04.12.06


RADIOHEAD ESTRANHO, MUITO ESTRANHO

Aproveitando a notícia de que há (mais uma) negociação para se trazer o Radiohead para shows no país, vai lá embaixo um vídeo MUITO curioso para quem gosta das músicas estranhas e bonitas da banda.

A obra do grupo inglês foi a fonte de inspiração para o time do Arizona num campeonato de bandas lá nos EUA. Bandas, sim... mas não aquelas a que estamos acostumados, com guitarra, baixo e bateria. Estamos falando aqui daquelas marching bands com duzentos instrumentos de sopro, maestro, etc.



Entre as músicas do show (?) estão 'Airbag', 'Karma Police', 'National anthem' e 'Let down', entre outras. E tudo funciona incrivelmente bem, pode acreditar.

Vale registrar que é uma característica da Universidade do Arizona basear suas performances em obras de artistas pop como Led Zeppelin, Talking Heads, Red Hot Chili Peppers e Smashing Pumpkins, por exemplo.

Os vídeos do Radiohead estão divididos em três partes. No primeiro link aí embaixo estão as partes 1 e 2 juntas. O segundo link traz a parte três.

Marching Band toca Radiohead - Partes 1 e 2.

Marching Band toca Radiohead - Parte 3.


Escrito por Daniel Tambarotti
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02.12.06

MAGIC NUMBERS AFUNDA EM SEGUNDO DISCO

Vai aí embaixo resenha escrita para o G1 sobre 'Those the brokes', o novo CD do quarteto inglês.

*

O mundo necessita de bandas fofinhas com um quê de hippies felizes. O Belle & Sebastian já teve sua vez há uns anos e, mais recentemente, o Magic Numbers assumiu o posto após a derrocada do combo escocês.

O quarteto de gordinhos acaba de colocar na rua o segundo disco, "Those the brokes", com a responsabilidade de superar a ótima estréia, um sucesso comercial e de crítica.

Sob a já conhecida pressão do segundo disco, o Magic Numbers sucumbiu e o máximo que conseguiu foi chegar a uma pálida versão do primeiro CD. Estão lá todos os elementos que fizeram o MN cair no gosto do povo: as cordas, as baladas, o clima "vamos dar as mãos e cantar juntos".


Pra que tanta pose?

E justamente por fazerem mais do mesmo, sem ousar nem um tiquinho, que "Those the brokes" não merece seu tempo. A fofura genuína de "Forever lost" ou de "Love's a game" se diluiu e virou açúcar: o CD é uma baba. Outro ponto contra fica com a duração das músicas: são 13 faixas no total e seis delas passam dos cinco minutos. Haja paciência!

Existem até umas duas ou três músicas bonitinhas ali no meio, mas nada que vá mantê-los com o troféu da "Banda fofa preferida da galera". Está na hora da fila andar. Nota: 4.

Ouça essas:
"Running out"
"This is a song"



Escrito por Daniel Tambarotti
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01.12.06

COLDPLAY VOLTA AO BRASIL EM 2007

Chris Martin e cia. vão fazer uma nova turnê pela América Latina no início do ano que vem, e o Brasil está na rota, diz a gravadora da banda. O Coldplay também toca no Chile, na Argentina e no México.

De acordo com o comunicado oficial, o formato dos shows vai ser mais intimista e vai servir testar as músicas inéditas que vão entrar no próximo álbum.



A decisão de passar novamente pela América Latina foi tomada pela própria banda, uma vez que os rapazes ficaram impressionados com a recepção que tiveram durante a apresentações que fizeram por aqui em 2003.

Aí vai reproduzida a declaração oficial da banda: "Nos divertimos tanto na visita anterior à América Latina que lá nos pareceu o lugar perfeito para mostrar pela primeira vez algumas de nossas novas músicas. É uma parte do mundo que nós amamos e esperamos que esses shows tornem-se tão memoráveis para os fãs quanto temos certeza de que serão para nós".

Os ingressos passam a ser vendidos a partir de 4/12. As datas no Brasil são essas: 26, 27, 28 de fevereiro, na Via Funchal, em São Paulo.

Agora, deixe-me fazer duas perguntinhas necessárias:

1) Três datas em São Paulo e nenhuma no Rio?
2) Vamos ver aquele show nota 6 novamente, ou o Chris Martin vai dar um jeito na situação?


Escrito por Daniel Tambarotti
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29.11.06

ENCICLOPÉDIA

É hora de mostrar se você é mesmo esse sabichão todo quando o assunto é música, mais particularmente o hip hop. Quem dá a dica é a galera do Popcorner.

O jogo Sampla separa um trecho de uma música antiga, geralmente um exemplar de soul ou funk 70. E cabe a você descobrir, dentre quatro opções e no espeçado de 1 minuto apenas, qual grupo ou artista a usou em alguma de suas produções.



Que trio usou a tosse famosa de 'Sweat leaf', do Black Sabbath? E quem fez rima em cima da base de 'It's your thing', do Lou Donaldson?

Ficou curioso? Então vai lá e tenta quebrar o recorde do jogo.


Escrito por Daniel Tambarotti
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28.11.06

'HUSTLER'

O Simian Mobile Disco fez a música mais legal do ano.

A música mais legal do ano ganhou o clipe mais legal e polêmico do ano.

E o You Tube já entrou com uma advertência e tudo. Essas meninas não são mole mesmo, hein...

Clica na foto para assistir.



Escrito por Daniel Tambarotti
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22.11.06

RICHIE HAWTIN NO BRASIL

É isso aí. O pai do som minimalista, a última onda a varrer as pistas da Europa, vem ao país mais uma vez. Richie Hawtin toca no Rio de Janeiro dia 2 de dezembro, dentro da edição especial de dois anos da festa Moo.

Hawtin traz seus beats para um casarão clássico no centro antigo da cidade. Vai ser curiosa a mistura do som ultratecnológico do DJ (ele é patrocinado pela Ableton, marca dona do programa Live, usado e querido por 11 em cada 10 DJs) com o cenário clássico do Rio. Promete.

Vale o registro de que o produtor canadense está na estrada há cerca de 15 anos e, desde então, vem se reinventando com uma infinidade de codinomes e projetos diferentes, sendo o mais famoso deles o alterego de Plastikman.

Sob este disfarce, fez a faixa que é considerada o marco inicial do minimal techno, a épica 'Spastik'. Segundo o próprio disse à revista inglesa Mixmag, 'Fiz essa música após ser transportado para outro mundo durante um set do Derrick May em 92. Mantive na cabeça a idéia de desnudar o techno até chegar unicamente a seus elementos essenciais, mas sem perder a energia e a vibração da música'.



Hawtin vive em Berlim, hoje um importante pólo produtor de música eletrônica, e comanda de lá dois selos importantes: Plus8 e M-nus, sendo este último a gravadora-símbolo da cena minimalista e celeiro de novos nomes como Troy Pierce, Ricardo Villalobos e Magda.


Escrito por Daniel Tambarotti
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21.11.06

E DEU TUDO CERTO

Quem não foi achando que ia enfrentar uma roubada, perdeu. A edição carioca do Creamfields, realizada em Xerém (KM 1 da Rio-Petrópolis para os organizadores), foi uma festa que tinha tudo para dar errado, mas arrebentou. A organização diz que 12 mil pessoas compareceram e que a Fazenda Ana Dantas está aprovadíssima. A data para edição do ano que vem já está marcada: 10 de novembro. As fotos do show estão no pé do post.

MANDOU BEM:

- Infra-estrutura - Apesar de longe, fácil de chegar. Estacionamento gigantesco e organizado. Nenhuma fila nos banheiros ou bares.

- Underworld - 'Born slippy' foi mágico: as pessoas se abraçaram, choraram, cantaram juntas. Só o momento 'viajante' do meio pro final que poderia ter sido evitado.

- Tenda de psy-trance - Serviu para manter a playboyzada longe.


MANDOU MAL:

- Sasha - Não me lembro da última vez que vi um set tão chato, sem vida e sem pressão. Muita empáfia em cima do palco e pouca preocupação com a animação da pista. O mais engraçado eram os gritos de 'Cadê a Xuxa para levar a Sasha para casa?'

- Som da tenda principal - Não sei se foi a cobertura do local ou má equalização mesmo, mas para quem ficava do meio para trás, estava bem baixo.

- Tenda psy-trance - Alguém consegue dançar ali por mais de 20 minutos?


Karl Hyde socoleja pra lá e pra cá


'Shouting lager, lager, lager!'


Underworld concentrado


Mais Underworld


Fotos: Fábio Mergulhão

Escrito por Daniel Tambarotti
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16.11.06


SHOWS DO UNDERWORLD NO BRASIL VÃO SER PURO IMPROVISO

Existem os que foram predestinados a ser alternativos. Outros, como o Underworld, optaram por esse estilo de vida à margem do mainstream. E é justamente nesse momento outsider da carreira que a dupla vem pela primeira vez ao Brasil. São Paulo já viu ontem. E no próximo sábado é a vez dos cariocas. Eles são os últimos dos grandes da música eletrônica a aterrissar no país.

Por telefone, falando de sua casa em Londres, Karl Hyde conta que os shows no Brasil vão ser puro improviso. "Não temos setlist e nem ensaiamos. Vamos moldando a apresentação dependendo da resposta do público ao andamento do show", diz o vocalista, revelando o método de trabalho. "Se deixarem, faço três horas de show, mas sei que num festival isso é impossível", lamenta, referindo-se à etapa carioca do megafestival Creamfields.

Levar as músicas dos discos para o palco é um parto. "São meses de preparação. Tudo é muito pensado, algumas músicas precisam ser adaptadas. Nesse caminho, a gente acaba tendo que aprender a tocá-las ao vivo. É toda uma nova experiência", garante.



Depois de passear pelas paradas multimilionárias de sucesso na segunda metade dos anos 90 graças a 'Born slippy', a música mais importante para toda uma geração eletrônica, incluída na trilha de "Trainspotting", Karl Hyde e Rick Smith (o DJ Darren Emerson saiu em 2000) estão diversificando as atividades. Sendo a mais importante delas o Riverrun Project, uma cartada ousada que usa a internet como quartel-general.

"Nosso último álbum é de 2003, 'A hundred days off'. Desde então, não temos contrato com gravadoras. Mas continuamos a compor sem parar e estávamos de saco cheio do esquema oficial", afirma. E continua: "Assim, achamos que a melhor maneira de escoar essa produção seria através do nosso site, falando direto com o público, sem intermediários", explica.

Essa nova fase ganhou o nome de Riverrun Project e as músicas que dela fazem parte passaram a exemplificar um novo conceito. "Nos moldamos a partir da total liberdade que a internet oferece, estávamos cansados do formato CD. As canções ficaram mais longas e experimentais", diz Hyde. "É legal mostrar esse processo criativo aos fãs", completa. O único meio de adquirir tais músicas é via web, através de download pago.

Então quer dizer que Underworld em CD nunca mais? "Calma (risos). Estamos em negociação para lançarmos um álbum novo no ano que vem, já temos algumas coisas 'normais' prontas. E as que não se encaixarem no disco, entram no site, fazendo a obra crescer".

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.11.06

VAZOU

está na rede o disco novo do Bloc Party. Muito aguardado, 'A weekend in the city' está previsto para chegar às lojas no longínquo mês de fevereiro de 2007. O toque é do comparsa que mora aqui.



Essa história a gente já conhece. Agora, muito provavelmente, a banda vai dizer que as músicas que estão circulando por aí ainda não estão finalizadas e que no CD vai ser tudo diferente.

Balela.

Se rolarem mudanças, serão quase imperceptíveis ao ouvinte médio. As músicas já têm cara de versão final, já mixadas. E a lista e ordem das faixas batem com o que o próprio grupo vem declarando em entrevistas. Vale registrar que a qualidade dos arquivos para download está muito boa.

O Bloc Party é uma das bandas mais bacanas da geração pós-Strokes. Fazem um som poderoso, cheio, com destaque para a liderança das guitarras e melodias. Além de contar com o estupendo Kele Okereke, o negão do vocal. Ganharam moral, fãs e dinheiro com 'A silent alarm', a estréia, em 2005.

Vai correr atrás do seu!


Escrito por Daniel Tambarotti
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09.11.06

PRINCE É O CARA

Entediado com a pasmaceira do pop atual, e a fim de embolsar uns caraminguás, Prince vai abrir um nightclub em Las Vegas, onde vai fazer duas apresentações ao vivo por semana. O nome do lugar é 3121, o mesmo nome de seu mais recente e muito bom disco. Celine Dion e Tony Bennett, que também mantêm residência na cidade, já estão tremendo.

*

PAUL WELLER É O CARA TAMBÉM

O homem mais influente do rock inglês de todos os tempos faz aqui uma listinha das músicas que estão bombando no seu iPod. E como Mr. Weller sabe que pedra que rola não cria limo, só há bandas novas bacanas no ouvido do tiozinho. Dá uma conferida e corre para baixar.

*

MOBY NÃO É MAIS O CARA

Acho que o Moby já era. Como é ruim essa música nova dele com a Debbie Harry, 'New York, New York'. Inspiração zero: a voz dela soa velha e não combinou nada com o instrumental fraco feito pelo produtor. Tomara que esse tempo na carreira para lançar essa coletânea sirva para o rapaz dar uma repensada nesse exagero de politicamente correto.

Escrito por Daniel Tambarotti
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07.11.06

ESSE TAL DE ROCK 'N' ROLL

Reproduzo aqui notícia dada pelo jornal O Globo, dentro da seção 'Há 50 anos', na qual destaca notícias publicadas pelo periódico há meio século atrás. O texto data, portanto, de 07/11/1956, época em que o rock ainda era transgressor e, por isso, relevante. Nada a ver com essa pasmaceira domesticada de hoje. Vamos nós.

'Telegramas de Londres, Paris, Lisboa e outras grandes capitais nos dão conta da estranha acolhida que vêm merecendo por parte do público as músicas que caracterizam o novo ritmo originário dos Estados Unidos, o rock-and-roll. A música, segundo os telegramas, parece endoidecer os jovens, que se atiram às mais grotescas extravagâncias ao som da cadência alucinante.

Seu lançamento coincide, sempre, com a exibição do filme 'Rock around the clock', e as sessões cinematográficas têm terminado geralmente em baderna, com os espectadores depredando as salas de projeção e promovendo depois, na rua, autênticos shows de dança bamboleante e frenética'
.

Mais à frente, a declaração de um delegado de polícia da época:

'Eu aconselharia aos pais dos jovens que se têm deixado transtornar pela música em questão a levá-los ao médico psiquiatra, pois alguma coisa estará errada em suas mentes'.

Sen-sa-cio-nal.


Escrito por Daniel Tambarotti
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05.11.06


MISSY ELLIOTT É A DONA DA COROA DO HIP HOP

São nove anos de carreira, seis álbuns e 10 milhões de discos vendidos em todo o mundo. Não é para qualquer uma e Missy Elliott, o nome feminino mais importante do hip hop mundial, sabe disso. A moça acaba de colocar na rua a coletânea adequadamente chamada de "Respect M.E." (Respeite-me, em inglês, fazendo um trocadilho com as iniciais do nome da cantora).

O CD tem 17 músicas que cobrem toda carreira de Missy e provam por A + B por que ela é a dona absoluta da coroa. Além de soltar a voz sobre as batidas, a rapper também compõe e produz ao lado do amigo de longa data e mago dos estúdios Timbaland.



Calcados nos sons do hip hop old school, Elliott e Timbaland dão um passo à frente e concebem um som de timbres futuristas, totalmente novo e com nenhum cheiro de nostalgia. Tem ecos de soul (nas baladas), funk (nas dançantes) e electro nova-iorquino (nas nervosinhas).

Seria difícil pinçar destaques no meio de tanta coisa boa, mas vale citar a cítara de "Get ur freak on" (provavelmente o maior hit de todos), o sample muito bem sacado de "We run this", a pancada na orelha de "Lose control" e a nervosinha "Pass that dutch". Está no CD o remix quebradeira de "4 my people" feito pelo Basement Jaxx, que entra no seleto hall das versões que superaram as originais.

Esqueça aquele r'n'b baba produzido em larga escala no mercado dos EUA, saturado de cantoras genéricas, todas iguais e abusando de peitos, bocas e bundas. Com um som único e transbordando personalidade, Missy Elliott conseguiu unir inovação, sucesso de crítica e, principalmente, êxito comercial.

Ao furar o bloqueio num meio tradicionalmente machista e, conseqüentemente, passar a ditar as tendências deste meio, Miss E. já garantiu seu nome na rica história da música negra americana.
Escrito por Daniel Tambarotti
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01.11.06


TUDO DE NOVO

Para os que não conseguiram ver, ou os que querem rever, já está cheio de trechos - uns bons, outros nem tanto - de shows do Tim Festival no Youtube.

É só fazer uma busca e se preparar para perder algumas horas na frente do computador.



Daft Punk


Booka Shade

Fotos: Marcus Schaefer

Escrito por Daniel Tambarotti
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30.10.06

POUCO TEMPO E RAPPER FAROFA ATRAPALHAM SHOW DO DJ SHADOW

DJ Shadow (Josh Davis na certidão de nascimento) era uma das atrações mais esperadas desta edição do Tim Festival. Encarou a platéia brasileira sem medo e fez um show muito bom. Teria sido excelente se não tivesse sido reservado ao DJ apenas 50 minutos para se apresentar. Aquilo era show para duas horas incansáveis, como pode ser comprovado no DVD ao vivo 'In tune and on time'. Ao fim do show, o tempo curto da apresentação foi a maior reclamação do público presente.





Tocando à frente de um telão gigante, com uma perfeita sincronia de som e imagem, o músico enfileirou as principais músicas de seus dez anos de carreira. Começou climático, sentindo a vibe do público. Nessa fase, o destaque fica com a bela 'Six days', do disco 'The private press'.

Logo em seguida, os graves tomaram conta das caixas de som. Começaram as pancadas e os baixos embebidos de funk 70's. Destaque absoluto para 'Organ Donor'. O momento mais hip hop ficou a cargo das batidas de Shadow aliadas à voz do rapper Lateef The Truth Speaker, que o DJ trouxe na bagagem.

Lateef cumpriu bem seu papel de MC e provocou o público, cobrando participação. Exagerou nos infinitos gritos de 'Rio, make some noise!', e não precisava entrar com um casaco com as cores da bandeira do Brasil. Momento farofa e ponto baixo do show.

Com uma técnica impecável, Shadow fez na parte final um mix das músicas do disco 'Psyence fiction', do projeto UNKLE, que manteve com o DJ James Lavelle. Misturou guitarra de uma música com batida de outra e vocal de uma terceira. Ficou a sensação de que faltou a explosão final. Mas leva uma digna nota 7.
Escrito por Daniel Tambarotti
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29.10.06

Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs é até agora a grande personagem desta edição do Tim Festival. Vai gritar bem assim lá longe.

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Show do TV On The Radio em duas palavaras: intensidade máxima.
Escrito por Daniel Tambarotti
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