09.08.07
ATÉ QUE ENFIM
Depois de se dedicar a trilhas sonoras de climas etéreos, o Underworld volta aos batidões que sabe fazer muito bem. A dupla acaba de gravar seu sexto álbum de estúdio, que vai se chamar ‘Oblivion with bells’.

De acordo com o Earplug, o disco é musicalmente influenciado pela atual cena techno alemã: entre os citados estão Ricardo Villalobos e os lançamentos da Kompakt, gravadora por onde saiu o festejado CD do brasileiro Gui Boratto. Mas continuam lá todos os elementos que fizeram a fama do Underworld.
Entre as faixas estão ‘Beautiful Burnout’, mais pista, e a pianinho e vocal ‘Good Morning Cockerel’. A previsão de lançamento é outubro.
ATÉ QUE ENFIM
Depois de se dedicar a trilhas sonoras de climas etéreos, o Underworld volta aos batidões que sabe fazer muito bem. A dupla acaba de gravar seu sexto álbum de estúdio, que vai se chamar ‘Oblivion with bells’.

De acordo com o Earplug, o disco é musicalmente influenciado pela atual cena techno alemã: entre os citados estão Ricardo Villalobos e os lançamentos da Kompakt, gravadora por onde saiu o festejado CD do brasileiro Gui Boratto. Mas continuam lá todos os elementos que fizeram a fama do Underworld.
Entre as faixas estão ‘Beautiful Burnout’, mais pista, e a pianinho e vocal ‘Good Morning Cockerel’. A previsão de lançamento é outubro.
Escrito por Daniel Tambarotti
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07.08.07
JÁ ENSAIOU O SEU PASSINHO?
O lance do momento por aqui é a dança do siri, mas para o Chemical Brothers, o que está bombando é a Dança do Salmão.

Em bom inglês, 'The Salmon Dance', próximo single da dupla, a ser lançado dia 10 de setembro. Apesar de estar no irregular último CD de Tom e Ed, esta é possivelmente uma das músicas mais divertidas dos Brothers em anos.
O clipe é sensacional e mostra como o simpático Sammy, The Salmon e seu amigo rapper Fat Lip se viram para explicar o que é a tal Salmon Dance. Reparem também no peixinho que incha de acordo com as pancadas do grave da música. De rolar de rir.
Aproveitando o fenômeno de internet que virou a dancinha, a dupla decidiu promover um concurso e premiar o melhor vídeo postado aqui.

O vencedor vai ser escolhido pelos próprios Chemicals no dia 10 de setembro e vai receber dois tickets para o show já esgotado do duo no Brixton Academy, mais duas credenciais para uma festinha privê depois do show. Você tem até o dia 31 de agosto para mandar seu vídeo. Capricha no rebolado.
JÁ ENSAIOU O SEU PASSINHO?
O lance do momento por aqui é a dança do siri, mas para o Chemical Brothers, o que está bombando é a Dança do Salmão.

Em bom inglês, 'The Salmon Dance', próximo single da dupla, a ser lançado dia 10 de setembro. Apesar de estar no irregular último CD de Tom e Ed, esta é possivelmente uma das músicas mais divertidas dos Brothers em anos.
O clipe é sensacional e mostra como o simpático Sammy, The Salmon e seu amigo rapper Fat Lip se viram para explicar o que é a tal Salmon Dance. Reparem também no peixinho que incha de acordo com as pancadas do grave da música. De rolar de rir.
Aproveitando o fenômeno de internet que virou a dancinha, a dupla decidiu promover um concurso e premiar o melhor vídeo postado aqui.

O vencedor vai ser escolhido pelos próprios Chemicals no dia 10 de setembro e vai receber dois tickets para o show já esgotado do duo no Brixton Academy, mais duas credenciais para uma festinha privê depois do show. Você tem até o dia 31 de agosto para mandar seu vídeo. Capricha no rebolado.
Escrito por Daniel Tambarotti
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01.08.07
LIGADÃO, LIGADÃO
Thom Yorke está hibernado, mas deixou o radar em pleno funcionamento e sabe direitinho com quem se enturmar.

Thom chora em mais uma música do Radiohead
Enquanto grava (ou ainda escreve, ou já finaliza, não se sabe mais) o disco novo do Radiohead (ô cdzinho difícil de sair, minha gente!), o atormentado rockstar achou tempo para cantar no single novo do Modeselektor. De quem?
O Modeselektor, vale situar, é uma dupla de DJs alemã bastante festejada e com uma das carreiras mais bem estruturadas da nova onda da música eletrônica européia. Lançam pelo Bpitch Control, selo da dona Ellen Allien, e seus beats dançam nos ritmos do techno, electro e breaks. Ou tudo isso junto. E bem nervosinho. O CD mixado ‘Boogy Bytes Vol. 3’ dá uma excelente idéia do que é o som dos berlinenses.

A música que tem a participação de Yorke se chama ‘The white flash’ e é o primeiro single de ‘Happy Birthday’, primeiro álbum de produções próprias da dupla, a ser lançado em setembro.
O vocalista do Radiohead continua cantando como se estivesse miando (isso é um elogio!) e a colaboração dos dois artistas pode soar estranha inicialmente. Mas o resultado ficou… Bom, ficou mais pra Radiohead do que pra Modeselektor. Ouve aí.
Ou baixa aqui.
LIGADÃO, LIGADÃO
Thom Yorke está hibernado, mas deixou o radar em pleno funcionamento e sabe direitinho com quem se enturmar.

Thom chora em mais uma música do Radiohead
Enquanto grava (ou ainda escreve, ou já finaliza, não se sabe mais) o disco novo do Radiohead (ô cdzinho difícil de sair, minha gente!), o atormentado rockstar achou tempo para cantar no single novo do Modeselektor. De quem?
O Modeselektor, vale situar, é uma dupla de DJs alemã bastante festejada e com uma das carreiras mais bem estruturadas da nova onda da música eletrônica européia. Lançam pelo Bpitch Control, selo da dona Ellen Allien, e seus beats dançam nos ritmos do techno, electro e breaks. Ou tudo isso junto. E bem nervosinho. O CD mixado ‘Boogy Bytes Vol. 3’ dá uma excelente idéia do que é o som dos berlinenses.

A música que tem a participação de Yorke se chama ‘The white flash’ e é o primeiro single de ‘Happy Birthday’, primeiro álbum de produções próprias da dupla, a ser lançado em setembro.
O vocalista do Radiohead continua cantando como se estivesse miando (isso é um elogio!) e a colaboração dos dois artistas pode soar estranha inicialmente. Mas o resultado ficou… Bom, ficou mais pra Radiohead do que pra Modeselektor. Ouve aí.
Ou baixa aqui.
Escrito por Daniel Tambarotti
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31.07.07
JUSTICE FOR ALL
O Justice começou a chamar a atenção com dois sucessos monstruosos: o remix de “Never be alone”, música da dupla Simian Mobile Disco (que foi rebatizada para "We are your friends") e “Waters of Nazareth”. Com a ajuda esperta do descoladíssimo selo Ed Banger Records, foram de primeira classe para as alturas dos círculos cool - de blogueiros a DJs, de revistas a fashionistas.
Diante de tanto burburinho, era grande a pressão em cima da dupla para esse primeiro disco, "†" (vamos usar "Cross", para facilitar a grafia). Comparações imediatas com o Daft Punk são inevitáveis: também são um duo, também são franceses e fazem uma mistureba eletrônica tendo a house music, ou mutações dela, como base de tudo.

Mas enquanto o Daft Punk é aquele robozinho alegre e gente boa que pede licença para entrar, o Justice é o ignorante que mete o pé e arromba a porta. Em "Cross", as melodias simples e ganchudas à la Daft estão presentes, mas o clima disco-happy bebeu doses e mais doses das distorções do electro.
Xavier de Rosnay e Gaspard Auge mostram muito peito ao abrirem o CD com o clima cemitério de "Genesis", que faz uma dobradinha irônica com "Let there be light". A onda funky cool transborda em "D.A.N.C.E", o primeiro single, de clipe espetacular e dedicada a Michael Jackson - a voz principal é de um menino de oito anos que canta repetidamente a sugestiva frase "Do the dance, do the dance".
"Stress" é a mais nervosa e tensa de todo o disco: beats claustrofóbicos para trilhas de filme de terror. "Waters of Nazareth" mostra o real poder de fogo da dupla: uma pancada na orelha de batida reta e um riff sujo, muito sujo, de deixar o louco que cola a cabeça na caixa de som surdo. Roquenrol até o osso.
Dessa maneira, o Justice, além de dar respaldo e credibilidade, também vira o chefe da nova geração de DJs e produtores da música eletrônica.
Baixe essas:
"Phantom"
"The Party"
JUSTICE FOR ALL
O Justice começou a chamar a atenção com dois sucessos monstruosos: o remix de “Never be alone”, música da dupla Simian Mobile Disco (que foi rebatizada para "We are your friends") e “Waters of Nazareth”. Com a ajuda esperta do descoladíssimo selo Ed Banger Records, foram de primeira classe para as alturas dos círculos cool - de blogueiros a DJs, de revistas a fashionistas.
Diante de tanto burburinho, era grande a pressão em cima da dupla para esse primeiro disco, "†" (vamos usar "Cross", para facilitar a grafia). Comparações imediatas com o Daft Punk são inevitáveis: também são um duo, também são franceses e fazem uma mistureba eletrônica tendo a house music, ou mutações dela, como base de tudo.

Mas enquanto o Daft Punk é aquele robozinho alegre e gente boa que pede licença para entrar, o Justice é o ignorante que mete o pé e arromba a porta. Em "Cross", as melodias simples e ganchudas à la Daft estão presentes, mas o clima disco-happy bebeu doses e mais doses das distorções do electro.
Xavier de Rosnay e Gaspard Auge mostram muito peito ao abrirem o CD com o clima cemitério de "Genesis", que faz uma dobradinha irônica com "Let there be light". A onda funky cool transborda em "D.A.N.C.E", o primeiro single, de clipe espetacular e dedicada a Michael Jackson - a voz principal é de um menino de oito anos que canta repetidamente a sugestiva frase "Do the dance, do the dance".
"Stress" é a mais nervosa e tensa de todo o disco: beats claustrofóbicos para trilhas de filme de terror. "Waters of Nazareth" mostra o real poder de fogo da dupla: uma pancada na orelha de batida reta e um riff sujo, muito sujo, de deixar o louco que cola a cabeça na caixa de som surdo. Roquenrol até o osso.
Dessa maneira, o Justice, além de dar respaldo e credibilidade, também vira o chefe da nova geração de DJs e produtores da música eletrônica.
Baixe essas:
"Phantom"
"The Party"
Escrito por Daniel Tambarotti
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26.07.07
NÃO FOI 'MÁGICO', MAS...
E não é que o show ontem à noite do Magic Numbers no Circo Voador, Rio de Janeiro, foi bom? Mais do que esperava. Confesso que estava cheio de desconfianças após aquele segundo disco fraco, fraco.
Quer dizer, bacana se você entra no clima ‘vamos cantar todos juntos’ dos gordinhos que, apesar de ingleses, fazem um som vindo direto do meio-oeste americano, com country e folk até os ossos.
Focaram o show no primeiro disco (ufa!) e, no fim das contas, podia ter rolado um pouco menos de baladinhas, estava claro desde os primeiros 15 minutos de show que o povo queria era pular.
O lugar estava cheio no ponto, sem aperto. Som decente, luz simples e bonitinha. O povo indie cantando as letras, gritando no gargarejo. O de sempre, né?
Os Magic tocaram uma música nova (recepção morna) e todos os hits (povo gritando). Mas o melhor momento - e o mais desconcertante também - foi na penúltima do bis. Como prometido nessa entrevista aqui, eles fizeram uma surpresa: tocaram “Crazy in love”, da Beyoncé, de um jeito Magic Numbers de ser.
O mais legal foi ver a massa indie ficar desnorteada, sem saber muito que fazer, se entreolhando assustados, como que perguntando: será que posso cantar? É legal gostar de Beyoncé? Vou continuar sendo cool se eu me empolgar e entrar na brincadeira? Só metade da platéia entendeu.
NÃO FOI 'MÁGICO', MAS...
E não é que o show ontem à noite do Magic Numbers no Circo Voador, Rio de Janeiro, foi bom? Mais do que esperava. Confesso que estava cheio de desconfianças após aquele segundo disco fraco, fraco.
Quer dizer, bacana se você entra no clima ‘vamos cantar todos juntos’ dos gordinhos que, apesar de ingleses, fazem um som vindo direto do meio-oeste americano, com country e folk até os ossos.
Focaram o show no primeiro disco (ufa!) e, no fim das contas, podia ter rolado um pouco menos de baladinhas, estava claro desde os primeiros 15 minutos de show que o povo queria era pular.
O lugar estava cheio no ponto, sem aperto. Som decente, luz simples e bonitinha. O povo indie cantando as letras, gritando no gargarejo. O de sempre, né?
Os Magic tocaram uma música nova (recepção morna) e todos os hits (povo gritando). Mas o melhor momento - e o mais desconcertante também - foi na penúltima do bis. Como prometido nessa entrevista aqui, eles fizeram uma surpresa: tocaram “Crazy in love”, da Beyoncé, de um jeito Magic Numbers de ser.
O mais legal foi ver a massa indie ficar desnorteada, sem saber muito que fazer, se entreolhando assustados, como que perguntando: será que posso cantar? É legal gostar de Beyoncé? Vou continuar sendo cool se eu me empolgar e entrar na brincadeira? Só metade da platéia entendeu.
Escrito por Daniel Tambarotti
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25.07.07
THE EDITORS IGNORA COMPARAÇÕES
Um disco cuja primeira faixa tem a força de “Smokers outside the hospital doors” garante 100% da atenção e boa vontade do ouvinte.
A tal música, com seu tom épico/desesperado, serve como exemplo da evolução nada óbvia sofrida pelo grupo Editors, que chega ao segundo trabalho, “An end has a start”: o grupo poderia ter virado um sub-U2, mas preferiu não patinar em pieguice.

Com composições ganchudas, a voz poderosa de Tom Smith e a parede de guitarra de Chris Urbanowicz, foi moleza passar no teste do segundo disco, ponto de naufrágio da maioria das “bandinhas NME”, que estampam a capa do jornal inglês toda semana.
Afogados na sonoridade pós-punk (ajoelham no milho para o Joy Division todos os dias), os quatro de Birmingham vão continuar sofrendo comparações com o Interpol, outro filhote de Ian Curtis. Não tem problema nenhum, eles são parecidos mesmo e a prova está no som.
Mas quem se importa? O rock não tem nada de realmente novo há uns 15 anos pelo menos, vive correndo atrás do próprio rabo mesmo. Porém, bons álbuns de rock, mesmo que dêem a sensação de já ouvi isso antes, vão continuar sendo feitos, e este “An end has a start” é um deles.
Baixe essas:
“An end has a start”
“The weight of the world”
“Escape the nest”
THE EDITORS IGNORA COMPARAÇÕES
Um disco cuja primeira faixa tem a força de “Smokers outside the hospital doors” garante 100% da atenção e boa vontade do ouvinte.
A tal música, com seu tom épico/desesperado, serve como exemplo da evolução nada óbvia sofrida pelo grupo Editors, que chega ao segundo trabalho, “An end has a start”: o grupo poderia ter virado um sub-U2, mas preferiu não patinar em pieguice.

Com composições ganchudas, a voz poderosa de Tom Smith e a parede de guitarra de Chris Urbanowicz, foi moleza passar no teste do segundo disco, ponto de naufrágio da maioria das “bandinhas NME”, que estampam a capa do jornal inglês toda semana.
Afogados na sonoridade pós-punk (ajoelham no milho para o Joy Division todos os dias), os quatro de Birmingham vão continuar sofrendo comparações com o Interpol, outro filhote de Ian Curtis. Não tem problema nenhum, eles são parecidos mesmo e a prova está no som.
Mas quem se importa? O rock não tem nada de realmente novo há uns 15 anos pelo menos, vive correndo atrás do próprio rabo mesmo. Porém, bons álbuns de rock, mesmo que dêem a sensação de já ouvi isso antes, vão continuar sendo feitos, e este “An end has a start” é um deles.
Baixe essas:
“An end has a start”
“The weight of the world”
“Escape the nest”
Escrito por Daniel Tambarotti
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23.07.07
THE EDITORS VOZ E VIOLÃO
Já que falei do Interpol no post aí embaixo, vou continuar com os filhotes de Joy Division. A bola da vez é o Editors. Fuçando a rede atrás de coisas da banda, me deparei com uma apresentação acústica dos ingleses na MTV italiana.

Se o que nos discos - eles acabam de lançar o segundo - soa grandioso e desesperado, nas versões voz e violão a agonia ganha tintas melancólicas sem perder o vigor. É impressionante.
Aqui está o link para a sensacional versão unplugged de 'Smokers outside the hospital doors', o primeiro single do disco novo.
E o caminho para todos os vídeos da apresentação no canal musical italiano é esse.
A propósito do CD novo: amanhã publico aqui e no portal G1 a resenha de 'An end has a start'.
THE EDITORS VOZ E VIOLÃO
Já que falei do Interpol no post aí embaixo, vou continuar com os filhotes de Joy Division. A bola da vez é o Editors. Fuçando a rede atrás de coisas da banda, me deparei com uma apresentação acústica dos ingleses na MTV italiana.

Se o que nos discos - eles acabam de lançar o segundo - soa grandioso e desesperado, nas versões voz e violão a agonia ganha tintas melancólicas sem perder o vigor. É impressionante.
Aqui está o link para a sensacional versão unplugged de 'Smokers outside the hospital doors', o primeiro single do disco novo.
E o caminho para todos os vídeos da apresentação no canal musical italiano é esse.
A propósito do CD novo: amanhã publico aqui e no portal G1 a resenha de 'An end has a start'.
Escrito por Daniel Tambarotti
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17.07.07
INTERPOL VAI NO ALVO
Sempre acusaram o Interpol de apatia nova-iorquina exagerada, postura blasé e um cuidado excessivo no vestir, culpa dos terninhos pretos bem cortados.
Enquanto os Strokes (para citar um contemporâneo) se fingiam de molambos, eles assumiam com orgulho o bom caimento do figurino. Tudo a ver, no fim das contas, com as influências dark-frias-angustiadas do pós-punk inglês, sua maior fonte de inspiração.

"Our love to admire" é o terceiro disco da banda, a estréia numa gravadora grande e vem precedido de boatos sobre momentos tensos nas relações entre os integrantes.
Esqueça toda essa bobagem, nada disso aparece no resultado final. O disco traz, isso sim, uma banda ainda cheia de inquietações urbanas, procurando novos caminhos e sem se preocupar muito em agradar ninguém. Tem coisa mais anti-Interpol do que essa capa?
A escalação do produtor Rich Costey, com o Muse no currículo, talvez explique o som cheio, a introdução dos pianos e alguns climas épicos de umas três ou quatro músicas novas.
Percebe-se, faixa a faixa, uma produção 100% detalhista, preocupada ao extremo com cada aspecto: mudanças de andamento, timbres, climas.
"The Heinrich maneuver", o primeiro single, é uma porrada muito bem dada: o riff fica na cabeça por dias, o vocal de Paul Banks enche a música de vigor. Aliás, vigor é o que mais se percebe na primeira metade do CD: "Pioneer to the falls" e "No I in threesome" (excelente título) já entram de cara para o hall das melhores da banda.
Algumas escorregadas do meio para a frente não comprometem "Our love", mas a gente não precisava de "Wrecking ball", por exemplo. E o fim com a espetacular "Lighthouse" - lenta, estridente, melancólica, deprê - mostra o quão ousado e bem-sucedido o Interpol ainda pode ser.
Destaques:
"All fired up"
"Who do you think"
INTERPOL VAI NO ALVO
Sempre acusaram o Interpol de apatia nova-iorquina exagerada, postura blasé e um cuidado excessivo no vestir, culpa dos terninhos pretos bem cortados.
Enquanto os Strokes (para citar um contemporâneo) se fingiam de molambos, eles assumiam com orgulho o bom caimento do figurino. Tudo a ver, no fim das contas, com as influências dark-frias-angustiadas do pós-punk inglês, sua maior fonte de inspiração.

"Our love to admire" é o terceiro disco da banda, a estréia numa gravadora grande e vem precedido de boatos sobre momentos tensos nas relações entre os integrantes.
Esqueça toda essa bobagem, nada disso aparece no resultado final. O disco traz, isso sim, uma banda ainda cheia de inquietações urbanas, procurando novos caminhos e sem se preocupar muito em agradar ninguém. Tem coisa mais anti-Interpol do que essa capa?
A escalação do produtor Rich Costey, com o Muse no currículo, talvez explique o som cheio, a introdução dos pianos e alguns climas épicos de umas três ou quatro músicas novas.Percebe-se, faixa a faixa, uma produção 100% detalhista, preocupada ao extremo com cada aspecto: mudanças de andamento, timbres, climas.
"The Heinrich maneuver", o primeiro single, é uma porrada muito bem dada: o riff fica na cabeça por dias, o vocal de Paul Banks enche a música de vigor. Aliás, vigor é o que mais se percebe na primeira metade do CD: "Pioneer to the falls" e "No I in threesome" (excelente título) já entram de cara para o hall das melhores da banda.
Algumas escorregadas do meio para a frente não comprometem "Our love", mas a gente não precisava de "Wrecking ball", por exemplo. E o fim com a espetacular "Lighthouse" - lenta, estridente, melancólica, deprê - mostra o quão ousado e bem-sucedido o Interpol ainda pode ser.
Destaques:
"All fired up"
"Who do you think"
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.07.07
MEXE A CADEIRA
Agenda complicada para quem quer dançar este fim de semana.
A dúvida hoje fica com os paulistas. O DJ americano Claude Vonstroke, do hit 'Who's afraid of Detroit', toca no D-Edge. E os respeitados alemães do MyMy fazem um live pa no clube Clash.
No sabadão, a chapa esquenta para os cariocas. Vonstroke comparece na festa Expresso, no Pátio Lounge, e a Moo vira a casa dos DJs alemães.
Duas excelentes atrações numa mesma noite. O jeito vai ser tentar pular de uma para a outra. Haja gás.
MEXE A CADEIRA
Agenda complicada para quem quer dançar este fim de semana.
A dúvida hoje fica com os paulistas. O DJ americano Claude Vonstroke, do hit 'Who's afraid of Detroit', toca no D-Edge. E os respeitados alemães do MyMy fazem um live pa no clube Clash.
No sabadão, a chapa esquenta para os cariocas. Vonstroke comparece na festa Expresso, no Pátio Lounge, e a Moo vira a casa dos DJs alemães.
Duas excelentes atrações numa mesma noite. O jeito vai ser tentar pular de uma para a outra. Haja gás.
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.07.07
LIGADO NA TOMADA NOVAMENTE
Acabou a moleza. É hora de voltar ao batente. Para espantar a depressão, ainda vale uma geral sobre o Sónar, o festival que mostra os novos rumos da música e dá início aos trabalhos musicais do verão europeu.
O post anterior foi escrito meio na correria das férias. Então, para inaugurar o retorno deste blog à ativa, vai uma geral sobre o festival de Barcelona.
*
Quinta-feira – Dia – O nome mais famoso da porção dia do evento era o inglês James Holden, que tocou no SonarVillage, a área aberta, gramada e ensolarada do CCCB, uma espécie de MAM de Barcelona. Vale o registro de que a porção dia do festival é tradicionalmente dedicada a sons e artistas mais experimentais.
A eletrônica mezzo cabeça mezzo dançante do magrelo deixou o lugar lotado, com o povo dançando calibrado por muita cerveja. A galera não ligava muito pra esse lance de superstar DJ: a cabine ficava quase toda escondida atrás de uma árvore, bem na lateral do palco. Só conseguia ver o DJ quem se esforçasse muito, dançar ou se esparramar preguiçosamente pelo chão era mais importante.
Uma leva de artistas orientais - japoneses e chineses - também marcou presença no primeiro dia. Tocando quase todos muito cedo, passaram meio batidos.
Quinta-feira – Noite – Festa de gala para um show especial, exclusivo e instrumental dos Beastie Boys. Nada de hits ou os cavalos de batalha de sempre: nessa noite só os temas mais jazzy e obscuros dos rappers de NY. Um show histórico, descompromissado e lotado.
Na seqüência, o Narod Niki. Capitaneado pelo queridinho Ricardo Villalobos, o Narod é um combo de DJs de techno/minimal, todos no palco ao mesmo tempo, improvisando as batidas ao vivo. Os oito lá em cima (entre eles Richie Hawtin e Luciano), concentrados manipulando seus laptops e soltando as pancadas (que passaram longe da cabecice minimal), era visualmente uma espécie de Santa Ceia dos DJs. Confere na foto aí embaixo.
LIGADO NA TOMADA NOVAMENTE
Acabou a moleza. É hora de voltar ao batente. Para espantar a depressão, ainda vale uma geral sobre o Sónar, o festival que mostra os novos rumos da música e dá início aos trabalhos musicais do verão europeu.
O post anterior foi escrito meio na correria das férias. Então, para inaugurar o retorno deste blog à ativa, vai uma geral sobre o festival de Barcelona.
*
Quinta-feira – Dia – O nome mais famoso da porção dia do evento era o inglês James Holden, que tocou no SonarVillage, a área aberta, gramada e ensolarada do CCCB, uma espécie de MAM de Barcelona. Vale o registro de que a porção dia do festival é tradicionalmente dedicada a sons e artistas mais experimentais.
A eletrônica mezzo cabeça mezzo dançante do magrelo deixou o lugar lotado, com o povo dançando calibrado por muita cerveja. A galera não ligava muito pra esse lance de superstar DJ: a cabine ficava quase toda escondida atrás de uma árvore, bem na lateral do palco. Só conseguia ver o DJ quem se esforçasse muito, dançar ou se esparramar preguiçosamente pelo chão era mais importante.
Uma leva de artistas orientais - japoneses e chineses - também marcou presença no primeiro dia. Tocando quase todos muito cedo, passaram meio batidos.
Quinta-feira – Noite – Festa de gala para um show especial, exclusivo e instrumental dos Beastie Boys. Nada de hits ou os cavalos de batalha de sempre: nessa noite só os temas mais jazzy e obscuros dos rappers de NY. Um show histórico, descompromissado e lotado.
Na seqüência, o Narod Niki. Capitaneado pelo queridinho Ricardo Villalobos, o Narod é um combo de DJs de techno/minimal, todos no palco ao mesmo tempo, improvisando as batidas ao vivo. Os oito lá em cima (entre eles Richie Hawtin e Luciano), concentrados manipulando seus laptops e soltando as pancadas (que passaram longe da cabecice minimal), era visualmente uma espécie de Santa Ceia dos DJs. Confere na foto aí embaixo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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Sexta-feira – Dia – As coisas começaram a esquentar no SonarDome (tenda nos fundos do CCCB) com as batidas quebradas do local DJ Muerto. No Escenario Hall, palco chique no subsolo do centro cultural, com som perfeitamente equalizado e muito alto, lotação absolutamente esgotada para o show ultra-experimental da banda americana Sun O))). A segurança do evento teve que bloquear os dois acessos ao palco, para evitar desconforto ou um possível acidente. O som era uma parede de guitarras, dissonante, atonal. Puro barulho distorcido para alguns, genialidade para outros.
No Village era a vez das bandas da Finlândia, uma de soul, Nicole Willis and The Soul Investigators, que balançou quem nela apostou, e outra de rock eletrônico farofa, Accu, cuja piada só dura até a terceira música. Nos intervalos a dupla The Executives soltava o groove, arracando muito urrul da galera já calibrada de cerveja embaixo do sol.
Sexta-feira – Noite – Perdi o show de hits do Beastie Boys – a fila para entrar estava bem grande. Fui direto para a máquina alemã Modeselektor, queridinhos de Ellen Allien. Muita distorção num set meio techno meio electro meio breakbeat que não deixou ninguém respirar.
A galera do dubstep inglês, num showcase da Radio 1 (BBC), saiu perdendo por estar escalada no mesmo horário que Richie Hawtin, o canadense mais amado na Europa. O DJ fez praticamente todo o festival se dirigir para o SonarClub, o palco principal, assim que seu set começou.
Tratado como deus, entrou com a platéia na mão. Seria fácil se acomodar, mas Richie não amoleceu e fez um set de techno impecável, cheio de efeitos, algumas pitadas de old school e muita concentração: era engraçado vê-lo ajeitando a franja loura na testa enquanto manuseava os vinis.
Lá fora, no SonarPub, palco a céu aberto, o fenômeno Justice entrava de vez para o primeiro time da música eletrônica. O que se viu foi uma catarse coletiva: povo gritando a cada virada ou riff conhecido. Tocaram todos os hits e, para espanto geral, terminaram o set com ‘Killing in the name’, do Rage Against The Machine. Tudo a ver. O palco era uma festa. Depois de dois momentos como esses, ficou a impressão de que o Simian Mobile Disco ficou devendo. Não foi exatamente ruim, mas por todo o hype em cima da dupla, esperava-se mais.

Justice faz farra
Escrito por Daniel Tambarotti
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Sábado – Dia – De ressaca da noite anterior, foi difícil chegar cedo para os shows da tarde e não estava exatamente no clima do hip-hop francês do Hocus Pocus. Portanto, descansar na sombra estava mais indicado. Deu para dançar com o set dos locais do Lovemonkey Soundsystem: bem pop, para ver a galera batendo palminha. A grande atração da tarde de sábado, o Junior Boys teve alguns problemas técnicos no início do show, o que deixou o vocalista meio irritado.
A todo momento ele se desculpava e agradecia o público por ser paciente. O povo nem ligava para a pequena falha na equalização do baixo e entrou no clima do pop eletrônico delicado-dançante do trio canadense. Uma hora de show com o Village completamente lotado.

Junior Boys
Sábado – Noite – Foi inevitável perceber um clima de despedida no ar no último dia do festival. O espanhol Angel Molina fazia a cama para os também locais Fangoria, uma banda histórica na Espanha, dona de um pop eletrônico meio kitsch/escandaloso, com um jeito Pedro Almodóvar de ser. Só fez sentido para os espanhóis. Hora de rumar para o set do alemão Dixon, uma surpresa inesperada: um house elegante sem perder o vigor; melodia e ritmo equilibrados no ponto. A céu aberto e numa noite fresquinha, desceu redondo.
Jeff Mills, lenda e presença obrigatória em toda edição do Sonar, fez um de seus melhores sets, segundo alguns assíduos do festival me garantiram. Nome fundamental na história do techno de Detroit, o negão soltou hits e singles estalando de novos, sem amaciar nas batidas.
O projeto de rock do multi-homem eletrônico Matthew Dear é bacana em disco, mas não funcionou num festival grande. E a superstar Miss Kittin encerrou a edição 2007 já com o dia claro, mostrando que o formato do festival, mesmo após 14 edições, ainda tem fôlego de sobra.
Fotos: Daniel Tambarotti
Escrito por Daniel Tambarotti
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20.06.07
DIRETO DO SONAR
Este blog esta de ferias, mas resolvi publicar algumas impressoes sobre os shows do festival de Barcelona, que rolou no fim de semana. Os teclados dos computadores europeus sao complicados e resolvi nao perder tempo procurando acentos e cedilhas. Portanto, nao estranhe a falta de pontuacao.
Se ainda restava alguma incerteza quanto 'a entrada do Justice no hall do primeiro time da nova geraçao de DJs produtores da musica eletronica, todas as duvidas foram dissipadas depois da catarse promovida pelos franceses no segundo dia desta edicao do Sonar.
Eles tocaram ao ar livre e no palco era uma festa. Com a cruz que ilustra a capa de seu recem-lancado album espalhado por todos os lados, nao economizaram nas distorcoes e desceram a pancada nas batidas, fazendo tudo tremer. O final inusitado com 'Killing in the name', do Rage Against the Machine, cheia de efeitos e extremamente pesada completou a festa.
Os Beastie Boys eram as grandes estrelas do festival e honraram o posto com duas apresentacoes cujos ingressos foram disputados a tapa. O primeiro show, na quinta, foi um 'Gala event', como o festival anunciava, apenas de musicas mais desconhecidas e temas instrumentais. O sequito fiel de fas do grupo urrava a cada musica e no palco os musicos tocavam 'a vontade.
Estou ate agora me doendo porque perdi a volta do Devo, mas ainda tiveram muuuuuitos outros excelentes momentos, como a 'Santa Ceia' dos DJs do Narod Niki, os graves assustadores do mestre Richie Hawtin e do combo Various Productions, a eletronica chique do ingles Dixon, a lenha do Jeff Mills... O papo aqui vai longe...
Mais tarde publico algumas fotos e videos feitos por mim e amigos durante o evento. Hasta.
DIRETO DO SONAR
Este blog esta de ferias, mas resolvi publicar algumas impressoes sobre os shows do festival de Barcelona, que rolou no fim de semana. Os teclados dos computadores europeus sao complicados e resolvi nao perder tempo procurando acentos e cedilhas. Portanto, nao estranhe a falta de pontuacao.
Se ainda restava alguma incerteza quanto 'a entrada do Justice no hall do primeiro time da nova geraçao de DJs produtores da musica eletronica, todas as duvidas foram dissipadas depois da catarse promovida pelos franceses no segundo dia desta edicao do Sonar.
Eles tocaram ao ar livre e no palco era uma festa. Com a cruz que ilustra a capa de seu recem-lancado album espalhado por todos os lados, nao economizaram nas distorcoes e desceram a pancada nas batidas, fazendo tudo tremer. O final inusitado com 'Killing in the name', do Rage Against the Machine, cheia de efeitos e extremamente pesada completou a festa.
Os Beastie Boys eram as grandes estrelas do festival e honraram o posto com duas apresentacoes cujos ingressos foram disputados a tapa. O primeiro show, na quinta, foi um 'Gala event', como o festival anunciava, apenas de musicas mais desconhecidas e temas instrumentais. O sequito fiel de fas do grupo urrava a cada musica e no palco os musicos tocavam 'a vontade.
Estou ate agora me doendo porque perdi a volta do Devo, mas ainda tiveram muuuuuitos outros excelentes momentos, como a 'Santa Ceia' dos DJs do Narod Niki, os graves assustadores do mestre Richie Hawtin e do combo Various Productions, a eletronica chique do ingles Dixon, a lenha do Jeff Mills... O papo aqui vai longe...
Mais tarde publico algumas fotos e videos feitos por mim e amigos durante o evento. Hasta.
Escrito por Daniel Tambarotti
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06.06.07
HASTA LA VISTA

O verão musical europeu começa oficialmente na semana que vem, mais precisamente na quinta-feira 14, quando tem início o Sónar 2007, em Barcelona, inaugurando a avalanche dos festivais de música no continente entre junho e agosto.
Com duas etapas em cada dia (Sónar By Day e Sónar By Night), o evento traz o que de mais bacana e vanguarda existe na música hoje, com com ênfase na eletrônica, rock e hip-hop. Vale uma conferida no site e MySpace pra sentir o que vai rolar.
Este blog, que entra de férias hoje, vai estar lá para conferir toda essa movimentação. E, durante o próximo mês, vai pintar por aqui eventualmente o que de mais bacana cruzar o meu caminho. Até.
HASTA LA VISTA

O verão musical europeu começa oficialmente na semana que vem, mais precisamente na quinta-feira 14, quando tem início o Sónar 2007, em Barcelona, inaugurando a avalanche dos festivais de música no continente entre junho e agosto.
Com duas etapas em cada dia (Sónar By Day e Sónar By Night), o evento traz o que de mais bacana e vanguarda existe na música hoje, com com ênfase na eletrônica, rock e hip-hop. Vale uma conferida no site e MySpace pra sentir o que vai rolar.
Este blog, que entra de férias hoje, vai estar lá para conferir toda essa movimentação. E, durante o próximo mês, vai pintar por aqui eventualmente o que de mais bacana cruzar o meu caminho. Até.
Escrito por Daniel Tambarotti
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30.05.07
O SENSACIONAL, O BOM E O PÉSSIMO
Há tempos não esbarrava num clipe tão bacana quanto esse 'D.A.N.C.E.', do Justice, dupla dance-rock francesa da nova safra da música eletrônica e dos nomes mais quentes do cenário atual.
O vídeo nada mais é do que os dois magrelos perambulando por diferentes cenários, enquanto em suas camisetas desenhos, frases, estampas, bonecos e símbolos mil se fundem e se misturam. Parece bobo, mas é genial.
Vale o registro de que os dois trabalhavam com artes gráficas antes de virarem músicos, e todas as ilustrações do clipe (assim como as dos álbuns, capas, flyers, singles...) foram feitas pelo designer So Me, que é amigo e funcionário exclusivo da Ed Banger Records, o selo dessa turma toda. Clica na foto para assistir.

Outra surpresa é 'Ankle injuries', single bacaníssimo do trio Fujiya & Miyagi (foto abaixo), já muito comentado na blogosfera. É um pop levemente eletrônico com guitarras que, apesar do nome, é concebido em Brighton, na Inglaterra.
O clipe lembra muito o de 'Fell in love with a girl', do White Stripes, só que no lugar de legos, são dados. TUDO é feito com dados de cores e tamanhos diferentes, com as bolinhas que foram os números se transformando em milhares de imagens.

Já 'Do it again' é uma bola fora (talvez a única) do Chemical Brothers. A música é fraca, o clipe é bobo e o disco, é só ler mais ali embaixo, desaponta.
O SENSACIONAL, O BOM E O PÉSSIMO
Há tempos não esbarrava num clipe tão bacana quanto esse 'D.A.N.C.E.', do Justice, dupla dance-rock francesa da nova safra da música eletrônica e dos nomes mais quentes do cenário atual.
O vídeo nada mais é do que os dois magrelos perambulando por diferentes cenários, enquanto em suas camisetas desenhos, frases, estampas, bonecos e símbolos mil se fundem e se misturam. Parece bobo, mas é genial.
Vale o registro de que os dois trabalhavam com artes gráficas antes de virarem músicos, e todas as ilustrações do clipe (assim como as dos álbuns, capas, flyers, singles...) foram feitas pelo designer So Me, que é amigo e funcionário exclusivo da Ed Banger Records, o selo dessa turma toda. Clica na foto para assistir.

Outra surpresa é 'Ankle injuries', single bacaníssimo do trio Fujiya & Miyagi (foto abaixo), já muito comentado na blogosfera. É um pop levemente eletrônico com guitarras que, apesar do nome, é concebido em Brighton, na Inglaterra.
O clipe lembra muito o de 'Fell in love with a girl', do White Stripes, só que no lugar de legos, são dados. TUDO é feito com dados de cores e tamanhos diferentes, com as bolinhas que foram os números se transformando em milhares de imagens.

Já 'Do it again' é uma bola fora (talvez a única) do Chemical Brothers. A música é fraca, o clipe é bobo e o disco, é só ler mais ali embaixo, desaponta.
Escrito por Daniel Tambarotti
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