01.02.08

O CHÃO VAI TREMER

Onde Missy Elliott vai, diz o bom senso que é bom ir atrás. A rapper mais casca-grossa do hip-hop americano andava quieta desde o disco 'The Cookbook', de 2005, e agora, como não poderia deixar de ser, Miss E. volta à cena in a fuckin' big style.



'Ching-a-ling' é a música nova da moça e faz parte da trilha do filme 'Step up 2 the streets'. Ajuste os graves do seu computador, posicione os fones, clica aqui e sente a pancada: do tipo que bate no peito e faz o chão tremer.

Samples de sirenes, vocais sacanas e os maneirismos característicos da cantora estão na área mais uma vez. Tem groove, é sensual e completamente diferente de tudo o que acontece no rap hoje. E ainda assim é pop o suficiente para virar hit entre os descolados ou entre os playboys farofeiros.

O single e o clipe saem lá fora na próxima segunda-feira. Para bombar o lançamento, o vídeo de 'Ching-a-ling' vai ser em 3D, daqueles para se ver com os óculos específicos. E se você não tem o seu, não se preocupe - Missy dá a dica de como fazer um em casa mesmo!


Escrito por Daniel Tambarotti
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29.01.08


NA MOSCA DE NOVO

O Hot Chip acertou na mosca novamente. ‘Made in the dark’, o disco novo, pode ter deixado a crítica meio dividida, mas o primeiro single faz valer o download e espanta qualquer pré-condicionamento provocado por jornalistas de mau humor.



'Ready for the floor' não só é uma música sensacional como ganhou um videoclipe à altura. Uma explosão de cores inteligente e plasticamente linda faz a cama para referências pop: o que o vocalista da banda está fazendo ali vestido de Coringa (ele mesmo, inimigo do Batman)?



O próprio Alexis Taylor é quem explica para a revista bacana Fader: ‘Gosto dessa fala no filme do "Batman", do Tim Burton', diz ele, se referindo à frase ‘You’re my number one guy’, que está na letra da música. ‘É o que o personagem de Jack Palance fala para o Jack Nicholson, mas é uma declaração totalmente falsa”, explica. Para refrescar a memória: no filme, Palance tenta matar Nicholson, que sobrevive e mata Palance.

Agora chega de lenga-lenga e vai assistir ao clipe. Para os que gostam de remixes, aponte seu browser para o torrent mais perto, muitas versões já circulam pela rede.


Escrito por Daniel Tambarotti
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25.01.08

DESENCRUOU!

Depois de dar um chá-de-cadeira de 11 anos e água na boca após uns poucos shows no fim do ano passado, o Portishead finalmente anuncia o nome do disco novo e solta alguns detalhes sobre o tão esperado terceiro álbum.



O comunicado está no MySpace da banda. O disco vai se chamar 'Third' e terá 11 faixas, com duração de 49 minutos e 13 segundos. A previsão de lançamento é abril. A gente agradece e já espera com muita ansiedade.
Escrito por Daniel Tambarotti
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15.01.08

CACHORRO GRANDE

Tem briga de gigante nos bastidores do mundo eletrônico. A série de CDs mixados lançada pelo selo Fabric (do mesmo famoso clube britânico), todos sabemos, é possivelmente a mais bombada e importante do mundo, com os nomes mais significativos dos beats deixando seu carimbo ali - Villalobos, James Murphy, MANDY e Ewan Pearson só para ficar nos mais recentes.

Diante de tal cardume estrelado, estava até demorando para o Justice, o principal e mais falado nome da nova geração eletrônica, entrar para a patota. Pois bem. O selo fez o convite, a dupla francesa aceitou e mixou um set. Entretanto, para a surpresa de todos, e numa decisão que só quem tem peito pode se dar ao luxo, o povo do Fabric recusou o set mixado pelo Justice. 'Pára tudo', disseram os fãs. 'Bem feito!', vibraram os puristas odiadores de hype.



Bastou a primeira notícia pipocar na rede e o burburinho estava feito. E reverberou alto. Com o ego clubber perfurado, a dupla resolveu contra-atacar e faturar em cima do imbroglio para ganhar ainda mais exposição. Xavier de Rosnay e Gaspard Augé decidiram enviar o trabalho rejeitado para jornalistas, fãs e blogueiros descolados sob o nome de 'Justice Xmas mix'. Nem precisa dizer que o set já é dos mais comentados e baixados nos programas de troca de arquivos.

Há controvérsias sobre o motivo da recusa. A história oficial, de acordo com o Pitchfork, é a de que o selo reclamou da duração, queria algo mais longo. A assessoria do Justice confirmou o problema com a duração do mix e completou dizendo que Augé e de Rosnay não gostaram nada da idéia de acrescentar músicas para 'encher lingüiça'. Porém, o papo que rola é que na verdade o Fabric detestou o clima kitsch exagerado e resolveu dizer 'Não!'.

Confesso que ouvi o mix rejeitado muito rapidamente, ainda não consigo dar uma opinião. Mas como a polêmica é boa, vem aqui, escuta o set e tire suas próprias conclusões.

O tracklist está aí abaixo:

01 Sparks: "Tryouts for the Human Race"
02 Rondo Veneziano: "La Serenissima"
03 Goblin: "Tenebrae"
04 Daft Punk: "Ouverture"
05 Surkin: "Next of Kin"
06 Symbolone: "Love Juice"
07 Korgis: "Everybody's Gotta Learn Sometimes"
08 Midnight Juggernauts: "Ending of an Era"
09 The Paradise: "In Love With You [ft. Romauld]"
10 Justice: "TTHHEE PPAARRTTYY (Acapella)"
11 Chic: "Everybody Dance"
12 Frankie Valli: "Who Loves You"
13 Das Pop: "Underground"
14 Julien Clerc: "Quand Je Joue"
15 Daniel Balavoine: "Vivre Ou Survivre"
16 Richard Sanderson: "Reality"
17 Zoot Woman: "Grey Day"
18 Fucking Champs: "Thor Is Like Immortal"
19 The Rave: "Mother"
20 Fancy: "You Never Know"
21 Frank Stallone: "Far From Over"
22 Sheila: "Misery"
23 Todd Rundgren: "International Feel"


Escrito por Daniel Tambarotti
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10.01.08

PJ HARVEY SALVA O DIA

O ano começou mais atribulado do que o normal, mas este blog não morreu. E para voltar à rotina das doses diárias de boa música, uma notícia que deixa qualquer dia difícil mais aturável.

Dona PJ Harvey já planeja disco novo para este ano ainda. Urrul!



Mal acabamos de saborear o sensacional 'White chalk' e a cantora inglesa já anuncia via MySpace que vai mergulhar numa empreitada com o colaborador de longa data John Parish. Os dois já lançaram juntos o disco 'Dance Hall at Louse Point', em 96.

Se mantiverem o processo de 'Louse Point', Parish cuida das músicas e PJ fica com as letras. Amém.


Escrito por Daniel Tambarotti
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02.01.08


FELIZ ANO NOVO

E aí, já curaram a ressaca?


Escrito por Daniel Tambarotti
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23.12.07

E AS LISTAS ESTÃO BOMBANDO

A sempre bacana XFM, rádio inglesa, fez um megaespecialzão dos melhores do ano.

Para quem gosta de listas ou os que estão a fim de relembrarem os destaques de 2007, é farra: tem o ano em fotos, os discos, as capas, as escolhas dos DJs. Acione seu programa de downloads e vai fundo!


Escrito por Daniel Tambarotti
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16.12.07

O MÁXIMO

O negócio tá complicado, tudo muito corrido, mas tô na área.

E vamos direto ao assunto. Como é bacana a música nova do Maximo Park, hein? ‘Karaoke plays’ é a melhor de ‘Our earthly pleasures’, o segundo CD da banda, e também um exemplo perfeito de como essa banda inglesa é muuuito melhor que o contemporâneo badalado Arctic Monkeys.

‘Karaoke’ acaba de ser lançada como o novo single do grupo e entrou direto em quarto lugar da parada de rock inglesa. Não era para menos: tem pegada, melodia bonita e um DNA pop que faz querer cantar junto. Só esse chapeuzinho do vocalista é que a gente não precisava aturar, né?

Clica na foto para assistir à banda tocando a música ao vivo!



Escrito por Daniel Tambarotti
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10.12.07

REQUENTADO

Deve ser complicado se lançar solo quando você é o vocalista de uma banda coesa, veterana respeitada pelos moderninhos e das mais bem sucedidas artística e conceitualmente dos últimos 25 anos.

Sem medo de enfrentar toda essa base sólida, Dave Gahan, o homem à frente do Depeche Mode, mostra a cara e coloca na rua seu segundo disco como artista solo, "Hourglass".

É impossível não comparar o resultado final com o som do grupo de origem. A voz de Gahan é tão marca registrada do Depeche Mode que até um espirro seu parece ter sido tirado ou feito parte de alguma música da banda-mãe. Portanto, esbarrar com as muitas semelhanças entre um e outro não é surpresa.



E justamente por isso que "Hourglass" é mediano. Dave é um compositor talentoso, que coloca a própria vida e suas desgraças, que não foram poucas (overdose de heroína foi a campeã da temporada 93/94), nas músicas que canta. Mas falta aqui o toque de mestre de Martin Gore, amigo, principal e melhor compositor do Depeche Mode.

Para piorar ainda mais um pouquinho a situação: muita coisa aqui ganhou distorções rock, fazendo lembrar uma fase boa, mas já ultrapassada do DM, a do disco "Songs of faith and devotion". Era tudo muito bacana, mas lááá em 93. Em 2007 fica meio deslocado, soa anacrônico.

Todas as dez faixas são de clima intenso e as letras deprês dão o tom. A faceta moderna vem com os DJs: o single "Kingdom" foi remixado pela dupla alemã Booka Shade, ganhando um groove que passa longe da original e já bombando nas pistas mais antenadas.

Existem músicas legais? Sim, existem, mas... Por que perder tempo ouvindo "Hourglass", se a discografia impecável do Depeche Mode está a um downloadzinho apenas de distância?
Escrito por Daniel Tambarotti
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04.12.07


A HORA DA VERDADE

Fim de ano chegando, é hora das listas. O G1 fez as suas e eu dei uns pitacos lá no portal de notícias, junto com um time nota dez. Confere lá.

MELHORES DE 2007

Logo abaixo está a reprodução do meu who's who na música em 2007, e o grande mico do ano.


Interpol

Dos filhotes de Joy Division espalhados por aí, essa banda de Nova York é a melhor, como provou “Our love to admire”, o terceiro e mais denso álbum. Mas o ar blasé característico do grupo continua: nem a troca de gravadora, nem algumas brigas internas foram capazes de bagunçar os terninhos impecáveis do grupo.

“I'm not there”

A cinebiografia de Bob Dylan foi estrela dos principais festivais de cinema do país. De um jeito peculiar e muito bem-humorado, usa seis atores diferentes para mostrar as diferentes personas do músico. E Cate Blanchet interpretando a fase Dylan Black Power é de arrepiar.

Bloc Party

“A weekend in the city” fez do Bloc Party a melhor banda da nova geração do rock. Tiraram o “party” do Bloc, ouviu-se muito (injustamente) à época do lançamento do CD. Numa tacada arriscada, mas acertada, o grupo abriu mão da festa da estréia para fazer um segundo disco mais intenso, cuja porção autobiográfica ficou a cargo do problemático vocalista Kele Okereke.

The Field

“From here we go sublime”. O título é pretensioso, e Axel Willner, o culpado por esse disco, sabe da responsabilidade que vem junto. Apesar de vir do gelo cruel da Suécia e ter cara de indie sujo da noite de São Paulo, ele faz uma música quente, emocionante, recheada de camadas de teclados e melodias grandiosas. Ele é hoje filhote único da “eletrônica com emoção” que ficou famosa na mão da finada dupla Orbital.

Berlim, a capital dos beats

A cidade alemã é a mais importante hoje no mundo quando o assunto é música eletrônica. O hedonismo que a cidade carrega desde os anos 20 (pule as Guerras), o relativo baixo custo de vida e um clima constante de inovação artística são alguns dos fatores que contribuem para o surgimento, manutenção e reprodução de um número impressionante de selos independentes respeitadíssimos (M_nus, Innervisions, Get Physical, BPitch Control), DJs e produtores estrelados (Dixon, Ellen Allien, Booka Shade, Richie Hawtin, Luciano, Villalobos) e clubes de ponta (Watergate, Panorama Bar, Weekend).

Justice

“Cross” mostrou que nem só de vinhos, queijos, Air e Daft Punk vivem os franceses. Ocupando o posto do artista eletrônico da vez que a galera rock pode gostar, a dupla recheou os últimos doze meses com muita sujeira distorcida, entrou de vez para o primeiro time da música eletrônica e virou o chefe da nova geração de DJs e produtores.

Ricardo Villalobos – “Fabric 36”

O DJ meio chileno, meio alemão entortou o conceito de mix álbum ao incluir nesse apenas produções inéditas suas. É um disco de beats minimalistas, experimentações percussivas e pitadas de latinidade. Duvido alguém resistir a “Primer encuentro latino americano de la soledad”.

PJ Harvey

A musa indie elimina as guitarras, assume o piano e volta à cena com os trinta minutos do bonito e fantasmagórico “White chalk”. Será que ela algum dia vai errar?

Radiohead
Thom Yorke e cia voltaram à ativa com um disco bacana. Mas foi a ousadia marqueteira do grupo inglês que os colocou novamente no olho do furacão e passou uma rasteira merecida no mercado fonográfico – sem gravadora, venderam “In rainbows” apenas pelo site oficial da banda. E o cliente é que decidia o quanto pagar pelas músicas novas.

LCD Soundsystem

“Sound of silver” é o disco mais redondo do ano, os shows da banda pelo país deixaram a (pouca) platéia boquiaberta e, como se não bastasse, o “übercool” James Murphy e o baterista louco Pat Mahoney carimbaram seus nomes na descoladíssima série de CDs FabricLive. Murphy é a grande figura do pop hoje e não tem para mais ninguém.


MICO DO ANO: Por muito pouco não entrou aqui a escorregada feia do prestigioso Mercury Prize dando o troféu de disco do ano para o Klaxons. Mas aos 45 do segundo tempo optei pela desorganização generalizada do Tim Festival. Os ingressos tinham preço de festival europeu, mas o que se viu foi tudo bem terceiro-mundista mesmo: cariocas e paulistanos sofreram com horas de atrasos, muito descaso e total falta de respeito.


Escrito por Daniel Tambarotti
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29.11.07

TIGA EM CINCO TEMPOS

Grave: 'Alô, poderia falar com o Tiga, por favor?'
Tiga: 'Oooh shit! Esqueci da entrevista. Você pode me ligar daqui a dez minutos?'

Foi interrompendo um momento de descanso no sossego do lar que começou a minha entrevista com o DJ canadense, o principal nome da edição deste ano do Creamfields. Dez minutos depois, o DJ voltou ao telefone bem-humorado, para surpresa e alívio do blogueiro, e desandou a falar.

Lembrou das vezes que passou pelo Brasil, deu uma idéia de como vai ser seu set desta vez e se derramou em elogios: 'Os festivais na América do Sul são mágicos'. Confere aí embaixo o papo com o Mr. Electro.

GRAVE: Você vai tocar em mais um festival gigante (ele tocou no Skol Beats 2006). Você gosta? O que muda no seu set de um clube pequeno para um evento grande assim?

TIGA: Em eventos grandes fico mais em conflito comigo mesmo quanto a repertório. Já um clube pequeno é perfeito, dá para tocar de tudo e não tem a pressão de fazer todo mundo ‘enlouquecer’. Em compensação, quando rola aquela gritaria num lugar gigante, é incrível. Os festivais na América do Sul são mágicos.


G: Viver no Canadá, longe do burburinho eletrônico dos grandes centros, ajuda ou atrapalha?

T: Não é prejudicial. Tenho alguma dificuldade, no início era pior ainda, é verdade, mas nada que impeça alguma coisa. O lado bom, e não falo só profissionalmente, falo da minha vida pessoal também, é que fico longe da super-exposição. No saldo final, prefiro estar distante mesmo.


G: Seu lado produtor é tão ou mais forte que o lado DJ. Do que gosta mais?

T: Me sinto à vontade nas duas posições. Meu problema com tocar é o cansaço de turnês intermináveis, passar a vida viajando. No estúdio é tudo mais calmo, e é nesses momentos que consigo ser mais criativo.



G: Fazer música é um processo complicado?

T: Para mim, não. Aliás, faço rapidamente, ainda bem. Meu som é básico, sem complicações. Não sou do tipo que vai ao estúdio todo dia e fica lá esperando a inspiração chegar. Em pouco tempo consigo matar tudo. Os vocais é que são mais complicados, e aí tenho que regravar alguns de vez em quando.


G: Com toda a sinceridade. Minimal: sim ou não?

T: Eu adoro minimal! Essa onda me lembra muito a vibe do techno lá no início dos anos 90, que eu adorava. Tem muita single bacana, legais mesmo. Compro muita coisa… Gosto do trabalho de selos como o Wagon Repair, Kompakt, M_nus. E entre os produtores Audion, Pan-Pot e Magda me agradam muito. O problema é que tem gente demais fazendo esse som por aí, e achar os bons nesse meio é que é difícil.



Escrito por Daniel Tambarotti
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27.11.07

NATAL CAPRICHADO

Papai Noel está de bom humor neste fim de ano. O bom velhinho de vermelho coloca na lista deste excelente segundo semestre musical mais um nome top de linha. E com uma franja loira.



Richie Hawtin, pioneiro techie dos beats e sempre impecável, volta ao Brasil para duas apresentações, uma no Rio e outra em São Paulo. Na cola do DJ canadense vem a cúmplice e comparsa Magda e o argentino Barem.

Os cariocas vão ver o trio na comemoração de três anos da festa Moo, desta vez em edição especial num domingo, dia 9/12, no MAM. O horário da festa também é outro: começa às 18h, para aproveitar o cenário de fim de tarde da Baía de Guanabara. Tudo a ver com o verão carioca. Em São Paulo a festa vai ser no D-Edge, no dia 11/12, uma terça-feira.



Richie, que também foi a atração principal da mesma festa há um ano, é considerado um Deus na Europa. Nascido e criado no meio techno, traz no currículo o marco zero do minimal - a pancada bruta e crua ‘Spastik’, que acaba de ganhar um remix de Dubfire, do Deep Dish. Com uma ajudinha de Ricardo Villalobos uns anos depois com a robótica e sombria ‘Easy Lee’, teve início a onda eletrônica mais recente a varrer as pistas da Europa, para o bem e para o mal.

Este escriba viu, não sem um certo espanto, hordas de pessoas se moverem em direção ao local do set de Hawtin na edição deste ano do Sónar Festival, em Barcelona, onde a apresentação dele foi uma das mais bacanas e ocupou o maior palco de todo o evento.



Apesar de canadense, foi em Detroit, e depois em Berlim, onde mora hoje, que o moço se firmou no olimpo dos DJs. Além de produzir, é dono do ultracool selo independente M_nus Records, respeitado por onze em cada dez pessoas envolvidas com dance music em qualquer lugar do mundo.

Escrito por Daniel Tambarotti
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25.11.07


ESPERAVA MAIS

É com muita expectativa que o mundo pop esperava ‘Oblivion with bells’, o disco novo do Underworld. Sucessor do bom ‘A hundred days off’, de 2002, o trabalho novo coloca a dupla de produtores na pauta do dia novamente.

Responsáveis (quando ainda eram um trio com Darren Emerson na formação) por ‘Born Slippy’, um hino da geração eletrônica, Karl Hyde e Rick Smith passaram os últimos anos numa reclusão auto-imposta, lançando singles esparsos e estranhos somente artavés de seu site, e colaborando com projetos paralelos: o mais significativo foi a trilha sonora composta junto com o oscarizado Gabriel Yared para o filme ‘Breaking & Entering’, de Anthony Minghella, de ‘O Paciente inglês’.

E parece ter sido o clima etéreo da tal trilha que contaminou a volta com ‘Oblivion’. Os ingleses deixaram as batidas poderosas e os climas épico-dançantes para abusarem de um clima por demais intimista. Não que ser introspectivo seja ruim, mas...

Apesar da relativa decepção, neste disco está possivelmente uma das melhores músicas da dupla desde sempre, ‘Beautiful burnout’, com um vocal angustiado aliado a camadas de teclados sombrios e a uma batida meio quebrada. ‘Crocodile’, o primeiro single (que já circula por aí com remix de Oliver Huntemann e uma versão orquestrada da turma da gravadora do DJ Dixon), é apenas OK.

Existem alguns outros bons momentos, mas no todo ‘Oblivion with bells’ não decola. Pode ser a expectativa grande, ou os caras realmente perderam a mão de vez, não se sabE. E assim a gente fica com aquele gostinho amargo de ‘eu esperava mais’.

Destaques:
‘Holding the moth’
‘Ring road’


Escrito por Daniel Tambarotti
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20.11.07


JAMES MURPHY É O CARA

Outros compromissos só me deixaram comentar o show do LCD Soundsystem no Rio hoje. Mas o que James Murphy e cia fizeram no palco do Circo Voador foi tão incrível que ainda está reverberando.



Essa foi a terceira vez que vi a banda ao vivo e foi a mais redonda de todas. De cara a constatação de que ao vivo eles são mais roquenrou do que em disco. 'Daft Punk is playing at my house', por exemplo, ficou bem mais acelerada e quase irreconhecível.

A chuva insistente e irritante não tirou o ânimo do público, que encheu meio Circo, deixando a circulação e o dançar bastante agradáveis. Murphy, que suava em bicas, com gotas de suor escorrendo pelos cotovelos dobrados enquanto cantava, pediu muitos ‘obrigados’ e dizia que aquela era a ‘best crowd’.

‘Tribulations’ foi cantada, não, gritada, por todo mundo, e um Murphy ensandecido ajudou a espancar a bateria em ‘Yeah’. Mas para este humilde blogueiro, os dois grandes momentos do melhor show de 2007 foram a emoção tensa de nota única da linda ‘All my friends’ e o pancadão melancólico de ‘Someone great’. Inesquecível.




Foto: Jailson Rodrigues, via Rio Fanzine

Escrito por Daniel Tambarotti
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14.11.07

RESULTADO DA PROMO DO LCD SOUNDSYSTEM

E os felizardos são Leonardo Galiez e Thadeu Lobo.

Cada um tem direito a um par de ingressos, que devem ser retirados na entrada de imprensa do Circo Voador, munidos de documento de indentidade, até as 23h da sexta-feira (16), dia do show.


Escrito por Daniel Tambarotti
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