12.03.07
MULHERES DOMINAM FESTIVAL ELETRÔNICO NO RIO
O prato principal era o psytrance, mas foi o techno comandado por mulheres o som mais saboroso do Chemical Music Festival, realizado ontem no Rio de Janeiro.
Ellen Allien (essa da foto) começou devagar e depois engatou a quinta marcha, fazendo o melhor set da noite: vigoroso e sombrio. DJ e produtora top de linha da música eletrônica hoje e dona do importate selo alemão BPitch Control, a alemã entrou no palco pouco depois das 5 da manhã, com a festa no ápice da bombação.
Os graves da moça, sempre amparados por teclados ou arranjos de cordas, faziam tremer os prédios ao lado Riocentro - centro de convenções na Zona Oeste da cidade onde a rave aconteceu. E para completar, Ellen, de pele muito branca, cabelos castanhos e blusa com um decote generoso, transbordava estilo nas picapes.
O outro destaque feminino foi K-milla (ou Kammy, como preferirem). Quando começou seu set às 8h30m da manhã, percebeu que tinha que deixar o povo acordado, ou ia enfrentar uma pista vazia - já fazia muito calor na tenda a essa hora. Esperta no feeling do público, acelerou nas batidas, caprichou nas melodias simplórias dos synths e caiu no gosto da galera. Agradou inclusive a muitos fãs de psy que circulavam por ali àquela hora.
Na tenda de house a atração mais esperada era Steve Angello. O DJ fez um set honesto e bem pop, recheado de hits ('Sweet dreams', do Euryhtmics, 'Jump around', do House of Pain), mas não conseguiu repetir a ótima performance vista ano passado dentro do Skol Beats. Longe de ter sido ruim, mas para quem é hoje um dos DJs mais requisitados do mundo, ficou faltando um pouquinho mais de ousadia.
O patinho feio da noite foi a tenda de rock. Mesmo com um line-up bem escolhido, ficou às moscas 100% do tempo. DJs bem estabelecidos na noite do Rio tocaram para meia dúzia num evento com 20 mil pessoas. Nem Moptop ou Digitaria, que fizeram shows ao vivo, atraíram a atenção do público.
Bom, tinha ainda o palco principal, dominado pelo trance, um fenômeno das raves no Rio de Janeiro e arredores, o som preferido da juventude dourada carioca. É redundante dizer que era o lugar mais lotado do festival. Às 10 da manhã, com sol forte e poeira subindo, milhares (é, milhares) ainda dançavam como se tivessem acabado de chegar.
Um festival que começou apenas com psytrance chega à sua terceira edição muito bem organizado, abrindo o leque de estilos e se firmando como o maior e melhor festival de música eletrônica a acontecer fora de São Paulo.
MULHERES DOMINAM FESTIVAL ELETRÔNICO NO RIO
O prato principal era o psytrance, mas foi o techno comandado por mulheres o som mais saboroso do Chemical Music Festival, realizado ontem no Rio de Janeiro.
Ellen Allien (essa da foto) começou devagar e depois engatou a quinta marcha, fazendo o melhor set da noite: vigoroso e sombrio. DJ e produtora top de linha da música eletrônica hoje e dona do importate selo alemão BPitch Control, a alemã entrou no palco pouco depois das 5 da manhã, com a festa no ápice da bombação. Os graves da moça, sempre amparados por teclados ou arranjos de cordas, faziam tremer os prédios ao lado Riocentro - centro de convenções na Zona Oeste da cidade onde a rave aconteceu. E para completar, Ellen, de pele muito branca, cabelos castanhos e blusa com um decote generoso, transbordava estilo nas picapes.
O outro destaque feminino foi K-milla (ou Kammy, como preferirem). Quando começou seu set às 8h30m da manhã, percebeu que tinha que deixar o povo acordado, ou ia enfrentar uma pista vazia - já fazia muito calor na tenda a essa hora. Esperta no feeling do público, acelerou nas batidas, caprichou nas melodias simplórias dos synths e caiu no gosto da galera. Agradou inclusive a muitos fãs de psy que circulavam por ali àquela hora.
Na tenda de house a atração mais esperada era Steve Angello. O DJ fez um set honesto e bem pop, recheado de hits ('Sweet dreams', do Euryhtmics, 'Jump around', do House of Pain), mas não conseguiu repetir a ótima performance vista ano passado dentro do Skol Beats. Longe de ter sido ruim, mas para quem é hoje um dos DJs mais requisitados do mundo, ficou faltando um pouquinho mais de ousadia.
O patinho feio da noite foi a tenda de rock. Mesmo com um line-up bem escolhido, ficou às moscas 100% do tempo. DJs bem estabelecidos na noite do Rio tocaram para meia dúzia num evento com 20 mil pessoas. Nem Moptop ou Digitaria, que fizeram shows ao vivo, atraíram a atenção do público.
Bom, tinha ainda o palco principal, dominado pelo trance, um fenômeno das raves no Rio de Janeiro e arredores, o som preferido da juventude dourada carioca. É redundante dizer que era o lugar mais lotado do festival. Às 10 da manhã, com sol forte e poeira subindo, milhares (é, milhares) ainda dançavam como se tivessem acabado de chegar.
Um festival que começou apenas com psytrance chega à sua terceira edição muito bem organizado, abrindo o leque de estilos e se firmando como o maior e melhor festival de música eletrônica a acontecer fora de São Paulo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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09.03.07
CONSEGUE RECONHECER?
Agora está explicado. Descobri por que o Van Halen não confirma as datas da tão esperada turnê de reunião da banda com a formação original. Olha o estado lastimável em que está o guitarrista Eddie Van Halen!

Vai um sorriso aí?
O músico soltou hoje uma nota para a imprensa dizendo que vai entrar numa clínica de reabilitação, sem revelar os verdadeiros motivos. Mas não é segredo para ninguém que Eddie tem sérios problemas com álcool. É, com essa cara não dá mesmo para negar.
Diz ele: 'Sempre tive e terei a responsabilidade de dar o melhor. Neste momento não acho que esteja em condições. Por isso decidi entrar num centro de reabilitação, para melhorar minha pessoa, de modo que no futuro possa dar 110%'.
A título de curiosidade, Eddie Van Halen tem 52 anos de idade.
CONSEGUE RECONHECER?
Agora está explicado. Descobri por que o Van Halen não confirma as datas da tão esperada turnê de reunião da banda com a formação original. Olha o estado lastimável em que está o guitarrista Eddie Van Halen!

Vai um sorriso aí?
O músico soltou hoje uma nota para a imprensa dizendo que vai entrar numa clínica de reabilitação, sem revelar os verdadeiros motivos. Mas não é segredo para ninguém que Eddie tem sérios problemas com álcool. É, com essa cara não dá mesmo para negar.
Diz ele: 'Sempre tive e terei a responsabilidade de dar o melhor. Neste momento não acho que esteja em condições. Por isso decidi entrar num centro de reabilitação, para melhorar minha pessoa, de modo que no futuro possa dar 110%'.
A título de curiosidade, Eddie Van Halen tem 52 anos de idade.
Escrito por Daniel Tambarotti
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07.03.07
PEACHES NO RIO
A canadense Peaches confirmou show no Rio de Janeiro. Até então, a cantora viria ao Brasil para apenas um show em São Paulo, na boate The Week, no dia 23. A rebelde vai tocar no Circo Voador com a sua banda Herms no dia 24 de março, um sábado.
Cria da onda electroclash lá por volta de 2001, esta é a segunda vez que vem ao Brasil - a primeira foi no Tim Festival de 2003. Os shows de Peaches são polêmicos e a moça faz a linha desbocada, sem economizar em polêmica ou palavrões.
Esta é a turnê de seu terceiro disco, 'Impeach my bush', de perfil mais rock do que eletrônico. No currículo, Peaches tem um megahit - 'Fuck the pain away' - e uma colaboração com Iggy Pop, na fraca 'Kick it'. Os preços para o show no Rio custarão R$ 40 (antecipado) e R$ 50 (na hora). Começam a ser vendidos na segunda, dia 12, e meia entrada está valendo.
PEACHES NO RIO
A canadense Peaches confirmou show no Rio de Janeiro. Até então, a cantora viria ao Brasil para apenas um show em São Paulo, na boate The Week, no dia 23. A rebelde vai tocar no Circo Voador com a sua banda Herms no dia 24 de março, um sábado.
Cria da onda electroclash lá por volta de 2001, esta é a segunda vez que vem ao Brasil - a primeira foi no Tim Festival de 2003. Os shows de Peaches são polêmicos e a moça faz a linha desbocada, sem economizar em polêmica ou palavrões.Esta é a turnê de seu terceiro disco, 'Impeach my bush', de perfil mais rock do que eletrônico. No currículo, Peaches tem um megahit - 'Fuck the pain away' - e uma colaboração com Iggy Pop, na fraca 'Kick it'. Os preços para o show no Rio custarão R$ 40 (antecipado) e R$ 50 (na hora). Começam a ser vendidos na segunda, dia 12, e meia entrada está valendo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.03.07
SERÁ QUE ELA CAIU NA REAL?
Então Björk está de volta. Foi confirmada a data de lançamento do CD novo da islandesa: "Volta" chega às lojas dia 7 de maio.
Esta talvez seja a chance de redenção da cantora, de voltar às pazes com o mundo pop. Na boa, quem escutou ''Medulla'' (CD da cantora que traz 90% dos seus arranjos feitos apenas com vozes) inteiro mais de uma vez?
Ela, que de burra não tem nada, parece ter caído na real e convidou (muito oportunamente) um dream team com muita moral na música para participar de "Volta". Estão lá os festejados Antony, do Antony and The Johnsons, o grupo Congolês Konono nº 1, o antenado e requisitado produtor Mark Bell (LFO).
Foi a própria que escreveu e produziu o álbum, mas a primeira grande curiosidade do ano é saber como vão ficar as duas músicas produzidas em conjunto com o mago dos estúdios e rei do hip-hop Timbaland, o responsável pelas batidas de Missy Elliott, Justin Timberlake e Nelly Furtado, entre muitos outros.
Será que a islandesa estranha vai descambar para o r&b visionário do produtor? Ou vai virar a mais nova popozuda do pedaço? Só eu que estou me coçando para saber o resultado do encontro mais inusitado dos últimos anos?
SERÁ QUE ELA CAIU NA REAL?
Então Björk está de volta. Foi confirmada a data de lançamento do CD novo da islandesa: "Volta" chega às lojas dia 7 de maio.
Esta talvez seja a chance de redenção da cantora, de voltar às pazes com o mundo pop. Na boa, quem escutou ''Medulla'' (CD da cantora que traz 90% dos seus arranjos feitos apenas com vozes) inteiro mais de uma vez? Ela, que de burra não tem nada, parece ter caído na real e convidou (muito oportunamente) um dream team com muita moral na música para participar de "Volta". Estão lá os festejados Antony, do Antony and The Johnsons, o grupo Congolês Konono nº 1, o antenado e requisitado produtor Mark Bell (LFO).
Foi a própria que escreveu e produziu o álbum, mas a primeira grande curiosidade do ano é saber como vão ficar as duas músicas produzidas em conjunto com o mago dos estúdios e rei do hip-hop Timbaland, o responsável pelas batidas de Missy Elliott, Justin Timberlake e Nelly Furtado, entre muitos outros.
Será que a islandesa estranha vai descambar para o r&b visionário do produtor? Ou vai virar a mais nova popozuda do pedaço? Só eu que estou me coçando para saber o resultado do encontro mais inusitado dos últimos anos?
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.02.07
ZUNZUNZUM DO SKOL BEATS
Depois do desastre do ano passado, o festival sofre mudanças em duas frentes para tentar salvar seu prestígio.
- Na estrutura: neste ano, o evento de música eletrônica vai acontecer em dois dias, e não mais em um, como sempre foi. A idéia é dividir o público e evitar a superlotação da edição passada. As datas serão 4 e 5 de maio, uma sexta e um sábado.
- No frescor das atrações: depois de abrir mão da ousadia original em troca de uma questionável faceta popular, as atrações dos últimos anos não eram exatamente empolgantes. Muitos nomes repetidos, batidos, e poucas novidades relevantes - no máximo um LCD Soundsystem aqui, um Loco Dice ali, um Steve Angello acolá.

A dupla M.A.N.D.Y. quer pular por aqui
Desta vez, a julgar pelas primeiras notícias, a coisa parece que vai ser diferente, rolando um equilíbrio entre novidades e nomes consagrados. De acordo com o site rraurl, já pintam algumas atrações confirmadas. Se realmente for isso, vamos ter um evento de primeira linha. Uma listinha prévia:
- Simian Mobile Disco - do megasucesso 'Hustler'
- M.A.N.D.Y. - da trupe alemã da gravadora Get Physical, casa do também excelente Booka Shade
- Pendulum - live p.a. do badalado trio australiano de drum 'n' bass
- David Guetta - dono do hit 'The world is mine'
- Miss Kittin - musa do electro
- Laurent Garnier - tudo bem, ele já veio várias vezes ao país, mas nunca dentro de um festival. E é mestre.
Ainda tem o núcleo de VJs Addictive TV, eleito o melhor do mundo em eleição da DJ Mag e que foi barrado no Motomix no ano passado.
ZUNZUNZUM DO SKOL BEATS
Depois do desastre do ano passado, o festival sofre mudanças em duas frentes para tentar salvar seu prestígio.
- Na estrutura: neste ano, o evento de música eletrônica vai acontecer em dois dias, e não mais em um, como sempre foi. A idéia é dividir o público e evitar a superlotação da edição passada. As datas serão 4 e 5 de maio, uma sexta e um sábado.
- No frescor das atrações: depois de abrir mão da ousadia original em troca de uma questionável faceta popular, as atrações dos últimos anos não eram exatamente empolgantes. Muitos nomes repetidos, batidos, e poucas novidades relevantes - no máximo um LCD Soundsystem aqui, um Loco Dice ali, um Steve Angello acolá.

A dupla M.A.N.D.Y. quer pular por aqui
Desta vez, a julgar pelas primeiras notícias, a coisa parece que vai ser diferente, rolando um equilíbrio entre novidades e nomes consagrados. De acordo com o site rraurl, já pintam algumas atrações confirmadas. Se realmente for isso, vamos ter um evento de primeira linha. Uma listinha prévia:
- Simian Mobile Disco - do megasucesso 'Hustler'
- M.A.N.D.Y. - da trupe alemã da gravadora Get Physical, casa do também excelente Booka Shade
- Pendulum - live p.a. do badalado trio australiano de drum 'n' bass
- David Guetta - dono do hit 'The world is mine'
- Miss Kittin - musa do electro
- Laurent Garnier - tudo bem, ele já veio várias vezes ao país, mas nunca dentro de um festival. E é mestre.
Ainda tem o núcleo de VJs Addictive TV, eleito o melhor do mundo em eleição da DJ Mag e que foi barrado no Motomix no ano passado.
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.02.07
CHRIS MARTIN PERDE A LINHA
Acabou o ziriguidum, é hora de trabalhar.
Então, tá. Hoje acontece o primeiro show da nova turnê do Coldplay no Brasil após uma corrida sangrenta dos fãs por ingressos caros, muito caros. A banda está cheia de pompa, bombando, na capa da Bizz e da Rolling Stone nacional. Ninguém sabe muito bem como vão ser as apresentações, mas o grupo fez questão de frisar que queria lugares pequenos, teatros de preferência.
E então começaram os boatos de que seria tudo 100% intimista, que só teriam músicas novas no setlist. Os produtores estão desesperados com o possível fiasco, mas está tudo ainda na base da especulação.
O certo mesmo é que o Chris Martin é um mala, dos mais chatos que a música pop já viu. Posa de bom moço, mas é arrogante que só.
Um esclarecimento oportuno: para aquietar o frenesi dos fãs agressivos, já digo logo que não falo aqui da qualidade da banda (avaliação final: dois promeiros discos bons, terceiro ruim). O assunto aqui é postura.
Em entrevista coletiva na Argentina, durante passagem da banda por lá, Martin perdeu a linha e foi só insultos com os jornalistas hermanos. O mau humor do bom rapaz começou quando surgiram as primeiras perguntas sobre as críticas dos shows no Chile: não tão elogiosas quanto se esperava.
A partir daí, Martin foi um festival de grosserias e encerrou a coletiva antes da hora, irritado, dizendo: 'Estamos muito bem na América do Sul, se não gostaram, sinto muito. É tudo o que temos para dizer'. E foi embora.
Um pouquinho menos, não acha, Mr. Chris? Não quis ser rockstar? Não está aprendendo a salvar o mundo com o Bono? Então, meu caro, se não quer aturar crítica, por que diabos não larga de vez esse mundo de glamour do qual você tira proveito?
CHRIS MARTIN PERDE A LINHA
Acabou o ziriguidum, é hora de trabalhar.
Então, tá. Hoje acontece o primeiro show da nova turnê do Coldplay no Brasil após uma corrida sangrenta dos fãs por ingressos caros, muito caros. A banda está cheia de pompa, bombando, na capa da Bizz e da Rolling Stone nacional. Ninguém sabe muito bem como vão ser as apresentações, mas o grupo fez questão de frisar que queria lugares pequenos, teatros de preferência.
E então começaram os boatos de que seria tudo 100% intimista, que só teriam músicas novas no setlist. Os produtores estão desesperados com o possível fiasco, mas está tudo ainda na base da especulação.O certo mesmo é que o Chris Martin é um mala, dos mais chatos que a música pop já viu. Posa de bom moço, mas é arrogante que só.
Um esclarecimento oportuno: para aquietar o frenesi dos fãs agressivos, já digo logo que não falo aqui da qualidade da banda (avaliação final: dois promeiros discos bons, terceiro ruim). O assunto aqui é postura.
Em entrevista coletiva na Argentina, durante passagem da banda por lá, Martin perdeu a linha e foi só insultos com os jornalistas hermanos. O mau humor do bom rapaz começou quando surgiram as primeiras perguntas sobre as críticas dos shows no Chile: não tão elogiosas quanto se esperava.
A partir daí, Martin foi um festival de grosserias e encerrou a coletiva antes da hora, irritado, dizendo: 'Estamos muito bem na América do Sul, se não gostaram, sinto muito. É tudo o que temos para dizer'. E foi embora.
Um pouquinho menos, não acha, Mr. Chris? Não quis ser rockstar? Não está aprendendo a salvar o mundo com o Bono? Então, meu caro, se não quer aturar crítica, por que diabos não larga de vez esse mundo de glamour do qual você tira proveito?
Escrito por Daniel Tambarotti
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17.02.07
INDIE-FREAK
Sabe os filmes adolescentes americanos ambientados nas high school, nos quais há uma dúzia de tribos com características marcantes e fronteiras muito bem delineadas? Tem as cheerleaders, os populares, os manos do hip hop, os CDFs, os freaks...
Se transferirmos esse cenário para a música pop, o Clap Your Hands Say Yeah vai ser um integrante ilustre do grupo dos freaks. Enquanto 90% do mundo pop sacode com a eletrônica, se acha cool ouvindo indie rock, chora com o emo ou mexe o popozão com o r&b/hip hop americano, o CYHSY, junto com alguns outros (Beirut, Devotchka e Arcade Fire, por que não?) preenchem com uma saudável "esquisitice" um pedaço dessa equação.

O grupo americano acaba de botar na rua "Some loud thunder", o segundo disco. E logo de cara já cabem dois avisos. 1) Não há rupturas se comparado ao primeiro CD; 2) Isso não compromete o resultado final.
Dado o som de difícil digestão da banda (indie rock é um termo muito limitado para enquadrá-los), é bastante adequada a opção por manter o clima de experimentação prudente que lhes fez muitíssimo bem na estréia. Continuam lá as guitarras com melodias tortas, instrumentos inusitados, arranjos ousados e os vocais chorosos quase irritantes, que por mais de uma vez lembram David Byrne fase Talking Heads.
Com uma belezura de "Yankees go home" no repertório, erraram feio ao escolher "Satan said dance" como o primeiro single. Na medida do possível, "Yankees" é a que teria mais chance de fazer sucesso. "Underwater (You and me)" destoa do restante pela preguiça com que parece ter sido feita, e "Five easy pieces", recheada de ecos épicos, é a melhor disparado.
Falta alguma coisa para virarem um fenômeno? Sim, um hit, daqueles que estouram as paradas, arrancam a banda da blogosfera indie e a colocam de vez na pauta pop do dia. Quem sabe na terceira tentativa?
Ouça essas:
"Goodbye to the mother and the cove"
"Mama, won't you keep those castles in the air and burning"
INDIE-FREAK
Sabe os filmes adolescentes americanos ambientados nas high school, nos quais há uma dúzia de tribos com características marcantes e fronteiras muito bem delineadas? Tem as cheerleaders, os populares, os manos do hip hop, os CDFs, os freaks...
Se transferirmos esse cenário para a música pop, o Clap Your Hands Say Yeah vai ser um integrante ilustre do grupo dos freaks. Enquanto 90% do mundo pop sacode com a eletrônica, se acha cool ouvindo indie rock, chora com o emo ou mexe o popozão com o r&b/hip hop americano, o CYHSY, junto com alguns outros (Beirut, Devotchka e Arcade Fire, por que não?) preenchem com uma saudável "esquisitice" um pedaço dessa equação.

O grupo americano acaba de botar na rua "Some loud thunder", o segundo disco. E logo de cara já cabem dois avisos. 1) Não há rupturas se comparado ao primeiro CD; 2) Isso não compromete o resultado final.
Dado o som de difícil digestão da banda (indie rock é um termo muito limitado para enquadrá-los), é bastante adequada a opção por manter o clima de experimentação prudente que lhes fez muitíssimo bem na estréia. Continuam lá as guitarras com melodias tortas, instrumentos inusitados, arranjos ousados e os vocais chorosos quase irritantes, que por mais de uma vez lembram David Byrne fase Talking Heads.
Com uma belezura de "Yankees go home" no repertório, erraram feio ao escolher "Satan said dance" como o primeiro single. Na medida do possível, "Yankees" é a que teria mais chance de fazer sucesso. "Underwater (You and me)" destoa do restante pela preguiça com que parece ter sido feita, e "Five easy pieces", recheada de ecos épicos, é a melhor disparado.
Falta alguma coisa para virarem um fenômeno? Sim, um hit, daqueles que estouram as paradas, arrancam a banda da blogosfera indie e a colocam de vez na pauta pop do dia. Quem sabe na terceira tentativa?
Ouça essas:
"Goodbye to the mother and the cove"
"Mama, won't you keep those castles in the air and burning"
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.02.07
LOIRA GELADA
Robyn é uma loira sueca muita da aguada que, apesar de querer muito ser a Gwen Stefani, só consegue chegar perto da Kelly Key.
Mas 'Konichiwa bitches' é um pancadão pop tão bacana, que nem essa fake blonde consegue estragá-la. Clica na foto para assistir ao clipe.

LOIRA GELADA
Robyn é uma loira sueca muita da aguada que, apesar de querer muito ser a Gwen Stefani, só consegue chegar perto da Kelly Key.
Mas 'Konichiwa bitches' é um pancadão pop tão bacana, que nem essa fake blonde consegue estragá-la. Clica na foto para assistir ao clipe.

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.02.07
DANDO O BRAÇO A TORCER
Depois de 'When you were young', um primeiro single espetacular, confesso que achei o segundo disco do Killers, 'Sam's town', bem caído.
Mas até que 'Read my mind', a nova dos americanos, é bastante simpática. E o monstro verde japonês tentando escovar os dentes já vale o vídeo. Clica na foto para assistir.
DANDO O BRAÇO A TORCER
Depois de 'When you were young', um primeiro single espetacular, confesso que achei o segundo disco do Killers, 'Sam's town', bem caído.
Mas até que 'Read my mind', a nova dos americanos, é bastante simpática. E o monstro verde japonês tentando escovar os dentes já vale o vídeo. Clica na foto para assistir.
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.02.07
UMA RESPOSTA E DUAS PERGUNTAS
Bom, depois de tocar no Big Brother e, no show do Rio, promover uma farofaaaaada num set house/samba bizarro feito por gringo e para gringo ver, o troféu Jimmy Cliff vai para Fatboy Slim e não se fala mais nisso.
E o Police no Grammy? Viram? Achei digno, redondinho. Sem querer agourar, mas acho bem improvável que essa volta vá durar muito tempo. É muita porrada e vaidade junta. Vamos ver.
E o Radiohead e a Amazon que não se entendem sobre a data do lançamento do CD novo dos ingleses? Primeiro a loja diz que sai em agosto. E logo vem a banda e desmente no dia seguinte: 'Que mané agosto!' Bom, desse jeito, será que ainda sai esse ano? Thom Yorke está meio estrela atormentada demais, não?
UMA RESPOSTA E DUAS PERGUNTAS
Bom, depois de tocar no Big Brother e, no show do Rio, promover uma farofaaaaada num set house/samba bizarro feito por gringo e para gringo ver, o troféu Jimmy Cliff vai para Fatboy Slim e não se fala mais nisso.
E o Police no Grammy? Viram? Achei digno, redondinho. Sem querer agourar, mas acho bem improvável que essa volta vá durar muito tempo. É muita porrada e vaidade junta. Vamos ver.
E o Radiohead e a Amazon que não se entendem sobre a data do lançamento do CD novo dos ingleses? Primeiro a loja diz que sai em agosto. E logo vem a banda e desmente no dia seguinte: 'Que mané agosto!' Bom, desse jeito, será que ainda sai esse ano? Thom Yorke está meio estrela atormentada demais, não?
Escrito por Daniel Tambarotti
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08.02.07
ARROZ-DE-FESTA
Fatboy Slim é inglês e festeiro. DJ Hell é alemão e está mais para o lado dark do techno e do electro. Slim é um dos DJs mais populares do mundo, enquanto Hell, apesar de mais de 30 anos de beats nas costas, ainda milita no underground com muita moral e doses extras de inovação.
Em comum, além das apresentações que fazem por aqui nesta sexta, dois pontos: o clichê do amor sem limites pelo Brasil e os papéis principais na briga para ver quem leva o troféu Jimmy Cliff do ano. Para situar: Jimmy Cliff é o reggaeman que nos anos 80 vinha quase todo fim de semana ao país e virou um ícone dos gringos arroz-de-festa. De onde vem esse amor todo? "Acho que é o mesmo ritmo das batidas, o mesmo amor pela vida", abusa da metafísica o DJ inglês em entrevista por telefone.
"Venho ao Brasil há anos, mesmo sem tocar até. Tenho amigos aqui e um brasileiro dirigiu meu primeiro clipe", martela o produtor alemão com um discurso mais concreto.
Slim está no país e faz uma turnê gigantesca com uma passagem estratégica por Salvador durante o carnaval. Ele vai fazer o percurso Barra-Ondina no trio Skol d+ e espera que o grande momento do set seja a música que fez em parceria com Daniela Mercury, "Just a Brazilian Groove".
A música do britânico está no extremo oposto do que é moda hoje na Europa: o som minimal. "É por isso que estou aqui!", manda de bate-pronto, aos risos. E também porque você não é mais tão importante quanto costumava ser há uns dez anos?, pergunto. Como quem não está nem aí, ele diminui sua importância no cenário: "Isso não me importa, sou grande o suficiente hoje. Não gosto dessa onda minimalista. E também não estou dizendo que é ruim ou errada. É que já tentei e não ficou bom. Não consigo ser minimal".
Já Hell vem para ajudar a promover "Brazilian Gigolo", o novo lançamento de sua gravadora, a Gigolo Records, berço do electroclash, cena com influência oitentista e muito glitter que dominou as pistas na primeira metade desta década. Os paulistas se jogam com o alemão nesta sexta, e os cariocas esperam até o dia 16. O primeiro volume é mixado pelo DJ paulista Renato Ratier, também dono do clube D-Edge, que mergulhou num acervo imenso para escolher as faixas do CD.
Vem mais por aí? Quem seriam os próximos escolhidos? "Bom, é possível que sim. Sempre tive muito apoio dos clubes e DJs brasileiros. Mau Mau poderia ser um bom nome, Mauricio Lopes também", especula, já dizendo que é besteira tentar associar um termo qualquer ao disco. "Podem dizer que é minimal, electro-house, electroclash... Não me importa. Costumo dizer que é o estilo Gigolo, de tudo um pouco".
O fator Jimmy Cliff está ligado ao terceiro e provavelmente último ponto em comum entre a dupla: eles pretendem comprar imóveis no país. Slim quer esticar as pernas sob o sol de Trancoso, sul da Bahia, e Hell já se contenta com um apartamento no Rio. "É bom para aproveitar os verões, na Europa é muito frio essa época do ano", diz. E aí, quem leva o troféu?
ARROZ-DE-FESTA
Fatboy Slim é inglês e festeiro. DJ Hell é alemão e está mais para o lado dark do techno e do electro. Slim é um dos DJs mais populares do mundo, enquanto Hell, apesar de mais de 30 anos de beats nas costas, ainda milita no underground com muita moral e doses extras de inovação.
Em comum, além das apresentações que fazem por aqui nesta sexta, dois pontos: o clichê do amor sem limites pelo Brasil e os papéis principais na briga para ver quem leva o troféu Jimmy Cliff do ano. Para situar: Jimmy Cliff é o reggaeman que nos anos 80 vinha quase todo fim de semana ao país e virou um ícone dos gringos arroz-de-festa. De onde vem esse amor todo? "Acho que é o mesmo ritmo das batidas, o mesmo amor pela vida", abusa da metafísica o DJ inglês em entrevista por telefone.
"Venho ao Brasil há anos, mesmo sem tocar até. Tenho amigos aqui e um brasileiro dirigiu meu primeiro clipe", martela o produtor alemão com um discurso mais concreto.Slim está no país e faz uma turnê gigantesca com uma passagem estratégica por Salvador durante o carnaval. Ele vai fazer o percurso Barra-Ondina no trio Skol d+ e espera que o grande momento do set seja a música que fez em parceria com Daniela Mercury, "Just a Brazilian Groove".
A música do britânico está no extremo oposto do que é moda hoje na Europa: o som minimal. "É por isso que estou aqui!", manda de bate-pronto, aos risos. E também porque você não é mais tão importante quanto costumava ser há uns dez anos?, pergunto. Como quem não está nem aí, ele diminui sua importância no cenário: "Isso não me importa, sou grande o suficiente hoje. Não gosto dessa onda minimalista. E também não estou dizendo que é ruim ou errada. É que já tentei e não ficou bom. Não consigo ser minimal".
Já Hell vem para ajudar a promover "Brazilian Gigolo", o novo lançamento de sua gravadora, a Gigolo Records, berço do electroclash, cena com influência oitentista e muito glitter que dominou as pistas na primeira metade desta década. Os paulistas se jogam com o alemão nesta sexta, e os cariocas esperam até o dia 16. O primeiro volume é mixado pelo DJ paulista Renato Ratier, também dono do clube D-Edge, que mergulhou num acervo imenso para escolher as faixas do CD.Vem mais por aí? Quem seriam os próximos escolhidos? "Bom, é possível que sim. Sempre tive muito apoio dos clubes e DJs brasileiros. Mau Mau poderia ser um bom nome, Mauricio Lopes também", especula, já dizendo que é besteira tentar associar um termo qualquer ao disco. "Podem dizer que é minimal, electro-house, electroclash... Não me importa. Costumo dizer que é o estilo Gigolo, de tudo um pouco".
O fator Jimmy Cliff está ligado ao terceiro e provavelmente último ponto em comum entre a dupla: eles pretendem comprar imóveis no país. Slim quer esticar as pernas sob o sol de Trancoso, sul da Bahia, e Hell já se contenta com um apartamento no Rio. "É bom para aproveitar os verões, na Europa é muito frio essa época do ano", diz. E aí, quem leva o troféu?
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.02.07
ELA SUSTENTA O HYPE?
E a MIA, quem diria, hein? Depois de um disco megahypado ('Arular', de 2005, bem bacana) e um show fraaaaaco no Tim Festival de 2005, vem o single novo finalmente.
E como é ruim a música nova da cingalesa! Se chama 'Bird flu', numa referência óbvia à gripe aviária, tem o tom engajado de sempre e, pior de tudo, traz uns samples de sons feitos por aves, diferentes tipos delas, que pontuam o ritmo da música.
Bom, o Timbaland vai produzir algumas faixas do CD novo da moça. Tomara que ele consiga dar um jeito no desastre anunciado.
DOMINGO TEM GRAMMY, NÉ?
Mas quem se importa com o Grammy? Anyway, vou assistir para ficar de olho em algumas pouquíssimas categorias e, principalmente, para ver a volta do Police, uma das poucas bandas perfeitas da história do pop.
Só que fazer um comeback no meio de toda aquela caretice do Grammy já diz muito sobre como vai ser a coisa. Não é novidade para ninguém que sou ultradesconfiado com esses retornos. Mas não vou implicar antes da hora, vou esperar para ver. Segunda-feira a gente conversa.

'Nós queremos dinheiro!'
ELA SUSTENTA O HYPE?
E a MIA, quem diria, hein? Depois de um disco megahypado ('Arular', de 2005, bem bacana) e um show fraaaaaco no Tim Festival de 2005, vem o single novo finalmente.E como é ruim a música nova da cingalesa! Se chama 'Bird flu', numa referência óbvia à gripe aviária, tem o tom engajado de sempre e, pior de tudo, traz uns samples de sons feitos por aves, diferentes tipos delas, que pontuam o ritmo da música.
Bom, o Timbaland vai produzir algumas faixas do CD novo da moça. Tomara que ele consiga dar um jeito no desastre anunciado.
DOMINGO TEM GRAMMY, NÉ?
Mas quem se importa com o Grammy? Anyway, vou assistir para ficar de olho em algumas pouquíssimas categorias e, principalmente, para ver a volta do Police, uma das poucas bandas perfeitas da história do pop.
Só que fazer um comeback no meio de toda aquela caretice do Grammy já diz muito sobre como vai ser a coisa. Não é novidade para ninguém que sou ultradesconfiado com esses retornos. Mas não vou implicar antes da hora, vou esperar para ver. Segunda-feira a gente conversa.

'Nós queremos dinheiro!'
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.02.07
O CARNAVAL ESTÁ CHEGANDO...
É hora de botar o Bloc na rua. Bom, eu sei, a piada é horrível, mas o showzinho private que o Bloc Party fez nos estúdios da BBC, dentro do programa do radialista Zane Lowe, é sensacional. O show durou cerca de 45 minutos - setlist aí do lado - e já faz parte do pacote de divulgação do disco novo, 'A weekend in the city'.
Corre para ouvir, o programa fica no ar só até quarta.
O CARNAVAL ESTÁ CHEGANDO...
É hora de botar o Bloc na rua. Bom, eu sei, a piada é horrível, mas o showzinho private que o Bloc Party fez nos estúdios da BBC, dentro do programa do radialista Zane Lowe, é sensacional. O show durou cerca de 45 minutos - setlist aí do lado - e já faz parte do pacote de divulgação do disco novo, 'A weekend in the city'.Corre para ouvir, o programa fica no ar só até quarta.
Escrito por Daniel Tambarotti
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01.02.07
GRINGOLÂNDIA
E dá-lhe DJ gringo no Rio de Janeiro. Só no próximo fim de semana são dois.
Anthony Rother (esse aí do lado) traz seus quilos de equipamento pela quarta vez ao país. O electro do DJ alemão vai ser a grande estrela da próxima edição da festa Moo, no sábado.
Entrevistei o malandro à época de sua terceira vinda ao Brasil. Clica aqui para você ter uma idéia do que te espera. Na mesma festa ainda tocam o DJ sérvio Marko Nastic e o carioca Maurício Lopes.
VOVÔS ATIVOS
A volta dos Stooges é mesmo realidade. Na página no MySpace de Iggy Pop está disponível a primeira música inédita da banda em mais de 30 anos. O nome da música é 'My idea of fun', numa clara alusão a 'Fun house', disco dos tempos áureos do grupo.
Se a música é boa? Bom, eu desconfio muuuuito desses comebacks, mas até que é bem honesta, sim. Vale a ouvida.
GRINGOLÂNDIA
E dá-lhe DJ gringo no Rio de Janeiro. Só no próximo fim de semana são dois.
Anthony Rother (esse aí do lado) traz seus quilos de equipamento pela quarta vez ao país. O electro do DJ alemão vai ser a grande estrela da próxima edição da festa Moo, no sábado.Entrevistei o malandro à época de sua terceira vinda ao Brasil. Clica aqui para você ter uma idéia do que te espera. Na mesma festa ainda tocam o DJ sérvio Marko Nastic e o carioca Maurício Lopes.
VOVÔS ATIVOS
A volta dos Stooges é mesmo realidade. Na página no MySpace de Iggy Pop está disponível a primeira música inédita da banda em mais de 30 anos. O nome da música é 'My idea of fun', numa clara alusão a 'Fun house', disco dos tempos áureos do grupo.
Se a música é boa? Bom, eu desconfio muuuuito desses comebacks, mas até que é bem honesta, sim. Vale a ouvida.
Escrito por Daniel Tambarotti
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30.01.07
JURO QUE OUVI COM MUITA BOA VONTADE E DESPIDO DE PRECONCEITOS, MAS...
O fenômeno emocore sofre de um problema de identidade: é impossível diferenciar uma banda da outra. E neste saco de gatos pardos está o Fall Out Boy, cujo disco novo acaba de cair na rede antes da data oficial de lançamento, para irritação da banda e da gravadora, que soltaram comunicados reprovando o download das músicas.
Para início de conversa e felicidade dos fãs, continua tudo a mesma coisa no novo "Infinity on high": rock teen de inspiração hardcore, guitarra esporrenta, bateria em velocidade altíssima e as inevitáveis letras sofridas. E é justamente esse o problema.
Curiosamente, a grande maioria das canções do quarteto de Chicago, todas de títulos longuíssimos, começa muito bem, com estrofes e introduções que captam a atenção. "The take over, the breaks over", por exemplo, começa com uma levada meio black. Porém, a chegada do refrão em TODAS as músicas nos joga de volta à realidade cruel da obviedade emo: a mesma estrutura, a mesma entonação vocal, os mesmos arranjos batidos.
O primeiro single é "This ain't a scene, it's an arms race", já nas alturas da parada da Billboard. A música tem uma vontade enorme de ser Faith No More, mas não vai muito além da semelhança da voz do cantor Patrick Stump com a de Mike Patton. "The carpal tunnel of love" traz uns gritos nu-metal chupados do Deftones, e "Hum Hallelujah" é responsável pelo momento mais constrangedor do CD: uma citação desnecessária na cadência do hardcore de um trecho de "Hallelujah", o clássico de Leonard Cohen.
Algumas faixas de "Infinity" foram produzidas por Babyface, cantor que fez sucesso nos anos 90 com um r&b baba, e a única realmente boa em todo o disco é "I've got all this ringing in my ears and none on my fingers", não por acaso a mais diferente, com um piano improvável dando o tom.
Alguém com mais de 15 anos e uma mínima bagagem musical dificilmente vai gostar. Mas se você ainda curte as dores adolescentes do amor e das espinhas, o Fall Out Boy pode ser uma das suas bandas preferidas. Mesmo que seja apenas para que se arrependa daqui a uns 10 anos.
JURO QUE OUVI COM MUITA BOA VONTADE E DESPIDO DE PRECONCEITOS, MAS...
O fenômeno emocore sofre de um problema de identidade: é impossível diferenciar uma banda da outra. E neste saco de gatos pardos está o Fall Out Boy, cujo disco novo acaba de cair na rede antes da data oficial de lançamento, para irritação da banda e da gravadora, que soltaram comunicados reprovando o download das músicas.
Para início de conversa e felicidade dos fãs, continua tudo a mesma coisa no novo "Infinity on high": rock teen de inspiração hardcore, guitarra esporrenta, bateria em velocidade altíssima e as inevitáveis letras sofridas. E é justamente esse o problema.
Curiosamente, a grande maioria das canções do quarteto de Chicago, todas de títulos longuíssimos, começa muito bem, com estrofes e introduções que captam a atenção. "The take over, the breaks over", por exemplo, começa com uma levada meio black. Porém, a chegada do refrão em TODAS as músicas nos joga de volta à realidade cruel da obviedade emo: a mesma estrutura, a mesma entonação vocal, os mesmos arranjos batidos.
O primeiro single é "This ain't a scene, it's an arms race", já nas alturas da parada da Billboard. A música tem uma vontade enorme de ser Faith No More, mas não vai muito além da semelhança da voz do cantor Patrick Stump com a de Mike Patton. "The carpal tunnel of love" traz uns gritos nu-metal chupados do Deftones, e "Hum Hallelujah" é responsável pelo momento mais constrangedor do CD: uma citação desnecessária na cadência do hardcore de um trecho de "Hallelujah", o clássico de Leonard Cohen.
Algumas faixas de "Infinity" foram produzidas por Babyface, cantor que fez sucesso nos anos 90 com um r&b baba, e a única realmente boa em todo o disco é "I've got all this ringing in my ears and none on my fingers", não por acaso a mais diferente, com um piano improvável dando o tom.
Alguém com mais de 15 anos e uma mínima bagagem musical dificilmente vai gostar. Mas se você ainda curte as dores adolescentes do amor e das espinhas, o Fall Out Boy pode ser uma das suas bandas preferidas. Mesmo que seja apenas para que se arrependa daqui a uns 10 anos.
Escrito por Daniel Tambarotti
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