25.09.06


GUITARRAS À FRENTE DE NOVO, POR FAVOR

Uma guitarra velha, uma camisa de flanela, tédio e um cenário pop insosso foram os ingredientes que Kurt Cobain precisou para quebrar regras e fazer 'Nevermind', o disco que deu outra (e talvez última) cara ao rock em 91 e que está completando 15 anos hoje.

Escrito por Daniel Tambarotti
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21.09.06

ANTHONY ROTHER MOSTRA COM QUANTOS QUILOS DE EQUIPAMENTO SE FAZ UM ELECTRO DO BOM

O electro é um bicho estranho. Nasceu no íncio dos anos 80 com a apropriação das melodias gélidas dos europeus (mais notadamente aquelas feitas pelos alemães do Kraftwerk) pelos produtores de hip-hop oldschool de Nova York - 'Planet Rock', do Afrika Bambaataa, é o marco zero. E, vinte anos depois, perdeu a inclinação rap/gueto, ganhou pose, purpurina, assumiu a atitude glam com orgulho e voltou às pistas de dança sob a alcunha de electroclash.

Neste fim de semana, São Paulo e Rio de Janeiro vão poder conferir ao vivo o homem que faz a ponte entre estas duas escolas distintas deste estilo: o alemão Anthony Rother traz sua turnê ao país e se apresenta na sexta, dia 22, dentro do tradicional projeto Technova, do clube Lov.e. E os cariocas vão conferir o alemão em ação no Jockey Club, dia 23.

Esta é a segunda vez do DJ no Brasil: ele se apresentou no festival Skol Beats de 2005, num horário ingrato, e passou batido pela maioria do público. Falando de Frankfurt, Rother disse como vão ser as apresentações por aqui. 'Tocar num festival é diferente de tocar num clube fechado, é mais difícil se conectar com as pessoas. Em compensação, é incrível quando acontece aquela gritaria imensa'.

'Já (tocar) num clube... fica tudo mais perto, você consegue ouvir o que as pessoas falam. Portanto, é mais fácil saber se estão gostando ou não. Mas não tenho preferências, gosto das duas situações'. E continua: 'Vou sentir a vibe do público e fazer um mix dos meus últimos discos, 'Popkiller' e 'Sex with the machines''.



Rother vai trazer cerca de 200kg de equipamentos para seu live PA (ou seja, vai tocar suas músicas ao vivo). A propósito, ele se recusa a fazer um set com laptops, por isso essa quantidade imensa de aparelhagem. 'Dessa maneira crio e toco minhas músicas ao vivo. Gosto de trabalhar rodeado de máquinas, é físico, me sinto como uma extensão da minha música. De outra forma me sentiria limitado',

Sobre moda do electroclash (Fischerspooner, Miss Kittin e congêneres), odiada por uns e louvada por muitos outros, o produtor adota uma postura política. 'Na verdade, não me importo. O electroclash colocou novas idéias no estilo, faz parte do movimento. É válido porque o tornou mais popular', diz ele, numa posição tranqüila de quem aproveitou a popularidade sem precisar se lambuzar de glitter e maquiagem.

Entre um beat e outro, o rapaz ainda é um pregador contra a mesmice. 'A música eletrônica hoje passa por um momento muito bom. Está tudo mixado, misturado, muitos estilos diferentes num mesmo set. Isso é muito saudável, refresca a cena e recupera alguns projetos e bandas esquecidas, como o próprio Kraftwerk', martela ele do alto do posto de quem obteve a rara permissão dos próprios integrantes do Kraftwerk para remixar uma música do quarteto robótico.

E DJs brasileiros, Rother, conhece algum? 'Bom, não muitos...', diz envergonhado. E não demora para se justificar: 'O Brasil fica muito distante de mim, é difícil acompanhar. Mas acho que agora é uma boa oportunidade de começar a conhecer. Soube que o Brasil tem uma cena bastante movimentada'.


Escrito por Daniel Tambarotti
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19.09.06

ADMIRÁVEL...

1) Mundo novo

2) Mundo empoeirado

3) Mundo caindo aos pedaços

*

Será esse o início dos novos tempos? Como hoje estou num dia extremamente otimista (sabe-se lá por quê), acho que sim.

Escrito por Daniel Tambarotti
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15.09.06

PROBLEMAS COM INFRA E SOM RUIM NÃO ESTRAGAM A FESTA DO FRANZ NO RIO

O Franz Ferdinand entrou no palco ontem com uma missão difícil e curiosa: tinham como principais adversários eles próprios e precisariam se esforçar muito para tentar superar o show que fizeram no Circo Voador em fevereiro.

Fizeram um show divertido, cheio de energia e sorrisos. Mas nem toda a animação foi suficiente para superar a apresentação anterior (aquela piada de abrir para o U2 não conta). Dessa vez, o lugar e a responsabilidade eram maiores - a Fundição Progresso tem no mínimo o dobro do tamanho do Circo. E além de tudo, dois problemas quase estragaram a festa.

Já na primeira música, 'This boy', o primeiro problema: um som horroroso. Ouvia-se bem os instrumentos, mas a voz de Kapranos ficou perdida lá no fundo, sendo abafada pela cantoria desafinada da galera.

Duas músicas depois, o segundo estresse. A grade que separa o povo do palco começou a ceder - a turba pulava enlouquecida - e estava prestes a acontecer um acidente quando uma pessoa da produção foi ao microfone e avisou que havia um problema, pedindo cuidado.

Kapranos emendou e alertou: 'Estamos aqui para nos divertir, ninguém tem que se machucar. Por favor tenham cuidado'. Mexe daqui, corre dali e a banda saiu do palco para que a história fosse resolvida.

Cerca de 15 minutos depois, com o calor derretendo a paciência, o grupo retornou e aí foi só felicidade. Entre as músicas, muito papo e agradecimentos. 'É muito bom estar de volta. Vocês são o nosso melhor público', disparou o sorridente vocalista.



Entre os hits, 'Do you want to' talvez seja o que mais tem força ao vivo, tal era a vontade com que o púbico pulava e cantava. No meio de 'Walk away', um parabéns para o baterista. No solo de '40 ft', citação de 'Seven nation army', do White Stripes. Antes do final com 'This fire', uma jam-batucada ensadecida do baterista com dois roadies.

Depois disso tudo, os velhos clichês bandeira do Brasil estendida, baquetas para a platéia, adolescentes gritalhonas no gargarejo nem chegam a incomodar. No caso do Franz, ontem, serviram para completar a festa.



P.S.: Quer saber quais séries de TV a banda mais gosta de assistir? É só clicar aqui

Fotos: Kadu di Calafiori/site Ego

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.09.06

O VILLAGE PEOPLE INDIE

Tudo bem, tudo bem, confesso que o título não é meu, foi dito por uma amiga. Resolvi usar porque resume perfeitamente o que é o OK GO, a banda mais comentada do momento.

O quarteto está bombando lá fora por conta de seus vídeos, todos comicamente coreografados e feitos de um tacada só, sem cortes. A música, um rockzinho legal e descompromissado, acaba ficando em segundo plano.



Rejeitados pela MTV, os caras resolveram soltar os clipes no YouTube e fizeram um concurso de imitação das dancinhas. Sucesso instantâneo e fenômeno global.

Desse jeito, é melhor Deborah Colker, Cirque du Soleil e Grupo Corpo abrirem o olho. O OK GO está na área.

Divirta-se aqui:

'Million ways to be cruel' - O início da febre

'Here it goes again' - Insanidades em esteiras de academia


Escrito por Daniel Tambarotti
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13.09.06

DEZ ANOS SE PASSARAM...

E Blur e Oasis ainda estão brigando. Contextualizando: logo após Kurt Cobain sepultar o grunge com um tiro na cabeça, os branquelos ingleses colocaram o britpop em cena, com cabelos e melodias à la Beatles embebidos em arrogância, muita arrogância. Fizeram bem. Roqueiros ingleses dominaram as paradas e as vendas na segunda metade dos anos 90.

Capitaneando a turma estavam os já citados Blur e Oasis, que também protagonizaram uma briga feroz por vendas e, sobretudo, holofotes. No tempo livre, vomitavam ofensas mútuas via imprensa. Um prato cheio para os semanários musicais e os tablóides.



Blur: sem cair na mesmice

E nesse circo todo, o Blur sempre se deu melhor. Artisticamente melhor. Enquanto os irmãos Gallagher arrastavam o Oasis com brigas, polêmicas vazias e chupação explícita da obra de Lennon & MacCartney, Damon Albarn e Graham Coxon preferiam fazer música boa e diversificar a fonte de 'influências'.

Eis que agora a história se repete. As brigas nos jornais não existem mais, mas as posturas são as mesmas. Albarn deu um tempo do Blur e conquistou o mundo no ombro do Gorillaz, que começou como uma brincadeira e se tornou um fenômeno global. Incansável, o rapaz agora vem com outra.



Gorillaz: brincadeira que virou febre

O nome do grupo (e que grupo!) é The Good, The Bad and The Queen. Damon ressuscitou Paul Simonon, ex-baixista do Clash, o veterano da bateria Tony Allen e o ex-guitarrista do Verve Simon Tong. Para completar o time galáctico, o atual midas pop Dangermouse (metade do Gnarls Barkley) é quem produz.

O mistério é total: apenas um punhado de felizardos ouviu as músicas da banda. 'Tem pitadas de soul, trilhas sonoras e pop dos anos 60', disse a revista Mojo. O público vai poder dar seu parecer no fim de outubro, quando o grupo vai tocar pela primeira vez ao vivo todas as faixas do disco num evento promovido pela BBC.


Oasis: será o fim?

Enquanto isso, o Oasis se prepara para lançar um empolgante (ler com ironia) best of. Não precisava. As melhores dos Gallagher estão em 'Definitely maybe', o primeiro deles. E, como não podia deixar de ser, apelaram para atrair atenção.

Fizeram um mistério enorme para divulgar as faixas que comporiam a coletânea. Agora que abriram o jogo, descobriu-se que 'Stop the clocks', a única inédita que desenterraram e também faixa-título, não faz parte dele.

A assessoria do grupo faz questão de ressaltar que eles já trabalham em material inédito e que isso não é o fim do grupo. Mas bem que poderia.

Escrito por Daniel Tambarotti
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11.09.06


TIM FESTIVAL - INGRESSOS

Pode coçar o bolso, começa amanhã, dia 12 de setembro, a venda de ingressos para o Tim Festival. E como a história dos anos anteriores deve se repetir dessa vez, é bom garantir logo os seus. Pois, apesar do preço salgado, correria é grande e os ingressos para os principais shows se esgotam em poucos dias.

Um detalhe financeiro: é a primeira vez que um show de artista pop (no caso, o Daft Punk) sai mais caro que os shows do palco dedicado ao jazz tradicional. Sinal dos tempos.

Quem comprar pela internet terá que desembolsar uma taxa de 20% sobre o valor do ingresso. Para entregas em casa, a Ticketmaster cobra um valor fixo de R$ 10. E quem preferir retirar na bilheteria no dia do show, o valor do serviço cai para R$ 4.

Para compras via telefone, o número para contato é o (11) 6846-6000 (para a cidade de São Paulo) e 0300 789-6846 para outras cidades, de segunda a sábado, das 9h às 21h.

Veja abaixo onde comprar:

Rio de Janeiro: Fnac/BarraShopping (Av. das Américas 4.666 loja B 101/116, Barra da Tijuca); Modern Sound (Rua Barata Ribeiro, 502, Copacabana); Posto Ipiranga Botafogo (R. Real Grandeza 332/336, Botafogo); Posto Ipiranga Lagoa (Av. Epitácio Pessoa 3.666, Lagoa); Posto Ipiranga Jockey (Av. Bartolomeu Mitre 1.361, Gávea)

São Paulo: Saraiva Megastore/MorumbiShopping (Av. Roque Petrônio Jr. 1089, Morumbi); Saraiva Megastore/Shopping Center Norte (Travessa Casalbuono 120/loja 400, Vila Guilherme); Saraiva Megastore/Shopping Eldorado (Av. Rebouças 3.970, Pinheiros); Citibank Hall (Alameda dos Jamaris 213, Moema); Siciliano/Vila Olímpia (Av. Cardoso de Melo 630); Fnac/Pinheiros (Av. Pedroso de Morais 858, Pinheiros); Fnac/Jardins (Av. Paulista 901, Jardins); Teatro Abril (Av. Brigadeiro Luiz Antonio 411, Bela Vista)

Curitiba: Fnac/ParkShopping Barigui (Av. Professor Pedro Parigot de Souza 600/loja 101); Siciliano/Shopping Muller (Av. Candido de Abreu, 127, Centro Cívico)

Vitória: Teatro da Universidade Federal do Espírito Santo (Av. Fernando Ferrari, 514, Goiabeiras)

Campinas: Fnac/Shopping Parque Dom Pedro (Av. Guilherme Campos 500/ loja A 017)

Santo André: Posto Ipiranga Gravatinha (Av. Portugal 1756)

Brasília: Fnac/ParkShopping (SAI/SO Área 6580, entrada C1)

Vendas para estudantes e maiores de 60 anos: 50% do preço do ingresso, mediante apresentação da carteira de estudante atualizada ou carnê escolar e carteira de identidade, na hora da compra do bilhete e no acesso ao espetáculo. Os ingressos para estudantes e maiores de 60 anos poderão ser adquiridos nos pontos de vendas acima listados.


Preços dos ingressos:

Marina da Glória - Rio de Janeiro

TIM Club: R$ 140 (mesa, preço por pessoa); TIM Lab: R$ 80 (pista); TIM Village: R$ 20 (pista); TIM Stage dia 27/10: R$ 150 (pista); TIM Stage dias 28 e 29/10: R$ 120 (pista)


Auditório Ibirapuera - São Paulo
R$ 160 (poltrona)


Anhembi - São Paulo
R$ 180 (pista)


Teatro da UFES/Campus Universitário das Goiabeiras - Vitória
R$ 80 (poltrona)


Pedreira Paulo Leminski - Curitiba
R$ 80 (pista)


Escrito por Daniel Tambarotti
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06.09.06


QUANDO O ÓBVIO É A SURPRESA

Deu o esperado. O que não deixa de ser estranho.

Os Arctic Monkeys levaram o Mercury Prize, o prêmio mais importante da música britânica. E também um chequinho generoso de 20 mil libras.

O grupo era o favorito nas bolsas de aposta, seguido de perto pela banda The Guillemots e pelo cantor Thom Yorke, vocalista do Radiohead, com seu primeiro disco solo.



Alex Turner recebe o troféu

Parte da imprensa britânica ficou surpresa com a escolha, uma vez que o júri do Mercury é conhecido por raramente conceder o prêmio ao favorito ou a um disco campeão de vendas: é sempre um nome inesperado que sai vitorioso.

Os Monkeys podem não ser a oitava maravilha do mundo, mas injetaram energia no rock, mexeram com o mercado ao ganharem um séquito gigantesco de fãs via internet apenas e têm uma inclinação pop que garante suas músicas em alta rotação nos rádio e MTV. Além de terem entrado para a história com o álbum de estréia que mais vendeu.


Escrito por Daniel Tambarotti
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05.09.06


APROVEITANDO A DEIXA

Já que o Interpol não se mexeu para fazer um segundo disco à altura do primeiro, o Killers, com apelo tão pop quanto só que sem a arrogância nova-iorquina, apareceu forte com 'Somebody told me'.



Depois do sucesso dessa e de 'Mr. Brightside', a banda volta à cena com a sensacional 'When you were young', o primeiro single do CD novo. O clipe já está em alta rotação e o grupo desfilou as guitarras numa penca de festivais do verão europeu.

A distorção continua no comando, o refrão tem o teor chiclete ideal e o vocal de Brandon Flowers carrega no drama sem perder o ponto. Já ganhou o posto de música da semana. Dá uma conferida.


Escrito por Daniel Tambarotti
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04.09.06

TERCEIRA VIA



Os britânicos andam preocupados com o (pouco) interesse dos jovens em arte contemporânea. Diante da constatação de que a geração atual não é das mais assíduas em museus e exposições, o importante museu Tate Modern resolveu apelar para a música pop para atrair um público mais jovem.

Oito bandas/músicos/cantores aceitaram o desafio de compor uma música que servisse de trilha sonora para qualquer dos trabalhos expostos no museu. A escolha das obras ficou totalmente ao gosto dos fregueses.

Entre os que toparam a experiência estão os Chemical Brothers, que "sonorizaram" a obra "Torso in Metal from The Rock Drill", de Jacob Epstein, e o ex-guitarrista do Blur, Graham Coxon, que compôs para o quadro "Meryon", do pintor Franz Kline.

Se a moda pega... Já imaginou para quais obras serviriam as músicas do Arnaldo Antunes, por exemplo? Hahahaha



Escrito por Daniel Tambarotti
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30.08.06


NÃO HÁ DÚVIDAS

Corre à boca pequena que Jack White não anda lá muito interessado no White Stripes, sua banda principal. E a culpa é da sua banda paralela, o Raconteurs.

O sucesso do segundo grupo é tanto que as atenções e prioridades de Mr. White estão mudando. Quando perguntado pelo semanário NME se o próximo disco a gravar vai ser o novo do WS, ele respondeu: 'Ainda não pensei nisso'.


Jack (de chapéu), fica com os Raconteurs!

Deus queira que Jack nunca mais grave nada com os Stripes. A baterista Meg White, com aquele jeito peculiar (leia-se retardado) de ser, prejudica a evolução das músicas e inibe o talento do vocalista e guitarrista.

É falta de coordenação motora mesmo. Seu afilhado de dois anos provavelmente toca tamborzinho melhor do que ela. E não venham com esse papo de 'quanto mais tosco melhor', por favor.

Com os Raconteurs a história é outra: som cheio, com punch e muito bem amparado por uma banda competente. Iam fazer bonito em qualquer desses festivais pop que vão rolar no segundo semestre.


Escrito por Daniel Tambarotti
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29.08.06

OS MELHORES

Já está rolando a votação para eleger o melhor DJ do mundo feita pela respeitada revista britânica DJ Mag.

Existem outras listas, mas essa é a mais importante e a mais lembrada por jornalistas, mercado e fãs de música eletrônica.

Para evitar fraudes ou aqueles fãs chatos e enlouquecidos, cada pessoa só vota uma única vez. Não há nomes pré-selecionados: você pode votar no seu amigo que toca naquele barzinho ou num superstar.

Em eleições anteriores, predominaram nomes do trance e do house progressivo. Tiesto e Digweed são habitués da lista. E estilos recentes como Breakbeats e a praga (no melhor dos sentidos) do Minimal são quase ignorados. Os DJs desses estilos mal chegam perto da décima posição, apesar de toda a badalação.

A votação é aberta a leitores em todo o mundo e vai até o dia 25 de setembro. Para escolher os seus preferidos é só clicar aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.08.06


MULTIUSO

Aproveitando essa onda de Tim Festival, vamos de Daft Punk. Como se não bastasse compor e tocar, a dupla produziu e dirigiu um filme, chamado 'Electroma'. Já passou em Cannes e deve estrear em breve.

A julgar pelo teaser que está rolando por aí, o filme é doentio. Todos os personagens usam capacetes alienígenas, iguaizinhos aos que os DJs ostentam em seus shows e entrevistas. Não tem nenhuma música dos franceses na trilha e, acredite, não há um diálogo sequer.

O pouco que dá para ver traz um clima soturno que deve muito às obras do Kubrick, o que deixa tudo muito mais saboroso.


Só eu que estou muito ansioso para ver isso?


Escrito por Daniel Tambarotti
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24.08.06

ENFIM, O TIM

Saiu a escalação do melhor festival de música do país, o Tim Festival. TV on the Radio, Thievery Corporation e Beastie Boys se juntam aos nomes já confirmados. O evento acontece no Rio de Janeiro, na Marina da Glória, e vai ter edições menores em São Paulo, Curitiba e Vitória.

A seleção pop está alto nível, com Daft Punk e Yeah Yeah Yeahs à frente. O que deixou a desejar foi a programação eletrônica: poucos e inexpressivos nomes, salvando-se apenas os alemães do Booka Shade (donos do hit 'Body language') e Jason Forrest.

Isso pode ter a ver com extinção do palco Motomix, antes dedicado exclusivamente aos beats. Agora as atrações eletrônicas que invadem a madrugada do festival vão tocar no Tim Village, a área comum de convivência de quem circula pelo local do evento. Vamos ver se vai dar certo.

A data do início da venda dos ingressos (e preços) vai ser anunciada em breve. Aí abaixo está a lista completa de dias e horários dos shows nas quatro cidades.

RIO DE JANEIRO (Marina da Glória)

Dia 27
Tim Club (20h) - Ivan Lins, Jennifer Sanon, Maria Schneider
Tim Lab (22h30) - Céu, Amadou & Marian, Devendra Banhart
Tim Stage (23h) - Daft Punk
Tim Village (1h) - DJ Shantel, Maurício Valladares

Dia 28
Tim Club (20h) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden
Tim Lab (22h30) - Bonde do Rolê, TV On The Radio, Thievery Corporation
Tim Stage (23h) - Mombojó, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs
Tim Village (1h) - Booka Shade, Pet Duo

Dia 29
Tim Club (20h) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock
Tim Lab (22h30) - Marcelo Birck, The Bad Plus, Black Dice
Tim Stage (23h) - Instituto, DJ Shadow, Beastie Boys
Tim Village (1h) - DJ Jason Forrest, Camilo Rocha


SÃO PAULO (Auditório Ibirapuera e Anhembi)

Dia 27
Auditório Ibirapuera (20h30) - Stefano Bollani, Ahmad Jamal, Herbie Hancock

Dia 28
Auditório Ibirapuera (20h30) - Ivan Lins/Tributo, Jennifer Sanon, Maria Schneider

Dia 29
Anhembi (18h) - Mombojó, TV On The Radio, Thievery Corporation, Yeah Yeah Yeahs, Daft Punk

Auditório Ibirapuera (20h30) - André Mehmari Trio, Roy Hargrove, Charlie Haden


VITÓRIA (Teatro da Ufes)
Dia 27 (20h30) - Roy Hargrove
Dia 28 (20h30) - Yamandu Costa, Herbie Hancock
Dia 29 (20h30) - Amadou & Marian, Devendra Banhart


CURITIBA - Pedreira Paulo Leminski
Dia 31 (19h) - Nação Zumbi, DJ Shadow, Patti Smith, Yeah Yeah Yeahs, Beastie Boys
Escrito por Daniel Tambarotti
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22.08.06


BAIXARIA POUCA É BOBAGEM

Ah, esses superstars...

Todos sabemos que por baixo de todo o glamour das estrelas tem é muita baixaria. E quem não gosta de uma fofoca? Pensando nisso, a esperta e bacana revista americana Blender resolveu mapear tudo de maneira muito eficiente: fez um A a Z com os melhores e mais divertidos escândalos sexuais do showbiz.

Tem a onipresente Paris Hilton, o famoso vídeo pornô de Pamela Anderson e Tommy Lee, as estranhas práticas sexuais dos Michael Hutchence (INXS) e Jackson. Lembra aquela festinha desinibida do Freddie Mercury? E a história do 'teatro' do Marilyn Manson? Estão lá. Além de muito álcool, drogas e, claro, Madonna.

Tudo isso embalado num texto divertido, sarcástico sem se tornar over, e que flui que é uma beleza. Dá uma passada por lá que, depois de ler a matéria, você vai ter assunto até mais ou menos o Natal.


Escrito por Daniel Tambarotti
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