25.09.06
GUITARRAS À FRENTE DE NOVO, POR FAVOR
Uma guitarra velha, uma camisa de flanela, tédio e um cenário pop insosso foram os ingredientes que Kurt Cobain precisou para quebrar regras e fazer 'Nevermind', o disco que deu outra (e talvez última) cara ao rock em 91 e que está completando 15 anos hoje.
GUITARRAS À FRENTE DE NOVO, POR FAVOR
Uma guitarra velha, uma camisa de flanela, tédio e um cenário pop insosso foram os ingredientes que Kurt Cobain precisou para quebrar regras e fazer 'Nevermind', o disco que deu outra (e talvez última) cara ao rock em 91 e que está completando 15 anos hoje.
Escrito por Daniel Tambarotti
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21.09.06
ANTHONY ROTHER MOSTRA COM QUANTOS QUILOS DE EQUIPAMENTO SE FAZ UM ELECTRO DO BOM
O electro é um bicho estranho. Nasceu no íncio dos anos 80 com a apropriação das melodias gélidas dos europeus (mais notadamente aquelas feitas pelos alemães do Kraftwerk) pelos produtores de hip-hop oldschool de Nova York - 'Planet Rock', do Afrika Bambaataa, é o marco zero. E, vinte anos depois, perdeu a inclinação rap/gueto, ganhou pose, purpurina, assumiu a atitude glam com orgulho e voltou às pistas de dança sob a alcunha de electroclash.
Neste fim de semana, São Paulo e Rio de Janeiro vão poder conferir ao vivo o homem que faz a ponte entre estas duas escolas distintas deste estilo: o alemão Anthony Rother traz sua turnê ao país e se apresenta na sexta, dia 22, dentro do tradicional projeto Technova, do clube Lov.e. E os cariocas vão conferir o alemão em ação no Jockey Club, dia 23.
Esta é a segunda vez do DJ no Brasil: ele se apresentou no festival Skol Beats de 2005, num horário ingrato, e passou batido pela maioria do público. Falando de Frankfurt, Rother disse como vão ser as apresentações por aqui. 'Tocar num festival é diferente de tocar num clube fechado, é mais difícil se conectar com as pessoas. Em compensação, é incrível quando acontece aquela gritaria imensa'.
'Já (tocar) num clube... fica tudo mais perto, você consegue ouvir o que as pessoas falam. Portanto, é mais fácil saber se estão gostando ou não. Mas não tenho preferências, gosto das duas situações'. E continua: 'Vou sentir a vibe do público e fazer um mix dos meus últimos discos, 'Popkiller' e 'Sex with the machines''.

Rother vai trazer cerca de 200kg de equipamentos para seu live PA (ou seja, vai tocar suas músicas ao vivo). A propósito, ele se recusa a fazer um set com laptops, por isso essa quantidade imensa de aparelhagem. 'Dessa maneira crio e toco minhas músicas ao vivo. Gosto de trabalhar rodeado de máquinas, é físico, me sinto como uma extensão da minha música. De outra forma me sentiria limitado',
Sobre moda do electroclash (Fischerspooner, Miss Kittin e congêneres), odiada por uns e louvada por muitos outros, o produtor adota uma postura política. 'Na verdade, não me importo. O electroclash colocou novas idéias no estilo, faz parte do movimento. É válido porque o tornou mais popular', diz ele, numa posição tranqüila de quem aproveitou a popularidade sem precisar se lambuzar de glitter e maquiagem.
Entre um beat e outro, o rapaz ainda é um pregador contra a mesmice. 'A música eletrônica hoje passa por um momento muito bom. Está tudo mixado, misturado, muitos estilos diferentes num mesmo set. Isso é muito saudável, refresca a cena e recupera alguns projetos e bandas esquecidas, como o próprio Kraftwerk', martela ele do alto do posto de quem obteve a rara permissão dos próprios integrantes do Kraftwerk para remixar uma música do quarteto robótico.
E DJs brasileiros, Rother, conhece algum? 'Bom, não muitos...', diz envergonhado. E não demora para se justificar: 'O Brasil fica muito distante de mim, é difícil acompanhar. Mas acho que agora é uma boa oportunidade de começar a conhecer. Soube que o Brasil tem uma cena bastante movimentada'.
ANTHONY ROTHER MOSTRA COM QUANTOS QUILOS DE EQUIPAMENTO SE FAZ UM ELECTRO DO BOM
O electro é um bicho estranho. Nasceu no íncio dos anos 80 com a apropriação das melodias gélidas dos europeus (mais notadamente aquelas feitas pelos alemães do Kraftwerk) pelos produtores de hip-hop oldschool de Nova York - 'Planet Rock', do Afrika Bambaataa, é o marco zero. E, vinte anos depois, perdeu a inclinação rap/gueto, ganhou pose, purpurina, assumiu a atitude glam com orgulho e voltou às pistas de dança sob a alcunha de electroclash.
Neste fim de semana, São Paulo e Rio de Janeiro vão poder conferir ao vivo o homem que faz a ponte entre estas duas escolas distintas deste estilo: o alemão Anthony Rother traz sua turnê ao país e se apresenta na sexta, dia 22, dentro do tradicional projeto Technova, do clube Lov.e. E os cariocas vão conferir o alemão em ação no Jockey Club, dia 23.
Esta é a segunda vez do DJ no Brasil: ele se apresentou no festival Skol Beats de 2005, num horário ingrato, e passou batido pela maioria do público. Falando de Frankfurt, Rother disse como vão ser as apresentações por aqui. 'Tocar num festival é diferente de tocar num clube fechado, é mais difícil se conectar com as pessoas. Em compensação, é incrível quando acontece aquela gritaria imensa'.
'Já (tocar) num clube... fica tudo mais perto, você consegue ouvir o que as pessoas falam. Portanto, é mais fácil saber se estão gostando ou não. Mas não tenho preferências, gosto das duas situações'. E continua: 'Vou sentir a vibe do público e fazer um mix dos meus últimos discos, 'Popkiller' e 'Sex with the machines''.

Rother vai trazer cerca de 200kg de equipamentos para seu live PA (ou seja, vai tocar suas músicas ao vivo). A propósito, ele se recusa a fazer um set com laptops, por isso essa quantidade imensa de aparelhagem. 'Dessa maneira crio e toco minhas músicas ao vivo. Gosto de trabalhar rodeado de máquinas, é físico, me sinto como uma extensão da minha música. De outra forma me sentiria limitado',
Sobre moda do electroclash (Fischerspooner, Miss Kittin e congêneres), odiada por uns e louvada por muitos outros, o produtor adota uma postura política. 'Na verdade, não me importo. O electroclash colocou novas idéias no estilo, faz parte do movimento. É válido porque o tornou mais popular', diz ele, numa posição tranqüila de quem aproveitou a popularidade sem precisar se lambuzar de glitter e maquiagem.
Entre um beat e outro, o rapaz ainda é um pregador contra a mesmice. 'A música eletrônica hoje passa por um momento muito bom. Está tudo mixado, misturado, muitos estilos diferentes num mesmo set. Isso é muito saudável, refresca a cena e recupera alguns projetos e bandas esquecidas, como o próprio Kraftwerk', martela ele do alto do posto de quem obteve a rara permissão dos próprios integrantes do Kraftwerk para remixar uma música do quarteto robótico.
E DJs brasileiros, Rother, conhece algum? 'Bom, não muitos...', diz envergonhado. E não demora para se justificar: 'O Brasil fica muito distante de mim, é difícil acompanhar. Mas acho que agora é uma boa oportunidade de começar a conhecer. Soube que o Brasil tem uma cena bastante movimentada'.
Escrito por Daniel Tambarotti
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19.09.06
ADMIRÁVEL...
1) Mundo novo
2) Mundo empoeirado
3) Mundo caindo aos pedaços
*
Será esse o início dos novos tempos? Como hoje estou num dia extremamente otimista (sabe-se lá por quê), acho que sim.
ADMIRÁVEL...
1) Mundo novo
2) Mundo empoeirado
3) Mundo caindo aos pedaços
*
Será esse o início dos novos tempos? Como hoje estou num dia extremamente otimista (sabe-se lá por quê), acho que sim.
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.09.06
PROBLEMAS COM INFRA E SOM RUIM NÃO ESTRAGAM A FESTA DO FRANZ NO RIO
O Franz Ferdinand entrou no palco ontem com uma missão difícil e curiosa: tinham como principais adversários eles próprios e precisariam se esforçar muito para tentar superar o show que fizeram no Circo Voador em fevereiro.
Fizeram um show divertido, cheio de energia e sorrisos. Mas nem toda a animação foi suficiente para superar a apresentação anterior (aquela piada de abrir para o U2 não conta). Dessa vez, o lugar e a responsabilidade eram maiores - a Fundição Progresso tem no mínimo o dobro do tamanho do Circo. E além de tudo, dois problemas quase estragaram a festa.
Já na primeira música, 'This boy', o primeiro problema: um som horroroso. Ouvia-se bem os instrumentos, mas a voz de Kapranos ficou perdida lá no fundo, sendo abafada pela cantoria desafinada da galera.
Duas músicas depois, o segundo estresse. A grade que separa o povo do palco começou a ceder - a turba pulava enlouquecida - e estava prestes a acontecer um acidente quando uma pessoa da produção foi ao microfone e avisou que havia um problema, pedindo cuidado.
Kapranos emendou e alertou: 'Estamos aqui para nos divertir, ninguém tem que se machucar. Por favor tenham cuidado'. Mexe daqui, corre dali e a banda saiu do palco para que a história fosse resolvida.
Cerca de 15 minutos depois, com o calor derretendo a paciência, o grupo retornou e aí foi só felicidade. Entre as músicas, muito papo e agradecimentos. 'É muito bom estar de volta. Vocês são o nosso melhor público', disparou o sorridente vocalista.

Entre os hits, 'Do you want to' talvez seja o que mais tem força ao vivo, tal era a vontade com que o púbico pulava e cantava. No meio de 'Walk away', um parabéns para o baterista. No solo de '40 ft', citação de 'Seven nation army', do White Stripes. Antes do final com 'This fire', uma jam-batucada ensadecida do baterista com dois roadies.
Depois disso tudo, os velhos clichês bandeira do Brasil estendida, baquetas para a platéia, adolescentes gritalhonas no gargarejo nem chegam a incomodar. No caso do Franz, ontem, serviram para completar a festa.
P.S.: Quer saber quais séries de TV a banda mais gosta de assistir? É só clicar aqui
Fotos: Kadu di Calafiori/site Ego
PROBLEMAS COM INFRA E SOM RUIM NÃO ESTRAGAM A FESTA DO FRANZ NO RIO
O Franz Ferdinand entrou no palco ontem com uma missão difícil e curiosa: tinham como principais adversários eles próprios e precisariam se esforçar muito para tentar superar o show que fizeram no Circo Voador em fevereiro.
Fizeram um show divertido, cheio de energia e sorrisos. Mas nem toda a animação foi suficiente para superar a apresentação anterior (aquela piada de abrir para o U2 não conta). Dessa vez, o lugar e a responsabilidade eram maiores - a Fundição Progresso tem no mínimo o dobro do tamanho do Circo. E além de tudo, dois problemas quase estragaram a festa.Já na primeira música, 'This boy', o primeiro problema: um som horroroso. Ouvia-se bem os instrumentos, mas a voz de Kapranos ficou perdida lá no fundo, sendo abafada pela cantoria desafinada da galera.
Duas músicas depois, o segundo estresse. A grade que separa o povo do palco começou a ceder - a turba pulava enlouquecida - e estava prestes a acontecer um acidente quando uma pessoa da produção foi ao microfone e avisou que havia um problema, pedindo cuidado.
Kapranos emendou e alertou: 'Estamos aqui para nos divertir, ninguém tem que se machucar. Por favor tenham cuidado'. Mexe daqui, corre dali e a banda saiu do palco para que a história fosse resolvida.
Cerca de 15 minutos depois, com o calor derretendo a paciência, o grupo retornou e aí foi só felicidade. Entre as músicas, muito papo e agradecimentos. 'É muito bom estar de volta. Vocês são o nosso melhor público', disparou o sorridente vocalista.

Entre os hits, 'Do you want to' talvez seja o que mais tem força ao vivo, tal era a vontade com que o púbico pulava e cantava. No meio de 'Walk away', um parabéns para o baterista. No solo de '40 ft', citação de 'Seven nation army', do White Stripes. Antes do final com 'This fire', uma jam-batucada ensadecida do baterista com dois roadies.
Depois disso tudo, os velhos clichês bandeira do Brasil estendida, baquetas para a platéia, adolescentes gritalhonas no gargarejo nem chegam a incomodar. No caso do Franz, ontem, serviram para completar a festa.
P.S.: Quer saber quais séries de TV a banda mais gosta de assistir? É só clicar aqui
Fotos: Kadu di Calafiori/site Ego
Escrito por Daniel Tambarotti
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14.09.06
O VILLAGE PEOPLE INDIE
Tudo bem, tudo bem, confesso que o título não é meu, foi dito por uma amiga. Resolvi usar porque resume perfeitamente o que é o OK GO, a banda mais comentada do momento.
O quarteto está bombando lá fora por conta de seus vídeos, todos comicamente coreografados e feitos de um tacada só, sem cortes. A música, um rockzinho legal e descompromissado, acaba ficando em segundo plano.

Rejeitados pela MTV, os caras resolveram soltar os clipes no YouTube e fizeram um concurso de imitação das dancinhas. Sucesso instantâneo e fenômeno global.
Desse jeito, é melhor Deborah Colker, Cirque du Soleil e Grupo Corpo abrirem o olho. O OK GO está na área.
Divirta-se aqui:
'Million ways to be cruel' - O início da febre
'Here it goes again' - Insanidades em esteiras de academia
O VILLAGE PEOPLE INDIE
Tudo bem, tudo bem, confesso que o título não é meu, foi dito por uma amiga. Resolvi usar porque resume perfeitamente o que é o OK GO, a banda mais comentada do momento.
O quarteto está bombando lá fora por conta de seus vídeos, todos comicamente coreografados e feitos de um tacada só, sem cortes. A música, um rockzinho legal e descompromissado, acaba ficando em segundo plano.

Rejeitados pela MTV, os caras resolveram soltar os clipes no YouTube e fizeram um concurso de imitação das dancinhas. Sucesso instantâneo e fenômeno global.
Desse jeito, é melhor Deborah Colker, Cirque du Soleil e Grupo Corpo abrirem o olho. O OK GO está na área.
Divirta-se aqui:
'Million ways to be cruel' - O início da febre
'Here it goes again' - Insanidades em esteiras de academia
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.09.06
DEZ ANOS SE PASSARAM...
E Blur e Oasis ainda estão brigando. Contextualizando: logo após Kurt Cobain sepultar o grunge com um tiro na cabeça, os branquelos ingleses colocaram o britpop em cena, com cabelos e melodias à la Beatles embebidos em arrogância, muita arrogância. Fizeram bem. Roqueiros ingleses dominaram as paradas e as vendas na segunda metade dos anos 90.
Capitaneando a turma estavam os já citados Blur e Oasis, que também protagonizaram uma briga feroz por vendas e, sobretudo, holofotes. No tempo livre, vomitavam ofensas mútuas via imprensa. Um prato cheio para os semanários musicais e os tablóides.

Blur: sem cair na mesmice
E nesse circo todo, o Blur sempre se deu melhor. Artisticamente melhor. Enquanto os irmãos Gallagher arrastavam o Oasis com brigas, polêmicas vazias e chupação explícita da obra de Lennon & MacCartney, Damon Albarn e Graham Coxon preferiam fazer música boa e diversificar a fonte de 'influências'.
Eis que agora a história se repete. As brigas nos jornais não existem mais, mas as posturas são as mesmas. Albarn deu um tempo do Blur e conquistou o mundo no ombro do Gorillaz, que começou como uma brincadeira e se tornou um fenômeno global. Incansável, o rapaz agora vem com outra.

Gorillaz: brincadeira que virou febre
O nome do grupo (e que grupo!) é The Good, The Bad and The Queen. Damon ressuscitou Paul Simonon, ex-baixista do Clash, o veterano da bateria Tony Allen e o ex-guitarrista do Verve Simon Tong. Para completar o time galáctico, o atual midas pop Dangermouse (metade do Gnarls Barkley) é quem produz.
O mistério é total: apenas um punhado de felizardos ouviu as músicas da banda. 'Tem pitadas de soul, trilhas sonoras e pop dos anos 60', disse a revista Mojo. O público vai poder dar seu parecer no fim de outubro, quando o grupo vai tocar pela primeira vez ao vivo todas as faixas do disco num evento promovido pela BBC.

Oasis: será o fim?
Enquanto isso, o Oasis se prepara para lançar um empolgante (ler com ironia) best of. Não precisava. As melhores dos Gallagher estão em 'Definitely maybe', o primeiro deles. E, como não podia deixar de ser, apelaram para atrair atenção.
Fizeram um mistério enorme para divulgar as faixas que comporiam a coletânea. Agora que abriram o jogo, descobriu-se que 'Stop the clocks', a única inédita que desenterraram e também faixa-título, não faz parte dele.
A assessoria do grupo faz questão de ressaltar que eles já trabalham em material inédito e que isso não é o fim do grupo. Mas bem que poderia.
DEZ ANOS SE PASSARAM...
E Blur e Oasis ainda estão brigando. Contextualizando: logo após Kurt Cobain sepultar o grunge com um tiro na cabeça, os branquelos ingleses colocaram o britpop em cena, com cabelos e melodias à la Beatles embebidos em arrogância, muita arrogância. Fizeram bem. Roqueiros ingleses dominaram as paradas e as vendas na segunda metade dos anos 90.
Capitaneando a turma estavam os já citados Blur e Oasis, que também protagonizaram uma briga feroz por vendas e, sobretudo, holofotes. No tempo livre, vomitavam ofensas mútuas via imprensa. Um prato cheio para os semanários musicais e os tablóides.

Blur: sem cair na mesmice
E nesse circo todo, o Blur sempre se deu melhor. Artisticamente melhor. Enquanto os irmãos Gallagher arrastavam o Oasis com brigas, polêmicas vazias e chupação explícita da obra de Lennon & MacCartney, Damon Albarn e Graham Coxon preferiam fazer música boa e diversificar a fonte de 'influências'.
Eis que agora a história se repete. As brigas nos jornais não existem mais, mas as posturas são as mesmas. Albarn deu um tempo do Blur e conquistou o mundo no ombro do Gorillaz, que começou como uma brincadeira e se tornou um fenômeno global. Incansável, o rapaz agora vem com outra.

Gorillaz: brincadeira que virou febre
O nome do grupo (e que grupo!) é The Good, The Bad and The Queen. Damon ressuscitou Paul Simonon, ex-baixista do Clash, o veterano da bateria Tony Allen e o ex-guitarrista do Verve Simon Tong. Para completar o time galáctico, o atual midas pop Dangermouse (metade do Gnarls Barkley) é quem produz.
O mistério é total: apenas um punhado de felizardos ouviu as músicas da banda. 'Tem pitadas de soul, trilhas sonoras e pop dos anos 60', disse a revista Mojo. O público vai poder dar seu parecer no fim de outubro, quando o grupo vai tocar pela primeira vez ao vivo todas as faixas do disco num evento promovido pela BBC.

Oasis: será o fim?
Enquanto isso, o Oasis se prepara para lançar um empolgante (ler com ironia) best of. Não precisava. As melhores dos Gallagher estão em 'Definitely maybe', o primeiro deles. E, como não podia deixar de ser, apelaram para atrair atenção.
Fizeram um mistério enorme para divulgar as faixas que comporiam a coletânea. Agora que abriram o jogo, descobriu-se que 'Stop the clocks', a única inédita que desenterraram e também faixa-título, não faz parte dele.
A assessoria do grupo faz questão de ressaltar que eles já trabalham em material inédito e que isso não é o fim do grupo. Mas bem que poderia.
Escrito por Daniel Tambarotti
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11.09.06
TIM FESTIVAL - INGRESSOS
Pode coçar o bolso, começa amanhã, dia 12 de setembro, a venda de ingressos para o Tim Festival. E como a história dos anos anteriores deve se repetir dessa vez, é bom garantir logo os seus. Pois, apesar do preço salgado, correria é grande e os ingressos para os principais shows se esgotam em poucos dias.
Um detalhe financeiro: é a primeira vez que um show de artista pop (no caso, o Daft Punk) sai mais caro que os shows do palco dedicado ao jazz tradicional. Sinal dos tempos.
Quem comprar pela internet terá que desembolsar uma taxa de 20% sobre o valor do ingresso. Para entregas em casa, a Ticketmaster cobra um valor fixo de R$ 10. E quem preferir retirar na bilheteria no dia do show, o valor do serviço cai para R$ 4.
Para compras via telefone, o número para contato é o (11) 6846-6000 (para a cidade de São Paulo) e 0300 789-6846 para outras cidades, de segunda a sábado, das 9h às 21h.
Veja abaixo onde comprar:
Rio de Janeiro: Fnac/BarraShopping (Av. das Américas 4.666 loja B 101/116, Barra da Tijuca); Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana); Posto Ipiranga Botafogo (R. Real Grandeza 332/336, Botafogo); Posto Ipiranga Lagoa (Av. Epitácio Pessoa 3.666, Lagoa); Posto Ipiranga Jockey (Av. Bartolomeu Mitre 1.361, Gávea)
São Paulo: Saraiva Megastore/MorumbiShopping (Av. Roque Petrônio Jr. 1089, Morumbi); Saraiva Megastore/Shopping Center Norte (Travessa Casalbuono 120/loja 400, Vila Guilherme); Saraiva Megastore/Shopping Eldorado (Av. Rebouças 3.970, Pinheiros); Citibank Hall (Alameda dos Jamaris 213, Moema); Siciliano/Vila Olímpia (Av. Cardoso de Melo 630); Fnac/Pinheiros (Av. Pedroso de Morais 858, Pinheiros); Fnac/Jardins (Av. Paulista 901, Jardins); Teatro Abril (Av. Brigadeiro Luiz Antonio 411, Bela Vista)
Curitiba: Fnac/ParkShopping Barigui (Av. Professor Pedro Parigot de Souza 600/loja 101); Siciliano/Shopping Muller (Av. Candido de Abreu, 127, Centro Cívico)
Vitória: Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras)
Campinas: Fnac/Shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos 500/ loja A 017)
Santo André: Posto Ipiranga Gravatinha (Av. Portugal 1756)
Brasília: Fnac/ParkShopping (SAI/SO Área 6580, entrada C1)
Vendas para estudantes e maiores de 60 anos: 50% do preço do ingresso, mediante apresentação da carteira de estudante atualizada ou carnê escolar e carteira de identidade, na hora da compra do bilhete e no acesso ao espetáculo. Os ingressos para estudantes e maiores de 60 anos poderão ser adquiridos nos pontos de vendas acima listados.
Preços dos ingressos:
Marina da Glória - Rio de Janeiro
TIM Club: R$ 140 (mesa, preço por pessoa); TIM Lab: R$ 80 (pista); TIM Village: R$ 20 (pista); TIM Stage dia 27/10: R$ 150 (pista); TIM Stage dias 28 e 29/10: R$ 120 (pista)
Auditório Ibirapuera - São Paulo
R$ 160 (poltrona)
Anhembi - São Paulo
R$ 180 (pista)
Teatro da UFES/Campus Universitário das Goiabeiras - Vitória
R$ 80 (poltrona)
Pedreira Paulo Leminski - Curitiba
R$ 80 (pista)
TIM FESTIVAL - INGRESSOS
Pode coçar o bolso, começa amanhã, dia 12 de setembro, a venda de ingressos para o Tim Festival. E como a história dos anos anteriores deve se repetir dessa vez, é bom garantir logo os seus. Pois, apesar do preço salgado, correria é grande e os ingressos para os principais shows se esgotam em poucos dias.
Um detalhe financeiro: é a primeira vez que um show de artista pop (no caso, o Daft Punk) sai mais caro que os shows do palco dedicado ao jazz tradicional. Sinal dos tempos.
Quem comprar pela internet terá que desembolsar uma taxa de 20% sobre o valor do ingresso. Para entregas em casa, a Ticketmaster cobra um valor fixo de R$ 10. E quem preferir retirar na bilheteria no dia do show, o valor do serviço cai para R$ 4.
Para compras via telefone, o número para contato é o (11) 6846-6000 (para a cidade de São Paulo) e 0300 789-6846 para outras cidades, de segunda a sábado, das 9h às 21h.
Veja abaixo onde comprar:
Rio de Janeiro: Fnac/BarraShopping (Av. das Américas 4.666 loja B 101/116, Barra da Tijuca); Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana); Posto Ipiranga Botafogo (R. Real Grandeza 332/336, Botafogo); Posto Ipiranga Lagoa (Av. Epitácio Pessoa 3.666, Lagoa); Posto Ipiranga Jockey (Av. Bartolomeu Mitre 1.361, Gávea)
São Paulo: Saraiva Megastore/MorumbiShopping (Av. Roque Petrônio Jr. 1089, Morumbi); Saraiva Megastore/Shopping Center Norte (Travessa Casalbuono 120/loja 400, Vila Guilherme); Saraiva Megastore/Shopping Eldorado (Av. Rebouças 3.970, Pinheiros); Citibank Hall (Alameda dos Jamaris 213, Moema); Siciliano/Vila Olímpia (Av. Cardoso de Melo 630); Fnac/Pinheiros (Av. Pedroso de Morais 858, Pinheiros); Fnac/Jardins (Av. Paulista 901, Jardins); Teatro Abril (Av. Brigadeiro Luiz Antonio 411, Bela Vista)
Curitiba: Fnac/ParkShopping Barigui (Av. Professor Pedro Parigot de Souza 600/loja 101); Siciliano/Shopping Muller (Av. Candido de Abreu, 127, Centro Cívico)
Vitória: Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras)
Campinas: Fnac/Shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos 500/ loja A 017)
Santo André: Posto Ipiranga Gravatinha (Av. Portugal 1756)
Brasília: Fnac/ParkShopping (SAI/SO Área 6580, entrada C1)
Vendas para estudantes e maiores de 60 anos: 50% do preço do ingresso, mediante apresentação da carteira de estudante atualizada ou carnê escolar e carteira de identidade, na hora da compra do bilhete e no acesso ao espetáculo. Os ingressos para estudantes e maiores de 60 anos poderão ser adquiridos nos pontos de vendas acima listados.
Preços dos ingressos:
Marina da Glória - Rio de Janeiro
TIM Club: R$ 140 (mesa, preço por pessoa); TIM Lab: R$ 80 (pista); TIM Village: R$ 20 (pista); TIM Stage dia 27/10: R$ 150 (pista); TIM Stage dias 28 e 29/10: R$ 120 (pista)
Auditório Ibirapuera - São Paulo
R$ 160 (poltrona)
Anhembi - São Paulo
R$ 180 (pista)
Teatro da UFES/Campus Universitário das Goiabeiras - Vitória
R$ 80 (poltrona)
Pedreira Paulo Leminski - Curitiba
R$ 80 (pista)
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.09.06
QUANDO O ÓBVIO É A SURPRESA
Deu o esperado. O que não deixa de ser estranho.
Os Arctic Monkeys levaram o Mercury Prize, o prêmio mais importante da música britânica. E também um chequinho generoso de 20 mil libras.
O grupo era o favorito nas bolsas de aposta, seguido de perto pela banda The Guillemots e pelo cantor Thom Yorke, vocalista do Radiohead, com seu primeiro disco solo.

Alex Turner recebe o troféu
Parte da imprensa britânica ficou surpresa com a escolha, uma vez que o júri do Mercury é conhecido por raramente conceder o prêmio ao favorito ou a um disco campeão de vendas: é sempre um nome inesperado que sai vitorioso.
Os Monkeys podem não ser a oitava maravilha do mundo, mas injetaram energia no rock, mexeram com o mercado ao ganharem um séquito gigantesco de fãs via internet apenas e têm uma inclinação pop que garante suas músicas em alta rotação nos rádio e MTV. Além de terem entrado para a história com o álbum de estréia que mais vendeu.
QUANDO O ÓBVIO É A SURPRESA
Deu o esperado. O que não deixa de ser estranho.
Os Arctic Monkeys levaram o Mercury Prize, o prêmio mais importante da música britânica. E também um chequinho generoso de 20 mil libras.
O grupo era o favorito nas bolsas de aposta, seguido de perto pela banda The Guillemots e pelo cantor Thom Yorke, vocalista do Radiohead, com seu primeiro disco solo.

Alex Turner recebe o troféu
Parte da imprensa britânica ficou surpresa com a escolha, uma vez que o júri do Mercury é conhecido por raramente conceder o prêmio ao favorito ou a um disco campeão de vendas: é sempre um nome inesperado que sai vitorioso.
Os Monkeys podem não ser a oitava maravilha do mundo, mas injetaram energia no rock, mexeram com o mercado ao ganharem um séquito gigantesco de fãs via internet apenas e têm uma inclinação pop que garante suas músicas em alta rotação nos rádio e MTV. Além de terem entrado para a história com o álbum de estréia que mais vendeu.
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.09.06
APROVEITANDO A DEIXA
Já que o Interpol não se mexeu para fazer um segundo disco à altura do primeiro, o Killers, com apelo tão pop quanto só que sem a arrogância nova-iorquina, apareceu forte com 'Somebody told me'.

Depois do sucesso dessa e de 'Mr. Brightside', a banda volta à cena com a sensacional 'When you were young', o primeiro single do CD novo. O clipe já está em alta rotação e o grupo desfilou as guitarras numa penca de festivais do verão europeu.
A distorção continua no comando, o refrão tem o teor chiclete ideal e o vocal de Brandon Flowers carrega no drama sem perder o ponto. Já ganhou o posto de música da semana. Dá uma conferida.
APROVEITANDO A DEIXA
Já que o Interpol não se mexeu para fazer um segundo disco à altura do primeiro, o Killers, com apelo tão pop quanto só que sem a arrogância nova-iorquina, apareceu forte com 'Somebody told me'.

Depois do sucesso dessa e de 'Mr. Brightside', a banda volta à cena com a sensacional 'When you were young', o primeiro single do CD novo. O clipe já está em alta rotação e o grupo desfilou as guitarras numa penca de festivais do verão europeu.
A distorção continua no comando, o refrão tem o teor chiclete ideal e o vocal de Brandon Flowers carrega no drama sem perder o ponto. Já ganhou o posto de música da semana. Dá uma conferida.
Escrito por Daniel Tambarotti
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04.09.06
TERCEIRA VIA

Os britânicos andam preocupados com o (pouco) interesse dos jovens em arte contemporânea. Diante da constatação de que a geração atual não é das mais assíduas em museus e exposições, o importante museu Tate Modern resolveu apelar para a música pop para atrair um público mais jovem.
Oito bandas/músicos/cantores aceitaram o desafio de compor uma música que servisse de trilha sonora para qualquer dos trabalhos expostos no museu. A escolha das obras ficou totalmente ao gosto dos fregueses.
Entre os que toparam a experiência estão os Chemical Brothers, que "sonorizaram" a obra "Torso in Metal from The Rock Drill", de Jacob Epstein, e o ex-guitarrista do Blur, Graham Coxon, que compôs para o quadro "Meryon", do pintor Franz Kline.
Se a moda pega... Já imaginou para quais obras serviriam as músicas do Arnaldo Antunes, por exemplo? Hahahaha

TERCEIRA VIA

Os britânicos andam preocupados com o (pouco) interesse dos jovens em arte contemporânea. Diante da constatação de que a geração atual não é das mais assíduas em museus e exposições, o importante museu Tate Modern resolveu apelar para a música pop para atrair um público mais jovem.
Oito bandas/músicos/cantores aceitaram o desafio de compor uma música que servisse de trilha sonora para qualquer dos trabalhos expostos no museu. A escolha das obras ficou totalmente ao gosto dos fregueses.
Entre os que toparam a experiência estão os Chemical Brothers, que "sonorizaram" a obra "Torso in Metal from The Rock Drill", de Jacob Epstein, e o ex-guitarrista do Blur, Graham Coxon, que compôs para o quadro "Meryon", do pintor Franz Kline.
Se a moda pega... Já imaginou para quais obras serviriam as músicas do Arnaldo Antunes, por exemplo? Hahahaha

Escrito por Daniel Tambarotti
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30.08.06
NÃO HÁ DÚVIDAS
Corre à boca pequena que Jack White não anda lá muito interessado no White Stripes, sua banda principal. E a culpa é da sua banda paralela, o Raconteurs.
O sucesso do segundo grupo é tanto que as atenções e prioridades de Mr. White estão mudando. Quando perguntado pelo semanário NME se o próximo disco a gravar vai ser o novo do WS, ele respondeu: 'Ainda não pensei nisso'.

Jack (de chapéu), fica com os Raconteurs!
Deus queira que Jack nunca mais grave nada com os Stripes. A baterista Meg White, com aquele jeito peculiar (leia-se retardado) de ser, prejudica a evolução das músicas e inibe o talento do vocalista e guitarrista.
É falta de coordenação motora mesmo. Seu afilhado de dois anos provavelmente toca tamborzinho melhor do que ela. E não venham com esse papo de 'quanto mais tosco melhor', por favor.
Com os Raconteurs a história é outra: som cheio, com punch e muito bem amparado por uma banda competente. Iam fazer bonito em qualquer desses festivais pop que vão rolar no segundo semestre.
NÃO HÁ DÚVIDAS
Corre à boca pequena que Jack White não anda lá muito interessado no White Stripes, sua banda principal. E a culpa é da sua banda paralela, o Raconteurs.
O sucesso do segundo grupo é tanto que as atenções e prioridades de Mr. White estão mudando. Quando perguntado pelo semanário NME se o próximo disco a gravar vai ser o novo do WS, ele respondeu: 'Ainda não pensei nisso'.

Jack (de chapéu), fica com os Raconteurs!
Deus queira que Jack nunca mais grave nada com os Stripes. A baterista Meg White, com aquele jeito peculiar (leia-se retardado) de ser, prejudica a evolução das músicas e inibe o talento do vocalista e guitarrista.
É falta de coordenação motora mesmo. Seu afilhado de dois anos provavelmente toca tamborzinho melhor do que ela. E não venham com esse papo de 'quanto mais tosco melhor', por favor.
Com os Raconteurs a história é outra: som cheio, com punch e muito bem amparado por uma banda competente. Iam fazer bonito em qualquer desses festivais pop que vão rolar no segundo semestre.
Escrito por Daniel Tambarotti
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29.08.06
OS MELHORES
Já está rolando a votação para eleger o melhor DJ do mundo feita pela respeitada revista britânica DJ Mag.
Existem outras listas, mas essa é a mais importante e a mais lembrada por jornalistas, mercado e fãs de música eletrônica.
Para evitar fraudes ou aqueles fãs chatos e enlouquecidos, cada pessoa só vota uma única vez. Não há nomes pré-selecionados: você pode votar no seu amigo que toca naquele barzinho ou num superstar.
Em eleições anteriores, predominaram nomes do trance e do house progressivo. Tiesto e Digweed são habitués da lista. E estilos recentes como Breakbeats e a praga (no melhor dos sentidos) do Minimal são quase ignorados. Os DJs desses estilos mal chegam perto da décima posição, apesar de toda a badalação.
A votação é aberta a leitores em todo o mundo e vai até o dia 25 de setembro. Para escolher os seus preferidos é só clicar aqui.
OS MELHORES
Já está rolando a votação para eleger o melhor DJ do mundo feita pela respeitada revista britânica DJ Mag.
Existem outras listas, mas essa é a mais importante e a mais lembrada por jornalistas, mercado e fãs de música eletrônica.
Para evitar fraudes ou aqueles fãs chatos e enlouquecidos, cada pessoa só vota uma única vez. Não há nomes pré-selecionados: você pode votar no seu amigo que toca naquele barzinho ou num superstar.
Em eleições anteriores, predominaram nomes do trance e do house progressivo. Tiesto e Digweed são habitués da lista. E estilos recentes como Breakbeats e a praga (no melhor dos sentidos) do Minimal são quase ignorados. Os DJs desses estilos mal chegam perto da décima posição, apesar de toda a badalação.
A votação é aberta a leitores em todo o mundo e vai até o dia 25 de setembro. Para escolher os seus preferidos é só clicar aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.08.06
MULTIUSO
Aproveitando essa onda de Tim Festival, vamos de Daft Punk. Como se não bastasse compor e tocar, a dupla produziu e dirigiu um filme, chamado 'Electroma'. Já passou em Cannes e deve estrear em breve.
A julgar pelo teaser que está rolando por aí, o filme é doentio. Todos os personagens usam capacetes alienígenas, iguaizinhos aos que os DJs ostentam em seus shows e entrevistas. Não tem nenhuma música dos franceses na trilha e, acredite, não há um diálogo sequer.
O pouco que dá para ver traz um clima soturno que deve muito às obras do Kubrick, o que deixa tudo muito mais saboroso.
Só eu que estou muito ansioso para ver isso?
MULTIUSO
Aproveitando essa onda de Tim Festival, vamos de Daft Punk. Como se não bastasse compor e tocar, a dupla produziu e dirigiu um filme, chamado 'Electroma'. Já passou em Cannes e deve estrear em breve.
A julgar pelo teaser que está rolando por aí, o filme é doentio. Todos os personagens usam capacetes alienígenas, iguaizinhos aos que os DJs ostentam em seus shows e entrevistas. Não tem nenhuma música dos franceses na trilha e, acredite, não há um diálogo sequer.O pouco que dá para ver traz um clima soturno que deve muito às obras do Kubrick, o que deixa tudo muito mais saboroso.
Só eu que estou muito ansioso para ver isso?
Escrito por Daniel Tambarotti
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24.08.06
ENFIM, O TIM
Saiu a escalação do melhor festival de música do país, o Tim Festival. TV on the Radio, Thievery Corporation e Beastie Boys se juntam aos nomes já confirmados. O evento acontece no Rio de Janeiro, na Marina da Glória, e vai ter edições menores em São Paulo, Curitiba e Vitória.
A seleção pop está alto nível, com Daft Punk e Yeah Yeah Yeahs à frente. O que deixou a desejar foi a programação eletrônica: poucos e inexpressivos nomes, salvando-se apenas os alemães do Booka Shade (donos do hit 'Body language') e Jason Forrest.
Isso pode ter a ver com extinção do palco Motomix, antes dedicado exclusivamente aos beats. Agora as atrações eletrônicas que invadem a madrugada do festival vão tocar no Tim Village, a área comum de convivência de quem circula pelo local do evento. Vamos ver se vai dar certo.
A data do início da venda dos ingressos (e preços) vai ser anunciada em breve. Aí abaixo está a lista completa de dias e horários dos shows nas quatro cidades.
RIO DE JANEIRO (Marina da Glória)
Dia 27
Tim Club (20h) - Ivan Lins, Jennifer Sanon, Maria Schneider
Tim Lab (22h30) - Céu, Amadou & Marian, Devendra Banhart
Tim Stage (23h) - Daft Punk
Tim Village (1h) - DJ Shantel, Maurício Valladares
Dia 28
Tim Club (20h) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden
Tim Lab (22h30) - Bonde do Rolê, TV On The Radio, Thievery Corporation
Tim Stage (23h) - Mombojó, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs
Tim Village (1h) - Booka Shade, Pet Duo
Dia 29
Tim Club (20h) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock
Tim Lab (22h30) - Marcelo Birck, The Bad Plus, Black Dice
Tim Stage (23h) - Instituto, DJ Shadow, Beastie Boys
Tim Village (1h) - DJ Jason Forrest, Camilo Rocha
SÃO PAULO (Auditório Ibirapuera e Anhembi)
Dia 27
Auditório Ibirapuera (20h30) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock
Dia 28
Auditório Ibirapuera (20h30) - Ivan Lins/Tributo, Jennifer Sanon, Maria Schneider
Dia 29
Anhembi (18h) - Mombojó, TV On The Radio, Thievery Corporation, Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk
Auditório Ibirapuera (20h30) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden
VITÓRIA (Teatro da Ufes)
Dia 27 (20h30) - Roy Hargrove
Dia 28 (20h30) - Yamandu Costa, Herbie Hancock
Dia 29 (20h30) - Amadou & Marian, Devendra Banhart
CURITIBA - Pedreira Paulo Leminski
Dia 31 (19h) - Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs, Beastie Boys
ENFIM, O TIM
Saiu a escalação do melhor festival de música do país, o Tim Festival. TV on the Radio, Thievery Corporation e Beastie Boys se juntam aos nomes já confirmados. O evento acontece no Rio de Janeiro, na Marina da Glória, e vai ter edições menores em São Paulo, Curitiba e Vitória.
A seleção pop está alto nível, com Daft Punk e Yeah Yeah Yeahs à frente. O que deixou a desejar foi a programação eletrônica: poucos e inexpressivos nomes, salvando-se apenas os alemães do Booka Shade (donos do hit 'Body language') e Jason Forrest.
Isso pode ter a ver com extinção do palco Motomix, antes dedicado exclusivamente aos beats. Agora as atrações eletrônicas que invadem a madrugada do festival vão tocar no Tim Village, a área comum de convivência de quem circula pelo local do evento. Vamos ver se vai dar certo.
A data do início da venda dos ingressos (e preços) vai ser anunciada em breve. Aí abaixo está a lista completa de dias e horários dos shows nas quatro cidades.
RIO DE JANEIRO (Marina da Glória)
Dia 27
Tim Club (20h) - Ivan Lins, Jennifer Sanon, Maria Schneider
Tim Lab (22h30) - Céu, Amadou & Marian, Devendra Banhart
Tim Stage (23h) - Daft Punk
Tim Village (1h) - DJ Shantel, Maurício Valladares
Dia 28
Tim Club (20h) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden
Tim Lab (22h30) - Bonde do Rolê, TV On The Radio, Thievery Corporation
Tim Stage (23h) - Mombojó, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs
Tim Village (1h) - Booka Shade, Pet Duo
Dia 29
Tim Club (20h) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock
Tim Lab (22h30) - Marcelo Birck, The Bad Plus, Black Dice
Tim Stage (23h) - Instituto, DJ Shadow, Beastie Boys
Tim Village (1h) - DJ Jason Forrest, Camilo Rocha
SÃO PAULO (Auditório Ibirapuera e Anhembi)
Dia 27
Auditório Ibirapuera (20h30) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock
Dia 28
Auditório Ibirapuera (20h30) - Ivan Lins/Tributo, Jennifer Sanon, Maria Schneider
Dia 29
Anhembi (18h) - Mombojó, TV On The Radio, Thievery Corporation, Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk
Auditório Ibirapuera (20h30) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden
VITÓRIA (Teatro da Ufes)
Dia 27 (20h30) - Roy Hargrove
Dia 28 (20h30) - Yamandu Costa, Herbie Hancock
Dia 29 (20h30) - Amadou & Marian, Devendra Banhart
CURITIBA - Pedreira Paulo Leminski
Dia 31 (19h) - Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs, Beastie Boys
Escrito por Daniel Tambarotti
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22.08.06
BAIXARIA POUCA É BOBAGEM
Ah, esses superstars...
Todos sabemos que por baixo de todo o glamour das estrelas tem é muita baixaria. E quem não gosta de uma fofoca? Pensando nisso, a esperta e bacana revista americana Blender resolveu mapear tudo de maneira muito eficiente: fez um A a Z com os melhores e mais divertidos escândalos sexuais do showbiz.
Tem a onipresente Paris Hilton, o famoso vídeo pornô de Pamela Anderson e Tommy Lee, as estranhas práticas sexuais dos Michael Hutchence (INXS) e Jackson. Lembra aquela festinha desinibida do Freddie Mercury? E a história do 'teatro' do Marilyn Manson? Estão lá. Além de muito álcool, drogas e, claro, Madonna.
Tudo isso embalado num texto divertido, sarcástico sem se tornar over, e que flui que é uma beleza. Dá uma passada por lá que, depois de ler a matéria, você vai ter assunto até mais ou menos o Natal.
BAIXARIA POUCA É BOBAGEM
Ah, esses superstars...
Todos sabemos que por baixo de todo o glamour das estrelas tem é muita baixaria. E quem não gosta de uma fofoca? Pensando nisso, a esperta e bacana revista americana Blender resolveu mapear tudo de maneira muito eficiente: fez um A a Z com os melhores e mais divertidos escândalos sexuais do showbiz.
Tem a onipresente Paris Hilton, o famoso vídeo pornô de Pamela Anderson e Tommy Lee, as estranhas práticas sexuais dos Michael Hutchence (INXS) e Jackson. Lembra aquela festinha desinibida do Freddie Mercury? E a história do 'teatro' do Marilyn Manson? Estão lá. Além de muito álcool, drogas e, claro, Madonna.
Tudo isso embalado num texto divertido, sarcástico sem se tornar over, e que flui que é uma beleza. Dá uma passada por lá que, depois de ler a matéria, você vai ter assunto até mais ou menos o Natal.
Escrito por Daniel Tambarotti
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