13.11.07


ACABOU A MOLEZA

Está encerrada a promoção para o show do LCD Soundsystem no Rio de Janeiro. Os nomes dos vencedores dos pares de ingressos para ver a banda mais cool do pop mundial vão ser anunciados amanhã aqui mesmo.

Escrito por Daniel Tambarotti
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08.11.07


LCD SOUNDSYSTEM DE GRAÇA!

Este blog, muito gente boa que é, descolou dois pares de ingressos para o megashow do LCD Soundsystem, muito querido por esta coluna, no Rio de Janeiro, dia 16 de novembro, no Circo Voador.



Se você quiser ver James Murphy e cia quebrarem tudo no palco da clássica casa de shows carioca, clique aqui e participe da promoção. É só responder a perguntinha, molezinha. As duas melhores respostas faturam. A promo vale até o dia 13/11, às 19h. E os nomes dos vencedores saem no dia 14.

Serão dois vencedores e cada um leva um par de ingressos, que vai ser retirado na entrada para imprensa e convidados do local do show. Outras regras estão na página da promoção. Então deixa de perder tempo e vai ser feliz!


Escrito por Daniel Tambarotti
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COSTURA, CORTA E COLA

E o Chemical Brothers ontem, hein? Bom, eu não fui, infelizmente, mas o amigo Shin Oliva Suzuki conta tudo o que rolou.



"Não era a primeira visita ao Brasil, e sim a terceira, a performance aconteceu em um meio de semana e o valor do ingresso estava para lá de salgado, dentro de um calendário de shows com muita concorrência neste final de ano. Mas a dupla eletrônica Chemical Brothers não só recebeu um ótimo público em sua apresentação na noite desta quarta-feira (7), no Credicard Hall de São Paulo, como conseguiu retribuir com um set que promoveu o que se espera ver em uma pista de dança."

Para ler o restante do texto, é só clicar aqui.

E as fotos estão neste link.

Escrito por Daniel Tambarotti
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07.11.07


QUER DANÇAR? QUER DANÇAR?

Quem quiser ver o Chemical Brothers nesta quarta-feira (7) em São Paulo vai ter que desembolsar uma graninha considerável - os preços variam de R$ 80 a R$ 400. Para dar uma complicada na situação, um show deles por aqui não é inédito, esta é a terceira vez da dupla no Brasil. Dessa forma, cabe a pergunta: vale a pena coçar o bolso e encarar essa em plena quarta-feira?

"Mas é claro!" é a resposta. A despeito das acusações de "falidos e ultrapassados" de alguns detratores, uma apresentação desta dupla-ícone da música eletrônica dos anos 90 - e que continua relevante hoje - é experiência que não se deve perder.



É bem verdade que "We are the night", o disco mais recente, é mediano, equilibrando momentos de fazer o ouvinte se ajoelhar – "All rights reserved", com os Klaxons; "Saturate"; "The Salmon Dance"; "The pills…" – e outros tantos bem esquecíveis.

Mas ao vivo a história é outra. Fugindo das convenções, os ingleses vão picotando, costurando, remendando uma música na outra, como se o show fosse uma grande e infinita música. Entram no setlist todos os grandes hits da dupla, dos mais nervosinhos aos mais lisérgicos.

O equipamento de palco de Tom Rowlands e Ed Simmons é gigantesco e as pancadas dos graves vão fazer o peito vibrar. Para completar a festa, tem toda a parafernália visual: megatelões com imagens psicodélicas, casando certinho com o que sai das caixas de som.



Trazendo a bandeira da geração 2000 vêm os 2 Many DJs, que tocam no Rio de Janeiro na quinta (8) e em São Paulo na sexta (9). Os belgas, que vêm como atração do evento Bacardi B-Live, são precursores do que se convencionou chamar de "mash-up".

Em seus sets, o duo entorta conceitos e faz um mix saudável de rock e dance music, misturando músicas teoricamente díspares, mas que (surpresa!) funcionam perfeitamente juntas. Imagine Nirvana com Miss Kittin, ou Guns ‘n’ Roses com Justice. É por aí.

Esta é a quarta vez dos 2 Many DJs no Brasil. A primeira foi em 2003, dentro do Tim Festival, quando fizeram um set de deixar o público boquiaberto.

Em 2004, dentro do mesmo evento, foram prejudicados pela catástrofe promovida pelo Cansei de Ser Sexy, que esgotou o tempo e a paciência do público no Jóquei de São Paulo.

E no ano passado, o Nokia Trends trouxe um show muito elogiado do Soulwax Nite Versions, projeto paralelo da dupla.


Escrito por Daniel Tambarotti
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06.11.07

DAFT BEASTIE PUNK BOYS

O Daft Punk não tem mesmo medo de copiar.

Confessadamente inspirada nos Beastie Boys e no documentário ‘Awesome, I fucking shot that!’, a dupla vai lançar seu novo vídeo, que foi filmado por 250 fãs com suas próprias câmeras durante show dos franceses.



O trecho cortado é o da música ‘Harder better faster stronger’, que antecipa o lançamento do disco ‘Alive 2007’, previsto para sair no fim do mês. O clipe novo foi dirigido por Olivier Gondry, irmão do festejado Michel, que já dirigiu outros videos do duo.

Quer ver como ficou o resultado? Clica na foto aí embaixo.

Escrito por Daniel Tambarotti
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31.10.07


ENTREVISTA: BOOKA SHADE

Um ano e muitos hits e remixes depois daquela complicada participação no Tim Festival carioca de 2006, o Booka Shade está de volta, dessa vez para shows em quatro cidades: São Paulo (dia 01/11, no Terraço Daslu), Florianópolis (dia 2/11, Confraria das Artes), Fortaleza (dia 9/11, Mucuripe) e Rio de Janeiro (dia 10/11, no evento Burn Energy Music).

A dupla, responsável por um house (ou electro-house, ou minimal, ou o que você quiser) bonito, elegante e cheio de melodias-chiclete, é um dos nomes mais fortes da extremamente frutífera cena eletrônica alemã.



Além de dois discos no currículo – ‘Memento’ (2004) e ‘Movements’ (2006) – os DJs e produtores Walter Merziger e Arno Kammermeier ainda são donos do Get Physical, selo independente cujos singles e compilações são reconhecidos a milhas de distância, tal a originalidade e frescor das músicas.

Direto de Berlim, Arno (o careca aí da foto) bateu um papo com este blog: falou como vão ser os shows no Brasil, sobre um mal-entendido com Will.i.am, do Black Eyed Peas, e de uma apendicite que quase estraga tudo.


*

Grave: Há um ano vocês tocaram no Rio, numa apresentação estranha dentro do Tim Festival (o palco em que se apresentaram ficava no meio da passagem entre outros dois, ou seja, era passagem). Você se lembra?

Arno: Sim, me lembro! Foi legal, fomos muito bem tratados. Lembro que o palco ficava num lugar estranho e quando começamos não tinha quase ninguém para ver. E para piorar, não sabíamos se nossa música tocava aqui. Disseram-nos que na Argentina ‘Body language’ fazia sucesso, mas aqui era uma incógnita. Mas deu tudo certo, assim que tocamos começou a encher.

G: O que mudou no show de lá para cá?

A: Mudou muita coisa, fomos fazendo alterações no decorrer desse ano inteiro. Nosso equipamento agora ganhou mais luzes, todas integradas com os instrumentos. Lançamos singles novos, ‘Karma car’, ‘Tickle’ e ‘Numbers’, que tocamos ao vivo. E fazemos questão de preencher pelo menos 40% do show com material inédito, para garantir o gosto de novidade.

G: ‘Body language’ está na estrada há pelo menos dois anos e ainda tem uma força incrível na pista, ela não morre nunca! Você tem alguma explicação para isso?

A: (Risos) Acho que não morre porque ela é sucesso no underground, não fez a transição para o mainstream, e por isso não tocou até a exaustão. Até licenciamos para alguns comerciais de TV, mas não chegou a saturar. Acho que é isso, mas é um palpite, não tenho certeza.

G: Inclusive, o Will.i.am, do Black Eyed Peas, sampleou a melodia inteira desta música e usou em ‘Get your money’, single novo dele. É verdade que ele não queria pagar?

A: Temos um amigo na Universal que escutava nosso disco durante um encontro com o Will. E ele gostou da linha de baixo, resolveu que ia simplesmente pegar e usar. Aí meu amigo interveio e disse que isso ia dar problema, porque a música era um grande sucesso na Europa. Então ele pagou tudo certinho e liberamos o sample, sem nenhum problema legal.

G: Já ouviu o resultado? Gostou?

A: Bem… (silêncio). Não, não é o tipo de música de que gosto.

G: Berlim – e a Alemanha – continuam no olho do furacão da produção de música eletrônica. Deve ser difícil ter como competidores selos conterrâneos tão bons quanto o BPitch Control, Innervisions, M_nus, Kompakt, etc. Qual a estratégia da Get Physical para se sobressair?

A: Não vejo muito como competição, para dizer a verdade. Aqui, dinheiro e sucesso não vêm em primeiro lugar. A criatividade vem na frente, e o resto vem na seqüência. De certa forma, ter toda essa galera envolvida só faz querer que nos superemos a cada lançamento, o que é ótimo. Todo mundo se conhece, o clima é muito amigável.

G: E o DVD, quando sai? O que veremos nele?

A: Sai agora em novembro. É um documentário sobre os 20 meses da turnê ‘Movements’. Tem material inédito e músicas que só haviam sido lançadas em vinil. Além de um show ao vivo, que foi gravado em julho desse ano no festival Pukkelpop, na Bélgica. Estamos finalizando também um single novo para janeiro e vamos correr para lançar um álbum novo em maio.

*

E já nas despedidas, Arno resolve dar um susto: "Espero que esteja inteiro à época dos shows". "Como assim?", pergunto. E ele manda: "É que estava de férias na Itália e tive uma crise de apendicite, o que me obrigou a passar por uma cirurgia há uma semana. Mas já estou bem agora, repousando para a viagem." Ufa, ainda bem.


Escrito por Daniel Tambarotti
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30.10.07


FIM DA MARATONA

Aí abaixo vão os textos do último dia do Tim Festival carioca. Killers melhor que Arctic Monkeys, algumas decepções e muitos atrasos. Confere aí!

*

THE KILLERS NÃO TEM MEDO DO EXAGERO

Ele se agitava, se ajoelhava, olhava para cima, fechava os olhos e subia o mais alto que podia. Poderia ser um pastor, mas era Brandon Flowers no show da banda The Killers, no Rio de Janeiro, dentro da programação deste sábado (27) do Tim Festival.

O cantor, rosto mais conhecido do grupo de Las Vegas, estava sempre nos holofotes ao longo da primeira apresentação do quarteto no país, que mostrou canções de seus dois discos, “Hot fuss” (2004) e “Sam’s town” (2006).

Foi durante a interpretação de sucessos como “When you were young”, “Mr. Brigthside”, “Bones” e “Somebody told me” que Flowers mostrava uma faceta quase teatral e religiosa – talvez influência inconsciente de sua fé mórmon, que o cantor prefere não deixar muito em evidência para não atrapalhar a imagem de pop star descolado.



A performance também poderia ser entendida como mais um tributo à década de 1980, que o Killers tanto adora. Flowers às vezes evocava Morrissey em seus rodopios e dores invisíveis em cima do palco. O paralelo foi reforçado no momento em que o vocalista jogou flores para a platéia, ritual visto por diversas vezes nos shows dos Smiths.

Mas o elemento dos anos 1980 em que o Killers mais se inspira são os sintetizadores, típicos do som do New Order e do Depeche Mode. As versões apresentadas para os cariocas foram tocadas de forma impecável, sem grandes diferenças em relação ao trabalho de estúdio. No palco, o quarteto demonstrou também seu apego ao exagero na hora de construir suas faixas e a tendência às levadas e às viradas melodramáticas (reforçadas pela presença de palco de Flowers), o que nem sempre deixa um gosto bom na boca.

Mas os fãs não querem nem saber: fazem coro nos pontos altos da apresentação, em sua maioria quando o Killers é mais oitentista e quase pop dançante. A coisa esfria quando é a vez de algumas passagens do segundo disco, em que Brandon Flowers tenta posar de Bruce Springsteen da nova geração e a banda arrisca a pretensão de explicar a América. A decoração de árvore natalina e os luminosos do espetáculo no Tim Festival faziam parte dessa atmosfera, no intuito de representar uma típica cidade norte-americana.

Pretensão é para quem pode, mas o Killers ainda precisa comer muito feijão com arroz para dar o salto de grupo que vivia no som mais descompromissado dos 1980 para gente que explica uma sociedade em um par de versos. Reproduzir isso em show também não ia dar certo.


Por Shin Oliva Suzuki
Escrito por Daniel Tambarotti
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NENEH CHERRY E CRAIG ARMSTRONG: COOL ATÉ A VEIA

Neneh Cherry foi a grande atração do palco Cool neste sábado de Tim Festival. Dez anos após sua bem-sucedida participação no Free Jazz de 1997, a cantora volta ao Rio, só que dessa vez no Tim Festival e com o projeto Cirkus, em que toca com o marido e um casal de amigos.

De perfil engajado, a banda também dedicou espaço no show para ataques a George W. Bush, que foi responsabilizado por todos os males do mundo. Aproveitando a onda politizada, os músicos dedicaram uma música ao "povo da favela."

Com um som sofisticado, cheio de referências ao trip hop dos anos 1990 (Massive Attack, Portishead) e carregado nas tintas da música da Jamaica, a cantora mostra que está em plena forma mesmo após um período de hibernação auto-imposto.

Craig Armstrong, multiinstrumentista escocês mais conhecido como o responsável pelos arranjos de cordas de discos do Massive Attack e produtor de trilhas de filmes como "Moulin Rouge", apresentou no festival o seu mais novo projeto musical.

Diferentemente de seus discos solo – ele tem dois -, o Winona traz à tona o lado mais eletrônico do compositor, mas sem deixar de lado sua porção de música erudita. Duas vocalistas convidadas dão uma pitada pop ao som. Para quem esperava um show quieto e calmo, surpresa: as músicas do Winona carregam batidas que por vezes lembram o Massive Attack (claro!) e chegam a esbarrar de leve no Depeche Mode.


Escrito por Daniel Tambarotti
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GIRL TALK É O MELHOR DOS ELETRÔNICOS

Assim como aconteceu em São Paulo, o Girl Talk misturou, picotou, pulou e se jogou durante o seu set no palco Tim Mash-Up neste sábado (27). Com apenas um laptop sobre a mesa, sem camisa e com muitos convidados no palco – na verdade, parte do público chamado pelo próprio DJ para subir ali - o norte-americano Gregg Gillis repetiu a perfomance incendiária da noite anterior na etapa paulista do festival.

Com a platéia ensandecida, soltou um pancadão atrás do outro, colando trechos de músicas pop conhecidas da massa: de Michael Jackson a Daft Punk, de Nirvana ao hip hop festeiro de "Whoomp there it is". Ao fim da apresentação, pulou no meio do povo e gritou ao microfone. Agarrado por todos, terminou fugindo feliz da vida em seguida.

Um grande mico foram os problemas no som durante o set dos DJs da festa Moo. Uma pick-up com defeito (agulha pulando) foi o suficiente para quebrar o clima e irritar o público e os artistas.

O esperado set do norueguês Lindstrom na tenda Disco House foi devagar quase parando. Uma batida lenta de clima cool, muito bacana até, mas que ali não funcionou, só serviu de música de fundo para sonorizar o papo da galera. Uma pena.

Em outro palco, enquanto o Spank Rock fazia um show de hip hop com muitos tambores e batuques, a tenda Funk Mundial, do outro lado da Marina da Glória, explodia.

Depois de uma série de sets de DJs gringos apaixonados pelo funk carioca (MC Gringo, Daniel Haaksmann e Hervé & Sinden), Marlboro subiu ao palco com a responsabilidade de ser a grande atração. Com duas popozudas de respeito dançando ao lado de sua mesa de som, brindou o público arrumadinho que lotava a tenda com algumas novidades dos bailes do subúrbio.

O pai do funk brasileiro falou muito ao microfone e jogou 100% do tempo para a galera, tocando também todos os clássicos do estilo, como deve ser uma festa que encerra um festival de música pop. Já era dia claro quando o baile funk acabou, todos saindo com um sorrisão estampado no rosto, brindados com um sol magnífico que começava a iluminar a Baía da Guanabara.




Escrito por Daniel Tambarotti
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JULIETTE AND THE LICKS: POSE DIVERTIDA E NADA MAIS

A atriz mais "louquinha" de Hollywood, junto com sua banda The Licks, subiu ao palco na segunda noite do Tim Festival como uma incógnita. Uma referência imediata era o Yeah Yeah Yeahs, atração da edição passada, pela formação coincidente que tem uma menina à frente de uma banda de rock de marmanjos.

Mas as semelhanças acabam por aí. O som do grupo de Juliette tem uma pegada meio hard rock, meio poser, com ecos de Bon Jovi aqui e ali e um pé atolado na farofa. Mas isso é o que menos importa: a única coisa que merece atenção durante o show é ela.



Logo de cara, é a boa forma da moça que atrai todos os olhares: barriga sarada à mostra, calça de couro apertada, botas pretas e muitos cabelos jogados de um lado para o outro.

Como todo gringo deslumbrado que pisa aqui, Juliette disse amar o Brasil enquanto segurava a bandeira verde e amarela. Emendou confessando que sempre quis fazer música, que deu a si própria o tempo necessário para tanto e que agora, enfim, realiza esse sonho. Logo em seguida, ela se jogou no meio da platéia. Clichê pouco é bobagem.


Escrito por Daniel Tambarotti
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AR CONDICIONADO FUNCIONA E CHUVA DÁ TRÉGUA

Depois do calor desesperador do primeiro dia, o ar condicionado voltou a funcionar nos palcos do Tim Festival, que reuniu 15 mil pessoas neste sábado (27). A diferença podia ser percebida assim logo na entrada do espaço principal. Na sexta-feira (26), um bafo senegalês castigou o público, mas no sábado, sentia-se um ventinho gelado e agradável.

Já o martírio nos bares do Tim Village continuou na segunda noite do festival. Na hora de comprar bebidas, o público encontrou filas desorganizadas e cervejas caras e quentes.

Para alívio da platéia carioca, a chuva não castigou os presentes ao evento na noite deste sábado. O burburinho de gente jovem, bonita e descolada pelo Tim Village foi grande, com grupos andando calmamente, sentados no chão ou no gramado à beira da Baía de Guanabara.

Entretanto, o público que veio curtir as atrações eletrônicas do Tim Festival amargou um atraso de cerca de uma hora para o início da performance dos DJs. Já passava de 2h da manhã e apenas a tenda Funk Mundial funcionava. Todas as apresentações estavam programadas para 1h.
Escrito por Daniel Tambarotti
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27.10.07



TIM FESTIVAL RIO DE JANEIRO

Eu e o camparsa Shin Oliva Suzuki estamos na ralação da cobertura da etapa carioca do Tim Festival. Abaixo vão alguns textos sobre os shows da primeira noite da edição 2007 no Rio de Janeiro.

*

CHUVA ATRAPALHA O VILLAGE, CALOR INFERNIZA PALCO PRINCIPAL

Depois de um dia de sol forte e um início de noite fresquinho, parecia que a chuva que castiga o Rio de Janeiro há dias ia dar uma trégua ao primeiro dia do Tim Festival. No decorrer da noite, pancadas de chuva (e um tempo abafado) complicou o burburinho dos que circulavam no Village, área comum do festival. Resultado: a programação com as bandas brasileiras Vanguart, Montage e Del Rey foi cancelada.

Já prevendo o tempo ruim, a produção do evento providenciou capas de chuva, que eram distribuídas de graça para os que saíam dos palcos. Boa sacada.

O principal transtorno enfrentado pelo público nesta noite foi o calor fora do comum no palco principal, onde se apresentaram Björk e Arctic Monkeys. Mesmo os que não estavam pulando durante os shows suavam em bicas. Só havia cabelos molhados e gente improvisando leques para tentar inutilmente espantar o calor.

Isso tudo não deixa de ser irônico se lembrarmos que nas edições anteriores do festival chegava a fazer frio nos locais dos shows, tal era a potência dos aparelhos de ar-condicionado.

A intempérie também afetou a chegada do público à Marina da Glória, local das apresentações. Com um grande engarrafamento nas ruas do Rio, muitas pessoas chegaram atrasadas, por perderem mais de uma hora em caminhos que normalmente levam dez minutos.

A situação dos bares do Village tampouco era das mais tranqüilas. Conseguir uma cerveja era um martírio, devido às filas desorganizadas. Para piorar, as bebidas eram caras e vinham quentes. Vamos ver se melhora para o segundo dia.

Escrito por Daniel Tambarotti
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ROCK DIRETO DO ARCTIC LEVANTA O FESTIVAL

A fila na entrada da tenda denunciava que um outro perfil de público estava presente na noite desta sexta-feira (26) no Tim Festival. Galera abaixo dos 20 anos, que foi ver o rock direto ao ponto dos ingleses do Arctic Monkeys. Nada da delicadeza dos trintões Cat Power e Antony ou do exotismo da quarentona Björk. Nada.

É uma banda jovem, com carreira curta e ainda sob suspeita, já que foi coroada como a nova sensação do rock por uma normalmente exagerada imprensa britânica. Mas eles parecem não se deixar afetar por isso, e mantém o modo convencional de levar o seu som. Mas, sim, desse jeito funciona.

Mesmo que a vida em uma cidade como Sheffield (terra natal da banda e cenário de quase todas as letras) signifique patavinas para o ouvinte daqui, as guitarras de “I bet you look good on the dance floor” claramente têm ressonância no público. Mais ainda recebe “Fluorescent adolescent”, que é cantada em coro.



O grupo chegou ao palco e, não surpreendentemente, começou o show sem palavras, foi lá e mandou “Sandtrap”, seguida por “This house is a circus” e “Brianstorm”. Só algumas faixas adiante é que Alex Turner, o vocalista, guitarrista e líder dos Arctic Monkeys trava o primeiro contato com a platéia carioca.

Como em outras oportunidades, ele pergunta se está tudo bem para o público, se estão gostando do show e soa simpático, mas sem muita exaltação ou preocupação.

“D is for dangerous”, “Fake tales of San Francisco”, “Dancing shoes”, “When the sun goes down”, “A certain romance” todas animam a galera jovem, de um modo mais ou menos esperado, previsível, mas talvez a alegria de assistir aos Arctic Monkeys esteja nesse espírito de balada divertida, de pular e cantar junto, e não em descobrir as canções definitivas da vida (ainda).

Aí que está o pulo do gato nos Arctic Monkeys. É preciso um pouco do juventude ou, no mínimo, espírito jovial para sacar isso.

Por Shin Oliva Suzuki

Escrito por Daniel Tambarotti
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HOT CHIP FAZ BAILÃO INDIE-DANCE

O grupo inglês tem apenas uma música mais ou menos conhecida por aqui. Mas essa pouca familiaridade não foi empecilho para o quinteto promover um grande baile dance movido a guitarras no palco onde daqui a pouco vai entrar a estrela da noite Arctic Monkeys.

Com uma formação de palco que lembra os robóticos Kraftwerk (todos lado a lado em linha, cada um com seu instrumento), os londrinos tocaram por cerca de 45 minutos e botaram o povo para dançar. Logo na segunda música já soltaram a bonita e de certa forma melancólica “Boy from school”, que ganhou um clima festeiro inusitado.



“Over and over”, a tal mais ou menos conhecida por aqui, veio logo depois, numa versão estendida, cantada em coro pelos presentes que lotavam o local. Uma citação de “Blue Monday” do New Order deu início ao fim da festa. Com o tempo correndo implacável, foram rápidos e rasteiros, sem firulas.

E mais uma vez a reclamação geral era de pouco tempo para as atrações de abertura, deixando todo mundo com o gostinho nada legal de `sempre acaba na melhor hora`. De novo.
Escrito por Daniel Tambarotti
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BJÖRK FAZ O MELHOR SHOW DA NOITE

Sob um calor saárico no palco “Volta”, abrigado na maior tenda do Tim Festival 2007, a cantora Björk cumpriu o que prometeu e fez um grande show dentro do que se aguarda de todo o universo musical e visual da islandesa. O show começou ainda com o público de 4.000 pessoas chegando ao local (ingressos esgotados) e com o microfone de Björk falhando logo na primeira frase de “Earth intruders”, a primeira música.



Mas logo as coisas se acertaram, com “Hunter” na seqüência. Como esperado, ela veio acompanhada do grupo de mulheres islandesas que se revezaram nos vocais de apoio e nos metais. Os dois terços iniciais da apresentação foram dedicados às canções mais lentas, as “paisagens emocionais” a que se refere Björk em uma de suas músicas. A partir do meio de “Hyperballad” entram as batidas fortes da música eletrônica, levando o público junto, com direito a momento “sai do chão”.

Björk fez pouco contato com o público durante sua performance, mas disse que estava muito feliz em voltar ao país. Milton Nascimento, a quem Björk diz admirar muito, veio assistir ao show e disse ao G1 que também é admiradora da islandesa. “Foi um presente que eu me dei no meu aniversário”.

Por Shin Oliva Suzuki

Escrito por Daniel Tambarotti
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