18.08.06
A EUROPA FERVE
Nessa época do ano, os europeus se esbaldam com o calor infernal, um festival gigante a cada fim de semana, festa descolada atrás de festa descolada e muito, mas muito lançamento bacana. De deixar a gente aqui babando.
Como é impossível listar e comentar tudo, deixo aí embaixo duas que já estão (pelo menos na minha) na lista de melhores de 2006.
'Young folks'. Essa é do trio Peter, Bjorn e John. São suecos e precisaram de pouco mais de 4 minutos para fazer uma música que vale mais a pena do que toda a discografia do Belle & Sebastian. A música é um pop delicioso, daqueles para cantar junto e já está em alta rotação na Radio 1, XFM e outras rádios decentes. Prepare-se para assoviar.
'Get' em high'. Mais uma pedrada do Stanton Warriors, dessa vez com o rapper Sway nos vocais. A dupla mais uma vez acerta a mão e solta um pancadão de entortar a espinha. O vídeo é meio bobo, mas, nesse caso, não é o que importa. Aquecimento perfeito para sua noite de sexta.
A EUROPA FERVE
Nessa época do ano, os europeus se esbaldam com o calor infernal, um festival gigante a cada fim de semana, festa descolada atrás de festa descolada e muito, mas muito lançamento bacana. De deixar a gente aqui babando.
Como é impossível listar e comentar tudo, deixo aí embaixo duas que já estão (pelo menos na minha) na lista de melhores de 2006.
'Young folks'. Essa é do trio Peter, Bjorn e John. São suecos e precisaram de pouco mais de 4 minutos para fazer uma música que vale mais a pena do que toda a discografia do Belle & Sebastian. A música é um pop delicioso, daqueles para cantar junto e já está em alta rotação na Radio 1, XFM e outras rádios decentes. Prepare-se para assoviar.
'Get' em high'. Mais uma pedrada do Stanton Warriors, dessa vez com o rapper Sway nos vocais. A dupla mais uma vez acerta a mão e solta um pancadão de entortar a espinha. O vídeo é meio bobo, mas, nesse caso, não é o que importa. Aquecimento perfeito para sua noite de sexta.
Escrito por Daniel Tambarotti
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09.08.06
MACACOS NA REDE
Está circulando à vontade pela internet, e com o aval dos próprios, o videoclipe novo do Arctic Monkeys. A música se chama 'Leave before the lights come on' e é o single novo dos ingleses.
O som é aquele pára-continua ganchudo a que já estamos acostumados ver a banda fazer. E no roteiro, a história de uma menina problemática que tenta arrumar namorados de uma maneira, digamos, diferente. É divertido e bem sacado.
* * *
Cai a máscara do santo. Eu já fui apedrejado aqui por ter levantado a bola desse messianismo picareta do Bono. Mas só não vê quem não quer.
Quem bem sinaliza as novas trapalhadas do moço é o Fernando Duarte, direto de Londres. Tirem suas conclusões.
* * *
O grupo The Horrors é o hype da semana na gringolândia deslumbrada. Mais uma bandinha de inspiração punk, com vocal gritado e sem nenhum talento para criar melodias decentes.
Mas o que vale mesmo é o clipe de estréia, 'Sheena is a parasite', dirigido pelo louco Chris Cunningham, que comandou quase todas as produções dos vídeos do Aphex Twin. Clica, aperta o botão 'mudo' e have fun!
* * *
Enquanto Morrissey cancela turnês para tentar salvar a vida das focas, Johnny Marr resolve fazer algo de útil.
O ex-guitarrista dos Smiths é oficialmente um integrante do bacaníssimo grupo indie americano Modest Mouse. Tudo começou com uma colaboração tímida que foi crescendo e crescendo.
Agora, Marr vai excursionar na próxima turnê da banda. Quer saber qual é o som do Modest? Começa por 'Float on', que não tem Johnny Marr nas guitarras.
Só um aviso: o refrão fica na cabeça durante uns três dias.
MACACOS NA REDE
Está circulando à vontade pela internet, e com o aval dos próprios, o videoclipe novo do Arctic Monkeys. A música se chama 'Leave before the lights come on' e é o single novo dos ingleses.
O som é aquele pára-continua ganchudo a que já estamos acostumados ver a banda fazer. E no roteiro, a história de uma menina problemática que tenta arrumar namorados de uma maneira, digamos, diferente. É divertido e bem sacado.
* * *
Cai a máscara do santo. Eu já fui apedrejado aqui por ter levantado a bola desse messianismo picareta do Bono. Mas só não vê quem não quer.
Quem bem sinaliza as novas trapalhadas do moço é o Fernando Duarte, direto de Londres. Tirem suas conclusões.
* * *
O grupo The Horrors é o hype da semana na gringolândia deslumbrada. Mais uma bandinha de inspiração punk, com vocal gritado e sem nenhum talento para criar melodias decentes.
Mas o que vale mesmo é o clipe de estréia, 'Sheena is a parasite', dirigido pelo louco Chris Cunningham, que comandou quase todas as produções dos vídeos do Aphex Twin. Clica, aperta o botão 'mudo' e have fun!
* * *
Enquanto Morrissey cancela turnês para tentar salvar a vida das focas, Johnny Marr resolve fazer algo de útil.
O ex-guitarrista dos Smiths é oficialmente um integrante do bacaníssimo grupo indie americano Modest Mouse. Tudo começou com uma colaboração tímida que foi crescendo e crescendo.
Agora, Marr vai excursionar na próxima turnê da banda. Quer saber qual é o som do Modest? Começa por 'Float on', que não tem Johnny Marr nas guitarras.
Só um aviso: o refrão fica na cabeça durante uns três dias.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.07.06
DOSE DUPLA
Este post é um festival para quem gosta de Pixies. Acaba de entrar para a lista de lançamentos mais um DVD desta banda, que foi a principal influência de 11 entre 10 bandas do underground americano nos anos 90. Em novembro sai lá fora 'loudQUIETloud', com imagens de bastidores da turnê de reunião do grupo, em 2004.
Essas imagens são desde já uma preciosidade, uma vez que é público o desafeto de um integrante pelo outro, mais notadamente Frank Black, vocalista, guitarrista e dono de tudo, e a baixista Kim Deal.
Para deixar com água na boca, tem declarações do tipo: 'Você estão me fazendo perguntas que não sei responder!' (Frank Black); e 'Somos as pessoas que menos conversam no mundo' (Kim Deal). Emblemático.

E não é só. Um pouco antes, em setembro, chega às lojas um DVD com um show acústico, a estréia do quarteto nesse formato (é, nem eles escaparam dessa praga).
A apresentação aconteceu em Newport, teve 22 dos maiores sucessos da carreira e o disco ainda traz imagens dos ensaios. É coçar o bolso e rezar para isso tudo ser lançado no Brasil.
* * *
Ainda os Pixies. Veja como esses filhos de Boston são realmente queridos. Duas meninas de Israel fizeram um vídeo onde dublam a música 'Hey', presente no clássico álbum 'Doolittle' (89).
Muito bem-humorado, o vídeo virou uma febre no Youtube, com mais de 7 milhões e 400 mil cliques. Esperto que é, o diretor nerd Kevin Smith ('Balconista', 'Dogma') adorou a idéia e a parodiou na introdução do trailer que mostra os bastidores de seu novo filme, 'Balconista 2'. É de rolar de rir.
DOSE DUPLA
Este post é um festival para quem gosta de Pixies. Acaba de entrar para a lista de lançamentos mais um DVD desta banda, que foi a principal influência de 11 entre 10 bandas do underground americano nos anos 90. Em novembro sai lá fora 'loudQUIETloud', com imagens de bastidores da turnê de reunião do grupo, em 2004.
Essas imagens são desde já uma preciosidade, uma vez que é público o desafeto de um integrante pelo outro, mais notadamente Frank Black, vocalista, guitarrista e dono de tudo, e a baixista Kim Deal.
Para deixar com água na boca, tem declarações do tipo: 'Você estão me fazendo perguntas que não sei responder!' (Frank Black); e 'Somos as pessoas que menos conversam no mundo' (Kim Deal). Emblemático.

E não é só. Um pouco antes, em setembro, chega às lojas um DVD com um show acústico, a estréia do quarteto nesse formato (é, nem eles escaparam dessa praga).
A apresentação aconteceu em Newport, teve 22 dos maiores sucessos da carreira e o disco ainda traz imagens dos ensaios. É coçar o bolso e rezar para isso tudo ser lançado no Brasil.
* * *
Ainda os Pixies. Veja como esses filhos de Boston são realmente queridos. Duas meninas de Israel fizeram um vídeo onde dublam a música 'Hey', presente no clássico álbum 'Doolittle' (89).
Muito bem-humorado, o vídeo virou uma febre no Youtube, com mais de 7 milhões e 400 mil cliques. Esperto que é, o diretor nerd Kevin Smith ('Balconista', 'Dogma') adorou a idéia e a parodiou na introdução do trailer que mostra os bastidores de seu novo filme, 'Balconista 2'. É de rolar de rir.
Escrito por Daniel Tambarotti
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19.07.06
UNDERWORLD NO BRASIL
Quem diz é o próprio site oficial da dupla. Dá uma olhada lá. Inicialmente, será um show em São Paulo, num local chamado Indústria (?) (14 de novembro) e outro no Rio de Janeiro, na micada Cidade do Rock (18 de novembro).
A data do Rio vem identificada como sendo parte do megafestival eletrônico Creamfields (será?), que é inglês mas estica seus tentáculos a outras capitais mundiais. A nossa vizinha Buenos Aires, por exemplo, tem a edição dela há um bom tempo.
Quando é o artista mesmo que diz (ou publica no site), é difícil a informação não se confirmar. Tudo indica que agora não é mais um boato. Vai lá e dá uma conferida de novo, só por desencargo.

A julgar pela longa expectativa para se ver o show deles no Brasil, a correria por ingressos vai ser sangrenta. Vale lembrar que o Underworld é um gigante da música eletrônica mundial e estava na tropa que, lá nos anos 90, tirou os beats do underground e os colocou no mainstream.
É deles o hino 'Born slippy', lançada em 96 na trilha do filme 'Trainspotting'. Poderosa, a música virou item necessário na discoteca dos descolados, fez um sucesso descomunal mundo afora e certamente chegou a balançar a pança bêbada do seu tio babão na festa de 15 anos da sua prima.
Pode correr atrás dos discos da banda. É coisa fina.
UNDERWORLD NO BRASIL
Quem diz é o próprio site oficial da dupla. Dá uma olhada lá. Inicialmente, será um show em São Paulo, num local chamado Indústria (?) (14 de novembro) e outro no Rio de Janeiro, na micada Cidade do Rock (18 de novembro).
A data do Rio vem identificada como sendo parte do megafestival eletrônico Creamfields (será?), que é inglês mas estica seus tentáculos a outras capitais mundiais. A nossa vizinha Buenos Aires, por exemplo, tem a edição dela há um bom tempo.
Quando é o artista mesmo que diz (ou publica no site), é difícil a informação não se confirmar. Tudo indica que agora não é mais um boato. Vai lá e dá uma conferida de novo, só por desencargo.

A julgar pela longa expectativa para se ver o show deles no Brasil, a correria por ingressos vai ser sangrenta. Vale lembrar que o Underworld é um gigante da música eletrônica mundial e estava na tropa que, lá nos anos 90, tirou os beats do underground e os colocou no mainstream.
É deles o hino 'Born slippy', lançada em 96 na trilha do filme 'Trainspotting'. Poderosa, a música virou item necessário na discoteca dos descolados, fez um sucesso descomunal mundo afora e certamente chegou a balançar a pança bêbada do seu tio babão na festa de 15 anos da sua prima.
Pode correr atrás dos discos da banda. É coisa fina.
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.07.06
QUEM PRECISA DE GRAMMY...
...Quando se tem o Mercury Prize?
Esqueça aquele mar de categorias inexpressivas e irrelevantes da premiação cafona americana ('Melhor música composta para filme, televisão ou outra mídia visual', por exemplo): são mais de 108 delas!
O Mercury Prize é o prêmio máximo da música britânica. Ele elege o melhor disco do ano, de um total de 12 selecionados. Simples assim.
Apesar de enxuto, é bastante democrático. As mais diferentes vertentes aparecem aqui, oferecendo um belo panorama do que se faz de mais bacana no Reino Unido.

Tem a banda hype de rock, duplas de DJs moderninhos, cantores folk, manos do hip-hop e os sofisticados do jazz. Não há restrições a estilos. Segundo os próprios organizadores, 'só as músicas do disco que importam'.
Os finalistas foram anunciados hoje e a noite da premiação é dia 5 de setembro. O vencedor leva um cheque de 20 mil libras. Aí vai a lista dos 12:
Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
Isobel Campbell & Mark Lanegan - Ballad of the Broken Seas
Editors - The Back Room
Guillemots - Through the Windowpane
Richard Hawley - Coles Corner
Hot Chip - The Warning
Muse - Black Holes & Revelations
Zoe Rahman - Melting Pot
Lou Rhodes - Beloved One
Scritti Politti- White Bread Black Beer
Sway - This is My Demo
Thom Yorke - The Eraser
De acordo com as casas de apostas, Arctic Monkeys e Thom Yorke saem na frente na disputa, seguidos de perto por The Editors, Muse e Guillemots.
QUEM PRECISA DE GRAMMY...
...Quando se tem o Mercury Prize?
Esqueça aquele mar de categorias inexpressivas e irrelevantes da premiação cafona americana ('Melhor música composta para filme, televisão ou outra mídia visual', por exemplo): são mais de 108 delas!
O Mercury Prize é o prêmio máximo da música britânica. Ele elege o melhor disco do ano, de um total de 12 selecionados. Simples assim.
Apesar de enxuto, é bastante democrático. As mais diferentes vertentes aparecem aqui, oferecendo um belo panorama do que se faz de mais bacana no Reino Unido.

Tem a banda hype de rock, duplas de DJs moderninhos, cantores folk, manos do hip-hop e os sofisticados do jazz. Não há restrições a estilos. Segundo os próprios organizadores, 'só as músicas do disco que importam'.
Os finalistas foram anunciados hoje e a noite da premiação é dia 5 de setembro. O vencedor leva um cheque de 20 mil libras. Aí vai a lista dos 12:
Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
Isobel Campbell & Mark Lanegan - Ballad of the Broken Seas
Editors - The Back Room
Guillemots - Through the Windowpane
Richard Hawley - Coles Corner
Hot Chip - The Warning
Muse - Black Holes & Revelations
Zoe Rahman - Melting Pot
Lou Rhodes - Beloved One
Scritti Politti- White Bread Black Beer
Sway - This is My Demo
Thom Yorke - The Eraser
De acordo com as casas de apostas, Arctic Monkeys e Thom Yorke saem na frente na disputa, seguidos de perto por The Editors, Muse e Guillemots.
Escrito por Daniel Tambarotti
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16.07.06
PARECE 1976...
Já pararam para pensar em punk chinês? Não, não estou falando de modelos da São Paulo Fashion Week. Estou falando do movimento punk que toma força na China.
Inconformadíssimos eles. Só que alguém precisa avisá-los: já é 2006. Nada mais inocente. Ou enfadonho.
Nunca o anacronismo foi tão engraçado. Hahaha.
PARECE 1976...
Já pararam para pensar em punk chinês? Não, não estou falando de modelos da São Paulo Fashion Week. Estou falando do movimento punk que toma força na China.
Inconformadíssimos eles. Só que alguém precisa avisá-los: já é 2006. Nada mais inocente. Ou enfadonho.
Nunca o anacronismo foi tão engraçado. Hahaha.
Escrito por Daniel Tambarotti
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14.07.06
QUEM É REI...
Depois de um excelente disco lançado ano passado, 'Push the button', e uma batelada de singles racha-assoalho, os Chemical Brothers driblaram as críticas negativas que vinham recebendo e reencontraram a felicidade ao lado do público.
Uma prova disso é a presença da dupla no DVD com os melhores momentos do festival Glastonbury, que sai lá fora depois de amanhã.

Para comprovar a devoção dos fãs e ter a certeza de que os irmãos químicos têm lugar garantido no olimpo do pop atual, é só clicar aqui e assistir a este trecho (magistralmente editado) do DVD. Destaque absoluto para o momento 'sadomasô com fogo'.
Detalhe: o tal DVD é duplo e os extras são editáveis. Ou seja, você vai poder montar uma escalação somente com suas bandas preferidas. Coça o bolso para garantir a sua cópia importada.
QUEM É REI...
Depois de um excelente disco lançado ano passado, 'Push the button', e uma batelada de singles racha-assoalho, os Chemical Brothers driblaram as críticas negativas que vinham recebendo e reencontraram a felicidade ao lado do público.
Uma prova disso é a presença da dupla no DVD com os melhores momentos do festival Glastonbury, que sai lá fora depois de amanhã.

Para comprovar a devoção dos fãs e ter a certeza de que os irmãos químicos têm lugar garantido no olimpo do pop atual, é só clicar aqui e assistir a este trecho (magistralmente editado) do DVD. Destaque absoluto para o momento 'sadomasô com fogo'.
Detalhe: o tal DVD é duplo e os extras são editáveis. Ou seja, você vai poder montar uma escalação somente com suas bandas preferidas. Coça o bolso para garantir a sua cópia importada.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.07.06
SYD IN THE SKY WITH DIAMONDS
Syd Barrett foi-se. Confesso que nunca fui muito fã do Pink Floyd, mas reconheço a importância do malandro ao ser um dos mitos mais cultuados do rock até hoje.

Tem a ver com o som do grupo, é óbvio, mas muito mais com a vida desregrada imposta pelas leis (já batidas) sem as quais o rock não faz sentido - ou nem existe, melhor dizendo: abuso de sexo, drogas e rock 'n' roll.
No caso de Barrett, muito mais drogas do que todo o resto. Toneladas de LSD.
O cara não aguentou a onda, enlouqueceu e viveu recluso por mais de 30 anos.
Para fazer uma homenagem, a revista Uncut remexeu o baú e encontrou uma entrevista feita em 1967 com Syd e toda a banda. Foi publicada no semanário 'Melody Maker' e relembra um momento-chave, se não o ápice, do Pink Floyd. Vale a conferida.
SYD IN THE SKY WITH DIAMONDS
Syd Barrett foi-se. Confesso que nunca fui muito fã do Pink Floyd, mas reconheço a importância do malandro ao ser um dos mitos mais cultuados do rock até hoje.

Tem a ver com o som do grupo, é óbvio, mas muito mais com a vida desregrada imposta pelas leis (já batidas) sem as quais o rock não faz sentido - ou nem existe, melhor dizendo: abuso de sexo, drogas e rock 'n' roll.
No caso de Barrett, muito mais drogas do que todo o resto. Toneladas de LSD.
O cara não aguentou a onda, enlouqueceu e viveu recluso por mais de 30 anos.
Para fazer uma homenagem, a revista Uncut remexeu o baú e encontrou uma entrevista feita em 1967 com Syd e toda a banda. Foi publicada no semanário 'Melody Maker' e relembra um momento-chave, se não o ápice, do Pink Floyd. Vale a conferida.
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.07.06
PÊSSEGO DO PARAGUAI
Saiu o CD novo da Peaches, 'Impeach my bush'. Agora sejamos sinceros: a Peaches é uma farsa.
Essa 'atitude' electro-trash-sovaco-peludo, além de pouco higiênica, já era velha láaaaa em 2001, quando a canadense pegou carona na cena e estourou com a muito boa, dou o braço a torcer, 'Fuck the pain away'. E ficou nisso.

Quem discordar que procure saber como foi aquela apresentação lastimável da dita cuja no último dia do Tim Festival de 2003.
Pois, então. Se ela é uma farsa, por que diabos ela está aqui? Bom, por três motivos:
1) Ela gravou com Iggy Pop;
2) O trocadilho 'Impeach my Bush' é sensacional;
3) Porque mesmo fraquinha desse jeito, ela é tudo que o Cansei de Ser Sexy se esforça muito para ser e jamais vai conseguir.
Só por conta desse último item já vale dar uma ouvida em 'Impeach', já aos montes na rede, prontinho para ser baixado.
PÊSSEGO DO PARAGUAI
Saiu o CD novo da Peaches, 'Impeach my bush'. Agora sejamos sinceros: a Peaches é uma farsa.
Essa 'atitude' electro-trash-sovaco-peludo, além de pouco higiênica, já era velha láaaaa em 2001, quando a canadense pegou carona na cena e estourou com a muito boa, dou o braço a torcer, 'Fuck the pain away'. E ficou nisso.

Quem discordar que procure saber como foi aquela apresentação lastimável da dita cuja no último dia do Tim Festival de 2003.
Pois, então. Se ela é uma farsa, por que diabos ela está aqui? Bom, por três motivos:
1) Ela gravou com Iggy Pop;
2) O trocadilho 'Impeach my Bush' é sensacional;
3) Porque mesmo fraquinha desse jeito, ela é tudo que o Cansei de Ser Sexy se esforça muito para ser e jamais vai conseguir.
Só por conta desse último item já vale dar uma ouvida em 'Impeach', já aos montes na rede, prontinho para ser baixado.
Escrito por Daniel Tambarotti
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03.07.06
OS FRANCESES QUE A GENTE ATURA
Tudo bem, tudo bem. A França ainda está entalada na garganta. Mas vale a pena esquecer a derrota do Brasil para os discípulos de Zidane e nos concentrarmos na música, que é o que interessa.
A se confirmar o zunzunzum, o Daft Punk vem ao Brasil no fim de outubro, como uma das principais estrelas do elenco da edição 2006 do Tim Festival.
Pode estourar o seu champanhe. Uma vez que os rapazes são avessos a entrevistas e reclusos (chegaram a ficar nove anos sem tocar na Inglaterra), esta é uma notícia a se comemorar.
No Coachella deste ano, a dupla mostrou como vai ser o show da turnê que vai rodar o mundo. Quem viu diz que é inesquecível. E a imprensa internacional já se antecipa e o classifica como um dos melhores shows do ano.

Os dois punks eletrônicos tocam de capacete (claro!) em cima de uma pirâmide, que serve de telão e é também a principal fonte de luzes e cores que são emitidas do palco. No repertório estão músicas dos três discos (a saber: 'Homework', 'Discovery' e 'Human after all') muitas vezes uma misturada com a outra, o que garante surpresas e movimentação ao espetáculo.
Ficou curioso? Aqui tem um trecho do show da dupla no festival americano. São mais de 12 minutos de Daft Punk ao vivo, filmado por alguém que estava na platéia. A qualidade não é das melhores, mas vale a pena degustar esse prato francês.
OS FRANCESES QUE A GENTE ATURA
Tudo bem, tudo bem. A França ainda está entalada na garganta. Mas vale a pena esquecer a derrota do Brasil para os discípulos de Zidane e nos concentrarmos na música, que é o que interessa.
A se confirmar o zunzunzum, o Daft Punk vem ao Brasil no fim de outubro, como uma das principais estrelas do elenco da edição 2006 do Tim Festival.
Pode estourar o seu champanhe. Uma vez que os rapazes são avessos a entrevistas e reclusos (chegaram a ficar nove anos sem tocar na Inglaterra), esta é uma notícia a se comemorar.
No Coachella deste ano, a dupla mostrou como vai ser o show da turnê que vai rodar o mundo. Quem viu diz que é inesquecível. E a imprensa internacional já se antecipa e o classifica como um dos melhores shows do ano.

Os dois punks eletrônicos tocam de capacete (claro!) em cima de uma pirâmide, que serve de telão e é também a principal fonte de luzes e cores que são emitidas do palco. No repertório estão músicas dos três discos (a saber: 'Homework', 'Discovery' e 'Human after all') muitas vezes uma misturada com a outra, o que garante surpresas e movimentação ao espetáculo.
Ficou curioso? Aqui tem um trecho do show da dupla no festival americano. São mais de 12 minutos de Daft Punk ao vivo, filmado por alguém que estava na platéia. A qualidade não é das melhores, mas vale a pena degustar esse prato francês.
Escrito por Daniel Tambarotti
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27.06.06
SERÁ QUE SAI?
Agora vai. Depois de oito anos do lançamento do espetacular álbum ao vivo 'Live in NYC', parece que agora o Portishead vai finalmente botar na rua o tão esperado CD novo.

Quem disse foi o próprio Geoff Barrow no MySpace da banda. O post do blog tem o título de 'Back to work' - de volta ao trabalho.
Numa tradução livre, ele diz que 'está tudo ainda uma bagunça, mas que, pela primeira vez, o material já tem cara de álbum'.
E não deixa de soltar umas farpas: 'É bom pensar que temos músicas que não tenham esse clima 'coffee table chill out' de Zero 7 e Moby.
Alfinetadas à parte, a gente fica na torcida. E espera que esse tempo de hibernação não tenha transformado o grupo num morto-vivo.
SERÁ QUE SAI?
Agora vai. Depois de oito anos do lançamento do espetacular álbum ao vivo 'Live in NYC', parece que agora o Portishead vai finalmente botar na rua o tão esperado CD novo.

Quem disse foi o próprio Geoff Barrow no MySpace da banda. O post do blog tem o título de 'Back to work' - de volta ao trabalho.
Numa tradução livre, ele diz que 'está tudo ainda uma bagunça, mas que, pela primeira vez, o material já tem cara de álbum'.
E não deixa de soltar umas farpas: 'É bom pensar que temos músicas que não tenham esse clima 'coffee table chill out' de Zero 7 e Moby.
Alfinetadas à parte, a gente fica na torcida. E espera que esse tempo de hibernação não tenha transformado o grupo num morto-vivo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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21.06.06
TODO MUNDO QUER SER O PRINCE
Primeiro foi o Jack White. 'Blue orchid', single recente do White Stripes, tenta muito esforçadamente juntar as guitarras garageiras ao groove do cantor baixinho e marrento. O máximo que conseguiu foi cantar com uma vozinha estridente bem chatinha.
Agora é a vez do Muse. Os metaleiros apaixonados disfarçados de indie acabam de lançar música nova: 'Supermassive black hole' ('Black holes & revelations', o próximo álbum, chega às prateleiras no mês que vem. Na internet, já existe há muito tempo).

A música dos ingleses continua reconhecível: estão lá o poder melódico, as guitarras distorcidas. Sai de cena a porção 'pesada' e entra, acredite, uma batida dançante. E uma mudança na voz, quase um falsetto, emulando, de longe, o Prince. Se deram muito bem.
> >
Da série 'A carreira solo não está me fazendo bem': depois de fazer seu maior show, Richard Ashcroft, ex-líder do grupo deprê The Verve, foi preso depois de arrumar confusão com uns adolescentes.
TODO MUNDO QUER SER O PRINCE
Primeiro foi o Jack White. 'Blue orchid', single recente do White Stripes, tenta muito esforçadamente juntar as guitarras garageiras ao groove do cantor baixinho e marrento. O máximo que conseguiu foi cantar com uma vozinha estridente bem chatinha.
Agora é a vez do Muse. Os metaleiros apaixonados disfarçados de indie acabam de lançar música nova: 'Supermassive black hole' ('Black holes & revelations', o próximo álbum, chega às prateleiras no mês que vem. Na internet, já existe há muito tempo).

A música dos ingleses continua reconhecível: estão lá o poder melódico, as guitarras distorcidas. Sai de cena a porção 'pesada' e entra, acredite, uma batida dançante. E uma mudança na voz, quase um falsetto, emulando, de longe, o Prince. Se deram muito bem.
> >
Da série 'A carreira solo não está me fazendo bem': depois de fazer seu maior show, Richard Ashcroft, ex-líder do grupo deprê The Verve, foi preso depois de arrumar confusão com uns adolescentes.
Escrito por Daniel Tambarotti
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18.06.06
OS REIS DO BARULHO
Já estava com saudade do encontro daquelas três guitarras, das microfonias e dos barulhos insanos?

Pode ficar tranqüilo, o Sonic Youth está de volta à cena com o CD 'Rather ripped', que acaba de sair. O disco vem matar a saudade dos fãs da banda nova-iorquina, cujo último trabalho foi 'Sonic nurse', de 2004.
Para felicidade geral da nação, o álbum já está todinho no site da (respeitada) revista britânica Uncut. Corre lá para ouvir. Ou vá ao seu P2P favorito para baixar.
OS REIS DO BARULHO
Já estava com saudade do encontro daquelas três guitarras, das microfonias e dos barulhos insanos?

Pode ficar tranqüilo, o Sonic Youth está de volta à cena com o CD 'Rather ripped', que acaba de sair. O disco vem matar a saudade dos fãs da banda nova-iorquina, cujo último trabalho foi 'Sonic nurse', de 2004.
Para felicidade geral da nação, o álbum já está todinho no site da (respeitada) revista britânica Uncut. Corre lá para ouvir. Ou vá ao seu P2P favorito para baixar.
Escrito por Daniel Tambarotti
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14.06.06
RAPIDINHAS
O Outkast divulgou nome e data de lançamento do novo CD. O primeiro single se chama 'Mighty-O', previsto para o dia sete de agosto. Já o álbum, 'Idlewild', sai no dia 21 do mesmo mês. Na cola vem um filme, que também leva o nome do disco.
* * *
Olha a Blender aí para polemizar. A (boa) revista americana fez uma lista com os cinco nomes mais influentes da música pop nesses cinco anos de existência da revista. Como toda lista é sempre muito discutível, clica aqui, leia as entrevistas e veja se concorda.
* * *
Enquanto o novo do Underworld não vem, dá para ouvir trechos e comprar íntegras de músicas novas da dupla no site underworldlive.com. Karl Hyde e Smith continuam afiados. O que vem por aí promete.
* * *
'Paradolia', do Alex Smoke, e 'At the controls', do James Holden, ambos britânicos e eletrônicos, são os discos mais bonitos e sombrios do ano?
* * *
Tentei de novo, mas não adianta. 'The eraser', o CD solo de Thom Yorke, não tem o mesmo brilho das obras do Radiohead.
RAPIDINHAS
O Outkast divulgou nome e data de lançamento do novo CD. O primeiro single se chama 'Mighty-O', previsto para o dia sete de agosto. Já o álbum, 'Idlewild', sai no dia 21 do mesmo mês. Na cola vem um filme, que também leva o nome do disco.
* * *
Olha a Blender aí para polemizar. A (boa) revista americana fez uma lista com os cinco nomes mais influentes da música pop nesses cinco anos de existência da revista. Como toda lista é sempre muito discutível, clica aqui, leia as entrevistas e veja se concorda.
* * *
Enquanto o novo do Underworld não vem, dá para ouvir trechos e comprar íntegras de músicas novas da dupla no site underworldlive.com. Karl Hyde e Smith continuam afiados. O que vem por aí promete.
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'Paradolia', do Alex Smoke, e 'At the controls', do James Holden, ambos britânicos e eletrônicos, são os discos mais bonitos e sombrios do ano?
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Tentei de novo, mas não adianta. 'The eraser', o CD solo de Thom Yorke, não tem o mesmo brilho das obras do Radiohead.
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.06.06
ELE PRECISA DE COMPANHIA
É preciso dizer: 'The eraser', o disco solo de Thom Yorke, vocalista do Radiohead, é chato. Ele compôs as nove faixas do CD durante as viagens da última turnê da banda. E para não deixar crescer nenhum boato de fim do grupo, o próprio afirmou que 'The eraser' foi 'abençoado pelos amigos da banda'.
As nove faixas parecem sobras de estúdio dos discos 'Kid A' e 'Amnesiac'. Sabe aquelas faixas que não evoluem, ficam meio esquecidas e de repente aparecem em alguma compilação caça-níquel por aí? Então, parece isso.
A constatação vem num momento perigoso, justo quando o Radiohead está gravando o tão aguardado disco novo, adiado para 2007.
Depois de ouvir 'The eraser' algumas vezes, cheguei à conclusão de que Thom Yorke precisa de amigos. Não pode sair por aí compondo e fazendo discos sozinho. Que os irmãos Greenwood, Phil Selway e Ed O'Brien continuem sempre ao lado do moço.
ELE PRECISA DE COMPANHIA
É preciso dizer: 'The eraser', o disco solo de Thom Yorke, vocalista do Radiohead, é chato. Ele compôs as nove faixas do CD durante as viagens da última turnê da banda. E para não deixar crescer nenhum boato de fim do grupo, o próprio afirmou que 'The eraser' foi 'abençoado pelos amigos da banda'.
As nove faixas parecem sobras de estúdio dos discos 'Kid A' e 'Amnesiac'. Sabe aquelas faixas que não evoluem, ficam meio esquecidas e de repente aparecem em alguma compilação caça-níquel por aí? Então, parece isso.A constatação vem num momento perigoso, justo quando o Radiohead está gravando o tão aguardado disco novo, adiado para 2007.
Depois de ouvir 'The eraser' algumas vezes, cheguei à conclusão de que Thom Yorke precisa de amigos. Não pode sair por aí compondo e fazendo discos sozinho. Que os irmãos Greenwood, Phil Selway e Ed O'Brien continuem sempre ao lado do moço.
Escrito por Daniel Tambarotti
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