28.05.07


CHEMICAL BROTHERS VOLTAM À PISTA

O Chemical Brothers é o último dos grandes da música eletrônica safra anos 90 que ainda sobrevive dignamente sob os holofotes do mercado - alguns de seus comparsas ou acabaram (Orbital), ou atuam de maneira meio outsider (Underworld) ou fracassaram mesmo (Fatboy Slim).

A pressão por "We are the night", nas lojas gringas dia 2 de julho, ganhou impulso após o sucesso do último CD de Tom Rowlands e Ed Simmons, o ótimo "Push the button" (2005), que chegou ao topo da parada inglesa e abacanhou dois troféus Grammy.

A dupla se protegeu de tudo e todos para conceber o novo disco e gravou o dito cujo num bunker à prova de bombas em Londres. Apesar de todo o esforço e isolamento, "We are the night" sofre por ser muito inconstante e viver de altos e baixos. O resultado final remete imediatamente a "Come with us", de 2002, o primeiro trabalho da dupla a apresentar sinais de irregularidade.

Mas nem tudo é desespero. Continua o leque variado de influências que é marca registrada da dupla: os ecos da acid house, as batidas quebradas, os graves gordos, as guitarras indie, as viagens lisérgicas.

É possível dizer que três das melhores músicas da dupla estão aqui. "All rights reserved", parceria com a sensação Klaxons, é a grande estrela do CD: de tons sombrios e aliado à batida mais poderosa e empolgante das 12 faixas, um coro grudento percorre toda a canção e as estrofes cantadas pelo vocalista new-raver.

"The Salmon dance", de clima bailão black, conta com a presença do rapper Fatlip, ex-Pharcyde, e é o momento mais divertido e descompromissado. "The pills won't help you now", parceria melancólica com a banda americana Midlake, mantém a tradição de Rowlands e Simmons de reservar a última faixa do CD a um número épico.

"We are the night" já valeria a pena só por esse trio de canções. Mas é muito, muito pouco para quem está acostumado a entortar os caminhos da música pop.

Ouça essas:
"Saturate"
"Das spiegel"
Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


23.05.07


ZZZzzzzzz

É besteira negar: o Travis sempre serviu como uma bengala, uma distração para matar o tempo entre os discos do Radiohead. Isso enquanto o Radiohead ainda lançava discos com uma certa freqüência e o Travis era de certa forma uma novidade.

Porém, após ouvir "The boy with no name", o disco novo de Fran Healy e cia, nem de escada o grupo serve mais, é apatia demais para um CD. Não é apenas a discussão "bom x ruim": o problema aqui é que as músicas passam e você nem sente.

O Travis hibernou nos últimos quatro anos para fazer exatamente o mesmo disco que o anterior ("12 Memories", 2003), que já não era muito diferente de "The invisible band", de 2001, que, por sua vez, soava bastante como "The man who", de 99...



A estrutura das músicas continua rigorosamente a mesma. Músicas limpinhas com um pé na melancolia, pianinhos, guitarrinhas, violões e a voz de Healy bem à frente, tudo embrulhado com ousadia zero e um clima "vamos todos cantar juntos".

Se colocarmos na ponta do lápis, nada se aproveita ao fim das 12 faixas. Se umas duas ou três concessões forem feitas, salvam-se um refrão aqui ("Big chair"), umas cordas ali ("Battleships"). E vai ser necessário cavar muito para achar mais alguma coisa.

É claro que ninguém com as idéias no lugar espera grandes rupturas estéticas naquele rock bonitinho de bochechas rosadas, mas desta vez os escoceses exageraram.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail




SAI DA TOCA!

Mais um movimento, lento é verdade, do Portishead. Melhor que nada. O trio anunciou shows para dezembro, na Inglaterra.

Vão ser as primeiras apresentações em 10 anos. Ainda no pacote, os três vão fazer a curadoria do famoso festival All Tomorrow's Parties.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


18.05.07

E O PRÊMIO TIM?

Que balela, hein? O lema ali parece ser: protegemos e premiamos os nossos. Uma pena. Nenhuma surpresa, nenhuma novidade. E com tanta coisa bacana acontecendo sendo ignorada.

Não tem como errar, não precisa nem ouvir os discos. Vai na Bethânia, no Caê e na Marisa que fica tudo certo. Um aviso: antes que os puristas comecem a torrar minha paciência, não estou colocando em questão o talento de nenhum desses artistas.

O que está em jogo é a falta de peito para bancar uma renovação. Nem mesmo a mais tímida. Quem ainda acredita naquele beija-mão batido com os protagonistas de sempre, todos já cansados e entediados?

Mas essa fórmula certeira deixa todos felizes: gravadoras, artistas, patrocinadores, assessores e aquele figurão esquecido que agora vai ter a carreira reaquecida para mais uma coletânea. Sai perdendo, não tinha como ser diferente, quem gosta de música.

Na boa, não dá para levar a sério um prêmio de Melhor Grupo para o Roupa Nova com um acústico MTV. Mofado é pouco.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail




SHAKE IT, BABY!

E na edição da festa Moo que rola amanhã, mais duas atrações da gringolândia: Phonique e Martini Bros.

Uma dúvida. Só eu que acho essa festa a coisa mais legal da noite do Rio hoje?



Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


16.05.07

'NEW RAVE' MY ASS!

Sair de uma banda indie com respaldo consistente, ainda que tímido, no meio underground e virar uma dupla de DJs, remixers e produtores: essa foi a tarefa árdua que James Ford e James Shaw cumpriram com sucesso ao abandonarem o quarteto de rock Simian para caminharem em direção às pistas de dança como Simian Mobile Disco.

Depois de remixar e produzir meio mundo – Air e Arctic Monkeys na lista – a dupla coloca na rua no início de junho seu primeiro CD.

“Attack decay sustain release” faz calar a boca daqueles que usam pejorativamente o termo “bate-estaca” para se referir a qualquer batida eletrônica dançante. As dez faixas são feitas para pista sim, mas trazem um leque de influências tão variado que vai fisgar também os mais atentos a arranjos e detalhes.

As batidas quebradas são a base de quase todas as músicas, com os baixos sempre muito gordos fazendo companhia. Elementos de electro old school (lembre de “Planet rock”, do Afrika Bambaataa) fazem de “I got this down” uma pancada irresistivelmente funky.

A inclusão dos hits “Hustler” e “It’s the beat” – lançados como singles antes do disco – pode apontar uma certa preguiça dos James, mas o CD não faria o menor sentido sem a batida sacana da primeira e a urgência da segunda (com uma citação muito bem sacada de Technotronic). Essas são as duas representantes da acid house, com todos aqueles barulhinhos neuróticos que podem irritar os ouvidos menos preparados.

Tem muita gente empacotando os rapazes no balaio de gatos da “new rave”. Bobagem. O Simian não precisa de glowsticks fluorescentes ou do barulho datado de sirenes, isso fica para o Klaxons. No fim das contas, os ex-indie-rockers surpreendem, como mostraram na edição deste ano do Skol Beats, com sua capacidade de fazer dançar.

Ouça essas:
“Sleep deprivation”
“Wooden”

Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


14.05.07


BEIRUT EM NOVA YORK

O comparsa Marcos Ramos manda mais notícias do estrangeiro. Dessa vez, um showzinho do estranho Beirut no Bowery Ballroom, NYC.

*

Zach Condon, 20 anos, norte-americano, multiinstrumentista, faz música como se viesse dos Bálcãs. O rapaz já vem fazendo algum barulho com seu projeto, Beirut (que já foi tema deste blog), com o qual lançou o álbum 'Gulag Orkestar' e o EP 'Lon Gisland' – ambos excelentes. Nos dias 06, 07 e 08 de maio, Zach e sua banda se apresentaram no Bowery Ballroom, em Nova York, com ingressos esgotados para todos os dias.



As canções de Gulag Orkestar formaram a base do show: 'Brandenburg', 'Scenic World', 'Mount Wroclai', 'Postcards from Italy'... Também houve espaço para duas belas canções do EP 'Lon Gisland' ('Elephant Gun' e 'Carousels') e pelo menos uma faixa do novo álbum que, segundo o próprio Zach Condon, deve ser lançado em setembro.

Se as músicas do Beirut já têm os instrumentos de sopro como protagonistas (ouça 'Postcards' e 'Carousels' e entenda), ao vivo essa característica é potencializada. E chegou ao auge no final da apresentação, em 'Gulag Orkestar', quando diversos convidados foram chamados ao palco, elevando o naipe de metais para mais de dez músicos (entre os quais, quase anônimos, alguns integrantes do Arcade Fire – puta chancela).

Descontraídos e com a platéia totalmente entregue desde o início, Zach e cia fizeram uma apresentação curta, mas memorável. Num arroubo à NME, diria que ainda vamos ouvir falar muito dessa banda.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


10.05.07


GRAVE PELO MUNDO

O amigo Marcos Ramos, grande comparsa deste espaço, achou uma brecha em sua bateção de perna por Nova York para assistir ao show da nova e disputada turnê de Björk e conta aí embaixo como funciona ao vivo nossa amiga islandesa na sua fase 'batuques', iniciada no ábum 'Volta'. Dá uma conferida!

*

'O som de Björk sempre foi marcado por uma fusão de opostos que resultava em trabalhos únicos, difíceis de classificar: beats e melodia, eletrônico e orgânico, calmaria e urgência... Mas nos últimos discos ('Medulla' e a trilha do filme 'Drawing Restraint'), a islandesa parecia ter enveredado de vez por um experimentalismo meio pretensioso. Disco e show novos mostram que ela parece estar de...errr...volta aos bons tempos.



No United Palace, em Nova York, Björk escalou uma banda de contrastes: ao lado direito dela, programação eletrônica e bateria. À esquerda, um pianista e dez meninas que se revezavam entre instrumentos de sopro e backing vocals, com igual eficiência, diga-se. O visual seguia a mesma linha: à direita, telas de plasma com imagens dos equipamentos sendo manipulados e resultando nas bases eletrônicas. À esquerda, meninas usando túnicas coloridas, fluorescentes. No meio, Björk com uma roupa espalhafatosa e uma pintura na testa. Ao fundo, grandes estandartes pendurados.

Björk iniciou a apresentação com 'Cover me', ainda com as cortinas fechadas. Na seqüência, 'Earth intruders' (uma das faixas produzidas por Timbaland no novo álbum, como denunciam os beats), 'Hunter' e 'Immature'. Anthony (sem os Johnsons) foi chamado ao palco para um dueto na bela e densa 'Dull flame of desire', também do novo CD. A acompanhá-los, metais e uma discreta percussão.

Alternando faixas antigas (como 'Bachelorette' e 'Army of me') e novas ('I see who you are', 'Wanderlust'), a apresentação seguiu até um desfecho arrebatador, com 'Hyperballad' (com batidas um pouco mais pesadas) e a incômoda 'Pluto'. No bis, 'Declare Independence', faixa de punk rock sem guitarras'.



Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


09.05.07

CHEGOU NA MINHA CAIXA

Um e-mail do chapa James Murphy contando as novidades do LCD Soundsystem. Diz aí, James:

'Você vai poder ouvir a cover do Franz Ferdinand para ‘All my friends’, nosso single novo, na página do LCD no MySpace. Já a cover feita pelo John Cale está no MySpace da gravadora DFA.

Ambas as versões aparecem nos vários formatos que o single vai ser lançado no Reino Unido no dia 28 de maio.’

Acrescento que, de lambuja, nossos amigos do Soundsystem ainda fizeram uma versão de ‘No love lost’, do Joy Division, presente no pacote de downloads oficiais – e pagos.

Se você não mora na Inglaterra ou não tem dinheiro para comprar essas belezuras, não se preocupe. Aponte seu browser para o site de nosso amigo Paul Torrent e seja feliz.

E para encerrar bonito, vai abaixo o vídeo muito bacana de ‘All my friends’. Aperta o mouse na cara do James!


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


08.05.07


SEGUNDO DIA DO SKOL BEATS TEM CARA DE FESTIVAL DECENTE

Depois de uma estréia fraca de público e de atrações na sexta-feira (4), o Skol Beats se redimiu no segundo dia e apresentou um panorama digno de um festival.

O mestre Laurent Garnier assumiu à 1h da manhã e tocou por três horas. Optou por um set de tecno nada ortodoxo, mantendo a tenda The End lotada 100% do tempo. Jogou no meio músicas de drum 'n' bass, colocou um pé na house e fez o povo gritar com um remix em ritmo pesado da manjada "Song 2", do Blur, sem deixar virar uma farofada.


Laurent Garnier

Mais cedo, a dupla M.A.N.D.Y. jogou suas batidas de house, graves de electro e muita melodia sexy na mesma tenda. Os alemães começaram o set com a lotação do espaço ainda pela metade e terminaram consagrados, deixando o palco sob os urros e aplausos do público. Tocaram com vinis, abusaram dos efeitos e criaram clima com os momentos minimalistas "viajantes".

Com a galera na mão, a meia hora final foi de catarse, com um remix inacreditavelmente cheio de suingue para a robótica "O Superman", da performer arte-cabeça Laurie Anderson, seguida na seqüência pelo megahit "Body language", num remix de batidas tortas.


M.A.N.D.Y. e o groove dos alemães

Outra grande estrela da noite, Miss Kittin foi prejudicada por conta de problemas no som: estava baixo, distorcido, sem pressão. A produção entrou em ação e quando tudo parecia bem, cerca de 40 minutos depois de resolvido o problema, mais som baixo.

Kittin então gritou irritada: "Esse lixo não está funcionando!", parou seu maior sucesso – "Requiem for a hit" - no meio e avisou que ia mudar de toca-discos. Então tocou a música toda novamente. Ao fim da apresentação, ela começou a agir como uma rockstar, balançando os cabelos e incitando a platéia. O povo entrou na onda e a gritaria foi geral. Mas já era tarde, a performance já havia sido comprometida.

Outro problema foi o atraso de uma hora para o início do show do esperado Simian Mobile Disco no palco principal. Apesar do pequeno problema, fizeram um set ótimo, no amanhecer do dia, e conseguiu adiar a saída da platéia. Um dos nomes mais festejados da nova safra da eletrônica inglesa, a dupla formada por James Shaw e James Ford tocou "It's the beat", seu mais recente single, além de faixas com várias camadas que faziam balançar, mas não descuidavam de quem prestava atenção à música.


Simian Mobile Disco: It's the beat!

No mesmo local mais cedo, o projeto eletrônico de Iggor Cavallera, ex-baterista do Sepultura, fez um show baseado no electro cheio de distorções roqueiras, bem na linha do que os 2 Many DJs já faziam há uns quatro anos. Apesar de um certo anacronismo, funcionou bem.

O brasileiro Marky causou a comoção de sempre na tenda de drum 'n' bass, que leva seu nome. E mais uma vez carimbou o nome entre os grandes do evento.


Fotos: Flávio Moraes

Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


06.05.07


PRIMEIRO DIA DO SKOL BEATS É MORNO, MORNO

As mudanças na estrutura do festival promoveram conforto ao público presente, mas uma escalação capenga em relação a anos anteriores comprometeu o resultado final: faltou vida ao evento em seu primeiro dia.

E para piorar, a atração mais esperada da noite de sexta-feira (4), o MSTRKRFT, teve seu show cancelado. Os canadenses tiveram problemas na Argentina e não conseguiram embarcar para o Brasil.

No palco principal, o destaque foi o brasileiro Gui Boratto. O produtor, depois de consagração absoluta entre os críticos estrangeiros após o lançamento de seu disco “Chromophobia”, fez um excelente live p.a. (formato em que o DJ recria suas músicas ao vivo), sem passar perto do minimal (estilo com o qual é muitas vezes associado e que é de difícil assimilação para o grande público).

Ele caprichou nas melodias e fechou seu set empunhando uma guitarra, usada para mandar riffs distorcidos entre os beats.

Nathan Fake, que era considerado uma incógnita, deixou de lado o clima "viajante" de seu CD de estréia e fez um set acelerado, recheado de batidas tortas e muitos efeitos. A parede de teclados lembrou o duo inglês Orbital, e os barulhinhos pareciam saídos de um disco dos experimentalismos loucos de Aphex Twin.

Mesmo com público reduzido, ele agradou e saiu aplaudido. O bom 2020 Soundsystem, com os orgânicos bateria e baixo no palco acompanhando o DJ, fez um show apenas OK. Muito da vibe foi embora junto com o público.

A tenda DJ Mag foi a única onde o festival bombou de fato. Com o line-up mais pop do dia, ficou lotada o tempo inteiro. O brasileiro Paulinho Boghosian fez a cama para David Guetta deitar e rolar.

Com segurança e técnica impecável, o francês tocou todos os hits recentes da house music, fazendo a platéia vibrar muito a cada virada. E, sabendo o público que tinha na mão, salpicou alguns clássicos da música eletrônica no set, como "Born slippy", do Underworld (tema do filme “Trainspotting”), "Breathe", do Prodigy, numa versão breakbeat, e "Strings of life", do Rhythm is Rhythm.

Apesar de alguns bons momentos, a tenda Urban Beats teve apenas metade da lotação durante toda a noite. Afrika Bambaataa, a grande estrela, fez um show estranho, que praticamente não começou, mesmo com 40 minutos de tempo corrido.

Um dos pioneiros do hip hop parecia ter dificuldades técnicas e deixou espaço para seus mestres de cerimônia que chegaram a irritar a platéia com seguidos “vamos fazer barulho” sem música de acompanhamento. O DJ Q-Bert, da turma de DJ Shadow, foi o que soltou os beats e scratches mais elogiados daquele espaço.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


03.05.07

BYE BYE, PANDORA

Acabou a farra. A ótima rádio online Pandora não vai mais poder ser ouvida aqui do Brasil. Devido a problemas de direitos autorais e licenciamentos de músicas, a rádio vai ficar restrita a ouvintes nos Estados Unidos e Reino Unido.

O bacana da rádio era que ela montava uma programação automática de acordo com o seu gosto. Era só digitar o nome de uma banda que vinha uma seqüência interinha de músicas do mesmo estilo, de nomes conhecidos e outros obscuros, que você nem sabia que gostava.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail




MAIS COACHELLA

Os shows do festival ainda ecoam. Aí abaixo vão vídeos de alguns momentos-chave do evento:

1) 'Testify', a primeira música do show de retorno do Rage Against The Machine. Clica na foto para assistir




2) Jesus and Mary Chain também em show revival, contando com o vocal da atriz Scarlett Johansson durante a performance de 'Just Like Honey'. A música é um hino da banda, que voltou à pauta do dia ao fazer parte da trilha do filme 'Encontros e desencontros', dirigido por Sophia Coppola e com Scarlett no elenco. Notem como ela desafina. É só clicar na foto.



Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


02.05.07


DESERTO ROQUENROU

O Coachella e suas mais de cem atrações foram o pontapé inicial aos grandes festivais de verão do hemisfério norte (mesmo que lá ainda seja primavera).

Um amigo e comparsa do Grave foi ao deserto californiano no fim de semana passado conferir a volta do Rage Against The Machine, os novos shows de Björk e Arctic Monkeys e os novos rumos da música pop. Todas as notícias, impressões e curiosidades do megafestival estão aqui

E como essa tal de internet é mesmo uma maravilha, praticamente todas as apresentações do evento - ou trechos delas - estão no YouTube. Facilitei sua vida e já dei uma pesquisada prévia: clica que você vai direto para a página de resultados da busca pelos vídeos do festival.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail





TIOZINHO COOL

Quando Nick Cave se mexe, diz o bom senso que é prudente ir conferir o que o australiano está fazendo, pois há grande chance de a recompensa ser espetacular. Depois de trabalhos solos muito elogiados, Cave decidiu montar o Grinderman, banda que reúne alguns de seus comparsas de Bad Seeds - seu grupo de apoio.

Um nariz torcido logo de cara é natural. Um bando de tiozinhos querendo fazer "roquenrou" descompromissado como se tivessem 22 anos de idade? Mais dúvidas: por que montar uma banda "nova" com alguns integrantes tirados do grupo que te acompanha em carreira solo?



Para poder fazer diferente sem ninguém enchendo o saco é a resposta. Nick Cave andou dizendo que os quatro entraram em estúdio sem a menor idéia de como o Grinderman iria soar, sem nenhuma pista de como seria essa banda. E cometeram um ousadíssimo disco de rock afogado em blues barulhento e sem parâmetros no cenário atual.

O trabalho é cru e tem a marca registrada de Nick Cave e sua voz cavernosa (trocadilho involuntário, desculpem). O quarteto se sai muito bem quando se encaminha para o pesado e o estranho, como nas três primeiras faixas. Porém, é impossível ouvir este álbum sem ter como base de comparação os discos da carreira de Cave, principalmente quando aliviam na estranheza e ficam mais "normais". Mas mesmo uma leve semelhança com trabalhos anteriores não compromete o resultado final.

Ao fim das 13 faixas sombrias de "Grinderman", os olhares desconfiados já não existem mais. Os coroas outsiders não só conseguem entrar para a turma cool dos garotões como acabam virando os líderes da gangue.

Ouça essas:
"Electric Alice"
"Vortex"
Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail