27.10.07

ANTONY FAZ SHOW INTENSO, MAS CURTO DEMAIS

Graças ao caos no trânsito do Rio de Janeiro provocado pelo fechamento do Túnel Rebouças, Antony and the Johnsons entrou no palco do Tim Festival 25 minutos após a hora marcada, atraso programado pela organização do evento. O calor e o barulho
da correria dos que chegavam atrasados atrapalharam o início da apresentação.

O cantor fez um show intimista, acompanhado de uma banda com quatro integrantes: um baixista, um violonista, um violinista e uma violoncelista. Todos vestidos impecavelmente de preto.

Tocando para um palco com meia lotação, Antony fez um show curto, com 40 minutos apenas, deixando o público querendo mais. Sentado ao piano e muito seguro, o cantor driblou o calor e o barulho e dominou o ambiente com sua voz de tons graves que lembra Nina Simone.

“You are my sister” foi o momento mais emocionante da apresentação, com um delicado jogo de luzes deixando o palco vermelho. “Candy says”, de Lou Reed (fase Velvet Underground), apareceu no meio do show, com uma homenagem ao veterano, um dos grandes inpulsionadores de sua carreira.

O (pocket) show terminou com a muito aplaudida e pedida “Hope there’s someone”, do segundo e mais famoso disco do grupo. Conversando muito com a platéia, ele reclamou bem-humoradamente de como estava quente e que, apesar de achar estranho aquele tipo de show nesse festival de cara mais pop, estava adorando tocar no Brasil. Mas que poderia ter durado um pouquinho mais, ah podia.
Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


23.10.07

INGRESSOS PARA O POLICE COMEÇAM A SER VENDIDOS NO DIA 25

Mas na próxima quinta-feira a venda é antecipada apenas para clientes do banco patrocinador do show. Somente no dia 26 é que o público vai poder comprar seus ingressos: via internet, telefone ou nas bilheterias do Maracanã.

O ingresso mais barato é R$ 160 (Arquibancada lateral) e o mais caro custa R$ 500 (Palco Premium, bem na frente, quase batendo a cabeça no baixo do Sting). Existe um desconto de 50% sobre todos valores para estudantes.

Para quem esperava o Beck como atração de abertura, pode desistir. O Brasil é o único lugar da América Latina onde o cantor americano bacana não vai tocar. O show para aquecer o povo para Sting e cia é dos Paralamas do Sucesso, que sempre carregou nas costas o carimbo de 'o Police brasileiro.'

Barone, baterista do Paralamas, falou ao G1 sobre a tarefa e deu uma valorizada no passe: 'Outras grandes bandas já participaram como convidados especiais da abertura do show do Police, como por exemplo o Foo Fighters. Vai ser muito interessante estar no meio desta festa no Maracanã lotado.' Ok, ok, a gente usa esse tempo para tomar um chope, sem problemas.

Os preços todos estão aí embaixo. E logo depois um mapinha do Maracanã para você se localizar e escolher o seu lugar.

Preços:
Arquibancada Lateral (R$ 160,00) / Arquibancada Central (R$ 270,00)
Cadeira Azul Lateral (R$ 190,00) / Cadeira Azul Central (R$ 270,00)
Gramado (R$ 190,00) / Palco Premium (R$ 500,00).




Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


22.10.07

MAIS POLICE: AGORA NO CAMARIM

Antes do show em Paris, Sting, Stewart Copeland e Andy Summers conversaram com o Fantástico, dando uma idéia de como anda o clima entre os integrantes brigões da banda e aumentando a ansiedade para o único show do grupo no país no dia 8 de dezembro, no Maracanã.

A entrevista é exclusiva e a repórter Sônia Bridi conheceu os camarins de cada um dos integrantes. O do Sting faz a linha zen. Assista à reportagem clicando aqui ou na foto aí embaixo.



Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


19.10.07

BANQUETE DE FIM DE ANO

Prepare os bolsos e separe aquele par de tênis bem confortável, porque seus pés vão precisar. Nunca um fim de ano, tradicionalmente saturado por shows e festivais, foi tão bem servido de atrações de música eletrônica. De outubro a dezembro, um enxame de DJs e produtores de primeira linha giram seus discos por aqui. Por três meses, vai parecer que estamos em Londres ou Berlim. É para mergulhar de cabeça e lamber os beiços.


Murphy castiga o microfone e Villalobos equilibra o vinil

Puxando o bonde está Ricardo Villalobos. Tido como um deus na Europa, o meio chileno, meio alemão traz seu som minimal para São Paulo. Avesso ao formato tradicional de álbum, o DJ prefere lançar maxi singles. E põe maxi nisso. Algumas de suas músicas podem ter mais de 30 minutos, remixes nunca têm menos de nove. O que gera muita polêmica: uns veneram, outros não agüentam cinco minutos.

Mas o fato é que o moço talvez seja o nome mais, hum, instigante da dance music hoje, justamente por promover algumas rupturas estéticas, o que pode ser comprovado no recente e festejado "Fabric 36". Nos seus sets, o clima é animado e de cara mais formal, longe das viagens longuíssimas dos singles.

Inaugurando novembro tem o Booka Shade. Dupla de primeira grandeza da geração de produtores alemães, é a segunda vez que tocam no país. Os dois são donos dos hits gigantescos "Body language", "Mandarine girl" e "In white rooms", e são das grandes atrações dessa leva: o live PA da dupla, muito baseado no disco "Movements", correu o mundo e aportou nos principais festivais de verão europeus, e não só os eletrônicos.


Booka Shade faz pose aqui, os Chemicals dão soco dali

Os Chemical Brothers não precisam de muita apresentação: vêm pela terceira e mais uma vez só para os paulistanos. Apesar do disco novo relativamente fraco, é para se esperar um showzão, com aquele banquete de pancadas agressivas e profusão de luzes psicodélicas.

James Murphy e seu LCD Soundsystem também fazem repeteco e dessa vez trazem na bagagem o ótimo disco “Sound of silver”. É a terceira vez da banda por aqui, e tem cara de que vai ser a melhor. Para completar o time titular, dois resistentes: a dupla belga 2 Many DJs ainda mostra o fôlego da cultura dos mash-ups, e o canadense Tiga tenta nos convencer de que ainda existe alguma coisa relevante no novo electro.

Para os que não cansam nunca, há uma série de nomes de porte médio e menos badalados, mas nem por isso piores, tocando em noites fixas de clubes espalhados pelo país. Antenas ligadas!


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


17.10.07


PEGA LADRÃO!

E o burburinho corre solto nos bastidores do mundo DJ. Depois de uma avaliação mais profunda e precisa, e da conseqüente constatação de fraude, a DJ Mag expulsou alguns nomes de sua lista de votação de melhores DJs do mundo.

A eleição da revista inglesa é a maior, ou pelo menos a mais comentada, entre os fãs de música eletrônica e, óbvio, é muito usada por empresários e agentes como argumento para negociações de cachês e contratos.

Os responsáveis desconfiaram de muitos votos vindos de um mesmo número de IP, que é o número de identificação de um computador na internet. Concluíram, após investigação, que alguns espertinhos estavam usando scripts (artifício dos programadores de computador) para burlar o esquema e votar sistematicamente em um único candidato.


Lawrence na esquerda, Dan na direita

No olho do furacão da polêmica estão os americanos DJ Dan e Christopher Lawrence que, olha a comprovação da falcatrua aí, tinham a mesma figura como empresário/marqueteiro. Em comunicados enviados à imprensa, os dois disseram não ter conhecimento da fraude promovida pelo gatuno e afirmam ter demitido o 171 assim que souberam da farsa.

Já o desconhecido chinês DJ Tiesmi confessa que pagou 260 Libras para um programador criar um script fraudulento que lhe desse cem mil votos. Isso elevou o moço ao primeiro lugar em poucas horas. Foi pro saco.

Outro chinês se utilizou da mesma artimanha do conterrâneo e também foi expulso. Já o trio israelense Flash Brothers jogou ‘a culpa’ dos 1.300 votos vindos do mesmo endereço de IP para cima da família e dos amigos. Coisa feia.

Para ler a o anúncio da fraude no original em inglês, clica aqui.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


16.10.07


INTERPOL NA INTIMIDADE

Chega de moleza de feriado pra lá e pra cá. De volta à labuta.

O Interpol fez um dos discos mais bacanas do ano, disso ninguém duvida. E o segundo single de ‘Our love to admire’ é a ótima ‘No I in threesome’, das mais bonitas do CD. O clipe já está rolando por aí.

Se o vídeo oficial não é suficiente para você como não foi para mim, dá para mergulhar nos bastidores da produção neste link aqui, ou clicando na foto aí embaixo.



O baterista Sam Fogarino dá uma de repórter e entrevista os colegas de banda (na foto aí em cima estão o guitarrista Daniel Kessler e o vocalista Paul Banks, de cabelo grande) num intervalo das gravações no estudio London Black Island, na capital inglesa. Banks é o que mais fala.

Quando perguntado sobre o quanto gosta de se intrometer nos clipes do grupo, ele manda, com ar de chefinho: ‘Depende da situação, com quem se trabalha e das idéias que estão rolando. Mas com alguém como Daughters (Peter, diretor) no comando, não sinto necessidade nenhuma de me envolver.’

Para responder sobre o que é a pior coisa ao se fazer um clipe, ele disse: ‘Aparecer no vídeo é a pior coisa, para mim pelo menos. Não gosto da câmera e a câmera não gosta de mim.’

Caprichou na pose blasé, Paul. A gente sabe que você odeia aparecer nos vídeos. E também acreditamos nos coelhinhos da Páscoa, tá?



‘No I in threesome’ foi filmado num longo plano-seqüência (cena sem cortes) num cenário de uma casa antiga caindo aos pedaços, muito velha, com paredes desgastadas e a banda tocando lá dentro, com uma bela jogada de reflexos em espelhos. Vale a conferida.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


10.10.07

RADIOHEAD UPDATE

A rádio inglesa XFM sai na frente de novo e, depois de tocar ‘In rainbows’, o novo da banda de Thom Yorke, ao vivo durante sua programação de hoje (os brasileiros que acordaram às 8 da manhã conseguiram ouvir), agora coloca o álbum inteirinho on demand.

Ou seja: se você ainda não baixou ou não conseguiu levantar cedo, pode ouvir o CD mais esperado da música pop dos últimos cinco anos a hora que desejar. É só clicar em Radiohead 'In Rainbows' on Xfm Listen Again, esperar o player da rádio abrir e ser feliz.


Thom Yorke: 'E aí, gostou do disco novo?'

Já começam a pipocar na rede algumas resenhas e opiniões de fãs sobre o disco novo. Mas tudo ainda na base da paixão, com pouca - ou nenhuma - imparcialidade, uma vez que as músicas estão ainda muito frescas e ‘In rainbows’ não teve sessão especial para críticos ou cópias promocionais para rádios ou TVs.
Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


09.10.07


RADIOHEAD NA ÍNTEGRA. ANTES DO DOWNLOAD

E o burburinho continua. Amanhã, dia 10, a rádio inglesa XFM vai tocar na íntegra ‘In rainbows’, o disco novo do Radiohead. Diz o site da emissora que a transmissão começa ao meio-dia de lá, oito da manhã aqui no Brasil. Pelo site xfm.co.uk você vai poder ouvir também.



Amanhã também é o dia que começam os downloads oficiais do CD novo. Quem comprou (e escolheu o quanto pagar pelas músicas novas), vai poder baixar as 10 faixas mediante o uso de um código dado pelo site do grupo no ato da compra.

Nem precisa dizer que em cinco minutos o disco vai se alastrar como praga na rede. Deixe seu browser a postos!

Aí abaixo está o tracklist do disco:

1.'15 Step'
2.'Bodysnatchers'
3.'Nude'
4.'Weird Fishes / Arpeggi'
5.'All I Need'
6.'Faust Arp'
7.'Reckoner'
8.'House Of Cards'
9.'Jigsaw Falling Into Place'
10.'Videotape'


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


02.10.07


DANCE MUSIC ROQUENROU

A notícia, na segunda-feira (1º) à noite, do cancelamento da única apresentação do Digitalism no Brasil pegou os fãs da dupla de surpresa: o motivo, de acordo com a produção do show, foi a estafa de um dos integrantes, tão cansado com a vida recente de popstar que o impossibilitou de vir a este país quente e longínquo.



Mas não há motivo para pânico. Se não teremos o show no sábado que vem, podemos amenizar a frustração com o disco “Idealism”, o primeiro álbum de estúdio desses alemães, que estão, ao lado de Justice, Simian Mobile Disco e outros poucos, entre os nomes mais quentes da safra recente da música eletrônica.

A mistureba neste disco é de uma saúde a atualidade invejáveis. É dance music para quem gosta de rock, é rock para quem gosta de sentir o grave batendo no peito na pista de dança. As distorções estão por toda parte, assim como os vocais - processados, sampleados, picotados -, prontinhos para nós cantarmos juntos.



Pensou em Chemical Brothers? E no Daft Punk também? É, pode ser, com pouco do primeiro e muito do segundo, mas tudo com cara, pernas e beats próprios, cheios de personalidade.

“Pogo” tem uma pegada bem festinha de rock, para tocar depois daquela do Rapture. Para ficar no clima com guitarras tem “Digitalism in Cairo”, na qual são usados os vocais de Robert Smith cantando trecho do clássico do grupo The Cure “Fire in Cairo”. O veterano cantor inglês escutou e aprovou, diz a dupla de DJs. “Zdarlight” e “Jupiter Room” estiveram presentes nos sets mais bombados e descolados mundo afora, foi impossível evitá-las em 2007.

No meio do clima click-click minimalista da cena eletrônica alemã, o Digitalism faz as vezes do penetra da festa, que fica bêbado e ainda arruma confusão. E tome pancada na idéia.

Destaques:
“I want I want”
“Idealistic”


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


01.10.07

NÃO PRECISO DE VOCÊ

O Radiohead é só sorrisos!



A banda contraria todas as previsões e, para felicidade geral da nação indie-cabeça-deprê, antecipa o lançamento do disco novo, que se chama ‘In rainbows’, para o dia 10 de outubro. E de quebra apresenta ao mercado um jeito novo de se comercializar música.

Fora da EMI desde o último CD, ‘Hail to the thief’, o grupo vai vender as 10 músicas novas no seu site oficial via download antes da lançamento 'no mundo real'. E somente lá: não tem iTunes, não tem Amazon, não tem ninguém.

E o melhor vem agora: o cliente é que decide quanto vai pagar pelo material novo. É isso mesmo, não existe preço pré-determinado, fica com você a decisão do quanto desembolsar pelas músicas novas.

Para a banda, o valor da vendas dos CDs não faz muita diferença, uma vez que, num contrato 'normal' com uma major, o artista quase não vê a cor do $$$ dessas vendas, o grosso dessa bufunfa fica com a gravadora (com algumas poucas exceções). É show que dá dinheiro a artista, não venda de CDs.



É por isso que os executivos da EMI devem estar arrancando os cabelos vendo ir embora todo esse dinheiro que poderia estar enchendo seus cofrinhos. E o pavor deve estar começando a corroer os escritórios das outras majors - vai que a moda pega?

Para os que não são da turma do MP3 e querem completar a coleção, há também a possibilidade de encomenda de um superpacote: o Discbox, que tem o ‘In rainbows’ em CD e em versão vinil duplo, um CD extra com faixas inéditas de bônus e fotos. Além de um encarte e um livro com as letras. Ufa! Essa belezura custa £40, cerca de US$ 80, e também já pode ser encomendada lá no radiohead.com.

Dessa forma, o Radiohead inaugura um fato inédito e muito provavelmente um marco zero na relação artista-música-consumidor: é o primeiro grande artista da música pop que se encaixa perfeitamente na nova ordem mundial do download e elimina do processo o intermédio nocivo e vampiresco das gravadoras.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


28.09.07


SEIS MINUTOS COM ANDY FLETCHER

O tecladista do Depeche Mode, Andy Fletcher, vai dar uma de DJ em duas apresentações no Brasil: uma em São Paulo (hoje, na Pacha) e outra no Rio (sexta que vem, na filial carioca da The Week).


Andy, toca uma pra mim?

Num bate-papo com este blog, o músico deu uma idéia do que toca quando está no comando da pista de dança, diz que é o melhor celebrity-DJ que conhece e adianta o futuro do Depeche Mode. Confere aí embaixo.

*

1) Como você virou DJ?

Na verdade, é um hobby. Há uns três ou quatro anos criei uma gravadora independente, a Toast Hawaii, e tinha no cast a banda Client. Como já gostava de tocar, resolvi entrar de cabeça na brincadeira e comecei a abrir os shows da turnê do grupo. Agora o Depeche Mode está de férias, já faz um ano, o que me deixou com mais tempo para me dedicar.


2) E os sets aqui no Brasil, qual vai ser o clima?

Bom, vai ser uma grande mistureba. Vou combinar alguns remixes do Depeche Mode, coisas do novo electro, faixas mais antigas e novidades. Algum rock talvez. Na verdade, mesmo não sendo um DJ profissional, faço com empenho, é muito divertido. Espero que seja para vocês também.


3) Sobre sua performance como DJ: tem gente que reprova, dizendo que você não mixa devidamente e que nem usa os headphones durante o set...

Nunca ouvi ninguém reclamando. Sei que não sou um DJ profissional, sou um músico profissional. E dentre os músicos que têm o DJing como o segundo emprego, sou o melhor: faço meus próprios remixes, edito faixas, etc...



4) Como foi a experiência de produzir outro artista e comandar uma gravadora?

É difícil conciliar. Nenhum artista jamais vai entender se eu disser 'Vamos dar uma pausa agora de três anos para eu me dedicar ao Depeche Mode'. E para mim ainda é pior, porque eu gosto de participar de todas as etapas do projeto dos meus contratados: concepção, produção, divulgação, ajudo a compor, cuido de tudo. Por isso é impraticável.


5) Você vai tocar em São Paulo e no Rio, duas cidades completamente diferentes entre si. Alguma surpresa especial para cada uma delas?

Vou tentar... Já toquei na Argentina, no México, no Chile, mas no Brasil vai ser a primeira vez. Vou ter que experimentar e ver como vão reagir. O que posso dizer é que São Paulo naturalmente vai servir como um teste para eu sentir como as pessoas reagem e a partir daí moldar os sets.


6) E quanto ao Depeche Mode, o que esperar no futuro próximo?

Como disse, estamos de férias, cada um cuidando de seus projetos paralelos. Posso adiantar que entraremos em estúdio em fevereiro para começar a gravar o disco novo. Acredito que em seis meses ele esteja pronto. Não sei se vai ter o mesmo clima de 'Playing the angel', por que nunca pensamos muito em como vai ser, a gente vai lá, faz e vê como vai ficar. O que a gente sempre tem na cabeça é que queremos sempre fazer um CD melhor que o outro, só isso.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


26.09.07


THE POLICE VAI TOCAR NO MARACANÃ

Está confirmado o show do Police no Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro, no Maracanã, em apresentação única. Depois de muita especulação, a banda e empresários batem o martelo e Sting e cia. encerram a etapa sul-americana da turnê no Brasil.



Esta é uma das turnês mais badaladas de 2007. Após mais de 30 anos e muitas brigas, o grupo voltou à ativa e rodou o mundo para deleite dos fãs. Ouça aqui um especial com os hits do grupo.

Os que esperavam um fracasso se enganaram: a corrida por ingressos foi sangrenta e no palco o trio está mais afiado do que nunca.

O primeiro show da volta foi numa apresentação de gala abrindo a cerimônica do Grammy. No setlist dos shows estão todos presentes todos os grandes sucessos da carreira impecável da banda. Antes de chegar ao país, o Police vai ter passado por Argentina e Chile, todos com ingressos esgotados.

Preços e pontos de venda ainda não foram divulgados.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


25.09.07


FANTASMINHA CAMARADA?

Não deve ser nada fácil estar na pele de Frank Black, continuar na ativa e lançando discos depois de ser o principal cabeça dos Pixies, possivelmente a banda mais bacana e original do rock dos últimos 20 anos.

Com o fim do grupo em 92, Charles Thompson III (seu nome real) resolveu sair em carreira solo e foi despejando um disco atrás do outro meio sem critério, sem muito tempo entre um e outro, CDs duplos, coletâneas... Um esquema de produção quase insano, difícil até para os fãs acompanharem.



Após uma festejada turnê de reunião dos Pixies em 2004, que passou pelo Brasil, Frank volta a adotar o nome da época em que era o reizinho do grupo, Black Francis, e grava 'Bluefinger', em breve nas lojas lá fora.

As estranhezas temáticas do moço voltam à tona, só que agora as espaçonaves e os esconderijos de ETs ficaram de fora. A inspiração para este novo álbum está nos trabalhos da misteriosa figura que foi o pintor holandês Herman Brood, morto em 2001. Todas as 11 faixas do CD trazem referências ao artista, fazendo deste um álbum quase conceitual.



Francis, além do nome, recuperou a sonoridade dos áureos tempos de Pixies: ficou para trás o climão country dos discos mais recentes e estão de volta as guitarras cortantes, os duelos com voz feminina (da cantora Violet Clarke) e a montanha russa voz suave/urros insanos.

São vários os momentos bons: “Captain Pasty” abre com uma porrada bem dada e um refrão que parece ter um verso faltando. “Lolita”, com o baixo saliente, convida para cantar toda aquela suavidade. O problema é que é impossível evitar o fantasma dos Pixies assombrando todo acorde de 'Bluefinger'. Vale a pena? Sim, vale, mas dificilmente vai chegar a ser prioridade na sua lista de “preciso ouvir”.


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


21.09.07

RADIOHEAD PEITA O ITUNES

Steve Jobs e sua Apple, seus iPods e a loja iTunes são as grandes estrelas e ditam as regras da nova ordem mundial musical. Mas existem duas pedras no sapato do moço hoje. Uma delas é o problemático catálogo dos Beatles, encruado, não é liberado nunca para venda na loja virtual do executivo.

Outra que aparece agora é o Radiohead. A banda de Thom Yorke peitou o iTunes e, mesmo depois de muita negociação, decidiu não vender os discos da banda lá. Hoje existem apenas umas três músicas do grupo na loja, todas vindas de trilhas sonoras e outras compilações.


'A gente gosta de tudo juntinho'

A briga começou porque Yorke e amigos, argumentando ‘unidade estética’ ou algo que o valha, não queriam que o iTunes vendesse as faixas dos discos isoladamente, como é comum na loja do tio Jobs. Tio Jobs, em contrapartida, disse que não topava vender os CDs do grupo somente na íntegra.

É briga de cachorro grande, uma vez que o Radiohead é uma das bandas mais cultuadas e queridas do pop hoje, e há tempos o iTunes luta para colocar a mão no catálogo dos ingleses. No meio desse tiroteio, quem se deu bem foi a pequena 7digital, que topou a exigência da banda e levou o direito de vender os álbuns do quinteto.

E a EMI, coitada, a gravadora da banda, chora num canto quietinha. Engoliu o sapo de não ver seu principal artista na mais popular loja online do mundo e ainda teve que comprar a briga da banda. O comunicado da gravadora dizia assim: “O Radiohead prefere ter seus discos vendidos na íntegra. O artista pode fazer esta escolha, e se assim querem, nós vamos respeitar.”


Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail


20.09.07

PODIA SER MAIS CREMOSO

Depois da primeira edição carioca no ano passado com show histórico Underworld, o Creamfields Rio solta a escalação de 2007. E, quer saber?, está bem caída.

Os holofotes estão em cima de Tiga, Sharam (metade do Deep Dish), Danny Howells e Benny Benassi. A tenda de Psy Trance a gente pula porque não conta. O line-up do festival, além de muita figurinha repetida, não traz ninguém de muita relevância no cenário atual, tudo muito morno, sem sal.

Tiga deve ser a terceira vez quem vem ao país, com Skol Beats aí no meio, festas fechadas... Se estivéssemos em 2003, até dava para aturar o repeteco, mas em 2007 fica difícil. Sharam então nem se fala, já veio com o Deep Dish uma dezena de vezes. Daqui a pouco compra uma casa em Búzios e vira vizinho do Fatboy Slim. Benassi é o mico absoluto da escalação, uma galhofa. E olha que ele já tinha sido uma lástima no Skol Beats de 2004, não dá para entender mesmo.


Gui Boratto salva a lavoura do Creamfields

O único que acho que não veio ainda foi o Howells, mas que hoje não apita muita coisa lá fora. Entre os nomes nacionais a coisa melhora: Gui Boratto é a estrela que puxa o bonde alto nível que ainda tem Maurício Lopes, Marquinhos Mesquita, Mau Mau.

Muitos vão argumentar que o Creamfields é um festival pop, eletrônica de arena, que não dá pra arriscar demais. OK, ninguém aqui discute isso, nem pede mudança de perfil, mas dá para ser melhorzinho, vai.

Uma prova é a edição argentina do mesmo festival. A escalação da de lá dá uma coça na daqui. E de quebra ensina a galera do Skol Beats como se fazer um festival de música eletrônica pop sem perder a qualidade. Os Chemical são a atração principal. Os hermanos ainda vão curtir o mestre Carl Cox, LCD Soundsystem, James Zabiela, Tiefschwarz, 2Many DJs, etc.

A maioria desses já passou pelo Brasil? Sim, já passou. Mas você preferia ver: os ChemBros e os 2 Many DJs destruindo tudo de novo, ou mais uma farofada ‘Satisfaction’ do Benny Benassi?

Escrito por Daniel Tambarotti
Comentários: | Enviar e-mail