09.06.06
HÁ 20 ANOS...
Ninguém com mais de 20 anos conseguiu escapar dos golpes certeiros dos Smiths. Morrissey, Johnny Marr e cia reinaram absolutos durante os anos 80, com as guitarras mais bonitas e melódicas da década, além das letras sofridas e angustiadas de Moz.
Todo mundo já cantou e dançou. Agora é hora de relembrar. O NME bota no ar um site especial para comemorar os 20 anos de lançamento de 'The queen is dead', o disco mais importante da carreira da banda.

Lá tem a crítica que o próprio jornal fez à época do lançamento do disco, um quiz, fotos, músicas e textos destacando a importância do álbum. Obrigatório.
HÁ 20 ANOS...
Ninguém com mais de 20 anos conseguiu escapar dos golpes certeiros dos Smiths. Morrissey, Johnny Marr e cia reinaram absolutos durante os anos 80, com as guitarras mais bonitas e melódicas da década, além das letras sofridas e angustiadas de Moz.
Todo mundo já cantou e dançou. Agora é hora de relembrar. O NME bota no ar um site especial para comemorar os 20 anos de lançamento de 'The queen is dead', o disco mais importante da carreira da banda.

Lá tem a crítica que o próprio jornal fez à época do lançamento do disco, um quiz, fotos, músicas e textos destacando a importância do álbum. Obrigatório.
Escrito por Daniel Tambarotti
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07.06.06
ORQUESTRA DE BOLHAS
Ellen Allien, além de DJ, produtora e dona do ótimo selo de electro BPitch Control, sabe se relacionar muito bem. Dessa vez, se juntou com o produtor Apparat, ele também capitão de um selo, o Shitkatapult.

A dupla acaba de botar na rua o CD 'Orchestra of bubbles'. Numa análise precipitada e grosseira, funcionou muito bem a fórmula clima 'viajante' dele + as pancadas dela. Dá pra dançar e se emocionar. Às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo.
O amigo urbanóide escreveu muito bem sobre o disco. Faço minhas as palavras dele.
Ah! Não quer só ler, quer ouvir também? Vem comigo.
Acho que esbarrei com o primeiro item da minha lista de melhores do ano.
ORQUESTRA DE BOLHAS
Ellen Allien, além de DJ, produtora e dona do ótimo selo de electro BPitch Control, sabe se relacionar muito bem. Dessa vez, se juntou com o produtor Apparat, ele também capitão de um selo, o Shitkatapult.

A dupla acaba de botar na rua o CD 'Orchestra of bubbles'. Numa análise precipitada e grosseira, funcionou muito bem a fórmula clima 'viajante' dele + as pancadas dela. Dá pra dançar e se emocionar. Às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo.
O amigo urbanóide escreveu muito bem sobre o disco. Faço minhas as palavras dele.
Ah! Não quer só ler, quer ouvir também? Vem comigo.
Acho que esbarrei com o primeiro item da minha lista de melhores do ano.
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.06.06
MAIS UMA DA SÉRIE...
'O que um bom produtor pode fazer por sua carreira'.
Depois de Britney se engraçar com os Neptunes, é a vez de Nelly Furtado tentar ganhar espaço no lado cool da música pop.
A cantora está lançando disco novo, 'Loose', e o single que já roda por aí, 'Promiscuous', foi produzido por um dos responsáveis pela volta da criatividade ao hip-hop: Timbaland.

A canadense, para quem não lembra, é a dona da voz nas babas 'I'm like a bird' e 'Turn off the light'. Porém, com a chegada do negão na história, quanta diferença!
O resultado é uma batida sexy e 100% dançante. Os vocais deixaram de lado os gritinhos pop/rock e assumiram uma postura bem mais próxima do hip-hop/R&B. Imagine uma Beyoncé mais suave, sem a explosão do popozão.
Chega de falatório. Assista ao clipe aqui.
* * *
Já assistiu? Então, vamos continuar o papo sobre meninas. Para deleite deste blog, quem está de volta é a senhorita Kelis. Depois do estouro mundial de 'Milkshake', ela está de volta, com o baixo mais gordo do que nunca, em 'Bossy'.
A música faz parte do CD 'Kelis was here', saindo do forno este mês ainda. Quem canta ao lado dela é o rapper Too $hort. Capricha na equalização do grave no som do seu computador e vai ser feliz.
MAIS UMA DA SÉRIE...
'O que um bom produtor pode fazer por sua carreira'.
Depois de Britney se engraçar com os Neptunes, é a vez de Nelly Furtado tentar ganhar espaço no lado cool da música pop.
A cantora está lançando disco novo, 'Loose', e o single que já roda por aí, 'Promiscuous', foi produzido por um dos responsáveis pela volta da criatividade ao hip-hop: Timbaland.

A canadense, para quem não lembra, é a dona da voz nas babas 'I'm like a bird' e 'Turn off the light'. Porém, com a chegada do negão na história, quanta diferença!
O resultado é uma batida sexy e 100% dançante. Os vocais deixaram de lado os gritinhos pop/rock e assumiram uma postura bem mais próxima do hip-hop/R&B. Imagine uma Beyoncé mais suave, sem a explosão do popozão.
Chega de falatório. Assista ao clipe aqui.
* * *
Já assistiu? Então, vamos continuar o papo sobre meninas. Para deleite deste blog, quem está de volta é a senhorita Kelis. Depois do estouro mundial de 'Milkshake', ela está de volta, com o baixo mais gordo do que nunca, em 'Bossy'.
A música faz parte do CD 'Kelis was here', saindo do forno este mês ainda. Quem canta ao lado dela é o rapper Too $hort. Capricha na equalização do grave no som do seu computador e vai ser feliz.
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.06.06
A HORA DA VERDADE
Como não podia deixar de ser, não demorou muito para o show dos Mutantes em Londres, dentro do pacote de comemorações do Tropicalismo, cair na rede.
Depois de muita polêmica e falatório, é hora de ver se Zelia Duncan substitui Rita Lee à altura e se a banda, em pleno 2006, é um anacronismo ambulante e um mico sem precedentes.
Aqui tem trechos da apresentação, com músicas na íntegra, tudo filmado por quem estava na platéia.
Assiste aí e depois manda o seu veredicto.
A HORA DA VERDADE
Como não podia deixar de ser, não demorou muito para o show dos Mutantes em Londres, dentro do pacote de comemorações do Tropicalismo, cair na rede.
Depois de muita polêmica e falatório, é hora de ver se Zelia Duncan substitui Rita Lee à altura e se a banda, em pleno 2006, é um anacronismo ambulante e um mico sem precedentes.
Aqui tem trechos da apresentação, com músicas na íntegra, tudo filmado por quem estava na platéia.
Assiste aí e depois manda o seu veredicto.
Escrito por Daniel Tambarotti
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31.05.06
UM MOMENTO DE PAUSA
Bateu a canseira da barulheira da balada e tudo que você sonha é com um som para poder relaxar em paz? Maxence Cyrin resolve o seu problema sem te tirar da pista de dança.
De formação erudita e com os dois pés nos nightclubs, o francês acaba de gravar um disco com clássicos absolutos da música eletrônica refeitos exclusivamente ao piano. Aqui não aparecem as batidas, nem os graves e muito menos os bleeps e blops. O clima do CD 'Modern Rhapsodies' é calminho, calminho.
Esse é o primeiro disco do rapaz. Tudo começou com uma versão de 'Acid Eiffel', música da dupla Choice (Laurent Garnier e o produtor Shazz). Esperto que é, Laurent percebeu o potencial (artístico e comercial) de Maxence e resolveu apostar no conterrâneo. O álbum foi lançado pela F Communications, selo capitaneado por Garnier.
O bacana de ouvir 'Modern Rhapsodies' é perceber o alto poder melódico das músicas escolhidas e chegar à conclusão de que muitas delas ainda soam fresquinhas, como se feitas ontem. Ficaram perfeitas as versões de 'Go' (Moby), 'Behind the wheel' (Depeche Mode) e 'Unfinished sympathy' (Massive Attack).
O porém fica por conta da perda de impacto de algumas outras, como a originalmente neurótica 'Windowlicker', do Aphex Twin. Corre para baixar o seu!

Aí embaixo vai a lista das músicas do CD:
01. Behind the wheel (Original: Depeche Mode)
02. Don't you want me (Original: Felix)
03. Disco's revenge (Original: Gusto)
04. Sueño latino (Original: Sueno Latino)
05. Windowlicker (Original: Aphex Twin)
06. Acid Eiffel (Original: Choice)
07. Jaguar (Original: Rolando)
08. Go (Original: Moby)
09. Unfinished Sympathy (Original: Massive Attack)
10. The Meltdown (Original: Lunatic Asylum)
11. Anasthasia (Original: T99)
12. Untitled track 8 (Original: Aphex Twin)
13. L.F.O (Original: LFO)
14. Smokebelch II (Original: Sabres of Paradise)
Gostou? Então corre atrás desses aqui também: 'Piano Works', do arranjador Craig Armstrong, e 'True Love Waits - Christopher O' Riley plays Radiohead', de Christopher O' Riley
UM MOMENTO DE PAUSA
Bateu a canseira da barulheira da balada e tudo que você sonha é com um som para poder relaxar em paz? Maxence Cyrin resolve o seu problema sem te tirar da pista de dança.
De formação erudita e com os dois pés nos nightclubs, o francês acaba de gravar um disco com clássicos absolutos da música eletrônica refeitos exclusivamente ao piano. Aqui não aparecem as batidas, nem os graves e muito menos os bleeps e blops. O clima do CD 'Modern Rhapsodies' é calminho, calminho.
Esse é o primeiro disco do rapaz. Tudo começou com uma versão de 'Acid Eiffel', música da dupla Choice (Laurent Garnier e o produtor Shazz). Esperto que é, Laurent percebeu o potencial (artístico e comercial) de Maxence e resolveu apostar no conterrâneo. O álbum foi lançado pela F Communications, selo capitaneado por Garnier.
O bacana de ouvir 'Modern Rhapsodies' é perceber o alto poder melódico das músicas escolhidas e chegar à conclusão de que muitas delas ainda soam fresquinhas, como se feitas ontem. Ficaram perfeitas as versões de 'Go' (Moby), 'Behind the wheel' (Depeche Mode) e 'Unfinished sympathy' (Massive Attack).
O porém fica por conta da perda de impacto de algumas outras, como a originalmente neurótica 'Windowlicker', do Aphex Twin. Corre para baixar o seu!

Aí embaixo vai a lista das músicas do CD:
01. Behind the wheel (Original: Depeche Mode)
02. Don't you want me (Original: Felix)
03. Disco's revenge (Original: Gusto)
04. Sueño latino (Original: Sueno Latino)
05. Windowlicker (Original: Aphex Twin)
06. Acid Eiffel (Original: Choice)
07. Jaguar (Original: Rolando)
08. Go (Original: Moby)
09. Unfinished Sympathy (Original: Massive Attack)
10. The Meltdown (Original: Lunatic Asylum)
11. Anasthasia (Original: T99)
12. Untitled track 8 (Original: Aphex Twin)
13. L.F.O (Original: LFO)
14. Smokebelch II (Original: Sabres of Paradise)
Gostou? Então corre atrás desses aqui também: 'Piano Works', do arranjador Craig Armstrong, e 'True Love Waits - Christopher O' Riley plays Radiohead', de Christopher O' Riley
Escrito por Daniel Tambarotti
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25.05.06
BASTA USAR A INTELIGÊNCIA
O assunto é espinhoso e delicado, mas pertinente.
Em época de MP3 e de novas maneiras de se adquirir e ouvir músicas, nada mais natural que o tópico 'direitos autorais' entre em cena como uma das discussões mais acaloradas.
Enquanto as grandes gravadoras e alguns pobres artistas (Metallica à frente) esperam frear a revolução do download com atitudes pouco ou nada inteligentes - lembram dos processos que a RIAA moveu contra adolescentes nos EUA? -, outros desistem de dar murros em ponta de faca e se adaptam ao novo cenário.
O exemplo vem do Canadá e quem dá o toque é o comparsa que mora aqui. Um grupo de artistas resolveu se unir para sentar, rever e discutir as leis de copyright do país deles.
Eles são contra processar quem compartilha e troca arquivos pela rede e contra a tecnologia criminosa de proteção que existem em alguns CDs para impedir a cópia para computador ou para algum iPod da vida.
O documento se chama 'A new voice' e, dentre outros pontos, espera jogar as gravadoras para escanteio e deixa claro que eles, os artistas, não têm nada a ver com todo esse discurso judicial e de controle sobre o 'prazer de se ouvir música'.
Está a fim de dar uma olhada na íntegra do manifesto?
BASTA USAR A INTELIGÊNCIA
O assunto é espinhoso e delicado, mas pertinente.
Em época de MP3 e de novas maneiras de se adquirir e ouvir músicas, nada mais natural que o tópico 'direitos autorais' entre em cena como uma das discussões mais acaloradas.
Enquanto as grandes gravadoras e alguns pobres artistas (Metallica à frente) esperam frear a revolução do download com atitudes pouco ou nada inteligentes - lembram dos processos que a RIAA moveu contra adolescentes nos EUA? -, outros desistem de dar murros em ponta de faca e se adaptam ao novo cenário.
O exemplo vem do Canadá e quem dá o toque é o comparsa que mora aqui. Um grupo de artistas resolveu se unir para sentar, rever e discutir as leis de copyright do país deles.
Eles são contra processar quem compartilha e troca arquivos pela rede e contra a tecnologia criminosa de proteção que existem em alguns CDs para impedir a cópia para computador ou para algum iPod da vida.
O documento se chama 'A new voice' e, dentre outros pontos, espera jogar as gravadoras para escanteio e deixa claro que eles, os artistas, não têm nada a ver com todo esse discurso judicial e de controle sobre o 'prazer de se ouvir música'.
Está a fim de dar uma olhada na íntegra do manifesto?
Escrito por Daniel Tambarotti
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23.05.06
SEM INTERMEDIÁRIOS
O Eddie Vedder pode ter seus ataques de (anti) estrela, mas uma dessas aqui salva a pele dele por um bom tempo ainda.
SEM INTERMEDIÁRIOS
O Eddie Vedder pode ter seus ataques de (anti) estrela, mas uma dessas aqui salva a pele dele por um bom tempo ainda.
Escrito por Daniel Tambarotti
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22.05.06
O SOMBRA ATACA NOVAMENTE
As meninas do Alterego que deram o toque e este blog se sente feliz e na obrigação de reverberar: o disco novo do DJ Shadow está pronto, já na mesa de masterização.
Como aperitivo, já circula pela rede '3 Freaks', primeira música extraída do disco. Nervosinha e sombria ao mesmo tempo. Os rappers Keak da Sneak e Turf Talk são os convidados especiais e o vídeo oficial do single você vê aqui.

'The outsider', esse é o nome da criança prestes a chegar às lojas, é um CD muito aguardado e vem preencher uma lacuna de quatro anos desde 'The private press', de 2002, se não contarmos o ao vivo 'Live! In tune and on time', de 2004.
Num comunicado em seu site oficial, Shadow (Josh Davis na carteira de identidade) faz questão de acalmar os que, tendo ouvido apenas uma música, já tentam decifrar o restante do álbum.
Ele assume que esse é um 'disco difícil' e que 'pode perder alguns fãs para ter que ganhar outros'. E, como todo artista do universo, abusa do clichê de não querer ser enquadrado em nenhum estilo específico.
Vale lembrar que Shadow é responsável por, talvez, um dos três CDs mais relevantes da década de 90.
Com uma habilidade alienígena nas pick-ups e o dedo certo para escolher samples de músicas obscuras, Davis juntou as batidas do hip-hop, scratches, efeitos da música eletrônica em geral, trechos de jazz, rock e black music e criou 'Endtroducing', em 96.
Obrigatório para quem quiser entender o que acontece com a música hoje e saber para onde ela vai.
O SOMBRA ATACA NOVAMENTE
As meninas do Alterego que deram o toque e este blog se sente feliz e na obrigação de reverberar: o disco novo do DJ Shadow está pronto, já na mesa de masterização.
Como aperitivo, já circula pela rede '3 Freaks', primeira música extraída do disco. Nervosinha e sombria ao mesmo tempo. Os rappers Keak da Sneak e Turf Talk são os convidados especiais e o vídeo oficial do single você vê aqui.

'The outsider', esse é o nome da criança prestes a chegar às lojas, é um CD muito aguardado e vem preencher uma lacuna de quatro anos desde 'The private press', de 2002, se não contarmos o ao vivo 'Live! In tune and on time', de 2004.
Num comunicado em seu site oficial, Shadow (Josh Davis na carteira de identidade) faz questão de acalmar os que, tendo ouvido apenas uma música, já tentam decifrar o restante do álbum.
Ele assume que esse é um 'disco difícil' e que 'pode perder alguns fãs para ter que ganhar outros'. E, como todo artista do universo, abusa do clichê de não querer ser enquadrado em nenhum estilo específico.Vale lembrar que Shadow é responsável por, talvez, um dos três CDs mais relevantes da década de 90.
Com uma habilidade alienígena nas pick-ups e o dedo certo para escolher samples de músicas obscuras, Davis juntou as batidas do hip-hop, scratches, efeitos da música eletrônica em geral, trechos de jazz, rock e black music e criou 'Endtroducing', em 96.
Obrigatório para quem quiser entender o que acontece com a música hoje e saber para onde ela vai.
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.05.06
DEPRESSÃO É LEGAL
Este blog avisa que é fã, entre muitas outras coisas, de músicas intensas e atormentadas. Portanto, não poderia deixar de ficar extremamente feliz com a seguinte notícia:
Thom Yorke, vocalista do Radiohead, vai lançar um disco solo, previsto para chegar às lojas na primeira quinzena de julho.
De acordo com o antenado Pitchfork, foi o próprio cantor que deu a notícia para o fã-clube W.A.S.T.E.
O nome da criança é 'The eraser'. Yorke disse que as músicas deste CD vêm sendo lapidadas há alguns anos e que agora é a hora do parto.
Produzido pelo colaborador de longa data Nigel Godrich, o ábum tem uma cara mais eletrônica. Segundo Thom, 'inevitably it is more beats & electronics'.
Já está se perguntando se é o fim do Radiohead? Calma, que não é. O cantor fez questão de ressaltar que não quer ouvir conversas de separação, ou de que 'é um traidor'. O grupo está em turnê e continua à toda na composição e gravação de faixas para o próximo disco.
Até segunda ordem, essas aí embaixo são as faixas de 'The eraser':
01 - The eraser
02 - Analyse
03 - The clock
04 - Black swan
05 - Skip divided
06 - Atoms for peace
07 - And it rained all night
08 - Harrowdown hill
09 - Cymbal rush
DEPRESSÃO É LEGAL
Este blog avisa que é fã, entre muitas outras coisas, de músicas intensas e atormentadas. Portanto, não poderia deixar de ficar extremamente feliz com a seguinte notícia:
Thom Yorke, vocalista do Radiohead, vai lançar um disco solo, previsto para chegar às lojas na primeira quinzena de julho.
De acordo com o antenado Pitchfork, foi o próprio cantor que deu a notícia para o fã-clube W.A.S.T.E.O nome da criança é 'The eraser'. Yorke disse que as músicas deste CD vêm sendo lapidadas há alguns anos e que agora é a hora do parto.
Produzido pelo colaborador de longa data Nigel Godrich, o ábum tem uma cara mais eletrônica. Segundo Thom, 'inevitably it is more beats & electronics'.
Já está se perguntando se é o fim do Radiohead? Calma, que não é. O cantor fez questão de ressaltar que não quer ouvir conversas de separação, ou de que 'é um traidor'. O grupo está em turnê e continua à toda na composição e gravação de faixas para o próximo disco.
Até segunda ordem, essas aí embaixo são as faixas de 'The eraser':
01 - The eraser
02 - Analyse
03 - The clock
04 - Black swan
05 - Skip divided
06 - Atoms for peace
07 - And it rained all night
08 - Harrowdown hill
09 - Cymbal rush
Escrito por Daniel Tambarotti
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17.05.06
PARADAS ESTRANHAS
Algo de bizarro acontece na parada americana.
Nesta semana, os Red Hot Chili Peppers conseguiram, pela primeira vez em 22 anos de carreira, chegar ao número 1 da parada americana logo na primeira semana de lançamento de um álbum novo. E logo com um disco duplo.
'Stadium arcadium' vendeu, de acordo com a Billboard, 442 mil cópias no território americano. Direto para o topo e um recorde na história da banda. A maturidade, definitivamente, está fazendo bem a esses rapazes.

Antes dos californianos, estava no topo a banda de metal cabeça (e sombrio) Tool, com o disco '10.000 days'.
É curioso imaginar um grupo com um som 'difícil' como o do Tool indo tão bem assim nas paradas e desbancando aqueles hits aguados do hip-hop que infestam o mercado americano.
Sem falar que os caras estavam longe do cenário desde 2001, quando lançaram 'Lateralus'.
PARADAS ESTRANHAS
Algo de bizarro acontece na parada americana.
Nesta semana, os Red Hot Chili Peppers conseguiram, pela primeira vez em 22 anos de carreira, chegar ao número 1 da parada americana logo na primeira semana de lançamento de um álbum novo. E logo com um disco duplo.
'Stadium arcadium' vendeu, de acordo com a Billboard, 442 mil cópias no território americano. Direto para o topo e um recorde na história da banda. A maturidade, definitivamente, está fazendo bem a esses rapazes.

Antes dos californianos, estava no topo a banda de metal cabeça (e sombrio) Tool, com o disco '10.000 days'.
É curioso imaginar um grupo com um som 'difícil' como o do Tool indo tão bem assim nas paradas e desbancando aqueles hits aguados do hip-hop que infestam o mercado americano.
Sem falar que os caras estavam longe do cenário desde 2001, quando lançaram 'Lateralus'.
Escrito por Daniel Tambarotti
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16.05.06
SKOL BEATS - A MARATONA
O processo de recuperação está em curso - o cansaço ainda é matador. Mas nada que me impeça de registrar aqui as minhas impressões sobe o evento que aconteceu no fim de semana que São Paulo parou.
O festival é imenso, com trocentos DJs, por isso vocês vão ler aqui sobre as atrações que fizeram este blog dançar (ou não).
Mandou bem
Tiga - Tocou cedo e lotou a tenda The End. Set coeso, pesado (às vezes), mas sem perder o groove e melodia. Melhores momentos: 'Banquet', do Bloc Party, 'What else is there', do Royksopp e o hit (dele mesmo) 'You gonna want me'.
Plump DJs - Breakbeats na veia. A dupla salvou o fim da noite. Entraram às 5 da manhã e reacenderam o fogo do palco principal, que estava mortinho da silva. Destaque para o fim do set, já com o dia claro, com um remix pancadão para 'I feel love', da Donna Summer. Sensacional.
DJ Marlboro - Cravou o nome entre os destaques do evento. Tocou os hits do funk no trio elétrico da Pepsi e arrastou uma multidão. É engraçado ver a 'paulistada eletrônica' se esbaldando com os batidões e fazendo a dança da bundinha.
LCD Soundsystem - Os estranhos no ninho do evento. Um show de rock em pleno festival eletrônico. Tocaram pouco mais de uma hora. Fizeram o povo pular com os hits, mas desagradaram a alguns: 'É rock demais, não combina'. Só não entendi por que 'Disco infiltrator' ficou de fora.
Steve Angello - House da melhor qualidade, pra cima, com o povo gritando, clima festeiro. Simples, discreto e eficiente ao extremo.
Mandou mal
Timo Maas - Entrou na onda do som minimal e se deu mal. Set arrastado, frio, cansativo. Um desânimo só. O som do brasileiro Carlo Dall'anese na tenda ao lado arrastou o povo entediado do alemão.
Sven Vath - O cara já tocou no Brasil e ainda ganhou três horas num dos horários de pico da noite. Nenhum problema se o set tivesse sido bom. Mesmo problema do Timo Maas: faltou calor e empolgação.
Spitfire - Nada mais datado do que aquele som 'rock eletrônico' que o Prodigy já fazia em 97. Só serviram para atrasar a entrada do Plump DJs. E por falar em Prodigy...
Tumulto no Prodigy - A massa de pessoas para assistir ao show dos ingleses era assustadora. Empurra daqui, puxa dali e foi impossível assistir.
Renato Cohen (Live PA) - Lamentável. É uma pena que um DJ tão bom faça um set tão descabido e sem noção como aquele. Às 7 da manhã, tem é que manter o povo acordado, e não ficar naquele sonzinho morto, morto. Chill out se faz em casa. Ficou devendo.
SKOL BEATS - A MARATONA
O processo de recuperação está em curso - o cansaço ainda é matador. Mas nada que me impeça de registrar aqui as minhas impressões sobe o evento que aconteceu no fim de semana que São Paulo parou.
O festival é imenso, com trocentos DJs, por isso vocês vão ler aqui sobre as atrações que fizeram este blog dançar (ou não).
Mandou bem
Tiga - Tocou cedo e lotou a tenda The End. Set coeso, pesado (às vezes), mas sem perder o groove e melodia. Melhores momentos: 'Banquet', do Bloc Party, 'What else is there', do Royksopp e o hit (dele mesmo) 'You gonna want me'.
Plump DJs - Breakbeats na veia. A dupla salvou o fim da noite. Entraram às 5 da manhã e reacenderam o fogo do palco principal, que estava mortinho da silva. Destaque para o fim do set, já com o dia claro, com um remix pancadão para 'I feel love', da Donna Summer. Sensacional.
DJ Marlboro - Cravou o nome entre os destaques do evento. Tocou os hits do funk no trio elétrico da Pepsi e arrastou uma multidão. É engraçado ver a 'paulistada eletrônica' se esbaldando com os batidões e fazendo a dança da bundinha.
LCD Soundsystem - Os estranhos no ninho do evento. Um show de rock em pleno festival eletrônico. Tocaram pouco mais de uma hora. Fizeram o povo pular com os hits, mas desagradaram a alguns: 'É rock demais, não combina'. Só não entendi por que 'Disco infiltrator' ficou de fora.
Steve Angello - House da melhor qualidade, pra cima, com o povo gritando, clima festeiro. Simples, discreto e eficiente ao extremo.
Mandou mal
Timo Maas - Entrou na onda do som minimal e se deu mal. Set arrastado, frio, cansativo. Um desânimo só. O som do brasileiro Carlo Dall'anese na tenda ao lado arrastou o povo entediado do alemão.
Sven Vath - O cara já tocou no Brasil e ainda ganhou três horas num dos horários de pico da noite. Nenhum problema se o set tivesse sido bom. Mesmo problema do Timo Maas: faltou calor e empolgação.
Spitfire - Nada mais datado do que aquele som 'rock eletrônico' que o Prodigy já fazia em 97. Só serviram para atrasar a entrada do Plump DJs. E por falar em Prodigy...
Tumulto no Prodigy - A massa de pessoas para assistir ao show dos ingleses era assustadora. Empurra daqui, puxa dali e foi impossível assistir.
Renato Cohen (Live PA) - Lamentável. É uma pena que um DJ tão bom faça um set tão descabido e sem noção como aquele. Às 7 da manhã, tem é que manter o povo acordado, e não ficar naquele sonzinho morto, morto. Chill out se faz em casa. Ficou devendo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.05.06
ALVO CERTEIRO
Você sabe qual a música que estava no topo das paradas na semana passada? E o número 1 do mês passado? E no dia em que você nasceu?
Seus problemas acabaram! Basta entrar nesse site aqui, ó.
Uns malucos ingleses gastaram seu precioso tempo compilando (não me pergunte como) singles, albums, recordes e datas e juntou tudo num banco de dados imenso, de fazer inveja a muito tecnólogo bom por aí. E acoplou a isso um sistema de busca estupendo.

Quer saber quem era o número 1 da parada inglesa no dia 11 de setembro de 2001? Tem lá. E quantos hits matadores teve a Missy Elliott? O Smashing Pumpkins conseguiu chegar ao número um? E o Arctic Monkeys? É só filtrar a busca e encontrar. Na mosca.
O site tem, é fato, a nobre função de fornecer nomes, datas e títulos precisamente. Mas o que vale, no fim das contas, é que é pura diversão. Se começar a navegar, pode dar como certo a perda de umas duas horas pelo menos. Vai fazer a festa dos freaks apreciadores de listas.
Segundo os donos da brincadeira, o site não tem patrocinadores nem intenções de lucro. Tem, exclusivamente, a função de mapear e entregar de bandeja os dados da 'parada mais vibrante e mutante da indústria musical'.
Tá navegando de bobeira por aí? Então, dá um pulo lá.
ALVO CERTEIRO
Você sabe qual a música que estava no topo das paradas na semana passada? E o número 1 do mês passado? E no dia em que você nasceu?
Seus problemas acabaram! Basta entrar nesse site aqui, ó.
Uns malucos ingleses gastaram seu precioso tempo compilando (não me pergunte como) singles, albums, recordes e datas e juntou tudo num banco de dados imenso, de fazer inveja a muito tecnólogo bom por aí. E acoplou a isso um sistema de busca estupendo.

Quer saber quem era o número 1 da parada inglesa no dia 11 de setembro de 2001? Tem lá. E quantos hits matadores teve a Missy Elliott? O Smashing Pumpkins conseguiu chegar ao número um? E o Arctic Monkeys? É só filtrar a busca e encontrar. Na mosca.
O site tem, é fato, a nobre função de fornecer nomes, datas e títulos precisamente. Mas o que vale, no fim das contas, é que é pura diversão. Se começar a navegar, pode dar como certo a perda de umas duas horas pelo menos. Vai fazer a festa dos freaks apreciadores de listas.
Segundo os donos da brincadeira, o site não tem patrocinadores nem intenções de lucro. Tem, exclusivamente, a função de mapear e entregar de bandeja os dados da 'parada mais vibrante e mutante da indústria musical'.
Tá navegando de bobeira por aí? Então, dá um pulo lá.
Escrito por Daniel Tambarotti
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10.05.06
O ÚLTIMO GRANDE HERÓI
O título é bem breguinha, mas cabe aqui. Não deu para as benfeitorias do Bono, para as viagens lisérgicas do Hendrix e nem para o vanguardismo de Bowie. De acordo com uma lista do NME, feita pelos leitores do semanário, o grande herói da história do rock é Kurt Cobain.
Se essa lista não servir para nada, para uma coisa pelo menos ela vai funcionar: fazer quicar de ódio os puristas e deixar os dinossauros se perguntando 'Ué, não era o John Lennon?'. Sensacional.
Cobain, como aprendemos na escola, foi o cabeça (involuntário) do grunge, movimento que recolocou as guitarras sujas e distorcidas na ordem do dia novamente no início da década de 90. Seu suicídio, em 94, abalou as estruturas do pop.
Além de jogar os fãs num chororô sem fim, deixou a indústria sem rumo, com o compromisso de ter que achar a nova galinha dos ovos de ouro. E tudo que conseguiram foi o Oasis.
Não adianta beatlemaníacos, góticos, fãs de progressivo, punks, deprimidos, hippies ou metaleiros: até a próxima lista, o rei do rock veste bermudão e blusa de flanela. A revista já está nas bancas de importados.
O ÚLTIMO GRANDE HERÓI
O título é bem breguinha, mas cabe aqui. Não deu para as benfeitorias do Bono, para as viagens lisérgicas do Hendrix e nem para o vanguardismo de Bowie. De acordo com uma lista do NME, feita pelos leitores do semanário, o grande herói da história do rock é Kurt Cobain.
Se essa lista não servir para nada, para uma coisa pelo menos ela vai funcionar: fazer quicar de ódio os puristas e deixar os dinossauros se perguntando 'Ué, não era o John Lennon?'. Sensacional.Cobain, como aprendemos na escola, foi o cabeça (involuntário) do grunge, movimento que recolocou as guitarras sujas e distorcidas na ordem do dia novamente no início da década de 90. Seu suicídio, em 94, abalou as estruturas do pop.
Além de jogar os fãs num chororô sem fim, deixou a indústria sem rumo, com o compromisso de ter que achar a nova galinha dos ovos de ouro. E tudo que conseguiram foi o Oasis.
Não adianta beatlemaníacos, góticos, fãs de progressivo, punks, deprimidos, hippies ou metaleiros: até a próxima lista, o rei do rock veste bermudão e blusa de flanela. A revista já está nas bancas de importados.
Escrito por Daniel Tambarotti
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09.05.06
TODOS A POSTOS
Diz a experiência que quanto maior a expectativa, menor é a satisfação com o resultado final. Isso vale para discos, filmes, livros, sexo, festas.
Mas dessa vez resolvi não dar muita bola pra isso e estou contando as horas ansiosamente para o show do LCD Soundsystem. Aposto minhas fichas na banda de NY: acho que vai ser a melhor coisa desta edição do Skol Beats.
Liderado pelo faz-tudo James Murphy (na foto ao lado), o grupo saiu do gueto do hype descolado (a galera do essa banda é tipo incrível!) e galgou postos nas paradas mundiais com pelo menos três músicas espetaculares e inclassificáveis por conta da sua mistura de rock e música eletrônica: 'Daft Punk is playing at my house', 'Disco infiltrator' e 'Tribulations'.
Além de líder da banda, Murphy também é DJ e ainda toca a DFA Records ao lado do comparsa Tim Goldsworthy. As produções e remixes do rapaz, mais os lançamentos do selo, ajudaram a moldar e a dar um ar cool à cena electroclash de Nova York na primeira metade desta década. É 'culpa' da DFA, por exemplo, a descoberta da inevitável 'House of jealous lovers', do Rapture.

Já vi o LCD em 2004, em plena ascensão, dentro do festival Sónar e gostei muito. Agora, certamente mais azeitados e com o mundo devidamente conquistado, a festa promete ser ainda mais divertida.
A banda já está no Brasil, descansando no litoral paulista até o dia do show, que, junto com o da Argentina, vão ser os únicos este ano. É que eles já estão em estúdio gravando o próximo disco. E James garante que agora vai ser bem diferente da vez anterior. Oba!
TODOS A POSTOS
Diz a experiência que quanto maior a expectativa, menor é a satisfação com o resultado final. Isso vale para discos, filmes, livros, sexo, festas.
Mas dessa vez resolvi não dar muita bola pra isso e estou contando as horas ansiosamente para o show do LCD Soundsystem. Aposto minhas fichas na banda de NY: acho que vai ser a melhor coisa desta edição do Skol Beats.
Liderado pelo faz-tudo James Murphy (na foto ao lado), o grupo saiu do gueto do hype descolado (a galera do essa banda é tipo incrível!) e galgou postos nas paradas mundiais com pelo menos três músicas espetaculares e inclassificáveis por conta da sua mistura de rock e música eletrônica: 'Daft Punk is playing at my house', 'Disco infiltrator' e 'Tribulations'.Além de líder da banda, Murphy também é DJ e ainda toca a DFA Records ao lado do comparsa Tim Goldsworthy. As produções e remixes do rapaz, mais os lançamentos do selo, ajudaram a moldar e a dar um ar cool à cena electroclash de Nova York na primeira metade desta década. É 'culpa' da DFA, por exemplo, a descoberta da inevitável 'House of jealous lovers', do Rapture.

Já vi o LCD em 2004, em plena ascensão, dentro do festival Sónar e gostei muito. Agora, certamente mais azeitados e com o mundo devidamente conquistado, a festa promete ser ainda mais divertida.
A banda já está no Brasil, descansando no litoral paulista até o dia do show, que, junto com o da Argentina, vão ser os únicos este ano. É que eles já estão em estúdio gravando o próximo disco. E James garante que agora vai ser bem diferente da vez anterior. Oba!
Escrito por Daniel Tambarotti
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08.05.06
DIGITAL ZERO
O Aphex Twin é mesmo um artista que rema contra a maré. Enquanto o mundo se movimenta com os bits e bytes da era digital, o senhor Richard D. James, mestre das eletroniquices e do som 'difícil', segue para o lado oposto.

Esquisitice é com ele mesmo
Ao longo de 2005, o inglês, sob o codinome AFX, lançou a elogiada série de 11 (!!!) EPs - apenas em vinil - intitulados 'Analord' (Vol. 1, Vol. 2, etc), nos quais havia somente composições feitas com equipamento analógico (dãh).
Comprava-se o disco avulso ou o pacote todo, numa caixa linda e caríssima até para os padrões gringos. Agora, facilitando a vida e maltratando um pouco menos o nosso bolso, Aphex bota na rua um CD no qual reúne os melhores resultados de sua trip não-digital. Para garantir coesão ao trabalho, o rapaz reeditou e remixou algumas das músicas.

A capa vai na onda minimalista
O nome da belezura é 'Chosen lords' e, claro, só existe em versão importada. Ou no programa de troca de arquivos mais perto de você.
O disco traz mais da loucura de James, desde as canções mais plácidas às mais atormentadas, com muito barulho aqui e ali, vocais tortos e instrumentação desorientada. Tudo muuuuito longe daquele pop aguado da sua FM preferida.
Com 'Chosen lords', vemos Aphex se utilizando do velho clichê: um passo atrás para poder avançar dois em seguida. O mundo pop que o aguarde.
DIGITAL ZERO
O Aphex Twin é mesmo um artista que rema contra a maré. Enquanto o mundo se movimenta com os bits e bytes da era digital, o senhor Richard D. James, mestre das eletroniquices e do som 'difícil', segue para o lado oposto.

Esquisitice é com ele mesmo
Ao longo de 2005, o inglês, sob o codinome AFX, lançou a elogiada série de 11 (!!!) EPs - apenas em vinil - intitulados 'Analord' (Vol. 1, Vol. 2, etc), nos quais havia somente composições feitas com equipamento analógico (dãh).
Comprava-se o disco avulso ou o pacote todo, numa caixa linda e caríssima até para os padrões gringos. Agora, facilitando a vida e maltratando um pouco menos o nosso bolso, Aphex bota na rua um CD no qual reúne os melhores resultados de sua trip não-digital. Para garantir coesão ao trabalho, o rapaz reeditou e remixou algumas das músicas.

A capa vai na onda minimalista
O nome da belezura é 'Chosen lords' e, claro, só existe em versão importada. Ou no programa de troca de arquivos mais perto de você.
O disco traz mais da loucura de James, desde as canções mais plácidas às mais atormentadas, com muito barulho aqui e ali, vocais tortos e instrumentação desorientada. Tudo muuuuito longe daquele pop aguado da sua FM preferida.
Com 'Chosen lords', vemos Aphex se utilizando do velho clichê: um passo atrás para poder avançar dois em seguida. O mundo pop que o aguarde.
Escrito por Daniel Tambarotti
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