album', só que no lugar dos Beasties Boys, tinham as batidas do Jay-Z. Fecha parênteses.

O 'vandalismo criativo' de BC - como muito bem disse o jornal inglês Observer - faz barulho: as músicas tocam nas rádios gringas antenadas e já ganharam elogios em jornais e revistas do naipe da Rolling Stone. Não é pouca coisa. Olho nele.
A MISTUREBA SOBREVIVE
Essa onda de mash-ups (juntar duas músicas improváveis e fazer uma terceira inusitada) já rendeu ótimos frutos.
Porém, como tudo que vira oba-oba, já caiu em desgraça e hoje é difícil vermos algo relevante - o ápice criativo dessa praga foi por volta de 2002, 2003.
Eis que, vindo de Boston, o DJ BC (iniciais de Bob Cronin) mostra que o tal estilo ainda respira.O rapaz, que já misturou Outkast com White Stripes, Modest Mouse com 50 Cent, dessa vez pegou as melodias famosas dos Beatles e jogou em cima dos pancadões do grupo de rap Beastie Boys. E já está lançando o segundo disco com a dupla: 'Let it Beast'. O primeiro se chama apenas 'The Beastles'. Genial.

Abre parênteses. O fab four, aliás, já foi matéria-prima para outro produtor. Danger Mouse, em 2004, causou rebuliço com o 'Grey album', só que no lugar dos Beasties Boys, tinham as batidas do Jay-Z. Fecha parênteses.

O 'vandalismo criativo' de BC - como muito bem disse o jornal inglês Observer - faz barulho: as músicas tocam nas rádios gringas antenadas e já ganharam elogios em jornais e revistas do naipe da Rolling Stone. Não é pouca coisa. Olho nele.
Escrito por Daniel Tambarotti
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30.04.06
DE NOVO
Um update da história do post ali debaixo. Como era de se esperar, Pete Doherty foi parar na cadeia mais uma vez após ter sido flagrado injetando droga no braço de uma fã desacordada.
Depois da publicação das imagens pelo jornal inglês The Sun, a polícia foi obrigada a enquadrar o rapaz novamente na tarde de ontem.
Pete já respondeu a sete acusações criminais.
* * *
Update II: coçando o bolso e sem perder tempo, Doherty foi solto mediante pagamento de fiança hoje mesmo. Agora vamos ver qual vai ser a próxima.
DE NOVO
Um update da história do post ali debaixo. Como era de se esperar, Pete Doherty foi parar na cadeia mais uma vez após ter sido flagrado injetando droga no braço de uma fã desacordada.
Depois da publicação das imagens pelo jornal inglês The Sun, a polícia foi obrigada a enquadrar o rapaz novamente na tarde de ontem.
Pete já respondeu a sete acusações criminais.
* * *
Update II: coçando o bolso e sem perder tempo, Doherty foi solto mediante pagamento de fiança hoje mesmo. Agora vamos ver qual vai ser a próxima.
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.04.06
FUNDO DO POÇO É ISSO AÍ
Pete Doherty, ex-Libertines e atual Babyshambles, leva às últimas conseqüências o clichê (adaptado) drogas, drogas e rock 'n' roll. Como uma espécie de Iggy Pop dos 00, o rapaz vive um relacionamento peculiar com a heroína: apesar da total destruição da carreira e do corpo, ele parece não fazer muita questão de largá-la.
É público seu entra-e-sai de clínicas de reabilitação e constantes prisões por porte de drogas. Além de um turbulento namoro com a supermodel Kate Moss. Lembram dela cheirando cocaína na capa dos jornais ingleses há pouquíssimo tempo? Era numa sessão de estúdio da banda de Doherty.
Mas agora o rapaz, que não tem pudores em deixar explícito seu relacionamento com as drogas, pegou pesado. O tablóide inglês The Sun publicou fotos de Pete injetando heroína no braço de uma menina desacordada, deitada na cozinha de seu apartamento. As imagens foram feitas por um conhecido do músico nas últimas semanas.
Como era de se esperar, a revolta é geral. O clima entre os ingleses é: 'Tudo bem que ele queira se entupir de drogas, mas injetar em outra pessoa, e desacordada, é crime'. Num painel de leitores promovido pelo jornal, a grande maioria pede a prisão imediata do vocalista e lamenta o desperdício de um talento.
FUNDO DO POÇO É ISSO AÍ
Pete Doherty, ex-Libertines e atual Babyshambles, leva às últimas conseqüências o clichê (adaptado) drogas, drogas e rock 'n' roll. Como uma espécie de Iggy Pop dos 00, o rapaz vive um relacionamento peculiar com a heroína: apesar da total destruição da carreira e do corpo, ele parece não fazer muita questão de largá-la.
É público seu entra-e-sai de clínicas de reabilitação e constantes prisões por porte de drogas. Além de um turbulento namoro com a supermodel Kate Moss. Lembram dela cheirando cocaína na capa dos jornais ingleses há pouquíssimo tempo? Era numa sessão de estúdio da banda de Doherty.Mas agora o rapaz, que não tem pudores em deixar explícito seu relacionamento com as drogas, pegou pesado. O tablóide inglês The Sun publicou fotos de Pete injetando heroína no braço de uma menina desacordada, deitada na cozinha de seu apartamento. As imagens foram feitas por um conhecido do músico nas últimas semanas.
Como era de se esperar, a revolta é geral. O clima entre os ingleses é: 'Tudo bem que ele queira se entupir de drogas, mas injetar em outra pessoa, e desacordada, é crime'. Num painel de leitores promovido pelo jornal, a grande maioria pede a prisão imediata do vocalista e lamenta o desperdício de um talento.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.04.06
UM INTEGRANTE, UM SINGLE E UM DISCO
O Gorillaz quer um quinto integrante na banda e resolveu a parada da seguinte maneira: está promovendo um concurso entre crianças de 9 a 16 anos. Cabe a elas a criação do tal quinto elemento.

As mais criativas vão participar de um workshop com o produtor e a equipe de animação da banda. Lápis a postos!
* * *
Os metaleiros disfarçados de indie-apaixonados do Muse estão prestes a lançar single novo, de disco que ainda não tem nome. Só se sabe que a música nova vai ter um 'clima Franz Ferdinand', segundo disse o vocalista Matt Bellamy ao NME. O rapaz disse que andou freqüentando clubs de Nova York e adora o ritmo dançante da música dos escoceses. Então, tá.
* * *
Quer ouvir na íntegra o CD dos australianos do Wolfmother? Os caras são a banda pesada da vez, com muitos ecos do stoner rock. Tem muito Black Sabbath também. Vale a conferida.
UM INTEGRANTE, UM SINGLE E UM DISCO
O Gorillaz quer um quinto integrante na banda e resolveu a parada da seguinte maneira: está promovendo um concurso entre crianças de 9 a 16 anos. Cabe a elas a criação do tal quinto elemento.

As mais criativas vão participar de um workshop com o produtor e a equipe de animação da banda. Lápis a postos!
* * *
Os metaleiros disfarçados de indie-apaixonados do Muse estão prestes a lançar single novo, de disco que ainda não tem nome. Só se sabe que a música nova vai ter um 'clima Franz Ferdinand', segundo disse o vocalista Matt Bellamy ao NME. O rapaz disse que andou freqüentando clubs de Nova York e adora o ritmo dançante da música dos escoceses. Então, tá.* * *
Quer ouvir na íntegra o CD dos australianos do Wolfmother? Os caras são a banda pesada da vez, com muitos ecos do stoner rock. Tem muito Black Sabbath também. Vale a conferida.
Escrito por Daniel Tambarotti
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25.04.06
O ÚLTIMO SUSPIRO
Michael Jackson pode ser maluco, mas está longe de ser burro. O cantor, no que parece um ato desesperado para salvar a carreira da lama, está correndo atrás de uma colaboração com o rapper 50 Cent, diz a Billboard.
O rapper é um artista talentoso e espetacular? Não, muito pelo contrário. Mas é um dos que mais vende, é um dos que mais movimenta dinheiro com venda de álbuns, downloads e shows. E Mr. Jackson, claro, está de olho é nisso.
Quer salvar a carreira pegando carona no sucesso e popularidade dos rappers americanos, que mandam no mercado fonográfico dos EUA.
Duas perguntas se fazem necessárias.
1) 50 Cent vai cair nessa? Provavelmente, não. Mas se rolar muita grana, o papo pode mudar de rumo...
2) E como MJ vai bancar a história, se está à beira do abismo financeiro? Aqui vemos mais uma vez outra tacada de mestre do cantor que era negão e ficou branco.
O rapaz soltou uma lábia poderosa pra cima da nobreza arquimilionária do Bahrain (país do Oriente Médio onde Michael se refugiou para 'ficar longe' da pressão dos jornalistas sobre as acusações de pedofilia), e convenceu o príncipe a investir uns bons caraminguás na sua combalida carreira. Fundaram até uma gravadora própria.
E é exatamente essa bolada extra que Jackson vai ter que sacar para trazer os rappers megapopulares pro seu lado. Custa caro ser extravagante.
O ÚLTIMO SUSPIRO
Michael Jackson pode ser maluco, mas está longe de ser burro. O cantor, no que parece um ato desesperado para salvar a carreira da lama, está correndo atrás de uma colaboração com o rapper 50 Cent, diz a Billboard.
O rapper é um artista talentoso e espetacular? Não, muito pelo contrário. Mas é um dos que mais vende, é um dos que mais movimenta dinheiro com venda de álbuns, downloads e shows. E Mr. Jackson, claro, está de olho é nisso.Quer salvar a carreira pegando carona no sucesso e popularidade dos rappers americanos, que mandam no mercado fonográfico dos EUA.
Duas perguntas se fazem necessárias.
1) 50 Cent vai cair nessa? Provavelmente, não. Mas se rolar muita grana, o papo pode mudar de rumo...
2) E como MJ vai bancar a história, se está à beira do abismo financeiro? Aqui vemos mais uma vez outra tacada de mestre do cantor que era negão e ficou branco.
O rapaz soltou uma lábia poderosa pra cima da nobreza arquimilionária do Bahrain (país do Oriente Médio onde Michael se refugiou para 'ficar longe' da pressão dos jornalistas sobre as acusações de pedofilia), e convenceu o príncipe a investir uns bons caraminguás na sua combalida carreira. Fundaram até uma gravadora própria.
E é exatamente essa bolada extra que Jackson vai ter que sacar para trazer os rappers megapopulares pro seu lado. Custa caro ser extravagante.
Escrito por Daniel Tambarotti
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24.04.06
BUSH QUE SE CUIDE
Se os Mutantes estão de volta e Jack White grava para a Coca-Cola, Neil Young radicaliza no lado oposto. O músico resolveu lutar contra o sistema e deseja somente uma coisa: o impeachment de George W. Bush.

O canadense acaba de gravar um disco que ganhou o nome de 'Living with war'. E uma das músicas se chama 'Impeach the president'. Nervoso o velhinho.
Artistas militantes nunca derrubaram nenhum chefe de Estado inapto ou corrupto - imagino os engravatados rindo dentro de seus gabinetes dos esforços políticos dos músicos, atores, escritores, etc - e não vai ser diferente nesse caso.
Mas pelo menos é um disco novo do Neil Young. Escutemos.
BUSH QUE SE CUIDE
Se os Mutantes estão de volta e Jack White grava para a Coca-Cola, Neil Young radicaliza no lado oposto. O músico resolveu lutar contra o sistema e deseja somente uma coisa: o impeachment de George W. Bush.

O canadense acaba de gravar um disco que ganhou o nome de 'Living with war'. E uma das músicas se chama 'Impeach the president'. Nervoso o velhinho.
Artistas militantes nunca derrubaram nenhum chefe de Estado inapto ou corrupto - imagino os engravatados rindo dentro de seus gabinetes dos esforços políticos dos músicos, atores, escritores, etc - e não vai ser diferente nesse caso.
Mas pelo menos é um disco novo do Neil Young. Escutemos.
Escrito por Daniel Tambarotti
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20.04.06
'NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTES...'
Enquanto os Mutantes ali embaixo exumam corpos para fazer pingar mais uns cascalhos na conta bancária, Jack White (White Stripes, Raconteurs) resolveu encher a poupança de outra maneira.
Aproveitando a maré hype a favor, o moço compôs uma música exclusivamente para um comercial da Coca-Cola.
Segredo guardado a sete chaves, a música vazou na rede há poucos dias. Assim como o comercial, que já roda exaustivamente no You Tube.
O comercial, de 56 segundos de duração e já visto por mais de 100 mil pessoas no site, é feito de paisagens bucólicas, com a maioria dos personagens usando roupas nas cores vermelha e branca.
A música começa como um folkzinho despretensioso para logo em seguida ganhar guitarras mais pesadas e um vocal mais esganiçado. A letra tem um clima meio hippie, 'espiritualmente pra cima', com frases do tipo 'Love is the truth, it's the right thing to do'. Assiste aqui.
'NUMA PROPAGANDA DE REFRIGERANTES...'
Enquanto os Mutantes ali embaixo exumam corpos para fazer pingar mais uns cascalhos na conta bancária, Jack White (White Stripes, Raconteurs) resolveu encher a poupança de outra maneira.
Aproveitando a maré hype a favor, o moço compôs uma música exclusivamente para um comercial da Coca-Cola.
Segredo guardado a sete chaves, a música vazou na rede há poucos dias. Assim como o comercial, que já roda exaustivamente no You Tube.O comercial, de 56 segundos de duração e já visto por mais de 100 mil pessoas no site, é feito de paisagens bucólicas, com a maioria dos personagens usando roupas nas cores vermelha e branca.
A música começa como um folkzinho despretensioso para logo em seguida ganhar guitarras mais pesadas e um vocal mais esganiçado. A letra tem um clima meio hippie, 'espiritualmente pra cima', com frases do tipo 'Love is the truth, it's the right thing to do'. Assiste aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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19.04.06
QUEIMANDO O FILME
Cada um acha o jeito mais adequado para lidar com as tentações e frustrações nos palcos do showbiz. Vamos ao caso dos Mutantes. A banda dos irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista é parte fundamental da história do rock brasileiro e voltou às rodinhas de conversa cool após seu som psicodélico à brasileira ser 'descoberto' pelos jovens alternativos ingleses e americanos nos anos 90.

Rita Lee pensativa: 'será um mico histórico?'
Mas o diabinho $oprou no ouvido e o grupo tropicalista cedeu a um dos principais males do pop: o retorno caça-níquel. É verdade. Os Mutantes estão de volta para shows em Londres (num envento dedicado à Tropicália), em Chicago (dentro do festival moderninho Pitchfork fest), Nova York e Los Angeles.
Calma que tem mais: Rita Lee, esperta que é, não topou fazer parte desse mico, e a vocalista escolhida para o comeback é... Zélia Duncan (Fernanda Takai, do Pato Fu, e Rebeca da Matta foram descartadas). Como podem ver, é completa a desgraça.
De novo, cada um faz o que quer com a carreira e ganha dinheiro do jeito que for mais fácil. Mas, concordemos, é uma pena que um grupo pioneiro como esse caia nessa cilada manjada. É o primeiro passo para enterrar o prestígio de toda uma carreira inovadora.
QUEIMANDO O FILME
Cada um acha o jeito mais adequado para lidar com as tentações e frustrações nos palcos do showbiz. Vamos ao caso dos Mutantes. A banda dos irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista é parte fundamental da história do rock brasileiro e voltou às rodinhas de conversa cool após seu som psicodélico à brasileira ser 'descoberto' pelos jovens alternativos ingleses e americanos nos anos 90.

Rita Lee pensativa: 'será um mico histórico?'
Mas o diabinho $oprou no ouvido e o grupo tropicalista cedeu a um dos principais males do pop: o retorno caça-níquel. É verdade. Os Mutantes estão de volta para shows em Londres (num envento dedicado à Tropicália), em Chicago (dentro do festival moderninho Pitchfork fest), Nova York e Los Angeles.
Calma que tem mais: Rita Lee, esperta que é, não topou fazer parte desse mico, e a vocalista escolhida para o comeback é... Zélia Duncan (Fernanda Takai, do Pato Fu, e Rebeca da Matta foram descartadas). Como podem ver, é completa a desgraça.
De novo, cada um faz o que quer com a carreira e ganha dinheiro do jeito que for mais fácil. Mas, concordemos, é uma pena que um grupo pioneiro como esse caia nessa cilada manjada. É o primeiro passo para enterrar o prestígio de toda uma carreira inovadora.
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.04.06
RASTREANDO...
Já havia entrado em contato há algum tempo, mas veio se tornar um vício recentemente. Divirtam-se.
RASTREANDO...
Já havia entrado em contato há algum tempo, mas veio se tornar um vício recentemente. Divirtam-se.
Escrito por Daniel Tambarotti
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17.04.06
PIMENTAS MADURAS
E aí, já viram o clipe novo do Red Hot Chili Peppers? Não? Então clica aqui ó.
Os californianos voltam à cena com 'Stadium Arcadium', um disco duplo que era para ter sido triplo. Este é o primeiro CD desde 'By the way', de 2002.
Segundo os integrantes do grupo andam dizendo em entrevistas por aí, 'Stadium' é um disco mais alegre e menos carregado que o anterior, que, segundos os próprios, foi feito sob um clima sombrio, pesado.

'Somos cidadãos respeitáveis agora'
Mas que os detratores da fase 'mais calma' da banda não se assanhem: eles não voltaram aos tempos de molecagem dos primeiros trabalhos. Em 'Stadium Arcadium' está o RHCP maduro e responsável que vimos nos últimos anos, só que um pouquinho mais animados.
O primeiro single é 'Dani California' e o vídeo, engraçadíssimo, faz referências a ícones da história do rock. Então, assista ao vídeo, identifique os ídolos e divirta-se!
PIMENTAS MADURAS
E aí, já viram o clipe novo do Red Hot Chili Peppers? Não? Então clica aqui ó.
Os californianos voltam à cena com 'Stadium Arcadium', um disco duplo que era para ter sido triplo. Este é o primeiro CD desde 'By the way', de 2002.
Segundo os integrantes do grupo andam dizendo em entrevistas por aí, 'Stadium' é um disco mais alegre e menos carregado que o anterior, que, segundos os próprios, foi feito sob um clima sombrio, pesado.

'Somos cidadãos respeitáveis agora'
Mas que os detratores da fase 'mais calma' da banda não se assanhem: eles não voltaram aos tempos de molecagem dos primeiros trabalhos. Em 'Stadium Arcadium' está o RHCP maduro e responsável que vimos nos últimos anos, só que um pouquinho mais animados.
O primeiro single é 'Dani California' e o vídeo, engraçadíssimo, faz referências a ícones da história do rock. Então, assista ao vídeo, identifique os ídolos e divirta-se!
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.04.06
APERITIVO
O DJ Tiga é uma das principais atrações da edição deste ano do Skol Beats. Ainda faltam 30 dias para o evento, mas aqui já dá para ter uma idéia de como vai ser o set do canadense.
O moço fez um set de duas horas para o sempre bem-relacionado programa Essential Mix, que é transmitido pela Radio 1 e comandado por Pete Tong, o DJ que conhece todo mundo que importa na cena eletrônica mundial.
O set de Tiga tem o alicerce no electroclash, vertente da música eletrônica que - numa explicação grosseira - atualiza o technopop dos anos 80 e o catapultou para o estrelato no início desta década. Estão lá alguns dos hits do rapaz, todos devidamente desconstruídos, como o remix de 'Washing up', de Thomas Andersson.
O DJ, que acaba de lançar o álbum 'Sexor', já passou pelo Brasil, só que ninguém viu: ele tocou em São Paulo em uma festa fechada para pretensos vips. Lá fora, tem uma coleção de hits respeitável e remixes para meio mundo da música pop.
Ainda não conhece o cara? Corre pro seu programa de download preferido e começa por essas aqui: 'Sunglasses at night', 'You gonna want me', 'Pleasure from the bass', 'Louder than a bomb' e o remix para 'Hot in here', do rapper Nelly. O programa fica no ar só até domingo. Corre.
APERITIVO
O DJ Tiga é uma das principais atrações da edição deste ano do Skol Beats. Ainda faltam 30 dias para o evento, mas aqui já dá para ter uma idéia de como vai ser o set do canadense.
O moço fez um set de duas horas para o sempre bem-relacionado programa Essential Mix, que é transmitido pela Radio 1 e comandado por Pete Tong, o DJ que conhece todo mundo que importa na cena eletrônica mundial.
O set de Tiga tem o alicerce no electroclash, vertente da música eletrônica que - numa explicação grosseira - atualiza o technopop dos anos 80 e o catapultou para o estrelato no início desta década. Estão lá alguns dos hits do rapaz, todos devidamente desconstruídos, como o remix de 'Washing up', de Thomas Andersson. O DJ, que acaba de lançar o álbum 'Sexor', já passou pelo Brasil, só que ninguém viu: ele tocou em São Paulo em uma festa fechada para pretensos vips. Lá fora, tem uma coleção de hits respeitável e remixes para meio mundo da música pop.
Ainda não conhece o cara? Corre pro seu programa de download preferido e começa por essas aqui: 'Sunglasses at night', 'You gonna want me', 'Pleasure from the bass', 'Louder than a bomb' e o remix para 'Hot in here', do rapper Nelly. O programa fica no ar só até domingo. Corre.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.04.06
FURANDO O DISCO
Toda semana a imprensa inglesa acha o novo 'salvador do rock' ou 'a melhor banda desde os Beatles'. Portanto, minha primeira reação com qualquer novo hype é a do 'pé atrás'. E não foi diferente com o Arctic Monkeys, a bola da vez. Ouvi o disco há uns meses e não achei essa coca-cola toda.

Mas agora preciso confessar: minha música do momento é 'The view from the afternoon', primeira faixa de 'Whatever people say I am, that's what I'm not', disco de estréia do grupo e recordista de vendas na Inglaterra.
Passo por um processo de deixar a resistência (natural, causada por esse oba-oba todo) de lado e conseguir digerir o som sem, hum, interferências externas.

E não é que 'View' é uma música excelente? Uma pedrada direta, sem firulas, com ecos de Clash e Jam. Talvez até melhor que 'I bet that you look good on the dancefloor', o primeiro single. A bateria reta e porrada no início e as paradinhas guitarra-voz-bateria logo em seguida já chamam a atenção. Quando entra o refrão, a música já te fisgou.
Sem falar que o vídeo com o baterista concentrado (em performance solo) que faz cara de sofredor é muito bacana. No próximo dia 24 sai um EP, 'Who The Fuck Are Arctic Monkeys?', com quatro faixas inéditas ('Cigarette smoker Fiona', 'Despair in the departure lounge', 'No buses', 'Who the fuck are Arctic Monkeys?') e um repeteco de 'View'.
Ponto para a macacada, que merece toda a nossa atenção.
FURANDO O DISCO
Toda semana a imprensa inglesa acha o novo 'salvador do rock' ou 'a melhor banda desde os Beatles'. Portanto, minha primeira reação com qualquer novo hype é a do 'pé atrás'. E não foi diferente com o Arctic Monkeys, a bola da vez. Ouvi o disco há uns meses e não achei essa coca-cola toda.

Mas agora preciso confessar: minha música do momento é 'The view from the afternoon', primeira faixa de 'Whatever people say I am, that's what I'm not', disco de estréia do grupo e recordista de vendas na Inglaterra.
Passo por um processo de deixar a resistência (natural, causada por esse oba-oba todo) de lado e conseguir digerir o som sem, hum, interferências externas.

E não é que 'View' é uma música excelente? Uma pedrada direta, sem firulas, com ecos de Clash e Jam. Talvez até melhor que 'I bet that you look good on the dancefloor', o primeiro single. A bateria reta e porrada no início e as paradinhas guitarra-voz-bateria logo em seguida já chamam a atenção. Quando entra o refrão, a música já te fisgou.
Sem falar que o vídeo com o baterista concentrado (em performance solo) que faz cara de sofredor é muito bacana. No próximo dia 24 sai um EP, 'Who The Fuck Are Arctic Monkeys?', com quatro faixas inéditas ('Cigarette smoker Fiona', 'Despair in the departure lounge', 'No buses', 'Who the fuck are Arctic Monkeys?') e um repeteco de 'View'.Ponto para a macacada, que merece toda a nossa atenção.
Escrito por Daniel Tambarotti
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11.04.06
NASCEU!
Até que enfim! Depois de um primeiro disco excelente, muita espera e negociações estressadas com a antiga gravadora, finalmente os Stanton Warriors colocam na rua o aguardadíssimo segundo CD: 'Stanton Sessions vol 2'.

Olha como eles estão felizes
A dupla é, sem dúvida, uma das três melhores coisas da música eletrônica hoje. As outras duas vocês escolhem. As batidas quebradas, baixos gordos, vocais bem sacados e um inconfundível perfil pop os colocam com honra nesse pódio disputado a tapas.
O disco, que só sai lá fora, é duplo. Um deles carrega os principais remixes feitos por Marc Yardley e Dominic B para artistas como Metro Area e LCD Soundsystem. O outro traz músicas inéditas produzidas pela dupla, algumas lançadas apenas em formato single de um ano e pouco para cá.

Esse é mais um da série: roube, compre ou peça emprestado. Vale o dinheiro suado por uma cópia importada. Pode confiar.
NASCEU!
Até que enfim! Depois de um primeiro disco excelente, muita espera e negociações estressadas com a antiga gravadora, finalmente os Stanton Warriors colocam na rua o aguardadíssimo segundo CD: 'Stanton Sessions vol 2'.

Olha como eles estão felizes
A dupla é, sem dúvida, uma das três melhores coisas da música eletrônica hoje. As outras duas vocês escolhem. As batidas quebradas, baixos gordos, vocais bem sacados e um inconfundível perfil pop os colocam com honra nesse pódio disputado a tapas.
O disco, que só sai lá fora, é duplo. Um deles carrega os principais remixes feitos por Marc Yardley e Dominic B para artistas como Metro Area e LCD Soundsystem. O outro traz músicas inéditas produzidas pela dupla, algumas lançadas apenas em formato single de um ano e pouco para cá.

Esse é mais um da série: roube, compre ou peça emprestado. Vale o dinheiro suado por uma cópia importada. Pode confiar.
Escrito por Daniel Tambarotti
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