17.09.07
INTERPOL EM NOVA YORK
Uma grande amiga e comparsa deste blog em Nova York manda notícias empolgadas sobre o novo show do Interpol. A catarse (de terno e sem perder a linha, por favor) rolou no Madison Square Garden na última sexta-feira.

Interpol à vontade em casa no Madison. Foto New York Times
Vou reproduzir aqui, com a devida autorização, é claro, a conversa em que ela me contou como foi a etapa nova-iorquina da turnê do disco 'Our love to admire'.
*
renata: então, quem abriu foi a cat power
renata:
que namora o paul banks (n. do e.: vocalista do interpol), eu acho
renata:
o show dela foi bacana
renata:
ela é linda e tem uma voz do cacete
renata:
o interpol já começou arrasando de cara. abertura do show: a banda atras de uma tela de nylon, imagens de besouros projetadas na tela, alguns acordes, depois silêncio, depois paul banks à capela
renata:
MEU DEUS!!!!
renata:
‘Pioneer to the falls’!
renata:
cê NUM TEM NOÇÃO
Tamba:
de arrepiar!
renata:
muito lindo
renata:
e tocaram todos os big hits
renata:
‘No I in Threesome’ ao vivo, Tamba, é de morrer do coração
renata:
‘Slow Hands’
renata:
‘NYC’
renata:
a galera passando mal em ‘NYC’
renata:
E ainda voltaram para dois bis, o que é raro aqui
renata:
no segundo bis, voltaram cantando aquela 'Untitled', que diz: 'surprise sometime, I'll come around'
renata:
TUDO A VER!
Tamba:
‘Threesome’ é uma das mais legais do disco novo
renata:
vc tem que ver esse show
renata:
porque é a salvação do indie. é a unica coisa que presta
Tamba:
hahahahahahha
Tamba:
acertou na mosca, renatinha
renata:
é, baby, é isso, eu precisava dividir minha euforia com vc
renata:
pois meus amigos aqui acham que interpol é a polícia internacional
Tamba:
hahaha. troca de amigos!
renata:
hahaha
Tamba:
já tá passando da hora de eu ver esse show.
Tamba:
veria com muito mais empolgação do que o Arctic Monkeys, por exemplo, que está escalado pro Tim Festival agora em outubro... Mas tem o Hot Chip no mesmo palco pra compensar um pouco os macacos. Haha
renata:
fora que, cá entre nós, paul banks rocks!
renata:
um charme, a encarnaçao do cool nos dias de hoje
Tamba:
posso reproduzir nossa conversa sobre o interpol lá no blog?
renata:
claro, meu amor
Tamba:
já é!
*
Então, quanto tempo demora ainda pra alguém tomar a sábia decisão de trazer a banda ao Brasil?
INTERPOL EM NOVA YORK
Uma grande amiga e comparsa deste blog em Nova York manda notícias empolgadas sobre o novo show do Interpol. A catarse (de terno e sem perder a linha, por favor) rolou no Madison Square Garden na última sexta-feira.

Interpol à vontade em casa no Madison. Foto New York Times
Vou reproduzir aqui, com a devida autorização, é claro, a conversa em que ela me contou como foi a etapa nova-iorquina da turnê do disco 'Our love to admire'.
*
renata: então, quem abriu foi a cat power
renata:
que namora o paul banks (n. do e.: vocalista do interpol), eu acho
renata:
o show dela foi bacana
renata:
ela é linda e tem uma voz do cacete
renata:
o interpol já começou arrasando de cara. abertura do show: a banda atras de uma tela de nylon, imagens de besouros projetadas na tela, alguns acordes, depois silêncio, depois paul banks à capela
renata:
MEU DEUS!!!!
renata:
‘Pioneer to the falls’!
renata:
cê NUM TEM NOÇÃO
Tamba:
de arrepiar!
renata:
muito lindo
renata:
e tocaram todos os big hits
renata:
‘No I in Threesome’ ao vivo, Tamba, é de morrer do coração
renata:
‘Slow Hands’
renata:
‘NYC’
renata:
a galera passando mal em ‘NYC’
renata:
E ainda voltaram para dois bis, o que é raro aqui
renata:
no segundo bis, voltaram cantando aquela 'Untitled', que diz: 'surprise sometime, I'll come around'
renata:
TUDO A VER!
Tamba:
‘Threesome’ é uma das mais legais do disco novo
renata:
vc tem que ver esse show
renata:
porque é a salvação do indie. é a unica coisa que presta
Tamba:
hahahahahahha
Tamba:
acertou na mosca, renatinha
renata:
é, baby, é isso, eu precisava dividir minha euforia com vc
renata:
pois meus amigos aqui acham que interpol é a polícia internacional
Tamba:
hahaha. troca de amigos!
renata:
hahaha
Tamba:
já tá passando da hora de eu ver esse show.
Tamba:
veria com muito mais empolgação do que o Arctic Monkeys, por exemplo, que está escalado pro Tim Festival agora em outubro... Mas tem o Hot Chip no mesmo palco pra compensar um pouco os macacos. Haha
renata:
fora que, cá entre nós, paul banks rocks!
renata:
um charme, a encarnaçao do cool nos dias de hoje
Tamba:
posso reproduzir nossa conversa sobre o interpol lá no blog?
renata:
claro, meu amor
Tamba:
já é!
*
Então, quanto tempo demora ainda pra alguém tomar a sábia decisão de trazer a banda ao Brasil?
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.09.07
EXUMANDO MAIS UM CORPO
Na boa, neguinho só pode gostar de dar murro em ponta de faca, e não consegue aprender com o exemplo alheio. Só pode ser piada esse retorno do Led Zeppelin. Homenagear o fundadador da gravadora deles? Sei…
O Led Zeppelin é possivelmente uma das bandas mais queridas e escutadas por este blog. Uma das três mais importantes da história da música de todos os tempos blablablá. E é justamente por isso que essa volta começa a cheirar mal, a formol barato. Não precisava.
Como manda o figurino mercadológico, já tem - mais uma - coletânea do grupo no forno, prontinha para arrecadar muitos $$$. Sem falar que esse show único, podem apostar, vai virar uma turnê e, em seguida, um novo e patético CD de inéditas. Exatamente o mesmo e desnecessário fiasco que aconteceu recentemente com o The Who. O Police é a exceção que confirma a regra.

A banda no auge
Já sei que vão argumentar que Page e Plant ressuscitaram muito bem o espírito da banda lá no meio dos anos 90 com o disco ‘No Quarter’. Quer dizer, mais ou menos, né? O CD era um projeto acústico (quando projetos acústicos ainda tinham alguma relevância), cheio de novidades instrumentais, interpretações diferentes e não contou com o baixista John Paul Jones na formação, que ficou restrita à dupla. Isso tudo invalida a comparação.
Jogando contra tem ainda o fato de que a banda para esse show de agora está meio manca, não é bem a original, como se faz pensar: o baterista vai ser Jason Bonham, o filho do mestre John, morto em 80, o que enfraquece o espetáculo.
Para piorar, existe uma aura beneficente em torno do projeto: a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas educacionais. Não deixa der ser curioso (até mesmo engraçado) que, depois de tantas loucuras, overdoses e orgias mil, o Led Zeppelin, depois de velho, entre numa onda assistencialista de querer salvar o mundo das grandes injustiças. Deus me livre!
EXUMANDO MAIS UM CORPO
Na boa, neguinho só pode gostar de dar murro em ponta de faca, e não consegue aprender com o exemplo alheio. Só pode ser piada esse retorno do Led Zeppelin. Homenagear o fundadador da gravadora deles? Sei…
O Led Zeppelin é possivelmente uma das bandas mais queridas e escutadas por este blog. Uma das três mais importantes da história da música de todos os tempos blablablá. E é justamente por isso que essa volta começa a cheirar mal, a formol barato. Não precisava.
Como manda o figurino mercadológico, já tem - mais uma - coletânea do grupo no forno, prontinha para arrecadar muitos $$$. Sem falar que esse show único, podem apostar, vai virar uma turnê e, em seguida, um novo e patético CD de inéditas. Exatamente o mesmo e desnecessário fiasco que aconteceu recentemente com o The Who. O Police é a exceção que confirma a regra.

A banda no auge
Já sei que vão argumentar que Page e Plant ressuscitaram muito bem o espírito da banda lá no meio dos anos 90 com o disco ‘No Quarter’. Quer dizer, mais ou menos, né? O CD era um projeto acústico (quando projetos acústicos ainda tinham alguma relevância), cheio de novidades instrumentais, interpretações diferentes e não contou com o baixista John Paul Jones na formação, que ficou restrita à dupla. Isso tudo invalida a comparação.
Jogando contra tem ainda o fato de que a banda para esse show de agora está meio manca, não é bem a original, como se faz pensar: o baterista vai ser Jason Bonham, o filho do mestre John, morto em 80, o que enfraquece o espetáculo.
Para piorar, existe uma aura beneficente em torno do projeto: a renda da apresentação será destinada a uma instituição que concede bolsas educacionais. Não deixa der ser curioso (até mesmo engraçado) que, depois de tantas loucuras, overdoses e orgias mil, o Led Zeppelin, depois de velho, entre numa onda assistencialista de querer salvar o mundo das grandes injustiças. Deus me livre!
Escrito por Daniel Tambarotti
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12.09.07
CINEMA ROQUENROU
Bob Dylan e Ian Curtis vão bombar no Festival do Rio. Não, não é mais uma turnê de Dylan no Brasil e muito menos uma exumação do corpo de Ian. Os dois são as estrelas de duas cinebiografias muito festejadas lá fora e já confirmadas no Festival do Rio, que começa daqui a dez dias.
'I'm not there' usa seis (!) atores para representar as diferentes fases da vida de Dylan, entre eles Cate Blanchett, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Veneza por esta interpretação. Aqui dá para ver um trecho.

Joy Division da ficção: Ian Curtis é o primeiro da esquerda
E finalmente vamos poder ver a vida do atormentado Ian Curtis e seu Joy Division. Dirigido pelo festejado fotógrafo holandês Anton Corbijn (Depeche Mode, U2, REM no currículo), 'Control' foi o vencedor do festival de cinema de Edinburgh e só elogios na crítica gringa.
A julgar pelo clima que o trailer do filme passa, é obra-prima. Assiste aqui.Vai ser aquele burburinho, aquela correria e muito esbarrão nos intelectualóides de óculos de aro grosso e gola rolê, mas vale a pena brigar por um ingresso, já que ainda não se tem a garantia de estréia desses filmes por aqui depois.
CINEMA ROQUENROU
Bob Dylan e Ian Curtis vão bombar no Festival do Rio. Não, não é mais uma turnê de Dylan no Brasil e muito menos uma exumação do corpo de Ian. Os dois são as estrelas de duas cinebiografias muito festejadas lá fora e já confirmadas no Festival do Rio, que começa daqui a dez dias.
'I'm not there' usa seis (!) atores para representar as diferentes fases da vida de Dylan, entre eles Cate Blanchett, que ganhou o prêmio de Melhor Atriz em Veneza por esta interpretação. Aqui dá para ver um trecho.

Joy Division da ficção: Ian Curtis é o primeiro da esquerda
E finalmente vamos poder ver a vida do atormentado Ian Curtis e seu Joy Division. Dirigido pelo festejado fotógrafo holandês Anton Corbijn (Depeche Mode, U2, REM no currículo), 'Control' foi o vencedor do festival de cinema de Edinburgh e só elogios na crítica gringa.
A julgar pelo clima que o trailer do filme passa, é obra-prima. Assiste aqui.Vai ser aquele burburinho, aquela correria e muito esbarrão nos intelectualóides de óculos de aro grosso e gola rolê, mas vale a pena brigar por um ingresso, já que ainda não se tem a garantia de estréia desses filmes por aqui depois.
Escrito por Daniel Tambarotti
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11.09.07
UM BEIJO E ME LIGA
Oscar, Grammy e premiações do tipo são chatas e enfadonhas, aquelas piadinhas sem nenhuma graça, tudo ensaiado. Mas até que esse último VMAs da MTV, exibido no domingo passado, foi engraçado.

Dona Britney deu mole e perdeu a chance de voltar à mídia dignamente. Mas parece que vai ter que continuar mostrando peitos e calcinhas em clínicas de rehab para ganhar alguma atenção.
O mundo inteiro estava de olho na apresentação ‘surpresa’ de Brit, que abriu a premiação, era quase a segunda volta de Cristo. Só que a moça afundou em apatia, num playback vagabundo e sem alma. Fim de carreira com transmissão ao vivo.
Para completar a festa, os ex-maridos da ex-gostosa Pamela Anderson saíram no tapa, no momento baixaria da noite. Tommy Lee e Kid Rock trocaram socos e empurrões, um clarão se abriu no meio dos convidados, que corriam gritando, e os seguranças tiveram que entrar em ação para acabar com a confusão. Mais divertido impossível.
UM BEIJO E ME LIGA
Oscar, Grammy e premiações do tipo são chatas e enfadonhas, aquelas piadinhas sem nenhuma graça, tudo ensaiado. Mas até que esse último VMAs da MTV, exibido no domingo passado, foi engraçado.

Dona Britney deu mole e perdeu a chance de voltar à mídia dignamente. Mas parece que vai ter que continuar mostrando peitos e calcinhas em clínicas de rehab para ganhar alguma atenção.
O mundo inteiro estava de olho na apresentação ‘surpresa’ de Brit, que abriu a premiação, era quase a segunda volta de Cristo. Só que a moça afundou em apatia, num playback vagabundo e sem alma. Fim de carreira com transmissão ao vivo.
Para completar a festa, os ex-maridos da ex-gostosa Pamela Anderson saíram no tapa, no momento baixaria da noite. Tommy Lee e Kid Rock trocaram socos e empurrões, um clarão se abriu no meio dos convidados, que corriam gritando, e os seguranças tiveram que entrar em ação para acabar com a confusão. Mais divertido impossível.
Escrito por Daniel Tambarotti
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05.09.07
MERCURY PRIZE PISA NA BOLA
O sempre muito respeitado Mercury Prize mandou muito mal ontem, no anúncio do vencedor deste ano. Carregando nas costas a responsabilidade de eleger o melhor (e mais relevante, importante, inovador) disco britânico do ano, escorregou bonito: deu o troféu para o grupo Klaxons.
A banda se auto-intitula a precursora da New Rave, ‘estilo’ que os integrantes dizem ter criado e batizado. Eles só esqueceram de um detalhe: a New Rave não existe. É nada mais que um balaio de gatos confuso, sem identidade, sem critérios e com três ou quatro bandas de sons extremamente distintos e nada a ver agrupadas num mesmo ‘movimento’ que só interessa às vendagens do New Musical Express.

Klaxons: ruins de música, bons de hype
O disco vencedor, ‘Myths of the near future’, é ruim de doer, se salvam umas duas músicas e olhe lá. Os fãs da tal ‘nova rave’, e só os fãs, dizem ver ali transgressão adolescente através dos sons de guitarras roquenrou com as batidas eletrônicas aceleradas, os samples de sirenes e os glowsticks fluroescentes muito usados no estouro dessas festas no fim dos anos 80 e início dos 90. Dá um sono danado essa falta de criatividade.
Enfim, uma piada. E bacana é que os próprios Klaxons sabem e tiram onda com isso. No fim da premiação, em entrevista a um jornalista do inglês Guardian – que deu uma estrelinha apenas em sua crítica ao disco – um dos integrantes, ainda surpreso com o resultado, mandou na lata: ‘Ano que vem teremos a ‘newer rave’ (rave mais nova).’
Para um prêmio que tem no currículo vencedores como Portishead e PJ Harvey, por exemplo, um mico. Para os que nunca ouviram, não percam tempo. Para os caçadores do hype perdido… bom, o pior surdo é o que não quer escutar.
MERCURY PRIZE PISA NA BOLA
O sempre muito respeitado Mercury Prize mandou muito mal ontem, no anúncio do vencedor deste ano. Carregando nas costas a responsabilidade de eleger o melhor (e mais relevante, importante, inovador) disco britânico do ano, escorregou bonito: deu o troféu para o grupo Klaxons.
A banda se auto-intitula a precursora da New Rave, ‘estilo’ que os integrantes dizem ter criado e batizado. Eles só esqueceram de um detalhe: a New Rave não existe. É nada mais que um balaio de gatos confuso, sem identidade, sem critérios e com três ou quatro bandas de sons extremamente distintos e nada a ver agrupadas num mesmo ‘movimento’ que só interessa às vendagens do New Musical Express.

Klaxons: ruins de música, bons de hype
O disco vencedor, ‘Myths of the near future’, é ruim de doer, se salvam umas duas músicas e olhe lá. Os fãs da tal ‘nova rave’, e só os fãs, dizem ver ali transgressão adolescente através dos sons de guitarras roquenrou com as batidas eletrônicas aceleradas, os samples de sirenes e os glowsticks fluroescentes muito usados no estouro dessas festas no fim dos anos 80 e início dos 90. Dá um sono danado essa falta de criatividade.
Enfim, uma piada. E bacana é que os próprios Klaxons sabem e tiram onda com isso. No fim da premiação, em entrevista a um jornalista do inglês Guardian – que deu uma estrelinha apenas em sua crítica ao disco – um dos integrantes, ainda surpreso com o resultado, mandou na lata: ‘Ano que vem teremos a ‘newer rave’ (rave mais nova).’
Para um prêmio que tem no currículo vencedores como Portishead e PJ Harvey, por exemplo, um mico. Para os que nunca ouviram, não percam tempo. Para os caçadores do hype perdido… bom, o pior surdo é o que não quer escutar.
Escrito por Daniel Tambarotti
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04.09.07
ELLEN ALLIEN NOS SALVA DO MARASMO MINIMALISTA
O sucesso da marca Fabric começou em Londres com o clube de mesmo nome, com muita gente boa dizendo que está ali o melhor soundsystem do mundo. Logo em seguida, a marca também batizou um selo e duas disputadas séries de lançamentos, Fabric e FabricLive, nas quais a compilação e a mixagem ficam a cargo dos nomes mais quentes da eletrônica. Da house ao drum’n’ bass, do techno ao breakbeat.

Quem comanda o volume 34 da série é a alemã Ellen Allien, DJéia, produtora, dona e a mulher de negócios do selo BPitch Control, o que faz da moça uma das responsáveis pela posição da cidade de Berlim como o principal centro produtor de dance music hoje.
Tinhosa do jeito que é, dona Ellen preferiu o jeito old-school de fazer as coisas: deixou de lado todos os sofisticados softwares de edição que existem aos montes por aí e mixou as faixas da coletânea em vinil, num set que gravou em sua própria casa após o fim de uma festinha com os amigos.
O clima aqui é o das batidas do techno com alguns representantes da linha minimalista, para desespero de alguns. Mas, antenada com o desgaste do estilo, ela foi buscar nos clássicos um som menos frio para equilibrar a equação, e justamente aí estão os melhores momentos.

O primeiro arrepio vem com a levemente acid "The sun can’t compare", de Larry Heard, com um vocal disco-soul-diva e um refrão tão eficiente quanto farofa - logo logo num carro de playboy perto de você. As sonoridades mais profundas (“deep”) e melódicas do techno de Detroit aparecem em grande quantidade, mas é em “Orderly Kaos”, de Don Williams, e em “It is now either”, de Artificial Latvasmäki, que elas marcam seus melhores pontos.
Alguns puristas podem reclamar da passagem meio confusa da faixa 7 para a 8. Mas quando as inusitadas e emocionantes “Harrowdown Hill” (Thom Yorke) e “Arcadia” (Apparat, companheiro de longa data) invadem as caixas, a gente não só perdoa Ellen Allien, como fica querendo mais.
Destaques:
Estro – “Driven” (Jamie Jones' Pacific Mix)
Cobblestone Jazz – “India in Me 2”
ELLEN ALLIEN NOS SALVA DO MARASMO MINIMALISTA
O sucesso da marca Fabric começou em Londres com o clube de mesmo nome, com muita gente boa dizendo que está ali o melhor soundsystem do mundo. Logo em seguida, a marca também batizou um selo e duas disputadas séries de lançamentos, Fabric e FabricLive, nas quais a compilação e a mixagem ficam a cargo dos nomes mais quentes da eletrônica. Da house ao drum’n’ bass, do techno ao breakbeat.

Quem comanda o volume 34 da série é a alemã Ellen Allien, DJéia, produtora, dona e a mulher de negócios do selo BPitch Control, o que faz da moça uma das responsáveis pela posição da cidade de Berlim como o principal centro produtor de dance music hoje.
Tinhosa do jeito que é, dona Ellen preferiu o jeito old-school de fazer as coisas: deixou de lado todos os sofisticados softwares de edição que existem aos montes por aí e mixou as faixas da coletânea em vinil, num set que gravou em sua própria casa após o fim de uma festinha com os amigos.
O clima aqui é o das batidas do techno com alguns representantes da linha minimalista, para desespero de alguns. Mas, antenada com o desgaste do estilo, ela foi buscar nos clássicos um som menos frio para equilibrar a equação, e justamente aí estão os melhores momentos.

O primeiro arrepio vem com a levemente acid "The sun can’t compare", de Larry Heard, com um vocal disco-soul-diva e um refrão tão eficiente quanto farofa - logo logo num carro de playboy perto de você. As sonoridades mais profundas (“deep”) e melódicas do techno de Detroit aparecem em grande quantidade, mas é em “Orderly Kaos”, de Don Williams, e em “It is now either”, de Artificial Latvasmäki, que elas marcam seus melhores pontos.
Alguns puristas podem reclamar da passagem meio confusa da faixa 7 para a 8. Mas quando as inusitadas e emocionantes “Harrowdown Hill” (Thom Yorke) e “Arcadia” (Apparat, companheiro de longa data) invadem as caixas, a gente não só perdoa Ellen Allien, como fica querendo mais.
Destaques:
Estro – “Driven” (Jamie Jones' Pacific Mix)
Cobblestone Jazz – “India in Me 2”
Escrito por Daniel Tambarotti
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31.08.07
COMEÇA O BURBURINHO
Então, segunda-feira, 3, começa a correria para comprar os ingressos do Tim Festival. A reclamação geral é de que os preços estão muito altos para atrações um tanto medianas.
Bom, sobre preços nem vou me meter a falar, o assunto de meia-entrada para estudantes é espinhoso e nao é meu estilo fazer a linha justiceiro social. Cada produtor de evento sabe (ou pelo menos deveria) o público que tem e quanto ele carrega no bolso. Vamos nos ater, portanto, aos shows. De cara, os dois tiros mais certeiros: Antony and the Johnsons e Hot Chip.

Antony segura o Mercury Prize
O transexual Antony é presença e pauta garantida nos principais festivais e revistas do mundo desde o estouro do segundo disco, ‘I am a bird now’. Nunca os travestis foram tão felizes. Quer dizer, mais ou menos. A música do moço, um autodenominado freak, é das mais tristes e depressivas da safra pop recente: voz de Nina Simone, pianos, cordas. Esqueça o teatro roquenrou de guitarra e bateria, aqui o negócio está mais para cabaré decadente. Vai escutar.
Costumo dizer que o Hot Chip é a mistura ideal de Devo e New Order para a geração 2000. Há tempos levanto a bola desses ingleses, que fazem a ponte perfeita entre o rock de hoje com as pistas de dança. E sem cabecice ou discursos maniqueístas (alguém ainda agüenta a ladainha rock x música eletrônica?), só diversão. Sente o clima de ‘Over and Over’. E pode dançar e se arrepiar com a versão ao vivo de 'Boy from shool'.

Hot Chip
Björk retorna ao Brasil com a turnê de ‘Volta’. Quem lê este blog já sabe como vai ser o show da cantora. Um amigo viu em Nova York e contou aqui. Aí vai um trecho: ‘Björk iniciou a apresentação com 'Cover me', ainda com as cortinas fechadas. Na seqüência, 'Earth intruders', 'Hunter' e 'Immature'. Antony (sem os Johnsons) foi chamado ao palco para um dueto na bela e densa 'Dull flame of desire', também do novo CD’. Vamos ver se a colaboração da dupla vai acontecer aqui também.
Os Arctic Monkeys são o troféu indie da vez. O segundo disco é legal e, pelo que já se viu dos ingleses ao vivo, têm pegada e nenhuma firula. Rock direto e reto, ponto para eles. Mas eu preferia o Bloc Party, mil vezes. O Killers sai de Las Vegas e vem puxando o bonde do novo rock americano. O primeiro disco é bacana, com aquele som de filhote de Joy Division cantarolável. E não importa que o segundo tenha flopado na pretensão chaaaata do vocalista de querer virar Bono Vox e salvar o mundo, vai estar lotado, com todo mundo gritando ‘Somebody told me’ a toda. Preparem seus abadás. (Uma geral sobre as atrações eletrônicas estão no post abaixo).
COMEÇA O BURBURINHO
Então, segunda-feira, 3, começa a correria para comprar os ingressos do Tim Festival. A reclamação geral é de que os preços estão muito altos para atrações um tanto medianas.
Bom, sobre preços nem vou me meter a falar, o assunto de meia-entrada para estudantes é espinhoso e nao é meu estilo fazer a linha justiceiro social. Cada produtor de evento sabe (ou pelo menos deveria) o público que tem e quanto ele carrega no bolso. Vamos nos ater, portanto, aos shows. De cara, os dois tiros mais certeiros: Antony and the Johnsons e Hot Chip.

Antony segura o Mercury Prize
O transexual Antony é presença e pauta garantida nos principais festivais e revistas do mundo desde o estouro do segundo disco, ‘I am a bird now’. Nunca os travestis foram tão felizes. Quer dizer, mais ou menos. A música do moço, um autodenominado freak, é das mais tristes e depressivas da safra pop recente: voz de Nina Simone, pianos, cordas. Esqueça o teatro roquenrou de guitarra e bateria, aqui o negócio está mais para cabaré decadente. Vai escutar.
Costumo dizer que o Hot Chip é a mistura ideal de Devo e New Order para a geração 2000. Há tempos levanto a bola desses ingleses, que fazem a ponte perfeita entre o rock de hoje com as pistas de dança. E sem cabecice ou discursos maniqueístas (alguém ainda agüenta a ladainha rock x música eletrônica?), só diversão. Sente o clima de ‘Over and Over’. E pode dançar e se arrepiar com a versão ao vivo de 'Boy from shool'.

Hot Chip
Björk retorna ao Brasil com a turnê de ‘Volta’. Quem lê este blog já sabe como vai ser o show da cantora. Um amigo viu em Nova York e contou aqui. Aí vai um trecho: ‘Björk iniciou a apresentação com 'Cover me', ainda com as cortinas fechadas. Na seqüência, 'Earth intruders', 'Hunter' e 'Immature'. Antony (sem os Johnsons) foi chamado ao palco para um dueto na bela e densa 'Dull flame of desire', também do novo CD’. Vamos ver se a colaboração da dupla vai acontecer aqui também.
Os Arctic Monkeys são o troféu indie da vez. O segundo disco é legal e, pelo que já se viu dos ingleses ao vivo, têm pegada e nenhuma firula. Rock direto e reto, ponto para eles. Mas eu preferia o Bloc Party, mil vezes. O Killers sai de Las Vegas e vem puxando o bonde do novo rock americano. O primeiro disco é bacana, com aquele som de filhote de Joy Division cantarolável. E não importa que o segundo tenha flopado na pretensão chaaaata do vocalista de querer virar Bono Vox e salvar o mundo, vai estar lotado, com todo mundo gritando ‘Somebody told me’ a toda. Preparem seus abadás. (Uma geral sobre as atrações eletrônicas estão no post abaixo).
Escrito por Daniel Tambarotti
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AS TENDAS ELETRÔNICAS DO TIM
Mesmo bem longe do desastre absoluto do ano passado, a programação eletrônica está caída, caída. De quatro palcos, poucas atrações instigam: Lindstrom e Toktok (Tim Disco House) Hervé & Sinden (Funk mundial) e Spank Rock (Tim Mash Up).
Tudo bem que tem gente renovando o funk carioca e que os organizadores são fãs declarados, mas repeteco de noite de funk é preguiça – a de 2003 foi mais que suficiente. Para piorar, o principal ‘renovador’ do estilo, o DJ carioca Sanny Pittbull, não topou entrar na escalação, deixando todo o peso para o gringo Daniel Haaksman. Funk de alemão.

Spank Rock: pancadão para as massas
Lá em 2003, Marlboro fez um programa de radio de funk, não um baile, chato de doer. E Diplo, que já tocou em 2005, não fez nada desde então que o colocasse de volta ao páreo para estar de novo entre as atrações.
O prodígio Girl Talk carrega a bandeira do mash-up, ‘movimento’ já datado e que alguns incasáveis ainda insistem em hypar. O papo é que o moço junta trocentas músicas numa só, e não apenas duas ou três, fazendo sets excelentes, etc. A gente torce, mas acha que, dado o desgaste do ‘estilo’ e o anacronismo, vai ser impossível superar a destruição promovida pelos 2 Many DJs na edição de 2003.
Escrito por Daniel Tambarotti
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29.08.07
POLLY JEAN NA ÁREA
PJ Harvey é uma superbaranga, mas ocupa com graça uma das vagas de musa deste blog. Já faz tempo que a moça presenteou o mundo com ‘Uh Huh Her’, seu último de inéditas, lançado em 2004. Três anos e um CD ao vivo depois – ‘Peel Sessions’ - e os fãs já estão desesperados por novidades.
(Off-topic filosófico: tem coisa mais chata, inconveniente e irracional do que fã? Qualquer fã de qualquer coisa?)

Vai pro trono ou não vai?
Pois então, tem música nova de dona PJ na área. O burburinho que rola é que o próximo disco, ‘White chalk’, a sair no fim de setembro, vai ser todo de piano e voz apenas, que veremos a rocker musicalmente despida, crua e longe das distorções. Tem quem goste e tem os que já estão soltando veneno e rogando pragas, ô povinho. Eu particularmente gosto das duas facetas.
'When under ether' (clica ali embaixo para ouvir) é sim introspectiva, quase deprê. PJ canta com vozinha fina sussurrada e delicada, mas cheia daquele vigor característico e o talento de sempre, que só esbanja quem pode.
PJ HARVEY - WHEN UNDER ETHER
POLLY JEAN NA ÁREA
PJ Harvey é uma superbaranga, mas ocupa com graça uma das vagas de musa deste blog. Já faz tempo que a moça presenteou o mundo com ‘Uh Huh Her’, seu último de inéditas, lançado em 2004. Três anos e um CD ao vivo depois – ‘Peel Sessions’ - e os fãs já estão desesperados por novidades.
(Off-topic filosófico: tem coisa mais chata, inconveniente e irracional do que fã? Qualquer fã de qualquer coisa?)

Vai pro trono ou não vai?
Pois então, tem música nova de dona PJ na área. O burburinho que rola é que o próximo disco, ‘White chalk’, a sair no fim de setembro, vai ser todo de piano e voz apenas, que veremos a rocker musicalmente despida, crua e longe das distorções. Tem quem goste e tem os que já estão soltando veneno e rogando pragas, ô povinho. Eu particularmente gosto das duas facetas.
'When under ether' (clica ali embaixo para ouvir) é sim introspectiva, quase deprê. PJ canta com vozinha fina sussurrada e delicada, mas cheia daquele vigor característico e o talento de sempre, que só esbanja quem pode.
PJ HARVEY - WHEN UNDER ETHER
Escrito por Daniel Tambarotti
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28.08.07
THE FIELD FAZ DISCO 'SUBLIME'
O nome do disco é pretensioso: “From here we go sublime” (“De agora em diante rumo ao sublime”, numa tradução grosseira). O dono da pouca modéstia é o até então desconhecido The Field – Axel Willner na carteira de identidade -, um loiro sueco com cara de indie maltrapilho da noite paulistana. Mas Willner, é bom esclarecer logo, merece toda a rasgação de seda que vem recebendo da imprensa especializada e também dos veículos de fora do mundinho dos DJs.

“Sublime” é hoje o CD que ocupa o primeiro lugar no ranking do site de referência Metacritic (onde não se esbarra com quase ninguém de fora da esfera rock/hip hop/new folk) e foi um dos três solitários artistas eletrônicos do festival – indie até o osso – Pitchfork. Isso se você considerar Jamie Lidell e Junior Boys, os outros dois, como da turma dos beats. Não é pouca coisa para quem é 100% eletrônico na hora de compor, produzir e tocar.
Apesar de vir da fria Suécia, Axel Willner faz uma música quente e emocionante, daquelas que te fazem respirar fundo quando chegam ao fim. Num cenário em que os minimalistas alemães brigam com as distorções dos franceses pela atenção nas pistas de dança, “From here we go sublime” coloca o produtor como único herdeiro da linhagem “eletrônica com emoção” que teve na dupla Orbital e no superstar DJ Sasha dois de seus maiores expoentes.

A batida é reta, meio inclinada para o tecno e sem firulas, fazendo a cama para camadas e mais camadas de teclados, carregando as melodias épicas e as imagens gélidas mais bonitas de 2007. Os trechos sampleados usados nas canções - vozes, violões, barulhinhos aqui e acolá – são picotados ao extremo e somem e voltam a todo momento, como se o disco estivesse arranhado e repetisse aquele pedaço da música de que você mais gostou.
“Over the ice” abre e diz com toda a propriedade como vai ser a viagem pelo CD. O violão de “Pawn in the face” poderia ficar num loop eterno, e “Mobília” traz uma beleza enfurecida. O grande momento fica com “Everday” e o vocalzinho feminino que pontua as subidas e descidas da faixa. É música para dançar? Não muito, aqui se fala mais aos sentimentos do que à pista. E, no fim das contas, concluímos que o nome é pretensioso sim e joga a expectativa lá no céu, mas The Field entrega tudinho que promete.
Destaques:
“Everday”
“Silent”
“Sun and ice”
THE FIELD FAZ DISCO 'SUBLIME'
O nome do disco é pretensioso: “From here we go sublime” (“De agora em diante rumo ao sublime”, numa tradução grosseira). O dono da pouca modéstia é o até então desconhecido The Field – Axel Willner na carteira de identidade -, um loiro sueco com cara de indie maltrapilho da noite paulistana. Mas Willner, é bom esclarecer logo, merece toda a rasgação de seda que vem recebendo da imprensa especializada e também dos veículos de fora do mundinho dos DJs.

“Sublime” é hoje o CD que ocupa o primeiro lugar no ranking do site de referência Metacritic (onde não se esbarra com quase ninguém de fora da esfera rock/hip hop/new folk) e foi um dos três solitários artistas eletrônicos do festival – indie até o osso – Pitchfork. Isso se você considerar Jamie Lidell e Junior Boys, os outros dois, como da turma dos beats. Não é pouca coisa para quem é 100% eletrônico na hora de compor, produzir e tocar.
Apesar de vir da fria Suécia, Axel Willner faz uma música quente e emocionante, daquelas que te fazem respirar fundo quando chegam ao fim. Num cenário em que os minimalistas alemães brigam com as distorções dos franceses pela atenção nas pistas de dança, “From here we go sublime” coloca o produtor como único herdeiro da linhagem “eletrônica com emoção” que teve na dupla Orbital e no superstar DJ Sasha dois de seus maiores expoentes.

A batida é reta, meio inclinada para o tecno e sem firulas, fazendo a cama para camadas e mais camadas de teclados, carregando as melodias épicas e as imagens gélidas mais bonitas de 2007. Os trechos sampleados usados nas canções - vozes, violões, barulhinhos aqui e acolá – são picotados ao extremo e somem e voltam a todo momento, como se o disco estivesse arranhado e repetisse aquele pedaço da música de que você mais gostou.
“Over the ice” abre e diz com toda a propriedade como vai ser a viagem pelo CD. O violão de “Pawn in the face” poderia ficar num loop eterno, e “Mobília” traz uma beleza enfurecida. O grande momento fica com “Everday” e o vocalzinho feminino que pontua as subidas e descidas da faixa. É música para dançar? Não muito, aqui se fala mais aos sentimentos do que à pista. E, no fim das contas, concluímos que o nome é pretensioso sim e joga a expectativa lá no céu, mas The Field entrega tudinho que promete.
Destaques:
“Everday”
“Silent”
“Sun and ice”
Escrito por Daniel Tambarotti
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23.08.07
PROIBIDO PARA MAIORES
Vai aí abaixo a resenha que escrevi para o portal G1 sobre o disco novo do Sum 41, a banda do Sr. Avril Lavigne. É incrível o que o trabalho nos obriga a fazer, não é minha gente?
*
O canadense Sum 41 era um quarteto, virou um trio após a saída do guitarrista por conta de "diferenças artísiticas" e passou um perrengue durante uma temporada no Congo em 2004: quase entraram pelo cano quando se viram cara a cara com um tiroteio perto do set onde filmavam um documentário filantrópico.
Todos esses percalços serviram para venderem o peixe de que o punk pop do grupo estava mais "maduro". Bom, não é bem isso que se ouve em "Underclass hero", disco que que acaba de chegar às lojas.

O vocalista é casado com a musa teen Avril Lavigne, e isso pode explicar muita coisa: a "revolta", as "dores" e as espinhas adolescentes dão o tom do CD. Até aí tudo bem, mas quando se metem a protestar contra o "sistema", a coisa começa a complicar. "March of the dogs" mira no presidente dos EUA com a profundidade de um pires: "Não acredito na política de idiotas e hipócritas", numa tradução livre. E segue mais ou menos nesse nível.
Musicalmente são um concorrente direto do Blink-182, ou o filho sem muito talento do Offspring. Para quem já ouviu alguma coisa do Green Day, é melhor passar batido. A única música que presta é "King of contradiction", um hardcore ultraveloz, com voz processada, guitarra com peso extra e duração suficiente de 1 minuto e 40 segundos.
Esse tipo de som tem seu público garantido e a banda, uma grande rede de fãs. É muito provável que "Underclass Hero" vá cumprir o objetivo de agradá-los. E a mais ninguém.
Destaque:
"King of contradiction"
PROIBIDO PARA MAIORES
Vai aí abaixo a resenha que escrevi para o portal G1 sobre o disco novo do Sum 41, a banda do Sr. Avril Lavigne. É incrível o que o trabalho nos obriga a fazer, não é minha gente?
*
O canadense Sum 41 era um quarteto, virou um trio após a saída do guitarrista por conta de "diferenças artísiticas" e passou um perrengue durante uma temporada no Congo em 2004: quase entraram pelo cano quando se viram cara a cara com um tiroteio perto do set onde filmavam um documentário filantrópico.
Todos esses percalços serviram para venderem o peixe de que o punk pop do grupo estava mais "maduro". Bom, não é bem isso que se ouve em "Underclass hero", disco que que acaba de chegar às lojas.

O vocalista é casado com a musa teen Avril Lavigne, e isso pode explicar muita coisa: a "revolta", as "dores" e as espinhas adolescentes dão o tom do CD. Até aí tudo bem, mas quando se metem a protestar contra o "sistema", a coisa começa a complicar. "March of the dogs" mira no presidente dos EUA com a profundidade de um pires: "Não acredito na política de idiotas e hipócritas", numa tradução livre. E segue mais ou menos nesse nível.
Musicalmente são um concorrente direto do Blink-182, ou o filho sem muito talento do Offspring. Para quem já ouviu alguma coisa do Green Day, é melhor passar batido. A única música que presta é "King of contradiction", um hardcore ultraveloz, com voz processada, guitarra com peso extra e duração suficiente de 1 minuto e 40 segundos.
Esse tipo de som tem seu público garantido e a banda, uma grande rede de fãs. É muito provável que "Underclass Hero" vá cumprir o objetivo de agradá-los. E a mais ninguém.
Destaque:
"King of contradiction"
Escrito por Daniel Tambarotti
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21.08.07
TIM FESTIVAL INAUGURA FORMATO NOVO
Saiu a programação do Tim Festival. A grande novidade fica por conta da mudança no formato: os palcos Lab, Stage e Club saem de cena para dar lugar a blocos temáticos, como US Rock, UK Rock, Tim Cool, etc.
O foco principal continua sendo o Rio de Janeiro, em dois dias na Marina da Glória. O festival chega também a São Paulo (Auditório Ibirapuera e Arena Skol Anhembi), Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) e Vitória (Teatro da UFES).
Preços e pontos de vendas de ingressos ainda não foram divulgados.
Veja a programação completa:
RIO DE JANEIRO – Marina da Glória
26 de outubro (sexta-feira)
‘Jazz US’ (20h)
• Joe Lovano Nonet
• Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
• Cecil Taylor
• Conrad Herwig’s Latin Side Band
‘TIM Volta’ (20h)
• Antony and The Johnsons
• Björk
‘Novas Divas’ (22h30)
• Katia B
• Cibelle
• Feist
• Cat Power and Dirty Delta Blues
‘Novo Rock UK’ (23h30)
• Hot Chip
• Arctic Monkeys
‘Novo Rock BR (1h)
• Vanguart
• Montage
• Del Rey
27 de outubro (sábado)
‘Euro Jazz’ (20h)
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
• Sylvain Luc Quartet
• Stepano Di Battista Quartet
‘Novo Rock US’ (20h)
• Juliette and The Licks
• The Killers
‘TIM Cool’ (22h30)
• Projeto Axial
• ‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser
• cirKus com Neneh Cherry
TIM Festa / ‘TIM na Pista’ (1h)
• Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
• MOO
• Guab
TIM Festa / ‘TIM Disco House’ (1h de 28/10)
• Lindstrøm
• Toktok
TIM Festa / ‘Funk Mundial’ (1h de 28/10)
• MC Gringo
• Daniel Haaksman
• DJ Sandrinho
• Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
• Diplo
• DJ Marlboro
TIM Festa / ‘TIM Mash Up’ (1h de 28/10)
• Spank Rock
• Girl Talk
SÃO PAULO – Auditório Ibirapuera
25 de outubro, quinta-feira, 20h30
• Toni Platão
• Cat Power and Dirty Delta Blues
• Antony and the Johnsons
26 de outubro, sexta-feira, 20h30
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
• Sylvain Luc Quartet
• Stepano Di Battista Quartet
27 de outubro, sábado, 20h30
• Katia B
• Cibelle
• Feist
28 de outubro, domingo, 20h30
• Joe Lovano Nonet
• Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
• Cecil Taylor
• Corad Herwig’s Latin Side
29 de outubro, segunda-feira, 20h30
• ‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser
• cirKus com Neneh Cherry
SÃO PAULO – The Week (TIM Festa)
26 de outubro, sexta-feira, 23h
• Girl Talk
• Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
• Daniel Haaksman
• Lindstrøm
• Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
SÃO PAULO – Arena Skol Anhembi
28 de outubro, domingo, 18h30
• Spank Rock (18h30)
• Hot Chip (19h30)
• Björk (21h)
• Juliette and the Licks (23h)
• Arctic Monkeys (0h)
• The Killers (1h)
VITÓRIA – Teatro UFES
27 de outubro, sábado, 20h30
• Paulo Moura e Samba de Latada
• Joe Lovano Nonet
28 de outubro, domingo, 20h30
• Feist
• cirKus com Neneh Cherry
29 de outubro, segunda-feira, 20h30
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
CURITIBA – Pedreira Paulo Leminski
31 de outubro, quarta-feira, 19h
• Hot Chip (19h)
• Björk (20h30)
• Arctic Monkeys (22h)
• The Killers (23h45)
TIM FESTIVAL INAUGURA FORMATO NOVO
Saiu a programação do Tim Festival. A grande novidade fica por conta da mudança no formato: os palcos Lab, Stage e Club saem de cena para dar lugar a blocos temáticos, como US Rock, UK Rock, Tim Cool, etc.
O foco principal continua sendo o Rio de Janeiro, em dois dias na Marina da Glória. O festival chega também a São Paulo (Auditório Ibirapuera e Arena Skol Anhembi), Curitiba (Pedreira Paulo Leminski) e Vitória (Teatro da UFES).
Preços e pontos de vendas de ingressos ainda não foram divulgados.
Veja a programação completa:
RIO DE JANEIRO – Marina da Glória
26 de outubro (sexta-feira)
‘Jazz US’ (20h)
• Joe Lovano Nonet
• Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
• Cecil Taylor
• Conrad Herwig’s Latin Side Band
‘TIM Volta’ (20h)
• Antony and The Johnsons
• Björk
‘Novas Divas’ (22h30)
• Katia B
• Cibelle
• Feist
• Cat Power and Dirty Delta Blues
‘Novo Rock UK’ (23h30)
• Hot Chip
• Arctic Monkeys
‘Novo Rock BR (1h)
• Vanguart
• Montage
• Del Rey
27 de outubro (sábado)
‘Euro Jazz’ (20h)
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
• Sylvain Luc Quartet
• Stepano Di Battista Quartet
‘Novo Rock US’ (20h)
• Juliette and The Licks
• The Killers
‘TIM Cool’ (22h30)
• Projeto Axial
• ‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser
• cirKus com Neneh Cherry
TIM Festa / ‘TIM na Pista’ (1h)
• Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
• MOO
• Guab
TIM Festa / ‘TIM Disco House’ (1h de 28/10)
• Lindstrøm
• Toktok
TIM Festa / ‘Funk Mundial’ (1h de 28/10)
• MC Gringo
• Daniel Haaksman
• DJ Sandrinho
• Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
• Diplo
• DJ Marlboro
TIM Festa / ‘TIM Mash Up’ (1h de 28/10)
• Spank Rock
• Girl Talk
SÃO PAULO – Auditório Ibirapuera
25 de outubro, quinta-feira, 20h30
• Toni Platão
• Cat Power and Dirty Delta Blues
• Antony and the Johnsons
26 de outubro, sexta-feira, 20h30
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
• Sylvain Luc Quartet
• Stepano Di Battista Quartet
27 de outubro, sábado, 20h30
• Katia B
• Cibelle
• Feist
28 de outubro, domingo, 20h30
• Joe Lovano Nonet
• Joey DeFrancesco Trio e convidado especial Bobby Hutcherson
• Cecil Taylor
• Corad Herwig’s Latin Side
29 de outubro, segunda-feira, 20h30
• ‘Winona’ featuring Craig Armstrong and Scott Fraser
• cirKus com Neneh Cherry
SÃO PAULO – The Week (TIM Festa)
26 de outubro, sexta-feira, 23h
• Girl Talk
• Count of Monte Cristal (Hervé) & Sinden
• Daniel Haaksman
• Lindstrøm
• Alexandre Herchcovitch e Johnny Luxo
SÃO PAULO – Arena Skol Anhembi
28 de outubro, domingo, 18h30
• Spank Rock (18h30)
• Hot Chip (19h30)
• Björk (21h)
• Juliette and the Licks (23h)
• Arctic Monkeys (0h)
• The Killers (1h)
VITÓRIA – Teatro UFES
27 de outubro, sábado, 20h30
• Paulo Moura e Samba de Latada
• Joe Lovano Nonet
28 de outubro, domingo, 20h30
• Feist
• cirKus com Neneh Cherry
29 de outubro, segunda-feira, 20h30
• Eldar
• Roberta Gambarini Quartet
CURITIBA – Pedreira Paulo Leminski
31 de outubro, quarta-feira, 19h
• Hot Chip (19h)
• Björk (20h30)
• Arctic Monkeys (22h)
• The Killers (23h45)
Escrito por Daniel Tambarotti
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20.08.07
CUIDADO COM O HYPE
O New Young Pony Club é uma das bandas mais comentadas do mundo pop hoje e não demorou para tentarem ensacá-los no balaio de gatos que é a oca New Rave. E o hype ganhou respaldo de alto nível: o primeiro álbum do grupo inglês acaba de ser indicado ao respeitado Mercury Prize, principal prêmio musical da Inglaterra.

“Fantastic Playroom”, lançado lá fora em julho, não tem nada de new rave. Está mais para o clima divertido da new wave oitentista (a capa entrega) misturada com o dance-rock da turma do LCD Soundsystem e DFA Records.
Formada por três meninas e dois meninos, o NYPC acerta ao se autodenominar “uma synth band com guitarras”: as camas de teclados dão o tom, as guitarras magrinhas pontuam e o baixo, à frente de tudo, carrega a música. Com uma batida reta e uma onda festeira e dançante, adentram muito facilmente as pistas de dança - trocentos remixes de seus singles já circulam por aí.
O disco tem dois tiros certeiros. “Ice cream” tem um refrão grudento e letra sacana: “I can give you what you want”, canta Tahita Bulmer. Hit absoluto do verão europeu e um retrato perfeito do que é a banda. A outra maravilha é “Hiding on the staircase”, essa mais estranha, de arranjo incomum e um timbre de teclado que deve ter deixado o Timbaland com inveja.

Mas, uma pena, as coisas não vão muito além disso. “Fan” e “Talking talking” têm um certo ar sexy, e “Tight fit” fecha com um excelente sabor pop. No fim das contas, percebe-se uma banda com ótimos momentos isolados, mas ainda crua para provar com um CD inteiro que todo o confete jogado foi válido. Já estamos esperando o próximo.
Destaques:
"Hiding on the staircase"
"Ice cream"
CUIDADO COM O HYPE
O New Young Pony Club é uma das bandas mais comentadas do mundo pop hoje e não demorou para tentarem ensacá-los no balaio de gatos que é a oca New Rave. E o hype ganhou respaldo de alto nível: o primeiro álbum do grupo inglês acaba de ser indicado ao respeitado Mercury Prize, principal prêmio musical da Inglaterra.

“Fantastic Playroom”, lançado lá fora em julho, não tem nada de new rave. Está mais para o clima divertido da new wave oitentista (a capa entrega) misturada com o dance-rock da turma do LCD Soundsystem e DFA Records.
Formada por três meninas e dois meninos, o NYPC acerta ao se autodenominar “uma synth band com guitarras”: as camas de teclados dão o tom, as guitarras magrinhas pontuam e o baixo, à frente de tudo, carrega a música. Com uma batida reta e uma onda festeira e dançante, adentram muito facilmente as pistas de dança - trocentos remixes de seus singles já circulam por aí.
O disco tem dois tiros certeiros. “Ice cream” tem um refrão grudento e letra sacana: “I can give you what you want”, canta Tahita Bulmer. Hit absoluto do verão europeu e um retrato perfeito do que é a banda. A outra maravilha é “Hiding on the staircase”, essa mais estranha, de arranjo incomum e um timbre de teclado que deve ter deixado o Timbaland com inveja.

Mas, uma pena, as coisas não vão muito além disso. “Fan” e “Talking talking” têm um certo ar sexy, e “Tight fit” fecha com um excelente sabor pop. No fim das contas, percebe-se uma banda com ótimos momentos isolados, mas ainda crua para provar com um CD inteiro que todo o confete jogado foi válido. Já estamos esperando o próximo.
Destaques:
"Hiding on the staircase"
"Ice cream"
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.08.07
GRINGOLÂNDIA
Estava precisando de estímulo para sair e dançar um pouquinho? Arrumou. Uma trupe das mais bacanas passa pelo Brasil durante o fim de agosto e início de setembro.
A alemã M_nus (Minus), possivelmente o selo de música eletrônica mais importante do mundo hoje e de propriedade do criador da estética 'minimal' Richie Hawtin, estará muito bem representada com o DJ Gaiser e o festejado Heartthrob, dono do hit – nas pistas lá de fora – 'Baby Kate', que acaba de ser relançado com uma pancada de novos remixes.

Para completar o time, Konrad Black (esse aí de cima). É de autoria dele o remix de 'Honeymoon is over', do Snax, atual campeão de execuções do verão europeu. Miss Kittin que o diga.
Os três vão entrar para o bombado time internacional da festa carioca Moo: tocam no Rio de Janeiro no dia 25 de agosto. Os paulistas esbarram com o trio na D-Edge no dia 01/09.
*
Já que o assunto é minimal… O DJ Ricardo Villalobos confirmou data em São Paulo: 20 de outubro. O chileno (que fez toda a carreira em Berlim), tido como o príncipe do 'estilo', estampa as principais capas de revistas do mundo e é considerado o chefe da turma que recolocou as inovações do techno (via minimal) de volta à pauta do dia.
>
Villalobos solta o pancadão... minimalista!
GRINGOLÂNDIA
Estava precisando de estímulo para sair e dançar um pouquinho? Arrumou. Uma trupe das mais bacanas passa pelo Brasil durante o fim de agosto e início de setembro.
A alemã M_nus (Minus), possivelmente o selo de música eletrônica mais importante do mundo hoje e de propriedade do criador da estética 'minimal' Richie Hawtin, estará muito bem representada com o DJ Gaiser e o festejado Heartthrob, dono do hit – nas pistas lá de fora – 'Baby Kate', que acaba de ser relançado com uma pancada de novos remixes.

Para completar o time, Konrad Black (esse aí de cima). É de autoria dele o remix de 'Honeymoon is over', do Snax, atual campeão de execuções do verão europeu. Miss Kittin que o diga.
Os três vão entrar para o bombado time internacional da festa carioca Moo: tocam no Rio de Janeiro no dia 25 de agosto. Os paulistas esbarram com o trio na D-Edge no dia 01/09.
*
Já que o assunto é minimal… O DJ Ricardo Villalobos confirmou data em São Paulo: 20 de outubro. O chileno (que fez toda a carreira em Berlim), tido como o príncipe do 'estilo', estampa as principais capas de revistas do mundo e é considerado o chefe da turma que recolocou as inovações do techno (via minimal) de volta à pauta do dia.
>

Villalobos solta o pancadão... minimalista!
Escrito por Daniel Tambarotti
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13.08.07
NAVEGANDO POR AÍ...
Temos um boato que tem a ver com o Nokia Trends que a gente torce para que seja confirmado, uma notícia triste que tem a ver com as bandas bacanas dos anos 80 e a notícia mais sensacional dos últimos tempos, essa com o Coldplay no meio.
NAVEGANDO POR AÍ...
Temos um boato que tem a ver com o Nokia Trends que a gente torce para que seja confirmado, uma notícia triste que tem a ver com as bandas bacanas dos anos 80 e a notícia mais sensacional dos últimos tempos, essa com o Coldplay no meio.
Escrito por Daniel Tambarotti
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